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Matusalém dos Santos, o Matusa,
é um dos maiores ícones do Partido
dos Trabalhadores em Tubarão.
Único vereador que a sigla já
elegeu na cidade, esteve na câmara
entre 1993 e 1996. Não se reelegeu
em 1996 e foi candidato a prefeito
em 2000 e 2004, além de candidato
a deputado estadual em 2002,
fazendo mais de 9 mil votos
na cidade. Atualmente é pré-candidato a vereador pelo PT.
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MATUSALÉM DOS SANTOS
PRÉ-CANDIDATO A VEREADOR PELO PT
Sábado, 10/ e Domingo
11/5/2008 |
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a
“O Olávio agrega
um conjunto
de eleitores que eu não agregaria”
Diário do Sul - Como o sr., como ex-líder estudantil,
vê a atual polêmica em torno da sucessão na reitoria da Unisul?
Matusa - Eu tomei conhecimento do processo de sucessão através do
Diário do Sul. Eu tenho a minha opinião sobre ele, como tive sobre os
outros e todos foram lamentavelmente iguais, com exceção ao de 1992,
quando o professor Silvestre Heerdt derrotou a professora Amaline Mussi.
Quando entrei na Unisul, em 1983, tive contato com muitas pessoas com
visão de política de esquerda e que acreditavam que o movimento
estudantil precisava se organizar. Aliás, havia uma onda de
reorganização do movimento estudantil em todo o Brasil. Eu participei da
criação do Diretório Central dos Estudantes (DCE), que não existia. Mas
ter uma eleição legítima no Conselho Universitário é praticamente
impossível, porque a probabilidade de as pessoas que chegam lá estarem
alinhadas com os interesses da reitoria é muito grande. Isso só ocorre
com professores efetivos, e é claro para ganhar essa condição é preciso
um certo controle. Isso não quer dizer que não se efetive pessoas sem
interesse, mas depois da eleição de 1992 houve a demissão de várias
pessoas da chapa que concorreu.
Diário do Sul - Houve uma continuidade das lideranças
no comando do DCE?
Matusa - Não. O DCE sofre de um problema: quando o aluno entende a
importância do movimento estudantil, já está na metade da faculdade; até
começar a participar, já está terminando o curso. Então o movimento
perde a continuidade de lideranças fixas que possam ter visão e planejar
a médio e longo prazo. Em poucas oportunidades o DCE teve vínculo mais
forte com a reitoria, sem fazer enfrentamentos. A maior bandeira, depois
da discussão quanto aos valores das mensalidades, sempre foi a da
eleição direta para a reitoria e outros cargos, dentro de uma bandeira
de qualidade de ensino. Em 1987, num período inflacionário alto, a
Unisul, ainda chamada Fessc, promoveu um reajuste de mensalidade alto, e
isso mobilizou os estudantes. Houve a primeira grande greve na
universidade, que durou 49 dias. O caso entrou para a história como a
primeira vez em que a polícia invadiu em tropa um campus para fazer
repressão a uma greve. Isso frustrou os planos de sucessão do professor
Silvestre, que pretendia ser o primeiro reitor da Unisul e presidente da
Associação Catarinense de Fundações de Ensino (Acafe).
Diário do Sul - Mas como foi possível a formação de
uma chapa de oposição, em 1992?
Matusa - Nos três anos em que o professor (José) Müller ocupou a
reitoria (de 90 a 92), a coisa era um pouco mais solta. Por mais que
houvessem parentes empregados, havia muita gente que também estava ali,
até pela necessidade de formar o quadro, sem conciliar com as idéias,
mas também não se indispunham. Nesta oportunidade, o movimento
estudantil, que tem uma quantidade expressiva de assentos no Conselho
Universitário, colou com a candidatura da professora Amaline.
Diário do Sul - Se o sr. fosse prefeito de Tubarão, o
que faria em relação à Unisul, já que é uma instituição pública e o
prefeito é o presidente do Conselho Curador?
Matusa - Quando a Unisul era Fessc, o Conselho Curador tinha mais
força. Hoje o Conselho Universitário define muito mais os rumos da
universidade. E o Conselho Universitário tem uma democracia própria, que
eu não considero democracia pelo modo que se chega até ele. O prefeito
não tem um ato único para mudar as coisas lá dentro, mas tem poder para
pressionar para que as coisas tenham um rumo diferente. Se eu fosse
prefeito, não apenas assumiria de fato a presidência do Conselho Curador
como me aliaria ao movimento estudantil e chamaria à responsabilidade um
setor de funcionários e membros do Conselho que não concordam com
aquilo, mas não se manifestam por falta de uma voz. Por que o Tribunal
de Contas do Estado, que analisa as contas da câmara, por exemplo, não
analisa as da Unisul? Existe um conceito de que o Tribunal só analisa as
contas de instituições em que o município seja mantenedor com pelo menos
50% dos custos, um entendimento que eu acho equivocado. Se for assim, ou
o município cria uma fundação de saúde para ela crescer ou cria para não
ser de ninguém.
Diário do Sul - Os vereadores não poderiam pedir
informações?
Matusa - Quando eu fui vereador, fiz muitos pedidos que foram
rejeitados, é preciso aprovar na câmara. Certa vez eu fiz um
requerimento para averiguar quanto a prefeitura gastava com a Produsul e
os vereadores, que ganhavam passaportes, votaram contra. Eu acredito que
um pedido de prestação de contas da Unisul também teria resistência.
Diário do Sul - O sr. considera a atuação da Câmara
de Vereadores hoje muito subserviente à prefeitura?
Matusa - Eu tive a honra de ser o primeiro vereador do PT em Tubarão
e busquei fazer um mandato diplomático, porém intransigente com algumas
coisas que o partido sempre considerou errado. Fiz um mandato bastante
fiscalizador, com várias denúncias e em cinco delas houve condenação
para que o prefeito (Irmoto Feuerschuette) devolvesse dinheiro. Fiz
denúncias no Ministério Público e no Tribunal de Contas, movi algumas
ações judiciais. Entramos contra aumento irregular de salários dos
vereadores, por uma decisão da câmara em cima de um projeto do prefeito.
No final do processo se confirmou que o aumento era indevido e houve a
devolução, com juros e correção monetária. Desde que eu saí da câmara
porque o PT não conseguiu fazer legenda, eu não vejo mais essa atuação.
Nesta última legislatura, há uma situação estranha: o fato de tantos
vereadores assumirem a prefeitura. Para um presidente da câmara assumir,
é preciso que haja impedimento do prefeito e do vice-prefeito. Ainda
houve casos em que o vice-presidente assumiu (Pepê Collaço e Maurício da
Silva foram eleitos vice-presidentes e chegaram ao cargo maior da câmara
com as renúncias, respectivamente, de José Luís Tancredo e Geraldo
Pereira). É preciso um efeito dominó e tem ocorrido cenários
matematicamente improváveis, com três ou quatro impedimentos. O povo
está vendo que está havendo negociações deste tipo. E aí a gente
pergunta: por que eles fazem este tipo de negociação? Porque são
compadres, irmãos camaradas? Este tipo de acordo vai ser fiscalizado
depois? O acordo está envolvendo até partidos de oposição, que estão
fora do governo municipal, que perderam a eleição de 2004. Some-se a
isso ao fato de nós não vermos grandes debates em torno de questões da
prefeitura, de cobranças.
Diário do Sul - Houve questões em que o sr. sentiu
falta de debate na câmara?
Matusa - Nós tivemos na eleição de 2004 a história das obras no
último ano do mandato. A câmara poderia se manifestar sobre isso. Este
ano nós ainda temos um fato novo: em todas as ruas que estão sendo
asfaltadas há uma placa dizendo que ali está o dinheiro do IPTU. Fica o
questionamento: cadê o IPTU de 2007, 2006 e 2005? A câmara poderia pedir
uma explicação ou sugerir que o Ministério Público investigasse.
“O fato de tantos vereadores assumirem
a prefeitura é estranho. Um vereador
fiscalizador faz falta a Tubarão”
Diário do Sul - O sr. acha que a diminuição
do número de vereadores de 19 para dez contribuiu para isso?
Matusa - Na última legislação nós tivemos 19 vereadores e a situação
não foi muito diferente. Mas, sem dúvida, com 19 é mais difícil
conciliar os interesses. Eu pensei que com dez vereadores haveria uma
economia de recursos, mas continua se gastando os mesmos valores e
diminuiu a participação popular. Se fossem 19 vagas, o PT teria eleito o
dr. Akilson e outros partidos também estariam ali.
Diário do Sul - O sr. deixou a câmara em
1996. Por que, apesar da sua atuação destacada, de lá para cá o PT nunca
mais elegeu um vereador?
Matusa - Por falta de legenda, por termos poucos candidatos e
candidatos com pouco potencial eleitoral. Na última eleição, se fossem
19 cadeiras, nós teríamos conseguido porque o partido se preparou
melhor. O quociente eleitoral, que era 3,2 mil votos, subiu para 5,6
mil, e nós fizemos 3,8 mil votos. Temos a candidatura do dr. Akilson,
que sempre desponta bastante, do Clodoaldo Medeiros pela última eleição
e a minha, que sempre teve boa votação.
Diário do Sul - A sua candidatura seria a
grande arma do partido para fazer os votos que faltaram em 2004?
Matusa - Nós contamos com alguns trunfos neste sentido: a primeira é
a candidatura a prefeito do Olávio Falchetti. Claro que o voto nele não
vale diretamente para a legenda, mas sempre traz uma colaboração; a
segunda é a mescla de candidaturas novas, como a minha, que a vereador é
nova, com candidaturas que vêm crescendo, como a do dr. Akilson, que
desde 1996 sempre aumenta a sua votação e o Clodoaldo, que pelo que vem
trabalhando deve aumentar o número de votos. Existe um sentimento na
sociedade por uma atuação mais contundente da nossa câmara de vereadores
e que um vereador do Partido dos Trabalhadores faz falta. E o bom
desempenho do governo Lula não transfere votos automaticamente, mas
ajuda.
Diário do Sul - Dentro do partido houve
alguma resistência à condição imposta pelo pré-candidato Olávio
Falchetti de não fazer coligações?
Matusa - Não. O PT nunca foi fechado a alianças. Tanto que, na
última eleição, chegou a conversar bastante com o PMDB. Em virtude da
eleição de 2006, do apoio que o partido deu ao Amin no segundo turno,
houve a possibilidade com o PP, mas o PT de Tubarão nunca foi muito
afoito por alianças e como o Olávio desde o começo declarou que queria
fazer chapa pura para, se eleito, fazer um governo sem impedir que
pessoas de outros partidos façam parte, mas sem dever vagas e cargos. A
sugestão do Olávio foi aceita na primeira reunião, ainda no ano passado.
Em março foi realizada uma reunião ampliada do diretório e a decisão foi
homologada. Até hoje não surgiu nenhuma voz dentro do PT contra e é
possível assegurar que vai passar na convenção a idéia de não fazer
coligação. Tanto que nós não estamos procurando partido nenhum e, quando
somos procurados, descartamos. O PT foi procurado pelo PP e também pelo
PMDB.
Diário do Sul - O PT se arrepende de não
ter cedido a cabeça-de-chapa para o PMDB em 2004? Se o candidato fosse o
ex-prefeito Miguel Ximenes, a história poderia ser outra?
Matusa - Muito pelo contrário. O partido avalia que, se tivesse
cedido, perderia a eleição mesmo como vice e não teria tido a sua
representação. O Miguel Ximenes sempre gozou de respeito dentro do PT.
Em alguns momentos acenou-se com o interesse de que o Miguel concorresse
a prefeito e procuraram o PT, mas isso nunca aconteceu oficialmente. Em
1992, ele nos procurou e nós aceitamos ser seu vice, mas ele acabou
escolhendo o César Damiani (na época no PDT). Mesmo assim, sempre teve
um ótimo relacionamento com a gente e seria o nome de melhor trânsito do
PMDB conosco na ocasião.
“Há um inquérito no MP sobre o uso da
verba destinada para a retirada dos
trilhos da avenida Marcolino Martins Cabral”
Diário do Sul - O fato de o Olávio Falchetti não ter
nenhuma experiência eleitoral não pode atrapalhar a campanha?
Matusa - Ele nunca concorreu, mas é filiado ao PT desde 2003 e,
mesmo com toda a crise do primeiro governo Lula, nunca se deixou abater
e manteve firme a sua convicção no PT. Ele soube filtrar bem as coisas e
foi um companheiro muito coerente. Isso somado ao trabalho dele na
sociedade, como empresário e na área social, ganha o abono do partido. É
claro que ele não é muito conhecido, seria mais se tivesse concorrido em
outras eleições, mas eu fui candidato duas vezes a prefeito e o Olávio é
um nome melhor no cenário de hoje do que o meu.
Diário do Sul - O sr. acha que o Olávio aumentará a
votação que o partido fez em 2004 (o próprio Matusalém somou 6.651 votos
para prefeito)?
Matusa - Todos os votos que viriam para mim tendem a ir para uma
candidatura alternativa, ainda mais tendo um perfil como a do Olávio e
do PT. E o Olávio agrega mais um conjunto de eleitores descontentes com
esse processo eleitoral e eu não agregaria, ou no máximo ganharia o
voto, mas não o engajamento.
Diário do Sul - O PT tradicionalmente faz ótimas
votações em Tubarão para governador e presidente. Por que não repete
esse desempenho na eleição municipal?
Matusa - O voto de vereador pode ter diversas causas: pessoa da
família, mora no mesmo bairro, foi o primeiro a pedir voto, foi o único
a pedir voto. Já o voto para presidente da República tem um perfil mais
ideológico, o candidato está distante. Desde 1989 o PT faz boas votações
para o Lula e depois passou a fazer grandes votações para governador
também, o que mostra que as pessoas têm um grande apreço pelo partido em
Tubarão. Pesquisas mostram que o PT é o partido preferido dos eleitores,
com média de 20%, contra 8% do segundo colocado, que é o PMDB. Essas
pesquisas foram mais intensificadas no ano passado, quando estava sendo
discutida na câmara a reforma política e existia a possibilidade de se
acabar com o voto pessoal e adotar o voto com lista, em que o eleitor
vota no partido. Na época os partidos de direita entenderam que, por
essa simpatia que tem, o PT poderia ampliar muito a sua bancada. A
questão geral é que as pessoas, para vereador, não transferem essa carga
ideológica.
Diário do Sul - Existe a expectativa de retorno de
Jorge Boeira à câmara?
Matusa - Ele é o primeiro suplente do PT. Dos nossos três deputados,
dois devem disputar as eleições municipais. O Vignatti não deve ser
candidato em Chapecó, mas o Carlito Merss deve concorrer em Joinville e
o Décio Lima, em Blumenau. Como foi prefeito duas vezes, é deputado
federal e a esposa (Ana Paula Lima) é deputada estadual pela segunda
candidatura, o Décio é o que tem mais chances de se eleger. No caso do
Carlito, são pelo menos dois fatores que o favorecem. Para esta eleição,
o PMDB não tem nomes tão fortes e agora existe a forte possibilidade de
o PP indicar o vice do PT. Sem um dos dois ganhar, o Boeira assume. Ele
está otimista e sequer assumiu a presidência da Eletrosul, apesar de
convidado, e alegou que não ficaria oito meses no cargo porque, para
ele, seis meses é o mínimo de tempo que se precisa para entender o
funcionamento da casa.
Diário do Sul - Então ele chegou a ser efetivamente
convidado?
Matusa - Estava tudo acertado, o presidente Lula havia batido o
martelo no nome dele. A senadora Ideli Salvatti o indica desde 2007.
Diário do Sul - O José Fristch não chegou a ser
cogitado?
Matusa - Não, ele tinha interesse em voltar à Secretaria da Pesca,
mas hoje está trabalhando no BNDES. Ele seria um dos nomes mais fortes
para disputar a prefeitura de Chapecó, ao lado do deputado federal
Vignatti e do deputado estadual e presidente estadual do partido, Pedro
Uczai. Se o candidato não for um dos três, o partido sinaliza que não
quer ganhar a eleição.
Diário do Sul - A eventual eleição do deputado
estadual Décio Góes em Criciúma abriria uma vaga na Assembléia que seria
preenchida pelo PCdoB, já que a primeira suplente da coligação é a
Ângela Albino. Isso não gera um problema dentro do partido?
Matusa - A Ângela Albino é a primeira suplente e o José Paulo
Serafim, que pode ser o vice do Décio em caso de chapa pura, é o
segundo. O PT tem seis deputados, mas é possível que só o Décio
concorra, mas isso não geraria problemas, até porque nas eleições
federais e estaduais, o PCdoB tem sido um parceiro fiel do PT e a
eleição de Criciúma é importante para o partido. Em Tubarão,
lamentavelmente nunca conseguimos fazer uma aliança com o PCdoB, eles
acabam indo junto com o PMDB. Isso contaria tempo de rádio e neste ano
contaria de TV.
Diário do Sul - Como anda a situação da obra de
retirada dos trilhos e prolongamento da avenida Marcolino Martins
Cabral?
Matusa - A prefeitura encaminhou um projeto sobre prolongamento
da avenida e retirada dos trilhos, mas não basta fazer só isso. Você
precisa resolver o problema da oficina ferroviária. O projeto seria
fazer outra oficina no pátio da oficina de vagões Henrique Lage, na
avenida Pedro Zapelline. O deputado Boeira foi visitado pelo prefeito
pedindo apoio, que foi dado. Numa visita que um secretário do Ministério
dos Transportes fez a Tubarão para um evento da Unisul foi feita uma
conversa sobre isso, no início de 2004, e houve a liberação de uma
parcela. O prefeito me cumprimentou e agradeceu. O convênio era de mais
de R$ 3 milhões, mas não se tirou nenhum metro de trilho e a única coisa
que se fez foi o começo de um galpão. A ferrovia se negou a transferir a
oficina para lá porque o galpão não atende às necessidades e, segundo
informações da época, esse galpão seria obra de R$ 500 mil, R$ 600 mil
no máximo e a prefeitura teria feito uma prestação de contas ao
Ministério dos Transportes na ordem de R$ 3 milhões. Teve uma denúncia
no Ministério Público Federal e há inquérito a cerca disso com o
promotor Celso Três. A prefeitura estaria tentando uma rescisão de
contrato no Ministério para devolver R$ 200 mil, mas o dinheiro foi
consumido em quase toda a sua totalidade.
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