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Não foi a primeira vez
Na Copa das Confederações,
antes do Mundial 2006, na Alemanha, perdemos para o México,
1 x 0, com um gol de Borghetti. Depois ganhamos a Copa. Será
assim na Venezuela? Não garanto, mas o Brasil não está
morto. O que é que aconteceu em Porto Ordaz? Tivemos um gol,
de Elano, não validado por erro do auxiliar do árbitro. O
atacante brasileiro não estava impedido. Era um gol com
muita importância, pois faria o México jogar não só no
contra- ataque. Em jogos equilibrados, e futebol não é
golfe, quando se dá “handicap” aos mais fracos, não se pode
ter um gol anulado. Quando falo em “handicap”, ele é feito
para mostrar o valor dos concorrentes e até os melhores têm
que jogar com o seu “handicap”. O Brasil, pelos seus
títulos, por ser campeão da última Copa América, deve dar
vantagem aos adversários? Não, claro. Joga como todos, com o
mesmo objetivo. Teve falhas de iniciante no primeiro gol. Em
outros momentos, dominou por inteiro, caso do segundo
período. O México se fechou atrás. Defesas do goleiro, bola
na trave, zagueiro em cima da linha evitando o gol e até um
pênalti cometido sobre Afonso (o árbitro deu cartão para
ele) não marcado. Jogamos com raça, dedicação plena, no
segundo período. Não deu para virar o placar. Ficou claro
que precisamos jogar mais, eliminar o contra-golpe do
adversário e acertar a pontaria. Hoje é normal que se jogue
em velocidade, no contra-ataque. Todos jogam assim e partem
para a idéia do empate ou, se o adversário permitir, para
gols e vitória. Foi o que aconteceu, mais uma vez. O que se
exige é dedicação e isso não faltou. Gostei do Robinho,
sempre lutando e com técnica apurada. Agora é pensar no
Chile, que perdia do Equador e virou o placar para vencer
nos últimos minutos. Perder significa dizer adeus à
competição e não é isso que o futebol brasileiro quer.
Cavalo de
batalha
Quem é que tem que se
meter na atividade sexual de um jogador de futebol ou de
quem quer que seja? Ninguém tem nada com isso e faz-se agora
um “cavalo de batalha” a respeito de um profissional do São
Paulo. Isso chega a ser mesquinho e desrespeitador. Mostra o
quanto as pessoas são pobres de espírito.
Fora do armário
Desde que o mundo é mundo as preferências existem, incluindo
os assexuados. Problema e preferência de cada um. Isso não
impede absolutamente nada. Todos devemos respeito ao próximo
e, tendo isso, nada mais interessa a ninguém. Brincadeira
tem hora e é bom lembrar que figuras importantes da
política, das artes, do esporte e da vida são e foram
homossexuais. A diferença de muitos, para esse rapaz
futebolista, é que ele “saiu do armário”, como se diz.
Assumir as coisas nem sempre é comum nos humanos, e ele foi
forte o suficiente para isso. O que me entristece é perceber
que a cada instante este país mostra em várias oportunidades
o quanto o preconceito ainda existe em todas as áreas. |