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Câmara de Tubarão terá “renovação forçada”

TUBARÃO - A eleição para prefeito de Tubarão deverá ser pautada por um duelo entre renovação e experiência. De um lado, os vereadores Manoel Bertoncini (PSDB) e Pepê Collaço (PP), sem experiência executiva, e os petistas Olávio Falchetti e Professor Paulão, que nunca exerceram mandatos. Do outro, Genésio Goulart (PMDB) e Irmoto Feuerschuette (DEM), que acumulam, juntos, três mandatos de prefeito e um de vice.

Na eleição para o Legislativo, porém, o eleitor não deve ter muita oportunidade de optar pela experiência: três dos dez vereadores da atual legislatura não serão candidatos em outubro e vários de seus suplentes imediatos seguiram o mesmo caminho, garantindo a entrada de novos vereadores e, principalmente, deixando milhares de eleitores "órfãos".

Além de Bertoncini e Pepê, o pedetista Ronério Cardoso não tentará a reeleição. José Santos Nunes, secretário de Saúde e primeiro suplente do PP, que deixou se eleger por exatos 20 votos, é outro que se retira da disputa. Somados, os quatro candidatos somam 8.340 votos. Tanto Ronério quanto José Santos parecem dispostos a deixar a carreira política e, desta forma, abrem espaço para que haja o surgimento de novas lideranças.

Outros donos de votações expressivas não concorrerão. Manoel Duarte Porto e Felipe Felisbino fizeram mais de 800 votos cada um pelo PFL (hoje DEM), mas não serão candidatos _ Felipe inclusive deixou a sigla, inconformado com a coligação com o PMDB. Os peemedebistas João Mendes (856 votos em 2004), Vilmar de Fáveri (754) e Décio Paquelin (666) também não compõem a nominata. O PP ainda perde Hudson Dandolini, que fez 914 votos na última eleição. Perdas significativas que podem alterar a bancada de cada sigla a partir do ano que vem. Será uma renovação e tanto. Na atual legislatura, os únicos vereadores de primeira viagem são Jairo Cascaes e Edson Firmino.

Cidade pode ter menos de 100 candidatos a vereador

TUBARÃO - A eleição deste ano será a segunda em que Tubarão terá apenas dez vereadores. Até a legislatura eleita em 2000, eram 19 cadeiras em disputa no Legislativo municipal e, naturalmente, mais candidatos com perspectiva de vitória nas urnas. O efeito disso nota-se em praticamente todas as siglas da cidade: apesar de ter menos candidaturas a inscrever, todas as siglas têm tido dificuldade em lançar a nominata completa. Pela primeira vez em décadas, é possível que sejam lançados menos de 100 candidatos a vereador.

A legislação eleitoral determina que o número máximo de candidatos a serem lançados a vereador por cada partido seja o equivalente a 150% das cadeiras em disputa _ em Tubarão, portanto, cada sigla pode lançar 15 nomes. As mulheres têm direito a 30% das vagas, o que representa um mínimo de quatro vagas. No caso das coligações, a nominata pode ir a 200% das vagas disponíveis (no caso tubaronense, 20 candidaturas) e seis delas são reservadas às mulheres.

Em 2004, ano da primeira eleição com apenas dez cadeiras, a eleição proporcional teve três coligações: PDT/PFL/PSB, PMDB/PTdoB e PCdoB/PHS/PL/PPS/PTB. Além disso, quatro partidos lançaram chapas puras: PMDB, PP, PT e PTC. Em nenhum dos casos houve o aproveitamento de todas as vagas disponíveis. Para este ano, a situação deve ser ainda mais difícil. As únicas siglas a lançarem chapa pura na proporcional devem ser PSDB e PT _ este, sozinho também na majoritária.

Em 2004, o número de candidaturas poderia chegar a 120, e 109 candidatos foram para a campanha. Neste ano, se confirmadas as projeções, o número máximo deve mais uma vez ser de 120, mas com reais probabilidades de serem menos de 100, já que preencher todas as vagas, em especial as destinadas às mulheres, tem sido um problema generalizado.
 


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