Comitiva voltou a pedir melhorias e a implementação de terceira faixa na rodovia
Uma comitiva formada por lideranças políticas e empresariais do Sul catarinense esteve reunida com o secretário de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE), Ricardo Grando, para reforçar o pleito histórico por melhorias na SC-370, que conecta Grão-Pará a Urubici, atravessando a Serra do Corvo Branco.
Entre as principais demandas estão a implantação de uma terceira faixa, como solução emergencial, e a duplicação completa da rodovia como projeto de médio prazo.
O encontro, intermediado pelo presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), deputado Julio Garcia, contou com a presença do ex-prefeito de Braço do Norte, Beto Kuerten Marcelino, do prefeito de Rio Fortuna, Lindomar Ballmann, do presidente da Câmara de Vereadores de Tubarão, Everson Martins, e demais autoridades e representantes de associações empresariais.
Durante a reunião, o secretário reconheceu a saturação da rodovia e sinalizou que o governo do Estado deve apresentar um posicionamento oficial ainda neste mês. A prioridade inicial, conforme Beto, será a implantação da terceira faixa, considerada uma alternativa mais rápida para minimizar os gargalos no tráfego. “Desde já agradecemos ao secretário Grando pela agilidade e disponibilidade na busca de uma solução para a SC-370”, pontuou.
Beto, que vem alertando, desde 2021, juntamente com as associações empresariais, sobre a importância da rodovia, destacou que a SC-370 é um dos principais corredores logísticos do Sul de Santa Catarina, essencial para o escoamento da produção e a mobilidade regional. “A nossa preocupação se intensifica com o aumento previsto no fluxo de veículos após a liberação da Serra do Corvo Branco, que deve impulsionar o turismo e, consequentemente, pressionar ainda mais a capacidade da via”, revelou.
Reivindicação
Para Beto Kuerten, a SC-370 não é apenas uma estrada; é a principal reivindicação econômica da região, já que liga o Vale do Braço do Norte com a BR-101. “A nossa região é próspera, temos de tudo, máquinas, alimentos, produção rural, turismo, molduras, bebidas, enfim, são dezenas de setores que precisam de agilidade para escoar seus produtos. Precisamos de agilidade para garantir segurança e fluidez, especialmente diante do crescimento do turismo na Serra”, disse.