Quinta-feira,
06 de janeiro de 2004
Ano 1 - edição 184

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Coluna atualizada aos sábados

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Castigo anda a cavalo

Acabávamos de escrever uma crônica para o DS, parodiando uma consulta feita por uma senhora de pouca cultura a um especialista em aparelho digestivo, quando tivemos que empreender viagem até Florianópolis para comparecer à festa de casamento de um parente.

Até o Morro dos Cavalos a viagem foi tranqüila, e o único estresse foi o de termos que estar atentos às dezenas de desvios existentes na BR-101, em duplicação.

E foi ali que o tráfego entupiu. Ficamos parados, no total, por pouco mais de uma hora. Uma colisão múltipla entre jamantas, ficamos sabendo, interrompeu a estrada.

Nós, que "chuleávamos" chegar a Floripa a tempo de comer rodelas de lula a dorê num restaurante já conhecido, na praia de Coqueiros, acabamos tendo que almoçar numa churrascaria em posto de gasolina, na Enseada de Brito. Até aí tudo bem, até porque o "rango" estava legal.

Chegados a Florianópolis, dirigimo-nos até a capela da cerimônia religiosa. Longe pra dedéu!. Depois rumamos para o salão de festas da recepção aos convidados.

Tudo muito bonito, muito bem decorado. Já na entrada tivemos "um visual" dos magníficos doces que seriam servidos após a ágape.

Então, depois de mais ou menos duas horas sorvendo e misturando alguns tipos de bebidas, ouviu-se "o pode" para que os convivas atacassem o bufê.

A coisa se deu como de praxe: uma correria disfarçada, em busca de rechear os pratos com as delícias disponibilizadas.

Aí é que foi: o cardápio, previamente colocado em cada mesa, previa pratos parcialmente indecifráveis para nós, tais como: "Crostines de queijo cremoso com presunto de Parma, seleção de folhas nobres ao tomate cereja e mussarela de búfala, escalopes de minhon ao molho Cabernet Sauvignon com shitake, pernil com abacaxi flambado ao vinho branco e perfume de canela (!)", e outros mais.

E nós, que pensávamos ser bons gourmets.

Experimentamos de tudo, é claro, glutões que somos.

Às duas da matina, sem esperar pelo "brodo" de frango que seria servido "after hours", dirigimo-nos ao hotel.

Eram seis horas da madrugada, quando uma tremenda dor em garra deu o ar de sua graça, bem na "boca do estômago", como teria dito aquela paciente previamente citada. E ali ficou instalada até as oito e meia, quando foi melhorando graças a um abençoado remédio que tomamos.

Novamente, a lula a dorê teve que ser cancelada. A Marlen, sempre solidária com seu companheiro de quarenta e sete anos, aquiesceu com alguma tristeza.

Pé na estrada, rezando para não encontrarmos mais um engarrafamento monstro pela frente.

Para completar o magnífico fim de semana, o Botafogo empatou em casa!

Castigo anda a cavalo, começando no Morro dos Cavalos.
 



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