Quinta-feira,
06 de janeiro de 2004
Ano 1 - edição 184

Página principal Sobre o DS Redação Assine agora Para anunciar









  Política

  Álvaro Lopes

  Cláudio Humberto

  Cristovam Buarque

  DS Entrevista

  Esporte

  Matheus Madeira

  Reginaldo Leme

  Geral

  Leticia Penter Niehues

  Ronaldo Coutinho

  Lazer

  Berto Koch

  Cícero Augusto

  Deka May

  Nelson Rubens

  Paulo Coelho

  Pe. Marcelo Rossi

  Dmais

  Festas

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reginaldo Leme
Coluna atualizada aos sábados

Dê sua opinião


Quente de ferver

A F-1 de mudanças radicais como o novo sistema de pontuação, corridas sem reabastecimento, carros mais longos e difíceis de pilotar, marcada também pela estreia de três novas equipes (talvez quatro), dois novos pilotos brasileiros, a retomada de carreira do maior vencedor da história e o ingresso, de fato, de Alonso na Ferrari, depois de quatro anos de boatos lançados pelos espanhóis, traz mudanças menores nos bastidores envolvendo dois campeões mundiais - Lewis Hamilton deixa de ser empresariado pelo seu pai, Anthony, e pode ter a carreira gerenciada pelo ex-campeão Mika Hakkinen, e Michael Schumacher troca Willi Weber, o homem que comandou seus negócios desde as categorias de base, por Sabine Kehm, até então sua assessora de imprensa. E como tudo se repete, Weber agora vai se dedicar à carreira de Nico Hulkenberg, novo garoto de ouro do automobilismo alemão, que será companheiro de Rubinho Barrichello na Williams.

Bruno Senna está confirmado na Hispania Racing Team mesmo com toda a reviravolta ocorrida na equipe criada por Adrian Campos, agora de propriedade do também espanhol José Ramón Carabante, que conseguiu o apoio da província de Murcia, através do governador Ramón Valcárcel. Adrian Campos continua fazendo parte da organização e a chefia da equipe fica com Colin Kolles, ex-Jordan e Force India. O carro, construído pela Dallara, equipado com motor Cosworth, é o mais bonito dos novos participantes da F-1, mas entra na pista no primeiro dia de treinos, sexta-feira (12 de março), no Bahrein, sem ter passado por um único teste. O companheiro de Bruno é o indiano Karun Chandhok, e os dois já se conhecem bem do tempo da GP2, quando foram companheiros de equipe. Bruno Senna é o 30º piloto brasileiro a correr na F-1, numa lista iniciada com Chico Landi, que inclui Hernando da Silva Ramos, filho de brasileiro nascido na França (Paris), e Gino Bianco, italiano de nascimento (Turim), que morou no Brasil desde os 12 anos de idade. Ambos correram na década de 50, que teve também Fritz D'Orey.

Com a confirmação da HRT (ex-Campos) ao lado das outras estreantes, Virgin e Lotus, o grid da F-1 tem garantidas 12 equipes e 24 carros. Mas a equipe sérvia Stefan GP, que reivindica a vaga da USF1, agora definitivamente fora, pode ser a 13ª equipe se houver um consenso entre as já admitidas. O maior entrave parece ser a não concordância da Ferrari, porque entre os engenheiros contratados da Stefan aparece o nome do inglês Mike Cougham, que era o funcionário da McLaren citado como receptador dos projetos roubados por Nigel Stepney, então funcionário da Ferrari, no escândalo que abalou a F-1 em 2007. Mesmo assim, a Stefan GP faz um apelo à "família Fórmula-1" para que a deixem correr. Seus pilotos são o japonês Takuma Sato e o ex-campeão mundial, Jacques Villeneuve. Tudo pode acontecer, inclusive os carros da Renault com um patrocínio da russa Lada.


© 2007 Jornal Diário do Sul. Todos os direitos reservados. 
Desenvolvimento: Adriano Fernandes da Silva / André Henrique