Quinta-feira,
06 de janeiro de 2004
Ano 1 - edição 184

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Convite à conversão

No início da vida cristã, logo após a subida de Jesus aos céus, a grande preocupação dos primeiros cristãos era a difusão da mensagem evangélica e a orientação das consciências dos que se convertiam à fé. Todo o esforço era feito no sentido de que eles se afastassem do pecado e pautassem suas vidas segundo os ensinamentos de Jesus. Mas nos Atos dos apóstolos já encontramos o reconhecimento por parte dos apóstolos do poder que o Senhor lhes tinha concedido de ligar e desligar, de reter e perdoar os pecados. É o caso da fraude de Ananias e Safira, colocados diante do apóstolo Pedro.

São também claras as admoestações de s. Paulo contra os idólatras, adúlteros, avarentos, ladrões, blasfemadores, aos quais os cristãos de Corinto pertenciam antes de sua conversão (Cor 5,9-11). Reflete-se nas cartas paulinas a convicção de que a Igreja não é só santa, mas nela há também pecados a serem perdoados. Alguns pecadores impenitentes são tratados com certa dureza, outros são afastados da comunhão da Igreja.

Se os apóstolos falam do pecado, não deixam de acentuar o perdão divino. "Se alguém pecar, temos um advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. Ele é a propiciação por nossos pecados" (1Jo 2,1-2). "Se confessamos nossos pecados, fiel e justo é Deus para nos perdoar e nos purificar de toda iniquidade" (Jo 1,9). Estabelece-se a distinção entre os que não se reconhecem pecadores e os que, reconhecendo-se pecadores, se entregam à misericórdia de Deus no desejo de viverem "na luz". Eis um forte e claro apelo à conversão, à mudança de vida: deixar as trevas do pecado e do mal e ser iluminado por Cristo, tornando-se testemunha de sua mensagem de amor e de paz.


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