A F-1 de mudanças radicais como o novo sistema de
pontuação, corridas sem reabastecimento, carros mais longos
e difíceis de pilotar, marcada também pela estreia de três
novas equipes (talvez quatro), dois novos pilotos
brasileiros, a retomada de carreira do maior vencedor da
história e o ingresso, de fato, de Alonso na Ferrari, depois
de quatro anos de boatos lançados pelos espanhóis, traz
mudanças menores nos bastidores envolvendo dois campeões
mundiais - Lewis Hamilton deixa de ser empresariado pelo seu
pai, Anthony, e pode ter a carreira gerenciada pelo
ex-campeão Mika Hakkinen, e Michael Schumacher troca Willi
Weber, o homem que comandou seus negócios desde as
categorias de base, por Sabine Kehm, até então sua assessora
de imprensa. E como tudo se repete, Weber agora vai se
dedicar à carreira de Nico Hulkenberg, novo garoto de ouro
do automobilismo alemão, que será companheiro de Rubinho
Barrichello na Williams.
Bruno Senna está confirmado na Hispania Racing Team mesmo
com toda a reviravolta ocorrida na equipe criada por Adrian
Campos, agora de propriedade do também espanhol José Ramón
Carabante, que conseguiu o apoio da província de Murcia,
através do governador Ramón Valcárcel. Adrian Campos
continua fazendo parte da organização e a chefia da equipe
fica com Colin Kolles, ex-Jordan e Force India. O carro,
construído pela Dallara, equipado com motor Cosworth, é o
mais bonito dos novos participantes da F-1, mas entra na
pista no primeiro dia de treinos, sexta-feira (12 de março),
no Bahrein, sem ter passado por um único teste. O
companheiro de Bruno é o indiano Karun Chandhok, e os dois
já se conhecem bem do tempo da GP2, quando foram
companheiros de equipe. Bruno Senna é o 30º piloto
brasileiro a correr na F-1, numa lista iniciada com Chico
Landi, que inclui Hernando da Silva Ramos, filho de
brasileiro nascido na França (Paris), e Gino Bianco,
italiano de nascimento (Turim), que morou no Brasil desde os
12 anos de idade. Ambos correram na década de 50, que teve
também Fritz D'Orey.
Com a confirmação da HRT (ex-Campos) ao lado das outras
estreantes, Virgin e Lotus, o grid da F-1 tem garantidas 12
equipes e 24 carros. Mas a equipe sérvia Stefan GP, que
reivindica a vaga da USF1, agora definitivamente fora, pode
ser a 13ª equipe se houver um consenso entre as já
admitidas. O maior entrave parece ser a não concordância da
Ferrari, porque entre os engenheiros contratados da Stefan
aparece o nome do inglês Mike Cougham, que era o funcionário
da McLaren citado como receptador dos projetos roubados por
Nigel Stepney, então funcionário da Ferrari, no escândalo
que abalou a F-1 em 2007. Mesmo assim, a Stefan GP faz um
apelo à "família Fórmula-1" para que a deixem correr. Seus
pilotos são o japonês Takuma Sato e o ex-campeão mundial,
Jacques Villeneuve. Tudo pode acontecer, inclusive os carros
da Renault com um patrocínio da russa Lada.