Quinta-feira,
06 de janeiro de 2004
Ano 1 - edição 184

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Cláudio Humberto
Atualização diária

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"O DEM deve indicar (o vice de Serra) porque gera unidade". Deputado Rodrigo Maia, presidente do DEM, e a "crise do casamento" com o PSDB.
 
Detector de mentira: Dilma não sabia de dossiê

O perito em veracidade Mauro Nadvorny, da Truster Brasil, analisou a pedido da coluna a resposta da candidata Dilma Rousseff (PT) no programa Roda-Viva, segunda, sobre o dossiê com a violação do sigilo fiscal do ex-ministro tucano Eduardo Jorge Pereira, o "EJ". O detector de mentiras, de tecnologia israelense, mostra que Dilma disse a verdade ao negar envolvimento, mas ela supõe que alguém o fez.

Estressada
A análise da Truster Brasil mostra alto nível de estresse nas respostas sobre o sigilo fiscal de EJ, cuja violação foi denunciada pela Folha.

Bola nas costas
Dilma também se estressa negando mandar fazer dossiê contra José Serra. Para o perito, Dilma teme que o produziram por contra própria.

O efeito Lula
Sobre a influência de Lula num possível governo, o detector atestou imprecisão na resposta de Dilma. Ou seja, nem ela sabe se ocorrerá.

Eu e eu mesma
Segundo a análise do perito Mauro Nadvorny, com base no detector de mentiras, "é duvidoso que ela (Dilma) aceite a influência" (de Lula).

Terceirização custa três vezes mais ao governo
O governo Lula se aproxima do final sem resgatar o velho compromisso de substituir empregados terceirizados por funcionários concursados. Os gastos do governo federal com serviços terceirizados de mão de obra, no governo Lula, são três vezes maiores que o custo estimado com a contratação de pessoal após concurso, segundo auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União na administração federal.

Impressionante
Em alguns órgãos federais, como o Ministério da Cultura, o número de terceirizados chega a 90% do total de funcionários.

Recorde
Caixa e Banco do Brasil terminarão o governo Lula com mais de 27 mil terceirizados. E sem os concursos públicos prometidos.

Sonífera
Mais uma para a coleção de camisetas de trocadilhos com Dilma no peito: "Dilmadorm" - efeito da entrevista ao Roda-Viva, da TV Cultura.

Sobre as águas
Lula disse ao jornal Financial Times que sua missão de ex-presidente será "um mundo livre da fome e da pobreza (...) em que a paz não é mais utopia". À pretensão dele faltou explicar o papel de Deus nisso.

Casa da sogra
O premiê italiano Silvio Berlusconi sentiu-se em casa, segunda, em SP. À moda do anfitrião Lula, contou piadinhas infames, criticou juízes, chamou a imprensa de "mentirosa" e pediu "greve de leitores". E ganhou "pegadinha" do "CQC", com loura num micromaiô de pantera.

Sob investigação
O foco principal da Operação Caixa de Pandora são políticos flagrados com a mão na cumbuca, mas empresários citados, como o construtor José Celso Gontijo, continuam sob investigação no Ministério Público.

Bancoop sem sigilo
A CPI da Assembleia paulista que investiga supostas fraudes na cooperativa fundada por petistas pediu à Receita e ao Banco Central dados fiscais e bancários de ex-diretores, funcionárias e terceirizadas.

Sorte grande
Vale mais que duas big Megas a suposta fraude do presidente da Assembleia, José Riva, e do deputado Humberto Bosaipo (PP- MT). O STJ determinou a indisponibilidade dos bens para cobrir R$ 97 milhões.

Transparência
O candidato do PT ao governo do DF, Agnelo Queiroz, decidiu que, eleito, criará ouvidoria para receber por telefone 0800 - com garantia de sigilo - denúncias irregularidades e de achaques a fornecedores.

Inaceitável
O presidente da OAB do Rio de Janeiro, Wadih Damous, é radicalmente contra gravação de conversa dos advogados com os seus clientes nos presídios: "é inaceitável, ilegal e inconstitucional".

Mãos bobas
Prefeitos descobriram a mina de ouro. Como as verbas são carimbadas para saúde, educação etc, o afano se dá agora no aluguel de automóveis e equipamentos. O aluguel de um carro popular chega a custar R$ 1.800,00 por mês. Meio-a-meio, por unidade.

Poder sem pudor

Colé derrotou Brizola

No início dos anos 1980, o deputado gaúcho Getúlio Dias ofereceu um jantar em Brasília a Leonel Brizola, recém-chegado do exílio, e à pequena bancada do PDT. Brizola garantiu: "Eu não perco eleição". E depois contou sua "única e imperdoável" derrota, 30 anos antes, para a prefeitura de Porto Alegre, atribuindo-a à desastrada contratação de Osvaldo Sargentelli e suas mulatas seminuas para animar os comícios, um escândalo na época. Mas não foi Sargentelli, e sim Colé, corrigiu Enio Meneghetti, neto de Ildo Meneghetti, o vencedor.
 


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