Página principal Sobre o DCri Redação Assine agora Para anunciar









  Política

  Charles Cargnin
  Cláudio Humberto
  Esporte
  Orlando Duarte
  Ramon Citadin
  Geral
  Antônio Bento
  Pedro Hermínio
  Motivação e Sucesso
  Ronaldo Coutinho

  Lazer

  Cícero Augusto
  Fátima Guimarães
  Deka May
  Paulo Coelho
  Dad Squarisi
  Sintonia Fina
  Marcio Cotrim

  Religião

  Marcelo Rossi
Marcio Cotrim
Atualização aos finais de semana

Dê sua opinião


 

Sangria desatada

Na linguagem popular, é a situação que exige providências imediatas. Em termos médicos, sangria é a extravasão de sangue provocada artificialmente. Já foi prática comum. Retirava-se da circulação determinada quantidade de sangue como terapia para aliviar e até curar certos males. Seria fatal que se desatassem as ataduras aplicadas no local da sangria, pois isso provocaria a morte pelo escoamento do sangue, razão para acudir o mais depressa possível.

Simbolicamente, o corre-corre do dia-a-dia é uma sangria desatada. A expressão, aliás, se aplica como luva à mulher moderna pelo acúmulo e urgência de seus deveres domésticos, conjugais, profissionais, maternais, pessoais, tantos que o dia de 24 horas parece pequeno. Ao contrário do que dizem os machistas, mulher sofre muito mais que o homem. E, por falar em sangria, ela ainda padece todo mês da incômoda TPM para lhe tirar o humor.

Tango
Como o samba, o tango tem raízes na África. Do candombe, herdou o ritmo; da milonga, a coreografia; da habanera, a linha melódica. Tangomao designava o traficante de escravos. As primeiras referências ao tango são do século 17, no Uruguai. Lá, assim se chamavam as reuniões de negros para dançar e cantar. No século 19, o tango se tornou a marca da música argentina, mas continuou sendo o ritmo nacional uruguaio. Por sua agressiva sensualidade, foi, a princípio, considerado impróprio para ambientes familiares. Aos poucos, porém, consagrou-se como dança de salão. Seu mais célebre compositor, Carlos Gardel, nascido em Toulouse, na França, é ícone argentino e um clássico da música popular universal. Apesar da rivalidade boboca que muitos alimentam com nossos hermanos, todos concordam em que, assim como o samba para nós, o tango é um bom produto de exportação dos argentinos. Leva platéias ao deslumbramento por sua extrema elegância e intenso erotismo. Tesão coletivo.

Mórmon
Sabe aquela dupla de rapazes bem apessoados, camisa social branca de manga curta, que faz cordiais visitas a famílias de classe média? Pois é, eles são da religião mórmon, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Fundada por Joseph Smith em 1823 nos EUA, estabeleceu-se em Salt Lake City, no estado de Utah. O profeta Mórmon, que viveu no século 4 a.C., foi autor do Livro de Mórmon. Revelado a Smith, inspirou o advento da doutrina. Seus fiéis pregam dois deveres básicos: o patriotismo e o pagamento de dízimos, considerados como a décima parte dos pecados cometidos. Inicialmente, praticavam a poligamia, mas ela foi proibida em 1890 pela legislação americana. Joseph Smith morreu linchado em 1844, aos 39 anos, sendo substituído por Brigham Young. Os mórmons se expandem pelo mundo em grandes templos, inclusive no Brasil, onde possuem milhares de fiéis. Seu estilo é pragmático, poucas aleluias públicas e proselitismo leve mas convincente. Se aquela dupla de rapazes bater à sua porta, prepare-se para ouvir edificantes mensagens. Escute, medite e decida.

Espaço do Leitor
As leitoras Maria Queiroz e Antonieta Nogueira Viana, ambas de Brasília, DF, desejam saber a origem da palavra aposentadoria. É a condição do aposentado, aquele que se recolhe a seus aposentos para descansar, cumpridos os anos estipulados em lei para o exercício de determinada atividade ou, antes desse prazo, por invalidez.

Analogamente, após longo vôo as aves pousam para tomar fôlego e reiniciar a jornada, imagem que gerou a palavra apousentar no português antigo, referindo-se aos andarilhos que procuravam aposento ou pousada depois de um dia de caminhada. Do latim pausis, parada, derivou pouso e pausa.

A aposentadoria encerra o trabalho diário e dá lugar ao lazer. Em condições de boa remuneração – coisa rara no Brasil –, o sujeito passa a fruir o otium cum dignitate, o ócio com diginidade de que falava Cícero, a boa vida sem hora para levantar, prazerosa atenção aos netos – que os pais educam e os avós deseducam... –, e novas atividades como freqüentar diariamente o mercado, encher o saco da mulher reclamando da empregada e da demora no almoço, virar noveleiro, motorista da família.

 


© 2005 Jornal Diário de Criciúma. Todos os direitos reservados. 
Desenvolvimento: Adriano Fernandes da Silva / André Henrique