Quinta-feira,
06 de janeiro de 2004
Ano 1 - edição 184

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DS Política
Atualização diária

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Pavan, a contragosto, cede e a tríplice aliança está confirmada

Uma reunião da executiva do PSDB realizada no final da tarde de ontem selou o que já estava encaminhado por movimentos maiores: a volta da tríplice aliança. Leonel Pavan mostrou-se contrariado e disposto a concorrer ao governo _ ou mesmo a aliar-se com o PP _, mas acatou o acordo feito pelos demais membros do grupo. A chapa formada por DEM, PMDB e PSDB terá Raimundo Colombo como candidato ao governo, Eduardo Moreira como vice e Luiz Henrique da Silveira e Paul Bauer buscando vagas no Senado. A última exigência tucana foi a indicação do primeiro suplente de Luiz Henrique, cotado para integrar algum ministério num eventual governo José Serra. Dalírio Beber ocupará o posto e resta apenas a formalização da decisão nesta noite, quando acontece a convenção tucana. Apesar do princípio de rebeldia de diversas lideranças, era de se esperar que o encaminhamento seguisse essa linha, já que o DEM cobra a conta de ter perdido a indicação do candidato a vice-presidente. Além disso, Pavan apostou suas fichas, há algumas semanas, na ruptura entre Eduardo e Colombo. Disse ao comando nacional do partido que não seria empecilho à recondução da aliança, mas que estudaria uma candidatura própria se não houvesse acerto entre DEM e PMDB. Apostou no racha e procurou garantir a própria chapa, mas acabou pego no contrapé pela desistência do peemedebista. Agora, resta apenas aderir e voltar a esperar a sua oportunidade.

Governador demonstra insatisfação
Em seu Twitter, o governador Leonel Pavan resumiu, em poucas frases, o sentimento de resignação. Negou que tenha feito qualquer elogio a representantes dos partidos aliados e deixou claro que a decisão foi tomada antes mesmo da convenção. "Na reunião do PSDB, não fiz elogios citados. Apenas vou respeitar a decisão, até porque quem cede, mais uma vez, infelizmente, somos nós". Já de olho no futuro, garantiu que ainda há arestas a serem aparadas. "A tríplice pode acontecer, mas algumas questões ainda precisam ser superadas. Programa de governo e compromissos serão necessários".


Petardos

Raimundo Colombo foi multado em R$ 5 mil por propaganda eleitoral antecipada nas inserções de TV do DEM, em que o senador e pré-candidato ao governo apareceu criticando o governo federal.

O PP já não tinha muitas esperanças da aliança com o PSDB e agora se esforça para capturar o apoio do PDT. O diretório estadual dos brizolistas quer a aliança, mas só foram autorizados pelo diretório nacional a estar unidos a quem apoiar a candidatura de Dilma Rousseff a presidente.

Ângela Amin precisa do apoio do PDT para diminuir a disparidade de tempo no horário eleitoral em relação aos adversários diretos. Mas declarar apoio oficial a Dilma poderia significar abrir mão do apoio dos dissidentes do PSDB, insatisfeitos com o apoio ao DEM.

A situação lembra o quadro traçado pelo PT, que já tem apoio de PCdoB, PSB, PR e PRB e ainda pode receber o PDT na noite de hoje. Cercado de pequenos e médios apoiadores, titubeou a conversar com o PP porque acredita que pode receber apoio de uma parcela do PMDB que já optou por estar com Dilma e está insatisfeita com as decisões tomadas por Luiz Henrique e Eduardo Moreira. Se vai dar certo, só a campanha vai dizer.
 


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