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“O próximo a ser
tirado do
caminho pelo Genésio sou eu”
Diário do Sul – O sr. ainda pretende lutar para que o PMDB lance
chapa pura em Tubarão?
Maurício da Silva
– Continuo defendendo a chapa pura porque o PMDB é um partido forte
quando está unido. E nós já tivemos experiências de coligações em que o
PMDB ganhou, pagou o ônus de ser governo mas não levou os principais
cargos, que ficaram com o parceiro na época, que era justamente o PFL
(hoje DEM). No final, o PFL, que tinha o vice Rodrigo Althoff, nos
abandonou, aliou-se ao nosso adversário para poder nos tirar a eleição.
Se formos fazer uma pesquisa dentro do PMDB, a maioria absoluta queria
que nós fôssemos de chapa pura. Se não formos com chapa pura, nosso
partido não vai com força total. E no diretório não houve qualquer
possibilidade de discutir essa questão.
Diário do Sul - O sr. não acha que o fato de o deputado Genésio
Goulart ter vencido a votação contra o sr. indica que fazer uma ampla
coligação era a vontade do partido?
Maurício
– Muitos daqueles que votaram no Genésio também faziam a defesa da
chapa pura, mas entenderam que ele seria o candidato com maior potencial
de votos. E, individualmente, não há como negar que ele tem esse maior
potencial. Mas quando se trata de composição, esse potencial pode se
diluir e gerar conflitos, não representar no final o que hoje
representa.
Diário do Sul – O sr. acredita que o Genésio vai tentar prejudicar a
sua candidatura?
Maurício
– Tenho absoluta certeza de que vai, até porque eu sou o único
empecilho do Genésio hoje. Por que o Miguel Ximenes abandonou a sua
candidatura de deputado estadual quando o PMDB estava na prefeitura com
o Genésio? Por que o vereador Jefferson Brunato deixou o PMDB tão logo
foi candidato a deputado estadual pelo partido? Por que o Amilton Lemos
tem participação inexpressiva no partido, tendo sido candidato a
prefeito? Os três saíram da frente e o próximo a ser tirado do caminho
sou eu, não tenho a menor dúvida disso.
Diário do Sul – E que tipo de métodos o sr. acha que o Genésio pode
utilizar para lhe prejudicar?
Maurício
– Os de sempre: mentindo, caluniando, tomando decisões como essa do
caso da gerente de Educação (aliada de Maurício, Maria de Lourdes está
prestes a ser exonerada da gerência da região). O documento pedindo a
exoneração foi assinado por Genésio Goulart, Edinho Bez (deputado
federal), Geraldo Pereira (o Jarrão, vereador), Ivo Stapazzol (vereador)
e pelo Túlio Zumblick (presidente municipal do partido). Essas
informações são do ex-secretário regional Ademir Matos.
Diário do Sul – Substituir a Maria de Lourdes pela ex-sogra do
deputado Joares Ponticelli (PP) tem o objetivo de atingir o Joares ou o
sr.?
Maurício
– Simplesmente de me atingir. O objetivo é me tirar do caminho
político. a nomeação abre espaço para o Joares continuar batendo no
governo. Depois que eu deixei de ser presidente do partido, ele bate no
governo livremente. Antes, ele batia e levava o troco: eu pedia o espaço
e respondia.
Diário do Sul – O sr. está isolado no PMDB?
Maurício
–
Cada
um
está
com
seus
interesses.
Os
vereadores
pressupõem
que
me
enfraquecerão e, se
me
enfraquecem
como
candidato
e a
disputa
final
pela
eleição
é
dentro
do
partido,
têm
interesse
nisso. E o
interesse
do Edinho é
beneficiar
o
seu
afilhado
político,
o Evandro Almeida,
que
também
é
candidato.
Diário do
Sul –
Isso
não
lhe coloca praticamente
fora do PMDB?
Maurício
– Isso me coloca numa situação bastante desconfortável e mostra que
o PMDB perdeu o rumo. Se o assunto for à Comissão de Ética, eu
agradeceria. Estou esperando há tempo para que a Comissão de Ética seja
convocada porque tem uma série de atos que precisam ser analisados. Por
exemplo: o assessor do deputado Genésio, numa nota em um jornal semanal
no dia 26 de janeiro, faz uma série de declarações que faz o deputado
Genésio ir a uma rádio pedir perdão três vezes ao DEM. Eu quero que essa
situação seja julgada pela Comissão de Ética e a própria declaração que
o Genésio fez pelos corredores da Assembléia, de simpatia exagerada pelo
Esperidião Amin. Tudo isso está nos jornais e eu quero muito que a
Comissão de Ética seja convocada. Se for preciso ir à instância
judicial, iremos sem qualquer problema. O que não vai acontecer é
qualquer coisa que me impeça de dizer o que eu quero dizer. Eles sabem
que a única forma de me calar é me matar. Então, enquanto eu estiver
vivo, vou falar.
Diário do Sul – O sr. chegou a se reunir com o deputado Genésio
Goulart, como foi divulgado?
Maurício
– Depois de uma discussão ao vivo numa rádio, ele me procurou e
disse que me ligaria quando eu saísse da universidade, às 22h15, mas até
0h45 não ligou.
Diário do Sul – Como o deputado Genésio teria afastado as possíveis
lideranças que o sr. citou como exemplo de pessoas que foram minadas por
ele?
Maurício – Não apoiando na condição de prefeito que
ele era no caso do Ximenes e do Jefferson. Se ele é o prefeito e o
Ximenes é o candidato a deputado, é evidente que ele pressupunha ter o
apoio do prefeito. É evidente que o Jefferson pensava o mesmo. No
momento em que verificaram que não tinham apoio, o Ximenes caiu fora
antes e o Jefferson ainda tentou encarar, perdeu e saiu.
“Nosso grupo ainda não definiu sobre apoiar
ou não a candidatura do Genésio.
Estão todos se sentindo traídos”
Diário do Sul – O sr. vai apoiar a candidatura do Genésio a prefeito?
Maurício
– Eu fiz uma reunião com o pessoal que me acompanha e nós vamos
fazer mais encontros para tirar um posicionamento, mas uma coisa eu
posso adiantar: está todo mundo se sentindo traído e entendendo que a
decisão do deputado de tirar a gerente de Educação atinge todo o partido
e é desinteligente, para dizer o mínimo, ainda mais próximo a um período
eleitoral. Há uma revolta geral, mas eu não sei como ela será
canalizada.
Diário do Sul – A sua saída do partido realmente está descartada?
Maurício
– Não vou sair, como já disse. Quem tem que sair são aqueles que
emporcalham o partido, eu sempre primei pela exaltação e pela
continuidade dos princípios do partido. Hoje, publicamente, e já faz
muito tempo, só eu faço a defesa do PMDB. Não existe, na imprensa ou na
tribuna da câmara, quem mais faça a defesa do PMDB que eu. Cada vez
mais um segmento do partido só se sente seguro comigo. Eu me tornei
defensor de um grupo de insatisfeitos.
Diário do Sul – O sr. apoiou o Genésio na reeleição a deputado estadual
em 2006?
Maurício
– Eu apoiei o Genésio em todas as eleições, indistintamente. E fiz o
maior apoio quando ele foi prefeito e eu, vereador líder do governo.
Apaguei todas as fogueiras, aprovamos todos os projetos. Ele teve a
minha defesa destemida e incondicional em qualquer situação. Basta
invocar qualquer vereador da época. Os peemedebistas me conhecem por eu,
sempre no palanque, pedir votos para os candidatos do partido antes de
pedir voto para mim. O Genésio teve sempre o meu apoio em todas as
eleições.
Diário do Sul – Essa revolta do Genésio seria originada pelo fato de
que, quando começou a se falar em candidatura em Tubarão, o sr. começou
a construir uma reedição da tríplice aliança, inclusive com o PSDB do
prefeito Carlos Stüpp, principal rival dele?
Maurício
– Não tenho dúvidas disso. Até porque os cinco dias úteis em que
fiquei à frente da prefeitura deram uma boa dinamicidade na cidade, fui
elogiado por todos. O doutor Manoel Bertoncini, vereador na época, deu
uma entrevista dizendo que não via problema nenhum em ser meu vice. O
ex-senador Geraldo Althoff (DEM) manifestou claramente que poderia estar
compondo numa aliança comigo. O deputado Genésio claramente escolheu
outro caminho, o de bater no prefeito Stüpp, e se aliar à outra ala do
DEM, comandada pelo César Damiani. O objetivo foi me isolar e evitar a
possibilidade de se reeditar a tríplice aliança em Tubarão. Quando eu
estava fazendo essa reedição, que cumpriria um encaminhamento sugerido
pelo governador.
Diário do Sul – O deputado Genésio disse que há um vereador que
pressiona os professores, numa referência clara ao sr. Isso acontece?
Maurício
– Quem tentou pressionar a Lourdes durante todo o tempo para
admitir, dispensar e transferir professores foi justamente ele, Genésio.
Quando eu disse que tenho bilhetinhos e cartinhas, me refiro justamente
ao que ele mandava para a Lourdes, fazendo estes pedidos. Eu nunca fiz
isso por uma questão muito simples: hoje está tudo exposto, tudo na
internet. Até mesmo os ACTs são contratados através de processo
seletivo. A ordem de classificação é divulgada antes do chamado, todo
mundo sabe de tudo. Não tem como chamar uma quinta colocada, por
exemplo, e deixar de fora a primeira. Além do mais, o Sindicato dos
Professores acompanha todos os chamados, não há nenhuma pressão, até
porque o sistema não permite. E nós estamos tratando de professores, de
gente esclarecida. O cidadão comum que leva uma prensa e já bota a boca
no trombone, imagine um professor. Mas há no imaginário dos assessores
do Genésio uma idéia de que há um meio de admitir e dispensar
professores, mas a Lourdes explicou a eles a situação.
Diário do Sul – Como a saída da professora Lourdes lhe prejudicaria?
Maurício
– A mim, não atrapalha em nada, mas isso desarruma o setor da
Educação. A Lourdes tem toda uma liderança que permite encaminhar com
mais possibilidade de êxito os conflitos mais aguçados que vão
aparecendo no dia-a-dia. O diretor precisa de alguém em quem eles
confiem para dar encaminhamentos e a Lourdes tem conhecimento e sempre
exerceu essa liderança. Na verdade, a vingança do deputado contra mim
repercute na educação.
Diário do Sul – Surgiu um imbróglio questionando o contrato da câmara de
vereadores com uma agência de publicidade na época em que o sr. era
presidente e os seus bens estão bloqueados. O que aconteceu?
Maurício
– O erro foi do promotor. Ele queria a resposta certa, mas fez a
pergunta errada. Ele pediu para o André (Leandro, um dos sócios da
agência de publicidade contratada) mandar os custos com os veículos de
comunicação e o faturamento, dividiu um pelo outro e achou que houve um
lucro muito alto, mas os custos não foram só aqueles. Nós criamos um
informativo, Além disso, o contrato previa a contratação de um
funcionário e a publicidade das sessões nos bairros (extraordinárias). O
André não mandou isso porque ele não pediu, mas agora estamos
encaminhando. Não temos nenhuma temeridade quanto a isso, as contas da
minha gestão estão num quadro para quem quiser ver.
Diário do Sul – Com o possível
aumento do número de vereadores de dez para 17 e a diminuição do
repasse, seria possível sustentar a câmara hoje?
Maurício
– Agora se faz justiça e se recompõe a proporcionalidade. Hoje nós
temos a relação que todos sabem: Santa Rosa de Lima, menos de 2 mil
eleitores e nove vereadores; Tubarão, mais de 50 mil eleitores e dez
vereadores. A propaganda dos promotores na época era de que ia se
reduzir o número de vereadores para se reduzir os custos, mas eles não
sabiam, e deveriam saber, que o repasse da prefeitura para a câmara não
depende do número de vereadores, mas da arrecadação da prefeitura. É bom
para todo mundo saber que promotor também se equivoca, e esse foi o tiro
no pé deles. Essa emenda recompõe as faixas de número de vereadores pela
população e diminui o repasse, e aí há economia. A câmara vai passar a
praticamente apenas pagar a sua folha e isso afetaria em setor de
pessoal. A câmara hoje funciona o dia todo, mas poderia ter que passar a
funcionar em meio período; nós passamos a fazer duas sessões semanais,
ao invés de uma, mas essa redução vai implicar na redução da quantidade
de sessões.
Diário do Sul – Então o sr. acha que esse aumento vai implicar da
redução da representatividade da câmara?
Maurício
– A redução é que impediu, porque
ela elitizou a campanha. Muitos candidatos nem prosseguem em suas
campanhas porque não têm muitas chances de se eleger.
Diário do Sul – Quantos vereadores o PMDB pode eleger se houverem 17
cadeiras?
Maurício
– Se forem corrigidas algumas bobagens que foram feitas, o PMDB pode
tornar a fazer cinco, seis ou sete vereadores. Desde que se recuperem
algumas candidaturas que se encaixotaram, como a do Paquelin, do Nay, do
Neno, do João Mendes. Todos estão sendo incentivados a não saírem para
beneficiar outros candidatos, prejudicando a legenda do partido. Com
exceção ao Neno, que fez 1,3 mil votos na última eleição, são todos
candidatos de 800 a 900 votos, e isso é bastante. É preciso que botemos
em campo os nossos bons cavalos de corrida. Se começar com corta aqui e
corta ali, é claro que não faremos a mesma legenda.
Diário do Sul – E todas essas candidaturas deixariam de sair para
beneficiar um mesmo candidato?
Maurício
– Não, mas para beneficiar candidatos ligados a uma mesma pessoa.
Hoje as ações do partido não são para formar novas lideranças e renovar
o partido. As ações hoje são pontuais para beneficiar uns e prejudicar
outros.
Diário do Sul – Essas ações são desenroladas dia-a-dia ou fazem parte de
um planejamento?
Maurício
– Fazem parte de um planejamento, sem dúvida. Qual o futuro do PMDB,
independentemente do resultado da eleição para prefeito? Quem o PMDB
está formando como nova liderança para os próximos embates? Daqui a
quanto tempo nós faríamos de novo um prefeito ou um deputado estadual?
Nós não temos rigorosamente ninguém da região em Florianópolis. Criciúma
e Araranguá têm muitos indicados em Florianópolis e nós não temos
ninguém. Temos em Florianópolis o ex-prefeito de Sangão, Jaiminho; o
ex-prefeito de Treze de Maio, Bonelli; e o Vilson, liderança forte de
Braço do Norte, mas indicados pelo secretário de Segurança, Ronaldo
Benedet. O Miguel Ximenes ocupa um espaço como cota do governador, e
todo mundo sabe o rebuliço que houve aqui quando ele foi nomeado pela
primeira vez, para que ele não pudesse exercitar a sua liderança no
governo do Estado. Para eles, é melhor que ganhe um adversário do que um
companheiro de partido.
“A idéia (Lei dos Bares) foi adulterada
na sua essência. Como a mudança não
tem legitimidade, não funciona”.
Diário do Sul – O sr. acredita que a liderança do deputado Genésio se
sustentaria no caso de uma segunda derrota para a prefeitura?
Maurício
– Acredito que não, até porque a base se esfacelaria.
Diário do Sul – Alguns entrevistados falaram que houve uma certa
morosidade na câmara neste último mandato do perfeito Carlos Stüpp. O
PMDB fez oposição nestes últimos quatro anos?
Maurício
– Fizemos o que tinha que ser feito. Eu vou para a tribuna da câmara
e defendendo a abertura da avenida Pedro Zapellini para a formação de um
anel viário na cidade e isso não vale nada. Mas se eu for para a tribuna
da câmara e falar mal do Stüpp, eu posso ser considerado o melhor
vereador da cidade. Para muitos, fazer oposição é falar mal da vida do
prefeito, do vereador ou de outra liderança, mas quem faz essa cobrança
são os pretendentes a candidato a vereador, que querem dizer que se
estivessem lá quebrariam o pau.
Diário do Sul – O sr. acha que o número reduzido de vereadores facilitou
as votações para o executivo, já que as bancadas ficaram menores e o
único partido oficialmente de oposição é o PMDB, que tem só três
vereadores?
Maurício
– Não, porque nós não mudamos a nossa ação por causa da redução. Eu
li a entrevista do Matusalém (dos Santos, pré-candidato a vereador pelo
PT) em que ele falou que houve um acordo para os vereadores assumirem a
câmara. Não houve acordo coisa nenhuma. Eu recebi a comunicação de que o
prefeito iria se afastar e o vice também, e na linha sucessória o
próximo é o presidente da câmara. Não houve acordo. O que o Matusalém
falou foi por conta e risco dele. Em todos os meus discursos eu
destaquei a necessidade da independência dos poderes, porque se for
diferente, a democracia não sobrevive.
Diário do Sul – Como o sr. avalia seu mandato, sua gestão à frente da
câmara e seus cinco dias úteis à frente da prefeitura?
Maurício
– Eu fui e continuo sendo autor de importantíssimos projetos de lei
para a cidade, como o projeto de segurança, que infelizmente
ressaltou-se apenas a lei dos bares, mas não era só isso. Como
legislador, não estou devendo absolutamente nada. Nos cinco dias úteis
que estive à frente da prefeitura, todos viram que entrei com um projeto
claro de assumir uma prefeitura sem dinheiro, que precisa articular a
sociedade em torno de algumas frentes.
Diário do Sul – O sr. ainda pretende reformar e reeditar a lei dos
bares?
Maurício –
A idéia foi adulterada na sua essência. E como a adulteração não tem
legitimidade, a lei não funciona. Nós fizemos uma série de audiências
públicas, todos os órgãos de segurança participaram, vimos as
experiências de diversos lugares, como Diadema e Bolívia. Como tinha
legitimidade, a fiscalização, que era o que tinha que funcionar,
funcionava. Era uma coisa organizadíssima entre Polícia Militar, Polícia
Civil, Vigilância Sanitária e Juizado da Infância e da Juventude. O
pessoal se reunia no comando da Polícia Militar às 22h e a partir daí
eles iam fazer as batidas, orientar. Só em dois meses, em 400 bares e
botecos, nós tínhamos dez com problemas; de 47 postos de gasolina,
tínhamos problemas com três.
Diário do Sul – Mas essa lei não era uma redundância da lei que já
existia, já que menores de 18 anos já não podiam comprar bebidas
alcoólicas e andar na rua à noite sem um responsável?
Maurício – Não. O novo era a restrição do
horário de funcionamento dos bares, que fechavam mais cedo. Esse é o
ponto principal do sucesso nos lugares que pesquisamos. Mas não era só
isso, o projeto previa atendimento social nas áreas deflagradas, e aqui
em Tubarão são poucas, nós sabemos onde estão os bolsões de
marginalidade. Eram 14 frentes de trabalho e nós teríamos o mesmo
sucesso da Bolívia, mas aí entrou o interesse econômico prevalecendo
sobre a vida. Eu pretendo reeditar a lei na próxima legislatura. O
explosão de desenvolvimento que nós esperamos ter com BR-101 e Aeroporto
Regional pode vir com a explosão da violência.
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