Perguntado por alguns fariseus se era
"lícito a um marido repudiar a sua mulher", Jesus mais
uma vez mostra que Ele veio para cumprir o desígnio do
Pai, fazendo com que seus ouvintes fossem introduzidos
no amor inicial de Deus, quando da criação do universo.
Dizendo Jesus: "No começo", Ele se refere, não só à
criação de Adão, mas, sobretudo, à nossa eleição no
Cristo, antes da fundação do mundo. É um convite para
que sejamos, à imagem da Trindade, "homens e mulheres"
santos e imaculados diante dEle, na caridade.
"Por isso", conclui Jesus, mostrando que
a Vontade do Pai inscrita no mais profundo de nossa
natureza permanece, através dos tempos e das
civilizações, não menos real que a natureza humana saída
das mãos de Deus. "O que Deus uniu, o homem não separe",
o que torna o matrimônio indissolúvel. À luz deste
ensinamento os cristãos, desde o início, irão realizar o
matrimônio na Igreja diante do seu ministro: "In facie
ecclesiae", correspondendo ao testemunho dado por s.
Inácio de Antioquia ( ano 110): "Convém que os homens e
as mulheres que se casam contratem sua união com o
parecer do bispo, a fim de que seu matrimônio seja feito
segundo o Senhor ".
"Senhor Jesus Cristo, vosso chamado à
santidade se estende a todo gênero de vida. Santificai
nossa vida, casados ou não, para que possamos viver como
homens e mulheres consagrados a vós".