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Maquiavélico, o
legítimo
O sempre inspirado
amigo Guilherme Balsini manda o seguinte texto,
ainda mais inspirado.
“Olá, Deka May,
parabéns pelas crônicas enviadas pelos leitores
enaltecendo a sua coluna. Mas como o que está na
moda atualmente é a política com as tais coligações,
apoio no segundo turno, traições, etc e tal,
gostaria de sugerir aos marinheiros de primeira
viagem (soldados do partido) o que foi escrito há
mais de cinco séculos:
“Não há político
que não conheça um preceito de Nicolau Machiavelli,
ou Maquiavel, estadista e historiador florentino
(1469-1527) autor de “O Príncipe”. Seus conselhos
podem ser sintetizados na máxima de que os fins
justificam os meios. A força de seu pensamento deu
origem a palavras como maquiavélico (astuto,
velhaco). Ele dizia: “Se precisardes apunhalar o
inimigo, sede atencioso com ele e fazei-o pelas
costas”.
Eis dez mandamentos
de Maquiavel:
1. Zele apenas por
seus interesses.
2. Não honre a
ninguém além de você mesmo.
3. Faça o mal, mas
finja fazer o bem.
4. Cobice e procure
obter tudo o que puder.
5. Seja miserável.
6. Seja brutal.
7. Engane o próximo
toda vez que puder.
8. Mate os inimigos
e, se for necessário, os amigos.
9. Use a força em
vez da bondade ao tratar com o próximo.
10. Faça o mal de
uma vez só e o bem, aos pouquinhos.”
Que tais
pensamentos sirvam apenas para que, ao lermos,
façamos justamente o contrário. Porque mais do que o
caos já estabelecido no mundo, nos resta rezar e
tentar fazer o melhor para mudar a situação para o
bem de todos. A minha sugestão é, antes de se
aventurar a ler “O Príncipe”, de Maquiavel, leia “O
Pequeno Príncipe”, de Saint Exupèry.”
Ainda os
“ciganos”
“Prezado Deka, gostaria de agradecer o apoio que
você tem dado na procura de uma resolução para esse
problema. Sei que não depende apenas de você, mas
infelizmente não vejo ninguém dos órgãos
responsáveis se pronunciando ou procurando realmente
uma solução. Na data do envio do e-mail anterior, um
dia depois os ciganos foram “embora”, mas ontem, dia
28, já estavam de volta em caravana. Contei
aproximadamente cinco veículos invadindo os terrenos
próximos à rodoviária, ou seja, tudo vai recomeçar,
as ameaças, a perturbação do sossego alheio, as
invasões aos nossos terrenos para pegar água. E
nesse meio tempo, alguém se pronunciou? Não. E
novamente nós, os moradores, aqueles que pagam
impostos, são os que sofrem pela omissão do poder
público. Eu sou sincero, desanimei. Já penso em
vender minha casa e ir para outra cidade, nem para
outro bairro eu quero ir. Tubarão virou casa de
governantes omissos, que nada fazem para a cidade
crescer. Talvez seja por isso que outras cidades,
antes menores, vêm se desenvolvendo bem mais que
Tubarão. Por que os ciganos não param em outras
cidades? Não é só porque o tubaronense é solidário,
embora, no caso de dar esmola aos ciganos esteja, na
verdade, sendo otário, pois está dando o fruto de
seu trabalho a quem menos merece, mas também porque
em outras cidades basta os ciganos chegarem para a
prefeitura ir em cima e fazê-los sair. Mas, enfim,
já desisti, vejo que ninguém irá solucionar esse
problema, pelo simples fato de ser em um local onde
não incomoda ninguém da prefeitura ou que ocupe um
cargo de destaque. Agradeço seu empenho, mas
cansei... Um abraço do seu leitor Augusto Marcelo
Novaes”.
Ainda os
“ciganos” 2
Pois é, Augusto, como tu mesmo falaste, isso não
depende só de mim, mas farei tudo o que for possível
para resolvermos esta situação. Já temos inúmeros
problemas em nossa cidade e tenho convicção de que
existe uma solução, basta apenas que atitudes firmes
sejam tomadas e que os responsáveis façam o que tem
que ser feito. Fiz uma solicitação via requerimento
na Câmara pedindo providências à secretaria de Ação
Social, Conselho Tutelar, Polícia Civil, secretaria
de Segurança e ao prefeito, para que regulamente a
questão do uso dos terrenos baldios em nossa cidade.
Assim como você, espero ser atendido e vou, mais uma
vez, tomar a iniciativa de buscar uma solução
imediata para estes que, sabe-se, não são bem-vindos
em nossa cidade. Desistir, nunca...
Premonição?
Premonição, pessimismo, sacanagem ou desatenção, não
se sabe, mas um erro fez com que um anúncio do
Supermercado Extra lamentando a eliminação da
Seleção Brasileira fosse publicado pela “Folha de S.
Paulo” ontem. A peça publicitária diz, com trechos
em idioma zulu: “A Seleção sai do Mundial. Não do
coração da gente”. E encerra com a frase: “Nos vemos
em 2014”. A assessoria de imprensa do supermercado
divulgou um comunicado dizendo que o erro foi do
jornal, que teria publicado a peça por engano: “O
Extra lamenta o erro ocorrido hoje na veiculação do
anúncio, no jornal Folha de S. Paulo, pág. D11. A
empresa informa que a Folha de São Paulo errou na
seleção do material para publicação e irá se
retratar publicamente com a correção do material,
visto que, como patrocinador da Seleção, a rede
Extra tem sido uma entusiasta do time brasileiro”.
De qualquer forma, o anúncio já estava lá,
prontinho, prontinho...
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