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O louco mundo dos
treinadores
Há três semanas, o uruguaio Sérgio Ramirez vivia o auge de
sua longa carreira como treinador de futebol, quase sempre
em Santa Catarina. Frequentador assíduo dos bancos de
reservas de times meia-boca do Estado, assumiu o comando do
Joinville no ano passado por falta de opção e fez sucesso:
foi campeão da Copa Santa Catarina, garantindo o Jec na
Série D do Brasileiro, e ainda levou a Recopa
Sul-Brasileira, que não vale quase nada, mas é um título.
Iniciou a disputa de um Estadual disputadíssimo contra
quatro times que estão, em tese, acima do seu _ Avaí na
Série A, Figueirense na B, Criciúma e Chapecoense na C. Foi
campeão do primeiro turno em uma final emocionante contra o
Avaí e Sérgio foi carregado em triunfo. Na primeira derrota
depois disso tudo (3 x 0 para o Figueirense), o cara dançou
e está procurando emprego de novo. O mesmo vale para Gelson
Silva, que fez um ótimo trabalho anos atrás no Criciúma e
vinha mantendo o Atlético de Ibirama longe da briga pelo
rebaixamento, embora a diretoria aparentemente ache que tem
time para mais que isso. Ainda há o caso de Antônio Lopes,
demitido do Atlético-PR depois de livrar o time do
rebaixamento no Brasileiro e em meio a uma série de 11 jogos
sem perder. Em todos os casos, a corneta interna estava
apenas à espera de um deslize para jogar fora o que foi
conquistado com trabalho em campo.
De primeira
Vários leitores, mais
atentos que eu, mandaram o alerta: a Chapecoense está na
Série C do Brasileiro e, portanto, não disputa a vaga da
Série D.
O vereador Evandro
Almeida (PMDB) formalizou cobrança justa pela péssima
conservação das praças esportivas da cidade. Com o Jacob
revirado há mais de um ano e o Salgadão cedido à Unisul,
praticar esporte na cidade tem sido difícil até para as
escolinhas da CME. E isso que é ano de Olesc por aqui.
A cessão do Salgadão à
Unisul não é um erro, ao contrário. Mas o mínimo que poderia
se exigir é uma contrapartida, com a utilização das quadras
da universidade.
O professor e
multicampeão Ernani Buerger foi apresentado ontem como novo
treinador da equipe de basquete de Criciúma. Infelizmente,
não conseguiu uma proposta firme para seguir em Tubarão.
A ideia, boa ou má, é do
ex-presidente do Tubarão, Jair Tártari: fechar o Domingos
Gonzalez e só liberar para futebol profissional quando
houver um único time na cidade. Se isso não acontecer, que
se use apenas para futebol amador e escolinhas.
O Hercílio Luz está
estudando um plano de venda das cadeiras sociais do seu
estádio. Mais uma forma de garantir uma renda fixa.
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