Página principal Sobre o DS Redação Assine agora Para anunciar
 
 


 


 



Na segunda edição da série sobre política
da região, o Diário do Sul entrevista
o médico Akilson Ruano Machado.
 Gaúcho de Porto Alegre, 58 anos,
chegou a Tubarão antes da enchente,
em 1974. Atualmente presidente do PT,
deve tentar uma cadeira na Câmara.
Em 2000, foi o sexto mais votado, mas
não entrou na Casa porque o partido não
teve votos suficientes na legenda.

 



 

AKILSON MACHADO
PRESIDENTE DO PT DE TUBARÃO
Sábado, 29 / domingo, 30/3/2008

a


"É uma questão fechada dentro do PT:
vamos de chapa pura"

Diário do Sul - O PT vai mesmo de chapa pura nas próximas eleições?
Dr. Akilson -
Sim. Essa é uma condição do nosso pré-candidato Olávio Falchetti e o diretório do partido decidiu, ainda no ano passado, aceitar isso por unanimidade.

DS - Por que o PT tubaronense é avesso a coligações?
Dr. Akilson -
Nós já coligamos em outras ocasiões, inclusive com o PSDB. Em 1992, o Carlos Ghislandi foi candidato a prefeito e nós indicamos o vice, quando o PSDB ainda não era neoliberal. Discutimos com PMDB, PDT, PSDB e PCdoB. E no fim de dois meses de reuniões optou-se por fazer uma votação para definir quem seria o cabeça-de-chapa. Por unanimidade, ficou definido o PMDB. Depois foi feita uma votação para definir quem indicaria o vice, tendo três votado no PT e dois no PDT. No outro dia de manhã recebemos a notícia de que tinham fechado a coligação PMDB-PDT. Então nos isolaram e saiu o César Damiani (hoje no DEM, à época no PDT) como vice do Miguel Ximenes. No processo interno, ficou o Ghislandi como candidato a prefeito e o PT indicou o Fontoura como vice. Em 2000, saímos coligados com o PV. O Matusa foi candidato a prefeito, com o Fernando Gonçalves como vice.

DS - E por que o partido não quer coligar-se desta vez?
Dr. Akilson -
Quando conversamos com o Olávio pela primeira vez, ele alegou saber que é difícil ganhar sozinho. Mas, para governar, sem coligações é muito mais tranqüilo e é a forma pela qual o PT pode, de fato, implementar as políticas do partido no município. Temos vários exemplos de administrações municipais com sucesso seguindo o modo petista de governar. Nossa coligação será com a população tubaronense.

DS - Na reforma política, que mais dia menos dia deve sair, o sr. considera a proibição de coligações uma boa medida?
Dr. Akilson -
Eu não digo proibição, mas é preciso ter critérios; além da fidelidade partidária, para que acabe um pouco do fisiologismo.

DS – O PT de Criciúma está em negociação com o PP e até com o PSDB para formar uma tríplice aliança. Como o PT de Tubarão analisa esta situação?
Dr. Akilson -
A gente tem que respeitar cada município. O PT tem linhas gerais e dentro destas linhas gerais vão haver estas particularidades. Em nível nacional, com todos os partidos que estão na base do governo, como PMDB, PDT, PP, PDT, PSB, PCdoB, enfim, com todos os partidos da base de apoio do governo Lula, o PT aceita como pacífica a aliança com qualquer um destes partidos nos municípios. Com os partidos de oposição, seria analisado caso a caso e só em casos muito especiais o diretório nacional permitiria. Hoje temos basicamente a capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, onde existe uma conversa nesse sentido. Seria um candidato do PSB, apoiado por PT, PCdoB e PSDB. Fora isso, cada município tem uma realidade e a nossa é essa. Até porque os partidos que estão neste campo de alianças, aqui em Tubarão, têm características que não combinam muito com o PT.

DS – A senadora Ideli Salvatti e o deputado Joares Ponticelli têm conversado sobre coligações desde o segundo turno das eleições de 2006. E se eles fecharem um acordo em que, em Criciúma, o PP indicaria o vice do petista Décio Góes e, em contrapartida, em Tubarão o PT indicaria o vice do candidato do PP?
Dr. Akilson -
Isso poderia acontecer desde que houvesse uma deliberação municipal. Em não havendo essa deliberação, e como já há questão fechada no PT, aqui em Tubarão isso não vai acontecer. Algumas pessoas plantam informações na imprensa, mas isso não tem cabimento. Saiu esta semana ainda notas com este conteúdo e faço aqui um apelo para que não saia mais, pois isso só nos incomoda e nos faz gastar energia para desmentidos.

DS – Mas e se vier uma orientação do diretório estadual, para que se faça coligação em Tubarão e Criciúma, por exemplo?
Dr. Akilson -
Não vai ser acatada, já está deliberado.

DS - O senhor se arrepende de ter apoiado Esperidião Amin no segundo turno das eleições de 2006?
Dr. Akilson -
Não, até porque pior que essa administração que está aí (de Luiz Henrique) é impossível, todo mundo está vendo. Evidentemente nós gostaríamos de ter nosso candidato disputando o segundo turno, mas, dentro das circunstâncias, em nível nacional o PP apoiou e ajudou a reeleger o Lula. Então, no Estado, o PT apoiou o Amin.

DS - Em 2004, o PT esteve próximo de fechar coligação com o PMDB em Tubarão. Se o candidato tivesse sido Miguel Ximenes, ao invés de Amilton Lemos, o PT aceitaria ter indicado o vice?
Dr. Akilson -
Até poderia. Mas com o Amilton Lemos, não. A candidatura do Matusa era muito mais consistente.


“Não me arrependo (de ter apoiado Amin, em 2006),
até porque pior que essa administração que está aí
(de Luiz Henrique) é impossível, todo mundo está vendo”.


DS - Dois anos depois o PT já estava aliado ao PP. Isso não confunde a cabeça do eleitor?
Dr. Akilson -
Lógico que isso é complicado, mas é preciso entender que aquela eleição não era municipal. Tínhamos uma eleição estadual em que o candidato do PMDB apoiava o candidato da direita. Porque direita e esquerda continuam existindo, a luta de classes continua. Enquanto o Luiz Henrique apoiou um candidato de direita, o Amin apoiou um candidato de esquerda. Então não tínhamos como não apoiá-lo. Era um problema do Amin apoiar um candidato de esquerda. Com toda a sua bagagem de candidato de direita, ele estava apoiando um de esquerda, em contraposição ao outro, que estava apoiando um candidato de direita. Foi isso que aconteceu.

DS - Olávio Falchetti é empresário, de família tradicional de empresários. Não foge à regra do partido, que sempre apresentou candidaturas de sindicalistas, como era o Matusa e o próprio presidente Lula?
Dr. Akilson -
O PT não é um partido de sindicalistas. Qual é a base do PT? Uma parte é do movimento sindical, outra veio das comunidades eclesiais de base (da Igreja Católica) e outra veio dos movimentos de esquerda, que reunia estudantes, intelectuais e inclusive empresários. Vários empresários são fundadores do PT, não aqui em Tubarão, mas em nível nacional. O nome do PT é Partido dos Trabalhadores, mas os empresários também são trabalhadores. O Olávio acorda às 6h como eu e como os peões que trabalham com ele. Ele é um trabalhador como os outros, mas numa posição diferente na empresa.

DS - O PT, pela primeira vez, teve duas chapas disputando o diretório. Houve um racha no partido?
Dr. Akilson -
Na origem do PT, como já citado, são três vertentes. É evidente que isso traz pelo menos três maneiras de ver as coisas enxergando o mesmo objetivo. No diretório nacional nós tivemos sete chapas; no estadual, cinco.

DS – O grupo que perdeu era contra a decisão de não formar alianças?
Dr. Akilson -
Não, nesse ponto já havia deliberação antes da eleição. Questões internas do partido levaram a ter duas chapas, mas a visão das duas é a mesma; não estava em jogo a questão eleitoral municipal.

DS - Por que o PT de Tubarão não formou novas lideranças?
Dr. Akilson -
Nós temos uma característica de Tubarão de ter muito poucos movimentos sociais organizados. Fora alguns sindicatos, que nós contamos nos dedos, os mais organizados, os mais contestadores. Você não vê movimentos sociais em Tubarão. Você pode ver que o PT é mais forte onde os movimentos sociais são mais fortes. Não existe uma tradição de organização em Tubarão, infelizmente. Nós temos um empresariado muito conservador. Até pouco tempo, quem era filiado ao PT ia para a rua no serviço. Ultimamente a gente não tem mais visto isso, de 2002 para cá isso mudou um pouco. Mas havia empresários que simplesmente não admitiam um funcionário filiado ao PT. E é nos movimentos sociais que afloram as lideranças, em movimentos de bairros, e aqui a maioria é cooptada pelo poder municipal, pelo partido que comanda a prefeitura, seja por um partido ou outro.

DS - E isso se agrava porque o PT nunca foi governo municipal ou estadual?
Dr. Akilson -
Não, porque a relação do PT com os movimentos sociais, mesmo sendo governo, não é com esse apadrinhamento que é feito pelos partidos tradicionais. Para eles, tudo é usado como moeda de troca. No Conselho Municipal de Saúde, a gente vê que a comunidade não tem medicamentos, mas na reunião do Conselho o representante da prefeitura promete e muita gente vê que, se "engrossar", não vai ganhar. Essa troca de favores é que impede o surgimento de lideranças representativas.

DS - A prefeitura de Laguna, que é administrada por um prefeito do PT, tem recebido bastante verba do governo Lula. Isto não é uma espécie de favorecimento?
Dr. Akilson -
Não. Na área da Saúde, fomos atrás de tudo quanto era projeto possível e imaginável. E fizemos inúmeros projetos. O que nós recebemos na Saúde foi bastante coisa e está sendo, mas não é 20% dos projetos que nós apresentamos. Para ir atrás de verba, você precisa de projeto. E como a incompetência municipal de Tubarão não apresentou projetos, não veio verba. À medida que apresentasse projetos, teria também. Mas não tem como receber se não apresenta projetos. E assim é também nos outros setores. Nós procuramos todas as brechas possíveis para ver onde tinha dinheiro para entrar.

DS – Algumas pessoas consideram eleitoreiras as obras que estão sendo feitas na cidade. O PT também vê desta forma?
Dr. Akilson –
Isto está claro para toda a população tubaronense. A cidade foi abandonada por quatro anos. Você vai em qualquer rua fora do Centro e é mato na calçada, e isso não é de agora. Na Saúde, que é minha área, conseguiram deixar o prédio em que funcionava a secretaria desmoronar. Cabia à prefeitura cuidar, mas o descaso é total. A farmácia só funciona de manhã e com uma miséria de medicamentos. Para fazer um ultra-som, o cidadão em Tubarão que vai pelo SUS precisa pagar, senão ele não faz.

DS - Mas o SUS não é responsabilidade do governo federal?
Dr. Akilson -
Não. O Sistema Único de Saúde é hierarquizado. O nível municipal tem as suas competências, o estadual tem as suas e o federal tem as dele. O governo federal tem cumprido religiosamente a sua parte com os municípios da região. Em relação ao município, não se consegue, mesmo estando no Conselho Municipal de Saúde, saber quanto está sendo investido pela prefeitura. Era para ser 15%. O prefeito exclama aos quatro ventos que arrecadou R$ 5 milhões de IPTU. Destes R$ 5 milhões, 15% deveria ir para a Saúde, isso é lei. Em Laguna, mensalmente, 15% do que é arrecadado vai para o Fundo Municipal de Saúde. O governo municipal tem suas atribuições. Mas medicamentos básicos é questão do município. Exames básicos também é questão do município, não do governo federal. O repasse do Estado é outra caixa-preta e do município não se sabe quanto vai para o Fundo Municipal de Saúde. Faz seis meses que o Conselho não recebe um balancete. E esse balancete é por alto, a gente não consegue ir a fundo. E é porque é mal administrado.

DS - Quanto Laguna gasta com medicamentos e quanto Tubarão gasta?
Dr. Akilson –
Nós gastamos em Laguna, per capita, quatro vezes mais que em Tubarão. E Laguna é um município pobre. Até em valores absolutos nós gastamos mais que em Tubarão.

DS – Mas Tubarão não teve um aumento significativo do número de postos de saúde?
Dr. Akilson –
O aumento do número de postos de Saúde não reflete melhoria na assistência. Tanto é que todos nós ouvimos as reclamações do hospital de que é cada vez maior o movimento na emergência. Por que? Porque a rede pública municipal não tem resolutividade para atender a demanda. Não tem remédio, não tem exames, e isso também é um absurdo. Em Laguna, temos o que chamamos de Gestão Plena do Sistema, isto é, todos os repasses dos governos federal, estadual e municipal vão diretamente para o Fundo Municipal de Saúde que administra os recursos como melhor lhe convém. Em Tubarão, por incompetência administrativa, isto não acontece. O Fundo Municipal de Saúde de Tubarão recebe os recursos "carimbados", isto é, com destinação especificada por programa. Isto dificulta muito a administração porque não dá liberdade no manejo dos recursos.

DS - A área de Saúde no município, então, é deficiente?
Dr. Akilson -
Qualquer cidadão que mora em Tubarão e precisa do SUS pode dizer melhor que eu, porque eu não utilizo o SUS. Os usuários devem saber a dificuldade em se conseguir consulta com especialista, ou mesmo uma consulta básica. Em Laguna nós temos 100% da população inscrita no Programa de Saúde da Família (PSF), todo cidadão tem uma Unidade Referência. Aqui em Tubarão, toda a população do Centro, se tiver um problema, onde vai buscar assistência? No bairro de Oficinas, é muito pouco; na Vila Moema não tem nada.


“A nossa intenção é eleger um ou dois
vereadores. E deixar a câmara mais fiscalizadora e
menos subserviente à prefeitura.”


DS - Em Tubarão, qual é o percentual da população atendida pelo PSF?
Dr. Akilson -
O último dado que eu tive foi de 68% ou 69%. Em Laguna é 100% e nós temos uma rede estruturada, com muito mais especialistas contratados que em Tubarão. E contratados por concurso público. Aqui teve um concurso e com o salário oferecido pelo PSF ninguém quis fazer. Nenhum médico vai se sujeitar a trabalhar quatro horas por dia ganhando R$ 670 por mês. Isso é um absurdo.

DS - Por que o PT deixou o ex-deputado federal Jorge Boeira, que não se reelegeu, sem um cargo político?
Dr. Akilson -
Em primeiro lugar, porque o Boeira é um empresário e tem a vida profissional dele para cuidar, não depende de um órgão público. Ele foi lembrado para a Eletrosul, mas a empresa é ligada a um ministério (de Minas e Energia) que era administrado pela Dilma Roussef, do PT, e depois passou a ser comandado pelo PMDB. Isso tudo em função das coligações. No primeiro mandato, o Milton Mendes também assumiu a Eletrosul só depois de um ano de governo.

DS - O sr. acredita que o governo Lula entrega 100% da duplicação da BR-101 até o final do mandato dele?
Dr. Akilson -
Com exceções como a do Morro do Formigão, da ponte de Cabeçuda, do Morro dos Cavalos e talvez de Araranguá, tranqüilamente. O resto é pacífico. É bom lembrar que nunca nossa região recebeu tanto recurso federal como no governo Lula. Na área da Saúde, nunca o nosso hospital recebeu tantos repasses de recursos como agora. Na Educação, temos em Tubarão uma unidade da Universidade Federal de Santa Catarina, que é pública, gratuita e de qualidade, voltada para nossa população mais carente. Enfim, todas as áreas estão sendo beneficiadas como nunca no governo do PT. Desafio a que se prove o contrário.

DS – E o aeroporto regional, que é outra obra federal na região?
Dr. Akilson –
Aí já não sei. Porque agora depende do governo estadual e aí não dá para garantir mais nada.

DS - O sr. acha justo só dez vereadores na câmara de Tubarão?
Dr. Akilson -
O problema não é ter dez em Tubarão: é ter dez em Tubarão e ter nove em Santa Rosa de Lima. Essa proporção é que não está correta.

DS - O problema é o quanto as câmaras custam, o sr. não acha?
Dr. Akilson -
Existe uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que diminui o repasse. A que passaria de 10 para 17 vereadores e abaixaria o repasse do Executivo. Pode aumentar o número de vereadores e o custo do município ser menor. E aumentaria a representatividade. Com dez, você não tem a representatividade que poderia ter com mais. Quanto maior o número, maior a representatividade. O que é errado é Tubarão ter dez e Santa Rosa de Lima, que tem três mil habitantes, ter nove.

DS – Que análise o sr. faz da atual composição da câmara?
Dr. Akilson –
Ela é muito subserviente à prefeitura. A população toda pensa assim, não sou só eu.

DS - Se a câmara tivesse um representante do PT haveria maior fiscalização?
Dr. Akilson -
Não tenha dúvida, mesmo com um prefeito do PT.

DS - E qual a perspectiva do PT para a eleição do Legislativo?
Dr. Akilson -
A nossa meta é melhorar a qualidade da nossa chapa de vereadores e procurar amarrar os apoios que o Olávio vai ter, e vai ter bastante, aos candidatos a vereador.

DS - O Matusa será candidato a vereador?
Dr. Akilson -
No PT, são pré-candidatos o Matusa, eu, o Clodoaldo de Medeiros, Antônia da Rosa e o Érico Knabenn Filho. Estes já têm o aval do diretório. Faltam dez. O máximo é de 15 candidaturas por partido, sendo cinco mulheres. A nossa intenção é eleger um ou dois vereadores.

DS - A candidatura do Matusa não pode dividir alguns dos seus votos?
Dr. Akilson -
A matemática diz que agrega. Cerca de 1,3 mil pessoas, entre as quais aquelas que apóiam o Matusa, votaram em mim na última eleição. Na próxima eleição eu posso ter menos votos dentro desse grupo, mas muitos que não votaram em mim vão votar no Matusa porque ele é o Matusa, e não o Akilson. Então vai agregar votos. Nós vamos ter os mesmos 1,3 mil, mais os que vão votar no Matusa. Na última eleição faltaram entre 1,5 mil e 2 mil votos para elegermos um vereador, e a candidatura do Matusa pode, sozinha, fazer isso.

DS - Estes dois vereadores que o PT pretende eleger teriam mais trabalho para fiscalizar um eventual governo do Genésio Goulart ou do Manoel Bertoncini?
Dr. Akilson -
O trabalho é o mesmo porque os métodos dos partidos tradicionais são os mesmos, os tipos de campanha são os mesmos, os apoiadores são os mesmos. Então o trabalho de fiscalizar depois será o mesmo.
 

Leia outras entrevistas

 

© 2007 Jornal Diário do Sul. Todos os direitos reservados. 
Desenvolvimento: Adriano Fernandes da Silva / André Henrique