Um certo dia estava no Bar Vitória,
tomando cafezinho com os amigos Manequinha da
Farmácia, Tufi Mussi, dr. Aníbal e o compadre Jaime.
Entre as conversas sérias, surgem algumas histórias
para rir. O Maneca vem com uma de supositórios: uma
senhora idosa lá do interior vem com uma receita
prescrevendo uma caixa de supositórios de Anuso,
medicamento para hemorroidas.
Ele entregou o remédio e a senhora
pergunta como é usado. Ele disse: "O médico não
explicou para a senhora?". "Não". "É um supositório,
deve usar com água duas vezes por dia". Ela
pergunta: "Posso tomar com um pedaço ou uma banana?"
Ele não aguentava mais aquele papo e disse onde ela
devia enfiar o remédio. "Ela olhou pra mim com cara
de brava e disse pra não ser malcriado, e saiu com
cara de poucos amigos".
Realmente, não é um remédio fácil de
explicar para as pessoas do interior. Elas não
aceitam a posologia do medicamento. Também já me
aconteceu uma história com supositório. Um freguês
chegou em minha farmácia e disse que a mulher não ia
aos pé há uma semana: "Falei por telefone com o dr.
Léo. Ele disse para passar na farmácia e comprar
dois supositórios de glicerina para adulto. Usa um;
se não deu certo, usa o outro". Ele levou os
supositórios e, chegando em casa, a mulher estava na
cozinha, ele colocou os supositórios sobre a mesa e
disse que era o melhor remédio. "Um já, e o outro,
se for preciso, duas horas depois". Ele saiu e foi
trabalhar no quintal.
Minutos depois a filha menor chama:
"Pai, a mãe está afogada!" Ele correu, pegou uma
caneca com água, mandou ela tomar e perguntou o que
tinha acontecido. "Também, o médico receitar uma
coisa deste tamanho". Ele disse: "Mulher, não é para
tomar pela boca, é supositório". Ela disse: "Agora
vou morrer envenenada". Ele telefonou para o dr.
Léo, mas ele não estava mais em casa. Ele me
telefonou e eu disse que não tinha perigo, podemos
tomar glicerina, não tem nenhum problema. Uns dias
depois, meu freguês vem à farmácia e diz que perdi
uma freguesa pela vergonha que ela está sentindo. E
por falar em Bar Vitória, que foi por mais de meio
século o principal bar da cidade, hoje está muito
aquém, precisa fazer uma plástica para acompanhar a
evolução da cidade. Basta observar as belas lojas,
modernas e funcionais que estão surgindo.