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Maurício da Silva é professor e vereador
em Tubarão desde 1992. Em outubro
deverá buscar seu quinto mandato
consecutivo como o maior opositor interno
do pré-candidato do PMDB à prefeitura
de Tubarão, Genésio Goulart, com
quem bateu chapa em busca da
indicação. Maurício presidiu o
diretório municipal do partido até o
ano passado, quando foi derrotado por
Túlio Zumblick, e foi presidente da
câmara de vereadores em 2006.

 



 

MAURÍCIO DA SILVA
Vereador pelo PMDB
Sábado, 31/ Domingo, 1º/6/2008

a


“O próximo a ser tirado do
caminho pelo Genésio sou eu”

Diário do Sul – O sr. ainda pretende lutar para que o PMDB lance chapa pura em Tubarão?
Maurício da Silva
Continuo defendendo a chapa pura porque o PMDB é um partido forte quando está unido. E nós já tivemos experiências de coligações em que o PMDB ganhou, pagou o ônus de ser governo mas não levou os principais cargos, que ficaram com o parceiro na época, que era justamente o PFL (hoje DEM). No final, o PFL, que tinha o vice Rodrigo Althoff, nos abandonou, aliou-se ao nosso adversário para poder nos tirar a eleição. Se formos fazer uma pesquisa dentro do PMDB, a maioria absoluta queria que nós fôssemos de chapa pura. Se não formos com chapa pura, nosso partido não vai com força total. E no diretório não houve qualquer possibilidade de discutir essa questão.

Diário do Sul - O sr. não acha que o fato de o deputado Genésio Goulart ter vencido a votação contra o sr. indica que fazer uma ampla coligação era a vontade do partido?
Maurício
Muitos daqueles que votaram no Genésio também faziam a defesa da chapa pura, mas entenderam que ele seria o candidato com maior potencial de votos. E, individualmente, não há como negar que ele tem esse maior potencial. Mas quando se trata de composição, esse potencial pode se diluir e gerar conflitos, não representar no final o que hoje representa.

Diário do Sul – O sr. acredita que o Genésio vai tentar prejudicar a sua candidatura?
Maurício
Tenho absoluta certeza de que vai, até porque eu sou o único empecilho do Genésio hoje. Por que o Miguel Ximenes abandonou a sua candidatura de deputado estadual quando o PMDB estava na prefeitura com o Genésio? Por que o vereador Jefferson Brunato deixou o PMDB tão logo foi candidato a deputado estadual pelo partido? Por que o Amilton Lemos tem participação inexpressiva no partido, tendo sido candidato a prefeito? Os três saíram da frente e o próximo a ser tirado do caminho sou eu, não tenho a menor dúvida disso.

Diário do Sul – E que tipo de métodos o sr. acha que o Genésio pode utilizar para lhe prejudicar?
Maurício
Os de sempre: mentindo, caluniando, tomando decisões como essa do caso da gerente de Educação (aliada de Maurício, Maria de Lourdes está prestes a ser exonerada da gerência da região). O documento pedindo a exoneração foi assinado por Genésio Goulart, Edinho Bez (deputado federal), Geraldo Pereira (o Jarrão, vereador), Ivo Stapazzol (vereador) e pelo Túlio Zumblick (presidente municipal do partido). Essas informações são do ex-secretário regional Ademir Matos.

Diário do Sul – Substituir a Maria de Lourdes pela ex-sogra do deputado Joares  Ponticelli (PP) tem o objetivo de atingir o Joares ou o sr.?
Maurício
Simplesmente de me atingir. O objetivo é me tirar do caminho político. a nomeação abre espaço para o Joares continuar batendo no governo. Depois que eu deixei de ser presidente do partido, ele bate no governo livremente. Antes, ele batia e levava o troco: eu pedia o espaço e respondia.

Diário do Sul – O sr. está isolado no PMDB?
Maurício
Cada um está com seus interesses. Os vereadores pressupõem que me enfraquecerão e, se me enfraquecem como candidato e a disputa final pela eleição é dentro do partido, têm interesse nisso. E o interesse do Edinho é beneficiar o seu afilhado político, o Evandro Almeida, que também é candidato.

Diário do SulIsso não lhe coloca praticamente fora do PMDB?
Maurício
Isso me coloca numa situação bastante desconfortável e mostra que o PMDB perdeu o rumo. Se o assunto for à Comissão de Ética, eu agradeceria. Estou esperando há tempo para que a Comissão de Ética seja convocada porque tem uma série de atos que precisam ser analisados. Por exemplo: o assessor do deputado Genésio, numa nota em um jornal semanal no dia 26 de janeiro, faz uma série de declarações que faz o deputado Genésio ir a uma rádio pedir perdão três vezes ao DEM. Eu quero que essa situação seja julgada pela Comissão de Ética e a própria declaração que o Genésio fez pelos corredores da Assembléia, de simpatia exagerada pelo Esperidião Amin. Tudo isso está nos jornais e eu quero muito que a Comissão de Ética seja convocada. Se for preciso ir à instância judicial, iremos sem qualquer problema. O que não vai acontecer é qualquer coisa que me impeça de dizer o que eu quero dizer. Eles sabem que a única forma de me calar é me matar. Então, enquanto eu estiver vivo, vou falar.

Diário do Sul – O sr. chegou a se reunir com o deputado Genésio Goulart, como foi divulgado?
Maurício
Depois de uma discussão ao vivo numa rádio, ele me procurou e disse que me ligaria quando eu saísse da universidade, às 22h15, mas até 0h45 não ligou.

Diário do Sul – Como o deputado Genésio teria afastado as possíveis lideranças que o sr. citou como exemplo de pessoas que foram minadas por ele?
Maurício
Não apoiando na condição de prefeito que ele era no caso do Ximenes e do Jefferson. Se ele é o prefeito e o Ximenes é o candidato a deputado, é evidente que ele pressupunha ter o apoio do prefeito. É evidente que o Jefferson pensava o mesmo. No momento em que verificaram que não tinham apoio, o Ximenes caiu fora antes e o Jefferson ainda tentou encarar, perdeu e saiu.


“Nosso grupo ainda não definiu sobre apoiar
ou não a candidatura do Genésio.
Estão todos se sentindo traídos”


Diário do Sul – O sr. vai apoiar a candidatura do Genésio a prefeito?
MaurícioEu fiz uma reunião com o pessoal que me acompanha e nós vamos fazer mais encontros para tirar um posicionamento, mas uma coisa eu posso adiantar: está todo mundo se sentindo traído e entendendo que a decisão do deputado de tirar a gerente de Educação atinge todo o partido e é desinteligente, para dizer o mínimo, ainda mais próximo a um período eleitoral. Há uma revolta geral, mas eu não sei como ela será canalizada.

Diário do Sul – A sua saída do partido realmente está descartada?
Maurício
Não vou sair, como já disse. Quem tem que sair são aqueles que emporcalham o partido, eu sempre primei pela exaltação e pela continuidade dos princípios do partido. Hoje, publicamente, e já faz muito tempo, só eu faço a defesa do PMDB. Não existe, na imprensa ou na tribuna da câmara, quem mais faça a defesa do PMDB que eu.  Cada vez mais um segmento do partido só se sente seguro comigo. Eu me tornei defensor de um grupo de insatisfeitos.

Diário do Sul – O sr. apoiou o Genésio na reeleição a deputado estadual em 2006?
Maurício
Eu apoiei o Genésio em todas as eleições, indistintamente. E fiz o maior apoio quando ele foi prefeito e eu, vereador líder do governo. Apaguei todas as fogueiras, aprovamos todos os projetos. Ele teve a minha defesa destemida e incondicional em qualquer situação. Basta invocar qualquer vereador da época. Os peemedebistas me conhecem por eu, sempre no palanque, pedir votos para os candidatos do partido antes de pedir voto para mim. O Genésio teve sempre o meu apoio em todas as eleições.

Diário do Sul – Essa revolta do Genésio seria originada pelo fato de que, quando começou a se falar em candidatura em Tubarão, o sr. começou a construir uma reedição da tríplice aliança, inclusive com o PSDB do prefeito Carlos Stüpp, principal rival dele?
Maurício
Não tenho dúvidas disso. Até porque os cinco dias úteis em que fiquei à frente da prefeitura deram uma boa dinamicidade na cidade, fui elogiado por todos. O doutor Manoel Bertoncini, vereador na época, deu uma entrevista dizendo que não via problema nenhum em ser meu vice. O ex-senador Geraldo Althoff (DEM) manifestou claramente que poderia estar compondo numa aliança comigo. O deputado Genésio claramente escolheu outro caminho, o de bater no prefeito Stüpp, e se aliar à outra ala do DEM, comandada pelo César Damiani. O objetivo foi me isolar e evitar a possibilidade de se reeditar a tríplice aliança em Tubarão. Quando eu estava fazendo essa reedição, que cumpriria um encaminhamento sugerido pelo governador.

Diário do Sul – O deputado Genésio disse que há um vereador que pressiona os professores, numa referência clara ao sr. Isso acontece?
Maurício
Quem tentou pressionar a Lourdes durante todo o tempo para admitir, dispensar e transferir professores foi justamente ele, Genésio. Quando eu disse que tenho bilhetinhos e cartinhas, me refiro justamente ao que ele mandava para a Lourdes, fazendo estes pedidos. Eu nunca fiz isso por uma questão muito simples: hoje está tudo exposto, tudo na internet. Até mesmo os ACTs são contratados através de processo seletivo. A ordem de classificação é divulgada antes do chamado, todo mundo sabe de tudo. Não tem como chamar uma quinta colocada, por exemplo, e deixar de fora a primeira. Além do mais, o Sindicato dos Professores acompanha todos os chamados, não há nenhuma pressão, até porque o sistema não permite. E nós estamos tratando de professores, de gente esclarecida. O cidadão comum que leva uma prensa e já bota a boca no trombone, imagine um professor. Mas há no imaginário dos assessores do Genésio uma idéia de que há um meio de admitir e dispensar professores, mas a Lourdes explicou a eles a situação.

Diário do Sul – Como a saída da professora Lourdes lhe prejudicaria?
MaurícioA mim, não atrapalha em nada, mas isso desarruma o setor da Educação. A Lourdes tem toda uma liderança que permite encaminhar com mais possibilidade de êxito os conflitos mais aguçados que vão aparecendo no dia-a-dia. O diretor precisa de alguém em quem eles confiem para dar encaminhamentos e a Lourdes tem conhecimento e sempre exerceu essa liderança. Na verdade, a vingança do deputado contra mim repercute na educação.

Diário do Sul – Surgiu um imbróglio questionando o contrato da câmara de vereadores com uma agência de publicidade na época em que o sr. era presidente e os seus bens estão bloqueados. O que aconteceu?
Maurício
O erro foi do promotor. Ele queria a resposta certa, mas fez a pergunta errada. Ele pediu para o André (Leandro, um dos sócios da agência de publicidade contratada) mandar os custos com os veículos de comunicação e o faturamento, dividiu um pelo outro e achou que houve um lucro muito alto, mas os custos não foram só aqueles. Nós criamos um informativo, Além disso, o contrato previa a contratação de um funcionário e a publicidade das sessões nos bairros (extraordinárias). O André não mandou isso porque ele não pediu, mas agora estamos encaminhando. Não temos nenhuma temeridade quanto a isso, as contas da minha gestão estão num quadro para quem quiser ver.

Diário do Sul – Com o possível aumento do número de vereadores de dez para 17 e a diminuição do repasse, seria possível sustentar a câmara hoje?
Maurício
Agora se faz justiça e se recompõe a proporcionalidade. Hoje nós temos a relação que todos sabem: Santa Rosa de Lima, menos de 2 mil eleitores e nove vereadores; Tubarão, mais de 50 mil eleitores e dez vereadores. A propaganda dos promotores na época era de que ia se reduzir o número de vereadores para se reduzir os custos, mas eles não sabiam, e deveriam saber, que o repasse da prefeitura para a câmara não depende do número de vereadores, mas da arrecadação da prefeitura. É bom para todo mundo saber que promotor também se equivoca, e esse foi o tiro no pé deles. Essa emenda recompõe as faixas de número de vereadores pela população e diminui o repasse, e aí há economia. A câmara vai passar a praticamente apenas pagar a sua folha e isso afetaria em setor de pessoal. A câmara hoje funciona o dia todo, mas poderia ter que passar a funcionar em meio período; nós passamos a fazer duas sessões semanais, ao invés de uma, mas essa redução vai implicar na redução da quantidade de sessões.

Diário do Sul – Então o sr. acha que esse aumento vai implicar da redução da representatividade da câmara?
Maurício
A redução é que impediu, porque ela elitizou a campanha. Muitos candidatos nem prosseguem em suas campanhas porque não têm muitas chances de se eleger.

Diário do Sul – Quantos vereadores o PMDB pode eleger se houverem 17 cadeiras?
MaurícioSe forem corrigidas algumas bobagens que foram feitas, o PMDB pode tornar a fazer cinco, seis ou sete vereadores. Desde que se recuperem algumas candidaturas que se encaixotaram, como a do Paquelin, do Nay, do Neno, do João Mendes. Todos estão sendo incentivados a não saírem para beneficiar outros candidatos, prejudicando a legenda do partido. Com exceção ao Neno, que fez 1,3 mil votos na última eleição, são todos candidatos de 800 a 900 votos, e isso é bastante. É preciso que botemos em campo os nossos bons cavalos de corrida. Se começar com corta aqui e corta ali, é claro que não faremos a mesma legenda.

Diário do Sul – E todas essas candidaturas deixariam de sair para beneficiar um mesmo candidato?
MaurícioNão, mas para beneficiar candidatos ligados a uma mesma pessoa. Hoje as ações do partido não são para formar novas lideranças e renovar o partido. As ações hoje são pontuais para beneficiar uns e prejudicar outros.

Diário do Sul – Essas ações são desenroladas dia-a-dia ou fazem parte de um planejamento?
MaurícioFazem parte de um planejamento, sem dúvida. Qual o futuro do PMDB, independentemente do resultado da eleição para prefeito? Quem o PMDB está formando como nova liderança para os próximos embates? Daqui a quanto tempo nós faríamos de novo um prefeito ou um deputado estadual? Nós não temos rigorosamente ninguém da região em Florianópolis. Criciúma e Araranguá têm muitos indicados em Florianópolis e nós não temos ninguém. Temos em Florianópolis o ex-prefeito de Sangão, Jaiminho; o ex-prefeito de Treze de Maio, Bonelli; e o Vilson, liderança forte de Braço do Norte, mas indicados pelo secretário de Segurança, Ronaldo Benedet. O Miguel Ximenes ocupa um espaço como cota do governador, e todo mundo sabe o rebuliço que houve aqui quando ele foi nomeado pela primeira vez, para que ele não pudesse exercitar a sua liderança no governo do Estado. Para eles, é melhor que ganhe um adversário do que um companheiro de partido.


“A idéia (Lei dos Bares) foi adulterada
na sua essência. Como a mudança não
tem legitimidade, não funciona”.


Diário do Sul – O sr. acredita que a liderança do deputado Genésio se sustentaria no caso de uma segunda derrota para a prefeitura?
Maurício
Acredito que não, até porque a base se esfacelaria.

Diário do Sul – Alguns entrevistados falaram que houve uma certa morosidade na câmara neste último mandato do perfeito Carlos Stüpp. O PMDB fez oposição nestes últimos quatro anos?
Maurício
Fizemos o que tinha que ser feito. Eu vou para a tribuna da câmara e defendendo a abertura da avenida Pedro Zapellini para a formação de um anel viário na cidade e isso não vale nada. Mas se eu for para a tribuna da câmara e falar mal do Stüpp, eu posso ser considerado o melhor vereador da cidade. Para muitos, fazer oposição é falar mal da vida do prefeito, do vereador ou de outra liderança, mas quem faz essa cobrança são os pretendentes a candidato a vereador, que querem dizer que se estivessem lá quebrariam o pau.

Diário do Sul – O sr. acha que o número reduzido de vereadores facilitou as votações para o executivo, já que as bancadas ficaram menores e o único partido oficialmente de oposição é o PMDB, que tem só três vereadores?
Maurício
Não, porque nós não mudamos a nossa ação por causa da redução. Eu li a entrevista do Matusalém (dos Santos, pré-candidato a vereador pelo PT) em que ele falou que houve um acordo para os vereadores assumirem a câmara. Não houve acordo coisa nenhuma. Eu recebi a comunicação de que o prefeito iria se afastar e o vice também, e na linha sucessória o próximo é o presidente da câmara. Não houve acordo. O que o Matusalém falou foi por conta e risco dele. Em todos os meus discursos eu destaquei a necessidade da independência dos poderes, porque se for diferente, a democracia não sobrevive.

Diário do Sul – Como o sr. avalia seu mandato, sua gestão à frente da câmara e seus cinco dias úteis à frente da prefeitura?
Maurício
Eu fui e continuo sendo autor de importantíssimos projetos de lei para a cidade, como o projeto de segurança, que infelizmente ressaltou-se apenas a lei dos bares, mas não era só isso. Como legislador, não estou devendo absolutamente nada. Nos cinco dias úteis que estive à frente da prefeitura, todos viram que entrei com um projeto claro de assumir uma prefeitura sem dinheiro, que precisa articular a sociedade em torno de algumas frentes.

Diário do Sul – O sr. ainda pretende reformar e reeditar a lei dos bares?
Maurício –
A idéia foi adulterada na sua essência. E como a adulteração não tem legitimidade, a lei não funciona. Nós fizemos uma série de audiências públicas, todos os órgãos de segurança participaram, vimos as experiências de diversos lugares, como Diadema e Bolívia. Como tinha legitimidade, a fiscalização, que era o que tinha que funcionar, funcionava. Era uma coisa organizadíssima entre Polícia Militar, Polícia Civil, Vigilância Sanitária e Juizado da Infância e da Juventude. O pessoal se reunia no comando da Polícia Militar às 22h e a partir daí eles iam fazer as batidas, orientar. Só em dois meses, em 400 bares e botecos, nós tínhamos dez com problemas; de 47 postos de gasolina, tínhamos problemas com três.

Diário do Sul – Mas essa lei não era uma redundância da lei que já existia, já que menores de 18 anos já não podiam comprar bebidas alcoólicas e andar na rua à noite sem um responsável?
Maurício –
Não. O novo era a restrição do horário de funcionamento dos bares, que fechavam mais cedo. Esse é o ponto principal do sucesso nos lugares que pesquisamos. Mas não era só isso, o projeto previa atendimento social nas áreas deflagradas, e aqui em Tubarão são poucas, nós sabemos onde estão os bolsões de marginalidade. Eram 14 frentes de trabalho e nós teríamos o mesmo sucesso da Bolívia, mas aí entrou o interesse econômico prevalecendo sobre a vida. Eu pretendo reeditar a lei na próxima legislatura. O explosão de desenvolvimento que nós esperamos ter com BR-101 e Aeroporto Regional pode vir com a explosão da violência.

 

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