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Também conhecido como TG, é
instituição militar do Exército incumbida de formar
reservistas para a Força Terrestre. Os TGs são estruturados
de modo a que o convocado possa conciliar a instrução
militar com o trabalho ou o estudo.
A organização de um TG
resulta de acordo firmado entre a prefeitura e o comando da
respectiva Região Militar. O exército fornece os
instrutores, fardamento e equipamentos, enquanto a
administração municipal providencia as instalações. Hoje há
mais de 200 TGs em quase todo o país.
Seu berço nos conduz ao ano
de 1902, quando se fundou, na cidade gaúcha de Rio Grande,
uma sociedade de tiro ao alvo. Impulsionada pela pregação de
Olavo Bilac em prol do serviço militar obrigatório, ela
levou, em 1916, ao advento da Liga da Defesa Nacional e se
transformou, com o apoio de comunidades municipais, num
celeiro de reservistas. O berço etimológico da expressão vem
do latim tiro, jovem soldado, recruta.
Além de propiciar a
prestação do serviço militar, os TGs contribuem para
estimular a interiorização e evitar o êxodo rural —, nobre
missão que, aliás, deveria estender-se ao sexo feminino,
você não acha? Como atividade complementar, colaboram no
funcionamento de ensino profissionalizante em suas
dependências e fomenta práticas cívicas, esportivas e
sociais em benefício da comunidade.
Como se vê, um rol
abrangente que promove a cidadania desde os verdes anos da
mocidade. É de pequeno que se torce o pepino.
Yin e Yang
São os dois princípios básicos e complementares da filosofia
chinesa. Não deixa de refletir, de certa maneira, um viés
preconceituoso do mundo. Yin seria o princípio negativo, a
escuridão, a passividade, o feminino e Yang o princípio
positivo, a claridade, o céu, o masculino. Da união de Yin
com Yang surgiria uma totalidade denominada Tao, o caminho
da harmonia com a Natureza, base da doutrina do Taoísmo, que
inspira milhões de seres humanos desde tempos imemoriais,
quando a China, era conhecida como Império do Meio. Quem
poderia imaginar as voltas que o mundo daria nos séculos que
viriam, em que a sabedoria oriental contida no aforismo Ex
Oriente Lux , do Oriente, a Luz, não apenas o confirma mas
também o mescla aos níveis atingidos pela tecnologia de
nossos dias — ao mesmo tempo fantásticos e assustadores.
Dores do Indaiá
Mais uma cidade de nome
singular na coleção que vimos pesquisando. Localizada no
centro-oeste de Minas Gerais e, segundo Euler Silva Velloso,
Secretário de Administração do município, com população de
cerca de 15 mil habitantes, tem, dentre seus filhos mais
conhecidos, Francisco Luiz da Silva Campos —, também
conhecido como Chico Ciência, famoso constitucionalista, e o
cientista político Bolivar Lamounier. O berço do nome da
cidade faz referência a sua padroeira Nossa Senhora das
Dores, associado à denominação da palmeira conhecida como
indaiá, abundante em tempos passados e que batiza o rio em
cuja bacia ocorreu o povoamento da região. Na verdade, Dores
do Indaiá é um baú das Gerais: muitas palmeiras, igrejas que
rezam com o povo, frango com quiabo, tutu com torresmo, uma
terra vermelha abençoada e um céu lindamente azul, sem falar
em seu luar tecido em prata que inspira poetas e namorados.
Espaço do leitor
O leitor João Carlos Alexim, do Rio de Janeiro, RJ, quer
saber o berço do nome Tutu Marambá.
É uma figura inventada como
bicho papão que veio para o Brasil nas histórias dos negros
africanos trazidos na época da escravidão. Também chamado de
bicho tutu, ele morava nas cantigas de ninar que as amas
cantavam para as crianças à noite.
Conta a lenda que há vários
tipos de tutu: Tutu Moringa, assim chamado porque tem a
barriga parecida com bojo de uma moringa, o Tutu Zambê, Tutu
Zere e o mais conhecido, o Tutu Marambá.
Como outras cantigas que,
na verdade, em vez de ninar acabam assustando as crianças -
"Atirei o Pau no Gato", "A Canoa Virou", "Boi da Cara Preta"
(!) e outras igualmente absurdas -, o Tutu Marambá faz parte
desse repertório sonífero, e é cantado com mórbida
delicadeza, assim: "Tutu Marambá/ não venhas mais cá/ que o
pai do menino/ te manda matar"... |