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Detector de mentira:
Dilma não sabia de dossiê
O perito em veracidade Mauro
Nadvorny, da Truster Brasil, analisou a pedido da coluna a
resposta da candidata Dilma Rousseff (PT) no programa
Roda-Viva, segunda, sobre o dossiê com a violação do sigilo
fiscal do ex-ministro tucano Eduardo Jorge Pereira, o "EJ".
O detector de mentiras, de tecnologia israelense, mostra que
Dilma disse a verdade ao negar envolvimento, mas ela supõe
que alguém o fez.
Estressada
A análise da Truster Brasil mostra alto nível de estresse
nas respostas sobre o sigilo fiscal de EJ, cuja violação foi
denunciada pela Folha.
Bola nas costas
Dilma também se estressa negando mandar fazer dossiê contra
José Serra. Para o perito, Dilma teme que o produziram por
contra própria.
O efeito Lula
Sobre a influência de Lula num possível governo, o detector
atestou imprecisão na resposta de Dilma. Ou seja, nem ela
sabe se ocorrerá.
Eu e eu mesma
Segundo a análise do perito Mauro Nadvorny, com base no
detector de mentiras, "é duvidoso que ela (Dilma) aceite a
influência" (de Lula).
Terceirização custa
três vezes mais ao governo
O governo Lula se aproxima do final sem resgatar o velho
compromisso de substituir empregados terceirizados por
funcionários concursados. Os gastos do governo federal com
serviços terceirizados de mão de obra, no governo Lula, são
três vezes maiores que o custo estimado com a contratação de
pessoal após concurso, segundo auditoria realizada pelo
Tribunal de Contas da União na administração federal.
Impressionante
Em alguns órgãos federais, como o Ministério da Cultura, o
número de terceirizados chega a 90% do total de
funcionários.
Recorde
Caixa e Banco do Brasil
terminarão o governo Lula com mais de 27 mil terceirizados.
E sem os concursos públicos prometidos.
Sonífera
Mais uma para a coleção de camisetas de trocadilhos com
Dilma no peito: "Dilmadorm" - efeito da entrevista ao
Roda-Viva, da TV Cultura.
Sobre as águas
Lula disse ao jornal Financial Times que sua missão de
ex-presidente será "um mundo livre da fome e da pobreza
(...) em que a paz não é mais utopia". À pretensão dele
faltou explicar o papel de Deus nisso.
Casa da sogra
O premiê italiano Silvio Berlusconi sentiu-se em casa,
segunda, em SP. À moda do anfitrião Lula, contou piadinhas
infames, criticou juízes, chamou a imprensa de "mentirosa" e
pediu "greve de leitores". E ganhou "pegadinha" do "CQC",
com loura num micromaiô de pantera.
Sob investigação
O foco principal da Operação Caixa de Pandora são políticos
flagrados com a mão na cumbuca, mas empresários citados,
como o construtor José Celso Gontijo, continuam sob
investigação no Ministério Público.
Bancoop sem sigilo
A CPI da Assembleia paulista que investiga supostas fraudes
na cooperativa fundada por petistas pediu à Receita e ao
Banco Central dados fiscais e bancários de ex-diretores,
funcionárias e terceirizadas.
Sorte grande
Vale mais que duas big Megas a suposta fraude do presidente
da Assembleia, José Riva, e do deputado Humberto Bosaipo
(PP- MT). O STJ determinou a indisponibilidade dos bens para
cobrir R$ 97 milhões.
Transparência
O candidato do PT ao governo do DF, Agnelo Queiroz, decidiu
que, eleito, criará ouvidoria para receber por telefone 0800
- com garantia de sigilo - denúncias irregularidades e de
achaques a fornecedores.
Inaceitável
O presidente da OAB do Rio de Janeiro, Wadih Damous, é
radicalmente contra gravação de conversa dos advogados com
os seus clientes nos presídios: "é inaceitável, ilegal e
inconstitucional".
Mãos bobas
Prefeitos descobriram a mina de ouro. Como as verbas são
carimbadas para saúde, educação etc, o afano se dá agora no
aluguel de automóveis e equipamentos. O aluguel de um carro
popular chega a custar R$ 1.800,00 por mês. Meio-a-meio, por
unidade.
Poder sem pudor
Colé derrotou Brizola
No início dos anos 1980, o deputado gaúcho Getúlio Dias
ofereceu um jantar em Brasília a Leonel Brizola,
recém-chegado do exílio, e à pequena bancada do PDT. Brizola
garantiu: "Eu não perco eleição". E depois contou sua "única
e imperdoável" derrota, 30 anos antes, para a prefeitura de
Porto Alegre, atribuindo-a à desastrada contratação de
Osvaldo Sargentelli e suas mulatas seminuas para animar os
comícios, um escândalo na época. Mas não foi Sargentelli, e
sim Colé, corrigiu Enio Meneghetti, neto de Ildo Meneghetti,
o vencedor.
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