
|
 |
|
 |
 |
Cooperativismo
Crescendo com
as novas gerações |
Dê
sua opinião |
|
|
Textos: Cíntia Teixeira |
|
Melhoria na qualidade de vida com luz elétrica
SÃO LUDGERO - De 1870, data da chegada das
primeiras famílias de colonizadores alemãs na região de
Braço do Norte, até o início da década de 60, já no então
fundado município de São Ludgero pelos imigrantes da
região de Westphalia, as famílias locais cultivavam o
hábito de se deitarem pouco depois do sol se pôr - o que
representava um baixo rendimento diário, em todos os
aspectos, nas atividades cotidianas.
Para iluminar as residências, havia um
pequeno gerador, instalado em uma represa, mas
insuficiente para a população em "fase de crescimento". A
energia necessária para oferecer mais conforto e
comodidade aos habitantes da cidade deveria vir de
Tubarão, pólo regional. Daí surgiu a necessidade de se
fundar uma cooperativa de eletrificação, na época em voga
nas localidades mais distantes do sul catarinense.
Em 9 de agosto de 1963, logo depois da
fundação do município, 12 de junho de 1962, foi criada a
Cooperativa Elétrica de São Ludgero - a Cegero. Para os
moradores locais, não seria possível pensar numa
permanência efetiva na região não fosse a criação desta
"associação" comunitária. O início do funcionamento da
Cegero contribuiu também para a diminuição do êxodo rural,
fenômeno observado, naquele momento.
O prefeito da cidade, na época, Daniel
Bruning, reuniu um pequeno grupo de pessoas e lançou a ata
de constituição, dando início a um dos empreendimentos
mais bem sucedidos do local. "Uma cooperativa é uma
sociedade de pessoas físicas - temos empresas, mas nossa
principal base é feita com, no mínimo, 20 pessoas físicas.
Esta associação é voltada para se obter algum produto ou
material que beneficie os envolvidos direta e
indiretamente - no nosso caso, energia com preço bom e
qualidade", diz Sérgio Bianco, contador da Cegero.
Indústria se desenvolve com implantação da Cegero
SÃO LUDGERO - A cidade já tinha passado
por uma experiência bastante gratificante em matéria de
cooperativismo. Ainda em 1936 foi criada a Cooperativa
Mista de São Ludgero Ltda., uma das primeiras de Santa
Catarina. A partir de então, toda a economia girou em
torno das suas atividades. Aos consumidores eram
oferecidos produtos baratos vindos diretamente da roça,
como farinha, feijão e carne de porco. Além disso, a
Cooperativa funcionava também como banco onde os colonos
depositavam suas economias.
Esta cooperativa agrícola foi um
importante fator de desenvolvimento para a cidade. O
colono tinha a colocação garantida de seus produtos. O
único ponto negativo apontado é que esta espécie de
cooperativa pode não ter favorecido a urbanização, já que
impedia e não estimulava a criação de mais casas
comerciais. A partir da década de 1970, pouco depois da
criação da Cegero, a primeira cooperativa ludgerense foi
perdendo força e suas atividades foram sendo transferidas
a várias casas comerciais.
São Ludgero firmou-se no cenário estadual
através da agropecuária, que por muito tempo foi
considerada o principal pilar da economia da cidade. Hoje,
com os crescentes investimentos em tecnologia, incluindo
aí aplicações por parte da Cergero, a agropecuária disputa
a primazia com a indústria de plástico e de madeira.
Também merecem destaque a indústria de
embalagens, copos plásticos e molduras de madeira,
empreendimentos que cresceram efetivamente e puderam se
estabelecer com segurança após a implatanção da
Cooperativa Elétrica de São Ludgero.
|
|
|
Importância das cooperativas
de energia em Santa Catarina
TUBARÃO - O Cooperativismo tem sido parceiro e agente de
desenvolvimento econômico e social de Santa Catarina desde
1959, com a implantação da primeira cooperativa no então
distrito de Forquilhinha. Como a concessionária estatal não
tinha a mínima condição de atendimento, no começo da década
de 60, foi criado a primeira entidade governamental,
encarregada da eletrificação rural - a Companhia Estadual de
Energia Elétrica - CEEE.
O governo se valeu do cooperativismo como
instrumento para captar os recursos e executar os projetos
de eletrificação rural. Com a facilidade de obtenção de
recursos externos, criou através da Lei nº 4.824 de 16/01/73
a Eletrificação Rural de Santa Catarina – Erusc, que foi
efetivamente constituída em abril de 1975.
Devido à união das cooperativas e a
crescente necessidade de se organizarem e de interagir com
as empresas públicas, Erusc, concessionária e agentes
financeiros, criou-se em 25 de novembro de 1973 a Federação
das Cooperativas de Eletrificação Rural de Santa Catarina -
Fecoerusc.
A grande expansão da eletrificação rural em
Santa Catarina se deu na segunda metade da década de 70 e
início dos anos 80. O objetivo maior foi o atendimento
social, e a expansão não levou em consideração a viabilidade
econômica e operacional. Com reflexos no baixo consumo de
energia, quer pela distribuição geográfica, quer pela
inexistência de hábitos de consumo de energia e pelo próprio
estágio sócio cultural da população.
Hoje, a Federação das Cooperativas de
Energia do Santa Catarina - Fecoerusc beneficia com energia
elétrica, através das suas 22 filiadas, 161.000 propriedades
catarinenses, atendendo uma população de cerca de 630.000
usuários.
Estas cooperativas são responsáveis pela
operação e manutenção de cerca de 20 mil quilometros de
redes. Elas projetam, constróem e mantém o sistema elétrico
em suas respectivas áreas de ação.
Principais metas da Federação
TUBARÃO - A Federação das Cooperativas de
Eletrificação Rural de Santa Catarina - Fecoerusc tem como
missão representar e fortalecer as 22 filiadas para atuarem
competitivamente no mercado energético, promovendo a
satisfação dos cooperantes, colaboradores e dirigentes,
contribuindo para o desenvolvimento e bem estar da
sociedade.
O sistema Fecoerusc, através das 22 filiadas
e atendendo a uma população de cerca de 650 mil no Estado,
tem-se destacado por viabilizar o social através do
econômico e em muitas situações, complementado as ações do
setor público.
Foi parceiro em levar energia elétrica à
maioria das propriedade rurais, insumo básico de produção e
bem estar à sociedade. Neste contexto, a responsabilidade
social das cooperativas não se restringe a apoios a projetos
sociais e culturais. Trata-se de um engajamento nas
comunidades com responsabilidade e ética em todas as
relações, com cooperantes, colaboradores, comunidades,
parceiros e governo.
Ações desenvolvidas:
Educação
Oferecendo bolsas de estudos para os
colaboradores e filhos de cooperantes;
Saúde
Assistência médica, odontológica e
hospitalar;
Auxílios
Pecúlios morte;
Incentivo a cultura e ao esporte
Com contribuição para entidades educacionais
e culturais;
Outros benefícios
Comunicação através da mídia; Apoio a
campanhas comunitárias. Difusão do cooperativismo nas
escolas, associações, conselhos comunitários.
|
|
|
Tecnologia de ponta chega a Armazém
ARMAZÉM - A Cooperativa Elétrica de Armazém - Cooperzem tem
o privilégio de "produzir" 50% da energia oferecida aos seus
associados. Criada em 6 de novembro de 1967, a Cooperzém
devinitivamente impulsionou o desenvolvimento do município
de Armazém, fundado em 19 de dezembro de 1958. A partir do
funcionamento efetivo da cooperativa empresas de médio e
grande porte encontraram uma base forte para se instalaram
na região.
Hoje estão cadastrados 5220 consumidores, e
além da cidade de Armazém a cooperativa também beneficia São
Martinho e São Bonifácio.
Normalmente, em uma cooperativa de
eletrificação, se adquire energia elétrica da subsidiária
estadual e se repassa aos associados. Na Cooperzém é um
pouco diferente. O presidente da cooperativa, Gabriel
Biancheti, espera poder suprir toda a energia de seus
cooperados com o projeto que prepara uma terceira usina.
"Com a conclusão de nossa terceira PCH - pequena central
hidrelétrica - vamos estar totalmente independente da
subsidiária Celesc e auto-suficientes na produção e venda de
energia aos seus associados", explica. As vantagens são
inúmeras: os custos poderão ser reduzidos em até quatro
vezes, por exemplo.
A previsão é que esta PCH seja concluída no
final de 2007. "Só falta agora o acerto da área". Outro
projeto que vem sendo realizado é o da rede alimentadora que
liga a subestação da Celesc de Gravatal ao município de
Armazém e tem uma extensão de 4 quilômetros, tudo para
melhorar os atuais níveis de tensão do sistema elétrico da
Cooperzém, diminuir as perdas de energia elétrica e
possibilitar, futuramente, a iluminação da SC-431.
A Cooperzém vem lutando para dar maior
comodidade e tecnologia e ainda atender as necessidades de
seus cooperados, como acontece com o auxílio aos hospitais
através de doações dos cooperados na fatura de energia, e
ainda mantém um convênio com o Hospital Santo Antônio, o
Hospital de São Martinho e o de São Bonifácio. A intenção é
fazer com que a população possa ter melhores condições de
saúde, e que estas instituições continuem funcionando.
Outro projeto ousado que já está em
andamento é da implantação de uma rede de fibra ótica,
tecnologia que proporcionaria o acesso de todos os
cooperados. Com capacidade de transmissão até 1 milhão de
vezes maior do que o cabo metálico, a fibra ótica é hoje a
base das relações de comunicação no mundo. Enquanto os fios
de cobre transportam elétrons, os cabos de fibra ótica
(cabos de fibra de vidro) transportam luz. Dentre as
vantagens dos cabos de fibra ótica estão a imunidade total
contra a diafonia e contra interferências eletromagnéticas e
de radiofrequência. Além disso, os cabos de fibra não atraem
raios como cabos de cobre. A idéia que será discutida entre
os cooperados é a de instalar em todas as residências estes
cabos fazendo que todos tenham acesso a telefonia, internet,
TV a cabo entre outras vantagens.
Vantagens da comunicação através da fibra
ARMAZÉM - Os envolvidos na Cooperzém "suaram
a camisa" para a liberação de um projeto de utilização de
fibra ótica às cooperativas. Com seu funcionamento, que terá
custo de instalação zero, os cooperados somente pagarão o
uso do sistema, ainda com preços muito menores do que os
atualmente praticados pelo mercado. De acordo com a
diretoria da cooperativa, cada associado da Cooperzém terá a
ponta da fibra óptica na entrada da sua casa,
independentemente se aderir ao uso ou não, pois a adesão é
livre, e se não utilizar o sistema não pagará absolutamente
nada por isso.
Para os que serão beneficiados, é
perceptível o tamanho e a vantagem da implantação de uma
tecnologia desta natureza na cooperativa. Com apenas R$ 20,
mais impostos previstos em lei, o cooperado terá o telefone
fixo em sua casa, podendo utilizá-lo vinte e quatro horas
por dia, durante os trinta dias do mês, entre os três
municípios que a Cooperzém atende, sem que haja qualquer
custo adicional ou taxa básica, independentemente se for da
área rural ou urbana. O mesmo telefone poderá ser utilizado
para fazer ligações DDD.
Este grandioso projeto poderá integrar ainda
as demais cooperativas no sul de Santa Catarina.
Inaugurada iluminação na SC-431
ARMAZÉM - As pessoas que trafegam pela
rodovia SC-431 agora terão um motivo a mais para circularem
com segurança durante a noite. O prefeito de São Martinho,
juntamente com o presidente da Cooperzém, Gabriel Bianchet,
inauguraram há algumas semanas o trecho recém-iluminado da
SC-431, que compreende o trajeto entre o portal de entrada
da cidade até a ponte que faz divisa com o município de
Armazém.
A prefeitura, em parceria com a Cooperativa
de Eletrificação Rural de Armazém - Cooperzém, empenharam-se
para garantir a segurança das pessoas e também dos veículos
que ali trafegam. Foi iluminado um trecho de 1.540 metros, o
que reduzirá muito os riscos de acidentes à noite, uma vez
que a visibilidade deste trecho era comprometida pelas
fortes neblinas.
Os que optam por uma caminhada diária terão
também um motivo para andarem mais tranqüilos e seguros. A
obra teve em seu projeto a colocação de postes de maior
estrutura que os antigos e a iluminação com utilização de
lâmpadas de sódio de 150 watts. A rede que passava pelo lado
esquerdo da rodovia foi removida para o lado oposto após a
retirada de algumas árvores de eucalipto, para que pudesse
ser feita a passagem da rede normal dos cabos de tensão que
vão até o município de São Bonifácio.
O alinhamento da rede, cujos postes foram
colocados de 50 em 50 metros, tornou a obra esteticamente
mais bonita. A viabilização para a colocação das 32
luminárias foi um compromisso da prefeitura municipal de São
Martinho. Esta obra faz parte de um projeto de embelezamento
e do plano de desenvolvimento da cidade.
|
|
|
Ação social e investimentos em Braço do Norte
BRAÇO DO NORTE - Vivendo seu 43º ano de criação, a
Cerbranorte - Cooperativa de Eletrificação Rural de Braço do
Norte de Responsabilidade Ltda, vem contribuindo cada vez
mais para o progresso, o desenvolvimento e o crescimento
efetivo de Braço do Norte e região. Atuando em diversas
áreas, colabora com o desenvolvimento sócio-econômico
através do fornecimento de energia elétrica aos seus
associados e das obras de melhorias e ampliações nas redes
elétricas por ela administradas. Também promove ações na
área sócio-cultural, através de uma atuação dinâmica e
objetiva, procurando oportunizar e incentivar seus
funcionários e associados a terem uma melhor qualidade de
vida, com uma melhor formação e experiência.
Atendendo hoje a aproximadamente 12 mil
associados nos seis municípios em que atua (Braço do Norte,
Gravatal, Armazém, Rio Fortuna, Santa Rosa de Lima e Grão
Pará), é clara a necessidade de se ter estrutura física
adequada e capaz de responder com rapidez e eficiência aos
anseios dos associados.
A Cerbranorte foi criada em 1º de fevereiro
de 1962, mas obteve sua autorização para funcionamento
somente em 15 de julho de 1967, cujo registro foi expedido
pelo Ministério da Agricultura, no Departamento de
Cooperativismo e Extensão Rural. Mais tarde, em 5 de julho
de 1973, esse mesmo Ministério veio a certificar novamente,
em conformidade com as leis vigentes da época, o
funcionamento da Cooperativa, registrada agora sob o nº
405/73.
Depois de muitas solicitações feitas às
diretorias que passaram pela Cerbranorte, por parte de
moradores do município de Rio Fortuna, em 25 de outubro de
1991, na administração de Luiz Kuerten, foi entregue aos
riofortunenses sua sede própria, edificada num terreno de
mil metros quadrados, bem no Centro da cidade. A cidade de
Rio Fortuna, finalmente, passou a ser beneficiada com um
ótimo atendimento aos seus associados, devido também às
constantes ampliações da rede de energia local. Atualmente a
sede, que conta com uma boa estrutura física, possui
completa equipe administrativa, frota de veículos e equipe
de funcionários que desenvolvem um atendimento rápido e
eficiente aos sócios.
Só nos últimos doze meses, a Cerbranorte
investiu grande soma de recursos na modernização e
implantação da iluminação pública. Seja no campo ou na
cidade, por toda a sua área de abrangência existe um
"pontinho luminoso" da cooperativa, levando segurança e bem
estar ao associado.
Melhorias diversas beneficiam usuários
BRAÇO DO NORTE -Como o objetivo de facilitar
a vida dos associados da Cerbranorte que são atendidos pela
sede de Rio Fortuna, a cooperativa investiu no atendimento
em forma de plantão 24 horas para os usuários do município
de Rio Fortuna. Com o plantão 24 horas em funcinamente os
associados não precisam mais se deslocar até a casa de
funcionários para solucionar determinados problemas. Agora
eles podem contactar a cooperativa, por telefone, sempre que
necessário.
Atendentes noturnos também cuidam do
patrimônio, equipamentos e veículos em geral da cooperativa,
minimizando assim problemas com furtos, arrombamentos e
outros problemas.
Recentemente a Cerbranorte contratou a
empresa Teza Montagens Elétricas, o que possibilitou a troca
de cruzetas, postes, transformadores e até mesmo isoladores
sem a necessidade de interromper o fornecimento de energia
elétrica. Com esta alternativa todos saem ganhando,
consumidores e cooperativa.
"Estamos trabalhando sempre para que
tenhamos associados satisfeitos e para que a própria
cooperativa reduza suas perdas de energia", finaliza
presidente Evanísio Uliano.
Modernidade, progresso e benefícios para o vale de BN
BRAÇO DO NORTE -Evanísio Uliano, presidente
da Cerbranorte, tem motivos de sobra para comemorar o
sucesso de sua cooperativa em toda a região. Oferecendo
qualidade de vida a seus associados, contribuindo para o
crescimento de toda a região de cobertura da cooperativa e
desenvolvendo projetos de porte, a Cerbranorte é,
reconhecidamente, um dos patrimônios mais valorizados da
região do vale do Braço do Norte.
"Como nossa administração preza pela
organização, eficiência e transparência, queremos manter
nossos associados sempre a par de todas as atividades
desenvolvidas pela empresa, que está crescendo a cada dia e
se modernizando através de investimentos em equipamentos e
capacitação técnica", diz Evanísio.
Hoje a Cerbranorte está totalmente
informatizada, desde a secretaria até o gerenciamento de
redes. Em sua área de abrangência, chegou-se a 100% de
eletrificação, levando a energia elétrica aos locais mais
distantes, mesmo que fosse para dotar um único associado
deste benefício indispensável. "Nunca um conselho de
administração da cooperativa investiu tanto quanto temos
investido, porque acreditamos no futuro de nossa região e no
seu potencial. Continuaremos nosso trabalho com muita
energia imbuídos de propósitos cooperativistas, porque nosso
principal objetivo é o associado", conclui o presidente da
Cerbranorte.
|
|
|
Cergal: trabalhando para servir a comunidade
TUBARÃO - Há pouco mais de 40 anos viver no interior
catarinense era um verdadeiro desafio. A pouca
infra-estrutura existente obrigava as pessoas -
agricultores, em sua maioria - a procurar recursos em outros
centros urbanos mais avançados. Energia elétrica, por
exemplo, era quase que artigo de luxo. Em Tubarão, o
panorama dos moradores de localidades, na época mais
"distantes" do Centro da cidade, e consideradas periferias,
começou a mudar em 1963, com a fundação da Cooperativa de
Eletrificação Rural Anita Garibaldi - Cergal. Moradores das
comunidades de Humaitá de Cima, São Martinho, Passo do Gado
e Congonhas fundaram a cooperativa, em 10 de outubro de
1963, com o objetivo de obter energia elétrica, uma vez que,
devido à distância e à baixa densidade populacional, não
eram interessantes à concesssionária, já que não oferecia
vantagens econômicas.
Desta maneira as comunidades, contempladas
pela primeira vez com estes recursos tão fundamentais em
tantos aspectos, começaram a usufruir de confortos e
tecnologias até então inacessíveis. A Cergal iniciou suas
atividades no dia 6 de fevereiro de 1964, construindo as
primeiras redes de energia elétrica de baixa e alta tensão,
atendendo associados de Passo do Gado, Madre e Congonhas.
Até o final de 1964 já haviam sido ligados sete consumidores
industriais, 20 comerciais e 37 residenciais.
No ano de 1967 foram construídas novas redes
para o atendimento das localidades de Humaitá de Cima, Vila
Esperança, São Bernardo e São Martinho. Naquela época, em
Humaitá de Cima e Vila Esperança não havia mais do que 15
residências. Era uma área alagadiça e quase sem condições de
habitação, com pouco valor comercial e de difícil acesso.
Nestas condições adversas, a Cergal construiu sete redes de
alta e baixa tensão, atravessando as propriedades rurais de
Humaitá de Cima e Vila Esperança, chegando até às
comunidades de São Bernardo e São Martinho.
Anos depois a rodovia BR-101 foi finalmente
concluída, e aí não levou muito tempo para que o governo do
Estado construísse a SC-438, cortando Humaitá de Cima e
passando por São Bernardo e São Martinho. Essas duas
rodovias representam um marco importante, já que
contribuíram para que estas áreas fossem bastante
valorizadas e se tornassem importantes em termos comerciais,
industriais e residenciais, transformando-se de área rural
para urbana.
É de reconhecimento público que só isto não
bastaria não fosse a presença das redes de energia elétrica
da Cergal para alavancar este crescimento tão promissor.
Para tanto, melhorias substanciais e investimentos foram
dispendidos, fazendo frente ao incremento energético. Também
as localidades de Caruru, Sombrio e Jararaca foram
beneficiadas com a energia elétrica da Cergal, minimizando
as agruras daquelas famílias rurais.
Como prova de sua competência, e ressaltando
o descaso do poder público em levar energia às comunidades
mais distantes e carentes, a Cergal foi solicitada para
resolver inúmeras situações, e assim o fez construindo redes
de alta e baixa tensão, levando energia também para as
localidades da Madre-Canal, município de Laguna e praias do
Camacho, Garopaba do Sul, Nova Camboriú, Laranjal, Morro
Bonito e Jaboticabeira, no município de Jaguaruna.
Projetos trazem mais qualidade de vida aos associados
TUBARÃO - Desde que se estabeleceu, fincou
raízes e conquistou cada vez mais associados, a Cergal tem
batalhado para proporcionar maior qualidade de vida aos seus
cooperados. Prova disso foi a instalação da Clínica de Saúde
Cergal, que desde fevereiro deste ano vem atendendo a
associados, familiares e funcionários da cooperativa.
A clínica, moderna, equipada e bem
estruturada, atende uma média de 20 pessoas ao dia, quando
são prestados atendimentos individuais, aconselhamentos e
orientações, tudo com o objetivo de solucionar os problemas
do paciente. A clínica conta com dois clínicos-gerais, uma
pediatra, dois dentistas, uma enfermeira e uma assistente
social.
Além disso a cooperativa também facilita o
acesso de seu associado aos seus serviços. Há pouco tempo
mais três postos de atendimento foram implantados: na praia
do Camacho, em São Martinho e no bairro Humaitá de Cima. A
sede-oficial da Cergal também passou por reformas
consistentes, que também otimizam o atendimento à
comunidade.
A modernização da frota da cooperativa, os
constantes cursos de qualificação de funcionários, a criação
da sede da Associação dos Funcionários da Cergal e as
freqüentes melhorias nas redes também são realizações
importantes ocorridas nas administrações do atual presidente
da Cergal, Genésio Goulart.
Há dez anos Genésio comanda a Cergal com braço forte
TUBARÃO - Há quase dez anos o deputado
estadual e empresário Genésio Goulart exerca a função de
presidir a Cergal. Desde então uma infinidade de ações
favorecendo os cooperados foram registradas.
Para Genésio, administrar por quase uma
década a Cergal é um de seus maiores orgulhos. "São três
mandatos sucessivos alcançados, o que demonstra a confiança
e o apoio dos associados no projeto de crescimento e
modernização da Cergal", diz.
A média de crescimento do número de
associados é de 0,7% ao ano, e este mesmo percentual também
se verifica em termos de crescimento de demanda de energia.
As melhorias são uma constante. A Cergal
investe visando sempre a continuidade e a qualidade da
energia consumida pelos associados.
A história revela que a atuação da Cergal
durante estes 41 anos foi de importância fundamental para o
crescimento e desenvolvimento das comunidades nas quais
implantou as redes de energia elétrica.
"Ao mesmo tempo em que agradecemos a
confiança dos associados, enaltecemos a atuação da nossa
equipe, que com amor e trabalho deixam marcas que jamais o
tempo apagará", conclui Genésio Goulart.
|
|
|
Cergral faz 44 anos gerando
desenvolvimento para Gravatal
TUBARÃ0 - As dificuldades de quatro décadas atrás são hoje
apenas lembranças de quem vivia sem o uso da energia
elétrica. Ao completar no dia 17 de dezembro 44 anos de
fundação, a Cooperativa de Eletricidade de Gravatal (Cergral)
mostra o resultado do trabalho de todos os seus presidentes
e o desenvolvimento de Gravatal, gerado pela força do
cooperativismo.
A fundação da Cooperativa de Eletricidade de
Gravatal teve como principal objetivo econômico a
distribuição e fornecimento de energia elétrica produzida
pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), dentro de uma
área de ação determinada pelo estatuto social.
Segundo o presidente da Cergral, José Grasso
Comelli, funcionário desde 1967, a cooperativa contribuiu
muito para o desenvolvimento do município de Gravatal e
também para o desenvolvimento pessoal e profissional de cada
um dos seus associados, através de um conjunto de ações que
sempre visaram o melhoramento das áreas urbanas e dos mais
longínquos recantos da área rural.
Hoje, segundo José Comelli, a cooperativa
atinge todos os lares de Gravatal, oferecendo uma energia de
excelente qualidade. "Todos os cantos do município de
Gravatal, base de abrangência da Cergral, são beneficiados,
e hoje a iluminação chega a todos os lares. Com o melhoria
constante do sistema de distribuição, a Cergral contribui
significativamente para o desenvolvimento de Gravatal,
permitindo o surgimentos de empreendimentos, desde a área
rural até no turismo", avalia.
Uma prova deste desenvolvimento foi o
trabalho executado com o projeto de iluminação de todo o
trajeto da rodovia SC-438., que corta o município entre
Tubarão e Braço do Norte. A Cergral instalou cerca de 12
quilômetros de rede com a colocação de 200 postes e lâmpadas
de vapor de sódio, trabalho concluído em março de 2003. "Com
isto deixamos a rodovia 100% iluminada e passamos a oferecer
segurança aos moradores e turistas", ressalta José Comelli.
Além de obra de melhoria e ampliação de
rede, troca de postes, substituição de lâmpadas e outros
serviços, a cooperativa também mantém uma ampla atuação
social, indo de encontro direto as necessidades da
população. "Uma empresa moderna não pode apenas ficar
atuando na sua área. Ela precisa ter uma ação comunitária
que beneficie a população de um modo geral", prevê José
Comelli.
Foi assim com a iluminação do Estádio
Municipal, onde, graças ao trabalho da Cergral, hoje pode
sediar atividades à noite. A cooperativa também contribuiu
com obras na Apae, com o ajardinamento do trevo de Gravatal
e também com vários eventos no município.
Diretoria - A primeira diretoria da
Cooperativa de Eletricidade de Gravatal tinha como
diretor-presidente, Sílvio Zappelini, e diretor-gerente,
Joaquim Cardoso Duarte. O secretário era Antônio Knaben e os
conselheiros, Antônio Júlio de Medeiros e Núncio Bez. O
conselho fiscal era formado por Hercílio Zappelini, Antônio
Esmeraldino, Sílvio de Oliveira, Valentin Kindermann, Álvaro
José de Medeiros e Otacílio de Sá.
Dos sócios fundadores apenas dois estão
vivos. Os demais sócios fundadores foram Núncio Bez; Manoel
J. Cândido; Elzi Kindermann; Valentin Kindermann; Osvaldo Sá
de Oliveira; João Ernesto da Silva; Francisco G. das Neves;
Manoel das Neves; Hercílio Zappelini; Barnabé Manoel
Pereira; Antônio Esmeraldino; Antônio Knaben; Nicolau
Francisco Côrrea; Basílio Francisco Darela; Silvio Zappelini;
José João das Neves; Sebastiana Bittencourt; José Kindermann;
Francisco Kindermann; Jacinto Yung; Otacílio João de Sá;
Ernesto Comelli; Adolfo Daufenback.
|
|
|
Saiba mais sobre cooperativas de eletrificação
TUBARÃO - Entre as várias modalidades de cooperativas,
existem as que oferecem serviços diversos. Este segmento é
constituído por cooperativas que têm por objetivo prestar
coletivamente um determinado serviço ao quadro social. No
Brasil são mais conhecidas as cooperativas de eletrificação
e de telefonia rural.
As cooperativas de eletrificação rural têm
por objetivo fornecer, para a comunidade, serviços de
energia elétrica, seja repassando essa energia de
concessionárias, seja gerando sua própria energia. Algumas
também abrem seções de consumo para o fornecimento de
eletrodomésticos, bem como de outras utilidades.
Cooperativas vêm ocupando espaços que
dificilmente seriam mantidos pelo serviço público. Mesmo com
alguns obstáculos criados pelo poder público, elas têm
contribuído significativamente para evitar o êxodo rural e
manter o homem no campo, melhorando suas condições de vida e
aumentando a produção de alimentos.
O surgimento das cooperativas de
eletrificação rural possui duas etapas: antes e depois do
advento do Estatuto da Terra, promulgado em 30 de novembro
de 1964, que dá ênfase especial para a difusão da
eletrificação rural através do Sistema Cooperativista. Essa
solução surgiu porque a eletrificação rural não é um
empreendimento rentável, e, por consequência, não atrai as
concessionárias de energia elétrica. Por esta razão, o
Estatuto da Terra, ao tratar da matéria, elegeu o
cooperativismo como forma prioritária para a dinamização do
processo de eletrificação rural. Nesse sistema, o próprio
usuário mobiliza recursos de poupança e crédito para os
investimentos, a fim de serem desenvolvidos os processos de
construção de energia elétrica no meio rural.
A primeira cooperativa de eletrificação
rural do Brasil foi a Cooperativa de Força e Luz de Quatro
Irmãos, hoje desativada, localizada no então Distrito de
José Bonifácio, atual município de Erechim, no Rio Grande do
Sul. Foi fundada em 1941, como objetivo de gerar energia
elétrica para a pequena localidade, sede de uma companhia
colonizadora da região, que ali se instalou em 1911.
|
|
|
Consórcio reúne 14 cooperativas da Amurel
TUBARÃO - O crescimento do setor elétrico levou os
administradores das cooperativas a pensar em novos
mecanismos para oferecer energia de qualidade a um preço
acessível aos associados. A necessidade das cooperativas de
gerarem a própria energia justificou a formação da SC/Geracoop,
consórcio de 14 cooperativas do sul de Santa Catarina, que
projeta a construção de várias pequenas centrais
hidrelétricas - PCH, aproveitando o imenso potencial hidríco
da região. Para dar início a este projeto, as cooperativas
consorciadas confiaram a presidência dos trabalhos ao
representante da Cergal, Genésio Goulart.
As cooperativas necessitam de
aproximadamente 200 mil KW para suprirem a demanda de
energia. A primeira unidade do complexo gerador está sendo
construída nos saltos do rio Braço do Norte, no município de
Santa Rosa de Lima, com potência de 6500 KW. Conhecidas como
usinas de fio de água, essas unidades geradoras não
necessitam de grandes alagamentos. O curso de água do rio é
desviado apenas o suficiente para mover a turbina e logo
após retorna à sua calha hidrográfica. Uma das preocupações
do projeto das pequenas usinas é o respeito ao meio
ambiente, para que não haja modificações no curso natural
dos rios.
A Cergal aposta na viabilidade do projeto
das pequenas centrais elétricas (PCHs), contribuindo
mensalmente com o consórcio SC/Geracoop, já que hoje adquire
100% de sua energia da Celesc. Com a operacionalização das
usinas, a cooperativa terá uma outra opção mais barata na
compra de energia.
O maior projeto, entre as cooperativas da
região, diz respeito à construção de uma hidrelétrica em
Santa Rosa de Lima, que conta com a parceria de 14
cooperativas de eletrificação. "Hoje praticamos os mesmos
preços que a Celesc, mas a intenção é reduzir esta taxa
ainda mais. Já adquirimos o terreno, temos o projeto e a
licença ambiental. Pretendemos iniciar as obras no segundo
semestre", relata.
Geracoop vai beneficiar mais de 116 mil associados
TUBARÃO - A assinatura do contrato entre as
empresas SC/Geracoop e Luminar Montagens Elétricas Ltda,
realizada no fim do ano passado, na localidade de Águas
Mornas, Santa Rosa de Lima, permitiu o início das obras de
construção da primeira PCH (Pequena Central Hidrelétrica) do
consórcio de cooperativas de eletrificação rural da região
sul.
Para o presidente do consórcio SC-Geracoop,
Genésio Goulart, "o lançamento da pedra fundamental e
assinatura do contrato para a construção da usina
representam um novo momento para as cooperativas de
eletrificação rural do sul de Santa Catarina".
O consórcio, formado por 14 entidades,
pretende num futuro próximo gerar a própria energia, feito
que beneficiará milhares de consumidores da área rural.
Inicialmente cerca de R$ 18 milhões serão investidos no
módulo gerador de 8 MW, suficiente para abastecer uma cidade
de pequeno porte.
A conclusão da usina de Santa Rosa vai
suprir cerca de 4% da demanda de energia adquirida pelo
grupo de cooperativas da região. A intenção é poder gerar
aproximadamente 200 MW, garantindo a auto-suficiência para
as 14 cooperativas e seus cerca de 116 mil associados.
As obras da primeira usina hidrelétrica da
SC/Geracoop trarão desenvolvimento para a região de Santa
Rosa de Lima. Calcula-se que serão gerados mais de 600
empregos diretos por um período mínimo de um ano e meio, o
que implicará não apenas na contratação de toda mão-de-obra
disponível, mas também na vinda de muita gente para
trabalhar no local, movimentando a economia.
|
|
|
Cooperativismo ganha impulso no sul do Brasil
TUBARÃO - O Dia Internacional do Cooperativismo, instituído
em l923 no Congresso da Aliança Cooperativa Internacional (ACI),
é comemorado no primeiro sábado de julho de cada ano, dia da
confraternização de todos os povos ligados pelo
cooperativismo. No Brasil, a construção de um estado
cooperativo surgiu com os jesuítas por volta de 1610. Por
mais de 150 anos, esse modelo deu exemplo de sociedade
solidária, fundamentada no trabalho coletivo, onde o
bem-estar do indivíduo e da família se sobrepunha ao
interesse econômico da produção.
Cooperativa é uma organização de, pelo
menos, vinte pessoas físicas unidas pela cooperação e
ajuda mútua, gerida de forma democrática e
participativa, com objetivos econômicos e sociais
comuns, cujos aspectos legais e doutrinários são
distintos de outras sociedades. Fundamenta-se na
economia solidária e se propõe a obter um desempenho
econômico eficiente, através da qualidade e da
confiabilidade dos serviços que presta aos próprios
associados e aos usuários.
Mas o movimento cooperativista no Brasil
surgiu mesmo em 1847 nos sertões do Paraná seguindo
modelos europeus. A partir desta data cada cooperativa
fez sua própria história.
No país, existem 5.700 cooperativas e 6
milhões de cooperados. As cooperativas geram cerca de
168 mil empregos diretos e estão presentes na
agropecuária, saúde, trabalho, educação, habitação,
crédito, consumo, serviços, eletrificação e
telecomunicação.
Valores - As cooperativas baseiam-se
em valores de ajuda mútua e responsabilidade,
democracia, igualdade, eqüidade e solidariedade. Na
tradição dos seus fundadores. os membros das
cooperativas acreditam nos valores éticos da
honestidade, transparência, responsabilidade social e
preocupação pelo seu semelhante.
A primeira cooperativa criada nos moldes
europeus, berço do cooperativismo, surgiu no Brasil, em
1847, sob a liderança do médico francês Jean Maurice
Faivre, à frente de um grupo de colonos europeus. no
Paraná. Fundou-se então a Colônia Tereza Cristina. Esta
organização amalgamou os princípios do incipiente
cooperativismo brasileiro, servindo de referencial aos
novos empreendimentos coletivos.
A contribuição dos colonos europeus -
especialmente alemães e italianos - ao desenvolvimento
do cooperativismo brasileiro em seus primórdios é
fundamental. Foi no Sul do Brasil que se concentrou esse
segmento social, e foi aqui que o cooperativismo ganhou
maior impulso.
Cooperativas de Infra-Estrutura
(Energia, Telecomunicações e Serviços)
São aquelas cooperativas formadas com a
finalidade de atender, direta e prioritariamente, o seu
quadro social, com a prestação de serviços específicos
que venham a ser demandados por este mesmo quadro
social. As cooperativas de eletrificação rural, por
exemplo, são aquelas formadas com o objetivo principal
de fornecer energia elétrica aos seus associados,
podendo para isso construir, montar e operar usinas
próprias, produzindo, transformando e distribuindo
energia elétrica, tanto para consumo familiar, como para
atividades agropecuárias.
Princípios de uma cooperativa
1° - Adesão livre e voluntária: "As
cooperativas são organizações voluntárias, abertas a
todas as pessoas aptas a utilizar seus serviços e
assumir as responsabilidades como associados, sem
discriminações sociais/ raciais, políticas/ religiosas e
de sexo";
2° - Gestão democrática pelos
cooperados: "As cooperativas são organizações
democráticas, controladas pelos seus associados, que
participam ativamente, na formulação de suas políticas e
na tomada de decisões. Os homens e as mulheres, eleitos
como representantes dos demais membros, são responsáveis
perante estes. Nas cooperativas de primeiro grau, os
associados têm igual direito de voto (um associado, um
voto). As cooperativas de grau superior são, também,
organizadas de maneira democrática".
3° - Participação econômica dos
cooperados: "Os cooperados contribuem, eqüitativamente,
para o capital de suas cooperativas e o controlam,
democraticamente";
4° - Autonomia e independência: "As
cooperativas são organizações autônomas, de ajuda mútua,
controladas pelos seus associados. Se firmarem acordos
com outras organizações, incluindo instituições
públicas, ou recorrerem ao capital externo, devem
fazê-lo em condições que assegurem o controle
democrático pelos seus associados e mantenham a
autonomia da cooperativa";
5° - Educação, formação e informação:
"As cooperativas promovem a educação e a formação dos
seus membros, dos representantes eleitos e dos
trabalhadores, de forma que estes possam contribuir,
eficazmente, para o desenvolvimento das suas
cooperativas. Informam ao público em geral,
particularmente aos jovens e aos líderes de opinião,
sobre a natureza e as vantagens da cooperação";
6° - Intercooperação: "As cooperativas
servem de forma mais eficaz aos seus associados e dão
mais força ao movimento cooperativista, trabalhando em
conjunto, através das estruturas locais, regionais,
nacionais e internacionais";
7º - Interesse pela comunidade: "As
cooperativas trabalham para o desenvolvimento sustentado
das suas comunidades, através de políticas aprovadas
pelos seus associados";
|
|
|
Copagro e Pagé: caminhando rumo ao sucesso
TUBARÃO - Desde sua fundação, a missão da Industrial Pagé é
"satisfazer as necessidades dos clientes através de um
contínuo aperfeiçoamento dos produtos e serviços,
prosperando como empresa e propiciando retorno aos
colaboradores".
Logo no início de sua história, mais
precisamente em agosto de 1968, a Pagé passou a contar
com um importante aliado: a Cooperativa Agropecuária de
Tubarão - Copagro.
Hoje a Copagro, sempre trabalhando ao
lado da Pagé, conta com 174 associados, produtores de
arroz que se concentram desde Paulo Lopes até Sangão.
Através da parceria com a Pagé, a
cooperativa tem feito, desde sua fundação, inúmeros
investimentos em sua área. O próximo projeto a ser
concluído é a unidade de armazenagem que ficará
localizada em Imbituba, e vai oferecer capacidade de 400
mil sacas de arroz.
A Copagro tem capacidade total de
armazenamento para 550 mil sacas, e pode industrializar
100 mil fardos de arroz beneficiados por mês. "O
presidente da cooperativa, Dionísio Bressan Lemos, e
todos os funcionários e associados, merecem nossa
consideração", diz nota da Industrial Pagé.
Industrial atua no Brasil e no exterior
ARARANGUÁ - A Pagé iniciou suas
atividades em 13 de agosto de 1964, com um pequeno torno
e uma ferraria situado à BR-101, no km 412. Sua
atividade inicial era consertos de peças de tratores e
caminhões. Posteriormente passou a produzir fornos para
farinha de mandioca, arados, grades, taipadeiras e
outros implementos agrícolas.
Em 1980, a empresa mudou seu ramo de
atividade, fabricando equipamento de armazenagem e
secagem de cereais a granel, e também transformou-se em
indústria de parboilização de arroz. Neste mesmo ano de
1980, a empresa transferiu-se para suas novas
instalações na BR-101, no km 414.
A Industrial Pagé Ltda possui hoje
amplas e modernas instalações industrias e
administrativas com uma área construída de 9.500 metros
quadrados e área disponível de 25 mil metros quadrados.
Fazem parte da empresa um completo quadro técnico, com
engenheiros, técnicos projetistas, desenhistas e
auxiliares.
No ano de 1994 a empresa iniciou sua
reestruturação tendo como objetivo a "Qualidade Total".
Os atuais equipamentos fabricados pela empresa, em
função da qualidade, consolidaram-se nas áreas de
produção a nível de fazenda produtor, condomínios,
armazéns comunitários, cooperativas e indústrias de
beneficiamento de arroz.
Atua em todo mercado brasileiro através
de representantes, vendedores e supervisores de vendas.
No mercado externo está presente nos países membros do
Mercosul, e também Bolívia, Peru, Equador, Colômbia,
Guatemala, El Salvador, Honduras e no continente
africano, em Marrocos.
Comprometimento - Os investimentos
em tecnologia de informação, por intermédio do Projeto
Educação e Cidadania na Empresa, têm gerado bons frutos.
As primeiras turmas se formaram no ensino fundamental e
iniciaram os trabalhos no Ensino Médio.
Cursos técnicos também recebem total
incentivo de participação. Formando parcerias com
escolas profissionalizantes, a Industrial Pagé garante o
acesso de seus colaboradores e ainda destina vagas a
membros da comunidade. Um intercâmbio que fortalece o
desenvolvimento do saber e o crescimento pessoal.
Projetos de conscientização ambiental
são difundidos entre os colaboradores, como a parceria
de reciclagem de sucata que a empresa possui com a
Gerdau, uma iniciativa que separa materiais não mais
utilizáveis para o reaproveitamento. Além de estimular a
consciência da preservação, os resíduos dispensados pela
Gerdau são encaminhados para o Projeto Reciclar - outra
parceria firmada com uma entidade sem fins lucrativos,
fundadora da coleta seletiva de lixo nos bairros de
Araranguá.
A CIPA – Comissão Interna de Prevenção
de Acidentes – está em constante atualização.
Treinamentos internos são relaizados com frequência a
fim de garantir a segurança de todos os colaboradores.
Aumento da qualidade e da produtividade
ARARANGUÁ - Uma das principais metas da
empresa nestes 40 anos, tem sido satisfazer as
necessidades dos clientes pelo contínuo aperfeiçoamento
dos produtos e serviços. A Pagé produz máquinas de
pré-limpeza, limpeza e transporte de cereais, secadores
contínuos, intermitentes e rotativos, silos
armazenadores, silos secadores, fábrica de ração,
sistema de aeração de silos, elevadores de caneca, vibro
ar para arroz benificiado, autoclaves, leitos
fluidizados, indústria de parboilização de arroz entre
outros produtos.
Os atuais equipamentos fabricados pela
empresa, em função da qualidade, consolidaram-se nas
áreas de produção atendendo desde pequenos, médios e
grandes produtores, condomínios, armazéns comunitários,
cooperativas, indústrias de beneficiamento de arroz até
grandes conglomerados agrícolas de todo país e do
exterior.
Para tanto, a empresa tem feito um
grande esforço para ampliar suas exportações. Como prova
disso, nos três últimos anos a política de exportação
foi direcionada a fazer-se "conhecer além fronteiras" e
os resultados são satisfatórios. A Industrial Pagé
expandiu suas exportações, abrindo novos mercados, no
qual consolidou vendas inclusive para os Estados Unidos.
Juntamente com o fornecedor, buscamos um
contínuo aperfeiçoamento de qualidade e produtividade a
um custo reduzido. Temos como desafio a constante
satisfação de nosso bem maior, o ser humano. Juntos
todos nós colocamo-nos a sua disposição".
Treinamento preza pela segurança total
ARARANGUÁ - Para receber seus novos
funcionários, a Pagé realiza uma apresentação chamada de
integração. Este encontro acontece com maior freqüência
no período de alta produção, quando a rotatividade de
pessoas aumenta na empresa. Em um treinamento de
aproximadamente 4 horas, o novo colaborador conhece os
produtos e o mercado em que a empresa atua, seus
principais objetivos e os processos que devem ser
realizados para se alcançar a missão da empresa.
Além disso, é exposta uma palestra sobre
Qualidade com foco na sua importância, significado, seus
programas e ferramentas utilizadas pela empresa, como o
5S’s, CCQ, reuniões de melhoria. O perfil do
profissional de qualidade atual do mercado também é
bastante enfatizado. Em seguida recebe instruções sobre
as regras internas da empresa e os benefícios do que
cada colaborador possui.
Na área da Segurança, recebe um
treinamento sobre as normas da empresa, instruções sobre
uso adequado dos EPI’s (Equipamentos de Proteção
Individual) e recebe o uniforme de trabalho.
|
|
|
 |
|
|
|