Quinta-feira,
06 de janeiro de 2004
Ano 1 - edição 184

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Deka May
Atualização diária

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Arte 
Os artistas Arthur Jung, Cristina Gomes dos Santos, Davi Denardi, Graciela Simone, João Batista Guedes e Silvana Silva de Souza fazem uma exposição coletiva de arte contemporânea a partir de hoje, às 20h, no Centro Municipal de Cultura – Museu Willy Zumblick, em Tubarão. Vale a pena conferir, porque a qualidade dos trabalhos é comprovadamente das melhores.

Mensagem
“A vida é mais simples do que a gente pensa; basta aceitar o impossível, dispensar o indispensável e suportar o intolerável.”


Maquiavélico, o legítimo

O sempre inspirado amigo Guilherme Balsini manda o seguinte texto, ainda mais inspirado.

“Olá, Deka May, parabéns pelas crônicas enviadas pelos leitores enaltecendo a sua coluna. Mas como o que está na moda atualmente é a política com as tais coligações, apoio no segundo turno, traições, etc e tal, gostaria de sugerir aos marinheiros de primeira viagem (soldados do partido) o que foi escrito há mais de cinco séculos:

“Não há político que não conheça um preceito de Nicolau Machiavelli, ou Maquiavel, estadista e historiador florentino (1469-1527) autor de “O Príncipe”. Seus conselhos podem ser sintetizados na máxima de que os fins justificam os meios. A força de seu pensamento deu origem a palavras como maquiavélico (astuto, velhaco). Ele dizia: “Se precisardes apunhalar o inimigo, sede atencioso com ele e fazei-o pelas costas”.

Eis dez mandamentos de Maquiavel:

1. Zele apenas por seus interesses.

2. Não honre a ninguém além de você mesmo.

3. Faça o mal, mas finja fazer o bem.

4. Cobice e procure obter tudo o que puder.

5. Seja miserável.

6. Seja brutal.

7. Engane o próximo toda vez que puder.

8. Mate os inimigos e, se for necessário, os amigos.

9. Use a força em vez da bondade ao tratar com o próximo.

10. Faça o mal de uma vez só e o bem, aos pouquinhos.”

Que tais pensamentos sirvam apenas para que, ao lermos, façamos justamente o contrário. Porque mais do que o caos já estabelecido no mundo, nos resta rezar e tentar fazer o melhor para mudar a situação para o bem de todos. A minha sugestão é, antes de se aventurar a ler “O Príncipe”, de Maquiavel, leia “O Pequeno Príncipe”, de Saint Exupèry.”

Ainda os “ciganos”
“Prezado Deka, gostaria de agradecer o apoio que você tem dado na procura de uma resolução para esse problema. Sei que não depende apenas de você, mas infelizmente não vejo ninguém dos órgãos responsáveis se pronunciando ou procurando realmente uma solução. Na data do envio do e-mail anterior, um dia depois os ciganos foram “embora”, mas ontem, dia 28, já estavam de volta em caravana. Contei aproximadamente cinco veículos invadindo os terrenos próximos à rodoviária, ou seja, tudo vai recomeçar, as ameaças, a perturbação do sossego alheio, as invasões aos nossos terrenos para pegar água. E nesse meio tempo, alguém se pronunciou? Não. E novamente nós, os moradores, aqueles que pagam impostos, são os que sofrem pela omissão do poder público. Eu sou sincero, desanimei. Já penso em vender minha casa e ir para outra cidade, nem para outro bairro eu quero ir. Tubarão virou casa de governantes omissos, que nada fazem para a cidade crescer. Talvez seja por isso que outras cidades, antes menores, vêm se desenvolvendo bem mais que Tubarão. Por que os ciganos não param em outras cidades? Não é só porque o tubaronense é solidário, embora, no caso de dar esmola aos ciganos esteja, na verdade, sendo otário, pois está dando o fruto de seu trabalho a quem menos merece, mas também porque em outras cidades basta os ciganos chegarem para a prefeitura ir em cima e fazê-los sair. Mas, enfim, já desisti, vejo que ninguém irá solucionar esse problema, pelo simples fato de ser em um local onde não incomoda ninguém da prefeitura ou que ocupe um cargo de destaque. Agradeço seu empenho, mas cansei... Um abraço do seu leitor Augusto Marcelo Novaes”.

Ainda os “ciganos” 2
Pois é, Augusto, como tu mesmo falaste, isso não depende só de mim, mas farei tudo o que for possível para resolvermos esta situação. Já temos inúmeros problemas em nossa cidade e tenho convicção de que existe uma solução, basta apenas que atitudes firmes sejam tomadas e que os responsáveis façam o que tem que ser feito. Fiz uma solicitação via requerimento na Câmara pedindo providências à secretaria de Ação Social, Conselho Tutelar, Polícia Civil, secretaria de Segurança e ao prefeito, para que regulamente a questão do uso dos terrenos baldios em nossa cidade. Assim como você, espero ser atendido e vou, mais uma vez, tomar a iniciativa de buscar uma solução imediata para estes que, sabe-se, não são bem-vindos em nossa cidade. Desistir, nunca...

Premonição?
Premonição, pessimismo, sacanagem ou desatenção, não se sabe, mas um erro fez com que um anúncio do Supermercado Extra lamentando a eliminação da Seleção Brasileira fosse publicado pela “Folha de S. Paulo” ontem. A peça publicitária diz, com trechos em idioma zulu: “A Seleção sai do Mundial. Não do coração da gente”. E encerra com a frase: “Nos vemos em 2014”. A assessoria de imprensa do supermercado divulgou um comunicado dizendo que o erro foi do jornal, que teria publicado a peça por engano: “O Extra lamenta o erro ocorrido hoje na veiculação do anúncio, no jornal Folha de S. Paulo, pág. D11. A empresa informa que a Folha de São Paulo errou na seleção do material para publicação e irá se retratar publicamente com a correção do material, visto que, como patrocinador da Seleção, a rede Extra tem sido uma entusiasta do time brasileiro”. De qualquer forma, o anúncio já estava lá, prontinho, prontinho...


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