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Pavan, a contragosto,
cede e a tríplice aliança está confirmada
Uma reunião da executiva do
PSDB realizada no final da tarde de ontem selou o que já
estava encaminhado por movimentos maiores: a volta da
tríplice aliança. Leonel Pavan mostrou-se contrariado e
disposto a concorrer ao governo _ ou mesmo a aliar-se com o
PP _, mas acatou o acordo feito pelos demais membros do
grupo. A chapa formada por DEM, PMDB e PSDB terá Raimundo
Colombo como candidato ao governo, Eduardo Moreira como vice
e Luiz Henrique da Silveira e Paul Bauer buscando vagas no
Senado. A última exigência tucana foi a indicação do
primeiro suplente de Luiz Henrique, cotado para integrar
algum ministério num eventual governo José Serra. Dalírio
Beber ocupará o posto e resta apenas a formalização da
decisão nesta noite, quando acontece a convenção tucana.
Apesar do princípio de rebeldia de diversas lideranças, era
de se esperar que o encaminhamento seguisse essa linha, já
que o DEM cobra a conta de ter perdido a indicação do
candidato a vice-presidente. Além disso, Pavan apostou suas
fichas, há algumas semanas, na ruptura entre Eduardo e
Colombo. Disse ao comando nacional do partido que não seria
empecilho à recondução da aliança, mas que estudaria uma
candidatura própria se não houvesse acerto entre DEM e PMDB.
Apostou no racha e procurou garantir a própria chapa, mas
acabou pego no contrapé pela desistência do peemedebista.
Agora, resta apenas aderir e voltar a esperar a sua
oportunidade.
Governador
demonstra insatisfação
Em seu Twitter, o governador Leonel Pavan resumiu, em poucas
frases, o sentimento de resignação. Negou que tenha feito
qualquer elogio a representantes dos partidos aliados e
deixou claro que a decisão foi tomada antes mesmo da
convenção. "Na reunião do PSDB, não fiz elogios citados.
Apenas vou respeitar a decisão, até porque quem cede, mais
uma vez, infelizmente, somos nós". Já de olho no futuro,
garantiu que ainda há arestas a serem aparadas. "A tríplice
pode acontecer, mas algumas questões ainda precisam ser
superadas. Programa de governo e compromissos serão
necessários". |
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Petardos
Raimundo Colombo foi multado em R$ 5 mil por
propaganda eleitoral antecipada nas inserções de TV do DEM,
em que o senador e pré-candidato ao governo apareceu
criticando o governo federal.
O PP já não tinha muitas esperanças da aliança com o
PSDB e agora se esforça para capturar o apoio do PDT. O
diretório estadual dos brizolistas quer a aliança, mas só
foram autorizados pelo diretório nacional a estar unidos a
quem apoiar a candidatura de Dilma Rousseff a presidente.
Ângela Amin precisa do apoio do PDT para diminuir a
disparidade de tempo no horário eleitoral em relação aos
adversários diretos. Mas declarar apoio oficial a Dilma
poderia significar abrir mão do apoio dos dissidentes do
PSDB, insatisfeitos com o apoio ao DEM.
A situação lembra o quadro traçado pelo PT, que já tem
apoio de PCdoB, PSB, PR e PRB e ainda pode receber o PDT na
noite de hoje. Cercado de pequenos e médios apoiadores,
titubeou a conversar com o PP porque acredita que pode
receber apoio de uma parcela do PMDB que já optou por estar
com Dilma e está insatisfeita com as decisões tomadas por
Luiz Henrique e Eduardo Moreira. Se vai dar certo, só a
campanha vai dizer.
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