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Mulheres fazem manifestação em Criciúma

CRICIÚMA - Na próxima terça-feira, quando é comemorado o Dia Nacional de Combate à Violência Contra a Mulher, será deflagrada no centro de Criciúma uma campanha sobre os direitos da mulher. A iniciativa do Conselho Municipal tem por objetivo conscientizar as vítimas sobre seus direitos, informá-las sobre a Lei nº 11.340 de 07/08/2006 intitulada Lei Maria da Penha, encorajar as pessoas em situação de violência doméstica a romper o silêncio, escapar da solidão e encontrar saídas.

Vanda Barros Colombo, presidente do Conselho dos Direitos da Mulher em Criciúma, explica que será realizada por membros da corporação uma panfletagem, na tarde de terça. "A questão da conscientização passa pelo conhecimento. A maioria das vítimas desconhece seus direitos. Mais importante do que a própria criação da nova lei, é fazer com que ela seja cumprida", lembra.

O conselho é formado por doze pessoas, sendo elas; representantes da Prefeitura Municipal de Criciúma, Câmara de Vereadores, Ordem dos Advogados do Brasil, Associação Feminina de Assistência Social (Afasc), Delegacia de Proteção a Mulher, Criança e Adolescente, União da Associação de Bairros de Criciúma (UABC) e Associação Comercial e Industrial de Criciúma (ACIC).

Conforme estatísticas, a cada quatro minutos, uma mulher é vítima de violência. Ainda segundo dados do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento, um em cada cinco dias de falta de trabalho no mundo é causado pela violência sofrida pelas mulheres dentro de suas casas. A cada cinco anos, a mulher perde um ano de vida saudável se ela sofre violência doméstica. O estupro e a violência doméstica são causas importantes de incapacidade e morte das vítimas em idade produtiva.

A mulher que sofre violência doméstica geralmente ganha menos do que aquela que não vive tal situação.Por fim, um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento estimou que o custo total da violência doméstica oscila entre 1,6% e 2% do PIB de um país.
 

 

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