Quinta-feira,
06 de janeiro de 2004
Ano 1 - edição 184

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Pagar a mais, nem pensar

Há uns dez anos, encontrar vinhos bons por preços mais acessíveis era tarefa quase impossível. Os apreciadores de vinhos estavam nas mãos de três ou quatro importadores que manipulavam o mercado e os preços de venda em supermercados e restaurantes. Havia os produtores nacionais, por certo, principalmente na Serra Gaúcha, quando vinhos como o Velho Museu eram pérolas raras. A explosão do consumo levou ao incremento na produção e à aplicação de diversas técnicas. A lavoura e a indústria vinícola deram grande salto qualitativo, contudo, não conseguiriam concorrer com os vinhos chilenos e argentinos, que estavam por aparecer com força total, demonstrando maior qualidade e preços absurdamente mais baixos.

Pagar a mais, nem pensar 2
Atualmente, o que se ouvia no final dos anos 90 sobre o mercado vinícola tem se confirmado: primeiro, que a Argentina ultrapassaria o Chile em produtividade e qualidade; segundo, que o mercado brasileiro, mesmo buscando um desempenho considerado bom, sofreria demais com a concorrência; terceiro, que o consumo per capita teria um grande incremento; quarto, que os famosos vinhos de 6 dólares argentinos logo chegariam por aqui.

Pagar a mais, nem pensar 3
Não é demérito algum para o apreciador de vinhos ou para o bebedor ocasional degustar vinhos de R$ 12,00. É claro que sempre existirão os vinhos de qualidade duvidosa, os engarrafados de quinta linha, os rótulos de fundo de quintal, contudo, a realidade é uma só: acabou-se o tempo de pagar a mais por vinhos que nem sempre satisfazem. É claro que os top do mercado mundial sempre existirão e terão o seu custo mantido no patamar de sua intrínseca e incontestável realeza. Mas estes são para colecionadores ou momentos de celebração.

Pagar a mais, nem pensar 4
Hoje considera-se um abuso e um absurdo o cidadão pagar mais de R$ 30,00 por uma garrafa de vinho em um restaurante. As casas que não se adaptaram colocando vinhos acessíveis em suas cartas estão perdendo a clientela. Há poucos anos, as importadoras praticamente obrigavam os restaurantes a cobrar no mínimo 70% e no máximo 120% a mais em cima do preço de custo. Ótimos tintos e brancos são encontrados por custo entre R$ 12,00 e R$ 20,00. Mesmo franceses, sul-africanos e italianos podem ser adquiridos por preços entre R$ 20,00 e R$ 30,00. E, este é um dos principais motivos pelo qual o consumo individual de vinhos, em muitos países, beira os 100 litros/ano.

Temporada das baleias
Pousadas da Praia do Rosa já estão com lotação quase esgotada para os meses de observação das baleias, que vêm, majestosamente, decorar o Litoral Sul de SC. Vale o passeio, a gastronomia e a beleza do Rosa.

Tele-entrega Don Camilo
Devido à mudança de operadora, o número a ser discado para que o Don Camilo possa atender aos seus pedidos é (48) 3626-9440. Em breve, a linha tradicional será restabelecida com a instalação de nova central telefônica na casa.

Teatro infantil
Neste sábado, o consagrado grupo teatral Valdir Dutra traz para a garotada de Tubarão e região mais uma sensacional peça infantil. “Quem quer casar com a dona baratinha?” é outro sucesso de público que estará em cartaz no Espaço Integrado de Artes da Unisul apenas neste sábado, às 18h. Vale muito a pena prestigiar o teatro, pois, além de cultura, é diversão na certa. Com cenários e figurinos bem montados, este espetáculo você não pode perder.
 



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