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Cooperativismo
Crescendo com
as novas gerações

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Textos: Cíntia Teixeira

Melhoria na qualidade de vida com luz elétrica

SÃO LUDGERO - De 1870, data da chegada das primeiras famílias de colonizadores alemãs na região de Braço do Norte, até o início da década de 60, já no então fundado município de São Ludgero pelos imigrantes da região de Westphalia, as famílias locais cultivavam o hábito de se deitarem pouco depois do sol se pôr - o que representava um baixo rendimento diário, em todos os aspectos, nas atividades cotidianas.

Para iluminar as residências, havia um pequeno gerador, instalado em uma represa, mas insuficiente para a população em "fase de crescimento". A energia necessária para oferecer mais conforto e comodidade aos habitantes da cidade deveria vir de Tubarão, pólo regional. Daí surgiu a necessidade de se fundar uma cooperativa de eletrificação, na época em voga nas localidades mais distantes do sul catarinense.

Em 9 de agosto de 1963, logo depois da fundação do município, 12 de junho de 1962, foi criada a Cooperativa Elétrica de São Ludgero - a Cegero. Para os moradores locais, não seria possível pensar numa permanência efetiva na região não fosse a criação desta "associação" comunitária. O início do funcionamento da Cegero contribuiu também para a diminuição do êxodo rural, fenômeno observado, naquele momento.

O prefeito da cidade, na época, Daniel Bruning, reuniu um pequeno grupo de pessoas e lançou a ata de constituição, dando início a um dos empreendimentos mais bem sucedidos do local. "Uma cooperativa é uma sociedade de pessoas físicas - temos empresas, mas nossa principal base é feita com, no mínimo, 20 pessoas físicas. Esta associação é voltada para se obter algum produto ou material que beneficie os envolvidos direta e indiretamente - no nosso caso, energia com preço bom e qualidade", diz Sérgio Bianco, contador da Cegero.

Indústria se desenvolve com implantação da Cegero

SÃO LUDGERO - A cidade já tinha passado por uma experiência bastante gratificante em matéria de cooperativismo. Ainda em 1936 foi criada a Cooperativa Mista de São Ludgero Ltda., uma das primeiras de Santa Catarina. A partir de então, toda a economia girou em torno das suas atividades. Aos consumidores eram oferecidos produtos baratos vindos diretamente da roça, como farinha, feijão e carne de porco. Além disso, a Cooperativa funcionava também como banco onde os colonos depositavam suas economias.

Esta cooperativa agrícola foi um importante fator de desenvolvimento para a cidade. O colono tinha a colocação garantida de seus produtos. O único ponto negativo apontado é que esta espécie de cooperativa pode não ter favorecido a urbanização, já que impedia e não estimulava a criação de mais casas comerciais. A partir da década de 1970, pouco depois da criação da Cegero, a primeira cooperativa ludgerense foi perdendo força e suas atividades foram sendo transferidas a várias casas comerciais.

São Ludgero firmou-se no cenário estadual através da agropecuária, que por muito tempo foi considerada o principal pilar da economia da cidade. Hoje, com os crescentes investimentos em tecnologia, incluindo aí aplicações por parte da Cergero, a agropecuária disputa a primazia com a indústria de plástico e de madeira.

Também merecem destaque a indústria de embalagens, copos plásticos e molduras de madeira, empreendimentos que cresceram efetivamente e puderam se estabelecer com segurança após a implatanção da Cooperativa Elétrica de São Ludgero.


Importância das cooperativas
de energia em Santa Catarina

TUBARÃO - O Cooperativismo tem sido parceiro e agente de desenvolvimento econômico e social de Santa Catarina desde 1959, com a implantação da primeira cooperativa no então distrito de Forquilhinha. Como a concessionária estatal não tinha a mínima condição de atendimento, no começo da década de 60, foi criado a primeira entidade governamental, encarregada da eletrificação rural - a Companhia Estadual de Energia Elétrica - CEEE.

O governo se valeu do cooperativismo como instrumento para captar os recursos e executar os projetos de eletrificação rural. Com a facilidade de obtenção de recursos externos, criou através da Lei nº 4.824 de 16/01/73 a Eletrificação Rural de Santa Catarina – Erusc, que foi efetivamente constituída em abril de 1975.

Devido à união das cooperativas e a crescente necessidade de se organizarem e de interagir com as empresas públicas, Erusc, concessionária e agentes financeiros, criou-se em 25 de novembro de 1973 a Federação das Cooperativas de Eletrificação Rural de Santa Catarina - Fecoerusc.

A grande expansão da eletrificação rural em Santa Catarina se deu na segunda metade da década de 70 e início dos anos 80. O objetivo maior foi o atendimento social, e a expansão não levou em consideração a viabilidade econômica e operacional. Com reflexos no baixo consumo de energia, quer pela distribuição geográfica, quer pela inexistência de hábitos de consumo de energia e pelo próprio estágio sócio cultural da população.

Hoje, a Federação das Cooperativas de Energia do Santa Catarina - Fecoerusc beneficia com energia elétrica, através das suas 22 filiadas, 161.000 propriedades catarinenses, atendendo uma população de cerca de 630.000 usuários.

Estas cooperativas são responsáveis pela operação e manutenção de cerca de 20 mil quilometros de redes. Elas projetam, constróem e mantém o sistema elétrico em suas respectivas áreas de ação.

Principais metas da Federação

TUBARÃO - A Federação das Cooperativas de Eletrificação Rural de Santa Catarina - Fecoerusc tem como missão representar e fortalecer as 22 filiadas para atuarem competitivamente no mercado energético, promovendo a satisfação dos cooperantes, colaboradores e dirigentes, contribuindo para o desenvolvimento e bem estar da sociedade.

O sistema Fecoerusc, através das 22 filiadas e atendendo a uma população de cerca de 650 mil no Estado, tem-se destacado por viabilizar o social através do econômico e em muitas situações, complementado as ações do setor público.

Foi parceiro em levar energia elétrica à maioria das propriedade rurais, insumo básico de produção e bem estar à sociedade. Neste contexto, a responsabilidade social das cooperativas não se restringe a apoios a projetos sociais e culturais. Trata-se de um engajamento nas comunidades com responsabilidade e ética em todas as relações, com cooperantes, colaboradores, comunidades, parceiros e governo.

Ações desenvolvidas:

Educação

Oferecendo bolsas de estudos para os colaboradores e filhos de cooperantes;

Saúde

Assistência médica, odontológica e hospitalar;

Auxílios

Pecúlios morte;

Incentivo a cultura e ao esporte

Com contribuição para entidades educacionais e culturais;

Outros benefícios

Comunicação através da mídia; Apoio a campanhas comunitárias. Difusão do cooperativismo nas escolas, associações, conselhos comunitários.
 


Tecnologia de ponta chega a Armazém

ARMAZÉM - A Cooperativa Elétrica de Armazém - Cooperzem tem o privilégio de "produzir" 50% da energia oferecida aos seus associados. Criada em 6 de novembro de 1967, a Cooperzém devinitivamente impulsionou o desenvolvimento do município de Armazém, fundado em 19 de dezembro de 1958. A partir do funcionamento efetivo da cooperativa empresas de médio e grande porte encontraram uma base forte para se instalaram na região.

Hoje estão cadastrados 5220 consumidores, e além da cidade de Armazém a cooperativa também beneficia São Martinho e São Bonifácio.

Normalmente, em uma cooperativa de eletrificação, se adquire energia elétrica da subsidiária estadual e se repassa aos associados. Na Cooperzém é um pouco diferente. O presidente da cooperativa, Gabriel Biancheti, espera poder suprir toda a energia de seus cooperados com o projeto que prepara uma terceira usina. "Com a conclusão de nossa terceira PCH - pequena central hidrelétrica - vamos estar totalmente independente da subsidiária Celesc e auto-suficientes na produção e venda de energia aos seus associados", explica. As vantagens são inúmeras: os custos poderão ser reduzidos em até quatro vezes, por exemplo.

A previsão é que esta PCH seja concluída no final de 2007. "Só falta agora o acerto da área". Outro projeto que vem sendo realizado é o da rede alimentadora que liga a subestação da Celesc de Gravatal ao município de Armazém e tem uma extensão de 4 quilômetros, tudo para melhorar os atuais níveis de tensão do sistema elétrico da Cooperzém, diminuir as perdas de energia elétrica e possibilitar, futuramente, a iluminação da SC-431.

A Cooperzém vem lutando para dar maior comodidade e tecnologia e ainda atender as necessidades de seus cooperados, como acontece com o auxílio aos hospitais através de doações dos cooperados na fatura de energia, e ainda mantém um convênio com o Hospital Santo Antônio, o Hospital de São Martinho e o de São Bonifácio. A intenção é fazer com que a população possa ter melhores condições de saúde, e que estas instituições continuem funcionando.

Outro projeto ousado que já está em andamento é da implantação de uma rede de fibra ótica, tecnologia que proporcionaria o acesso de todos os cooperados. Com capacidade de transmissão até 1 milhão de vezes maior do que o cabo metálico, a fibra ótica é hoje a base das relações de comunicação no mundo. Enquanto os fios de cobre transportam elétrons, os cabos de fibra ótica (cabos de fibra de vidro) transportam luz. Dentre as vantagens dos cabos de fibra ótica estão a imunidade total contra a diafonia e contra interferências eletromagnéticas e de radiofrequência. Além disso, os cabos de fibra não atraem raios como cabos de cobre. A idéia que será discutida entre os cooperados é a de instalar em todas as residências estes cabos fazendo que todos tenham acesso a telefonia, internet, TV a cabo entre outras vantagens.

Vantagens da comunicação através da fibra

ARMAZÉM - Os envolvidos na Cooperzém "suaram a camisa" para a liberação de um projeto de utilização de fibra ótica às cooperativas. Com seu funcionamento, que terá custo de instalação zero, os cooperados somente pagarão o uso do sistema, ainda com preços muito menores do que os atualmente praticados pelo mercado. De acordo com a diretoria da cooperativa, cada associado da Cooperzém terá a ponta da fibra óptica na entrada da sua casa, independentemente se aderir ao uso ou não, pois a adesão é livre, e se não utilizar o sistema não pagará absolutamente nada por isso.

Para os que serão beneficiados, é perceptível o tamanho e a vantagem da implantação de uma tecnologia desta natureza na cooperativa. Com apenas R$ 20, mais impostos previstos em lei, o cooperado terá o telefone fixo em sua casa, podendo utilizá-lo vinte e quatro horas por dia, durante os trinta dias do mês, entre os três municípios que a Cooperzém atende, sem que haja qualquer custo adicional ou taxa básica, independentemente se for da área rural ou urbana. O mesmo telefone poderá ser utilizado para fazer ligações DDD.

Este grandioso projeto poderá integrar ainda as demais cooperativas no sul de Santa Catarina.

Inaugurada iluminação na SC-431

ARMAZÉM - As pessoas que trafegam pela rodovia SC-431 agora terão um motivo a mais para circularem com segurança durante a noite. O prefeito de São Martinho, juntamente com o presidente da Cooperzém, Gabriel Bianchet, inauguraram há algumas semanas o trecho recém-iluminado da SC-431, que compreende o trajeto entre o portal de entrada da cidade até a ponte que faz divisa com o município de Armazém.

A prefeitura, em parceria com a Cooperativa de Eletrificação Rural de Armazém - Cooperzém, empenharam-se para garantir a segurança das pessoas e também dos veículos que ali trafegam. Foi iluminado um trecho de 1.540 metros, o que reduzirá muito os riscos de acidentes à noite, uma vez que a visibilidade deste trecho era comprometida pelas fortes neblinas.

Os que optam por uma caminhada diária terão também um motivo para andarem mais tranqüilos e seguros. A obra teve em seu projeto a colocação de postes de maior estrutura que os antigos e a iluminação com utilização de lâmpadas de sódio de 150 watts. A rede que passava pelo lado esquerdo da rodovia foi removida para o lado oposto após a retirada de algumas árvores de eucalipto, para que pudesse ser feita a passagem da rede normal dos cabos de tensão que vão até o município de São Bonifácio.

O alinhamento da rede, cujos postes foram colocados de 50 em 50 metros, tornou a obra esteticamente mais bonita. A viabilização para a colocação das 32 luminárias foi um compromisso da prefeitura municipal de São Martinho. Esta obra faz parte de um projeto de embelezamento e do plano de desenvolvimento da cidade.
 


Ação social e investimentos em Braço do Norte

BRAÇO DO NORTE - Vivendo seu 43º ano de criação, a Cerbranorte - Cooperativa de Eletrificação Rural de Braço do Norte de Responsabilidade Ltda, vem contribuindo cada vez mais para o progresso, o desenvolvimento e o crescimento efetivo de Braço do Norte e região. Atuando em diversas áreas, colabora com o desenvolvimento sócio-econômico através do fornecimento de energia elétrica aos seus associados e das obras de melhorias e ampliações nas redes elétricas por ela administradas. Também promove ações na área sócio-cultural, através de uma atuação dinâmica e objetiva, procurando oportunizar e incentivar seus funcionários e associados a terem uma melhor qualidade de vida, com uma melhor formação e experiência.

Atendendo hoje a aproximadamente 12 mil associados nos seis municípios em que atua (Braço do Norte, Gravatal, Armazém, Rio Fortuna, Santa Rosa de Lima e Grão Pará), é clara a necessidade de se ter estrutura física adequada e capaz de responder com rapidez e eficiência aos anseios dos associados.

A Cerbranorte foi criada em 1º de fevereiro de 1962, mas obteve sua autorização para funcionamento somente em 15 de julho de 1967, cujo registro foi expedido pelo Ministério da Agricultura, no Departamento de Cooperativismo e Extensão Rural. Mais tarde, em 5 de julho de 1973, esse mesmo Ministério veio a certificar novamente, em conformidade com as leis vigentes da época, o funcionamento da Cooperativa, registrada agora sob o nº 405/73.

Depois de muitas solicitações feitas às diretorias que passaram pela Cerbranorte, por parte de moradores do município de Rio Fortuna, em 25 de outubro de 1991, na administração de Luiz Kuerten, foi entregue aos riofortunenses sua sede própria, edificada num terreno de mil metros quadrados, bem no Centro da cidade. A cidade de Rio Fortuna, finalmente, passou a ser beneficiada com um ótimo atendimento aos seus associados, devido também às constantes ampliações da rede de energia local. Atualmente a sede, que conta com uma boa estrutura física, possui completa equipe administrativa, frota de veículos e equipe de funcionários que desenvolvem um atendimento rápido e eficiente aos sócios.

Só nos últimos doze meses, a Cerbranorte investiu grande soma de recursos na modernização e implantação da iluminação pública. Seja no campo ou na cidade, por toda a sua área de abrangência existe um "pontinho luminoso" da cooperativa, levando segurança e bem estar ao associado.

Melhorias diversas beneficiam usuários

BRAÇO DO NORTE -Como o objetivo de facilitar a vida dos associados da Cerbranorte que são atendidos pela sede de Rio Fortuna, a cooperativa investiu no atendimento em forma de plantão 24 horas para os usuários do município de Rio Fortuna. Com o plantão 24 horas em funcinamente os associados não precisam mais se deslocar até a casa de funcionários para solucionar determinados problemas. Agora eles podem contactar a cooperativa, por telefone, sempre que necessário.

Atendentes noturnos também cuidam do patrimônio, equipamentos e veículos em geral da cooperativa, minimizando assim problemas com furtos, arrombamentos e outros problemas.

Recentemente a Cerbranorte contratou a empresa Teza Montagens Elétricas, o que possibilitou a troca de cruzetas, postes, transformadores e até mesmo isoladores sem a necessidade de interromper o fornecimento de energia elétrica. Com esta alternativa todos saem ganhando, consumidores e cooperativa.

"Estamos trabalhando sempre para que tenhamos associados satisfeitos e para que a própria cooperativa reduza suas perdas de energia", finaliza presidente Evanísio Uliano.

Modernidade, progresso e benefícios para o vale de BN

BRAÇO DO NORTE -Evanísio Uliano, presidente da Cerbranorte, tem motivos de sobra para comemorar o sucesso de sua cooperativa em toda a região. Oferecendo qualidade de vida a seus associados, contribuindo para o crescimento de toda a região de cobertura da cooperativa e desenvolvendo projetos de porte, a Cerbranorte é, reconhecidamente, um dos patrimônios mais valorizados da região do vale do Braço do Norte.

"Como nossa administração preza pela organização, eficiência e transparência, queremos manter nossos associados sempre a par de todas as atividades desenvolvidas pela empresa, que está crescendo a cada dia e se modernizando através de investimentos em equipamentos e capacitação técnica", diz Evanísio.

Hoje a Cerbranorte está totalmente informatizada, desde a secretaria até o gerenciamento de redes. Em sua área de abrangência, chegou-se a 100% de eletrificação, levando a energia elétrica aos locais mais distantes, mesmo que fosse para dotar um único associado deste benefício indispensável. "Nunca um conselho de administração da cooperativa investiu tanto quanto temos investido, porque acreditamos no futuro de nossa região e no seu potencial. Continuaremos nosso trabalho com muita energia imbuídos de propósitos cooperativistas, porque nosso principal objetivo é o associado", conclui o presidente da Cerbranorte.
 


Cergal: trabalhando para servir a comunidade

TUBARÃO - Há pouco mais de 40 anos viver no interior catarinense era um verdadeiro desafio. A pouca infra-estrutura existente obrigava as pessoas - agricultores, em sua maioria - a procurar recursos em outros centros urbanos mais avançados. Energia elétrica, por exemplo, era quase que artigo de luxo. Em Tubarão, o panorama dos moradores de localidades, na época mais "distantes" do Centro da cidade, e consideradas periferias, começou a mudar em 1963, com a fundação da Cooperativa de Eletrificação Rural Anita Garibaldi - Cergal. Moradores das comunidades de Humaitá de Cima, São Martinho, Passo do Gado e Congonhas fundaram a cooperativa, em 10 de outubro de 1963, com o objetivo de obter energia elétrica, uma vez que, devido à distância e à baixa densidade populacional, não eram interessantes à concesssionária, já que não oferecia vantagens econômicas.

Desta maneira as comunidades, contempladas pela primeira vez com estes recursos tão fundamentais em tantos aspectos, começaram a usufruir de confortos e tecnologias até então inacessíveis. A Cergal iniciou suas atividades no dia 6 de fevereiro de 1964, construindo as primeiras redes de energia elétrica de baixa e alta tensão, atendendo associados de Passo do Gado, Madre e Congonhas. Até o final de 1964 já haviam sido ligados sete consumidores industriais, 20 comerciais e 37 residenciais.

No ano de 1967 foram construídas novas redes para o atendimento das localidades de Humaitá de Cima, Vila Esperança, São Bernardo e São Martinho. Naquela época, em Humaitá de Cima e Vila Esperança não havia mais do que 15 residências. Era uma área alagadiça e quase sem condições de habitação, com pouco valor comercial e de difícil acesso. Nestas condições adversas, a Cergal construiu sete redes de alta e baixa tensão, atravessando as propriedades rurais de Humaitá de Cima e Vila Esperança, chegando até às comunidades de São Bernardo e São Martinho.

Anos depois a rodovia BR-101 foi finalmente concluída, e aí não levou muito tempo para que o governo do Estado construísse a SC-438, cortando Humaitá de Cima e passando por São Bernardo e São Martinho. Essas duas rodovias representam um marco importante, já que contribuíram para que estas áreas fossem bastante valorizadas e se tornassem importantes em termos comerciais, industriais e residenciais, transformando-se de área rural para urbana.

É de reconhecimento público que só isto não bastaria não fosse a presença das redes de energia elétrica da Cergal para alavancar este crescimento tão promissor. Para tanto, melhorias substanciais e investimentos foram dispendidos, fazendo frente ao incremento energético. Também as localidades de Caruru, Sombrio e Jararaca foram beneficiadas com a energia elétrica da Cergal, minimizando as agruras daquelas famílias rurais.

Como prova de sua competência, e ressaltando o descaso do poder público em levar energia às comunidades mais distantes e carentes, a Cergal foi solicitada para resolver inúmeras situações, e assim o fez construindo redes de alta e baixa tensão, levando energia também para as localidades da Madre-Canal, município de Laguna e praias do Camacho, Garopaba do Sul, Nova Camboriú, Laranjal, Morro Bonito e Jaboticabeira, no município de Jaguaruna.

Projetos trazem mais qualidade de vida aos associados

TUBARÃO - Desde que se estabeleceu, fincou raízes e conquistou cada vez mais associados, a Cergal tem batalhado para proporcionar maior qualidade de vida aos seus cooperados. Prova disso foi a instalação da Clínica de Saúde Cergal, que desde fevereiro deste ano vem atendendo a associados, familiares e funcionários da cooperativa.

A clínica, moderna, equipada e bem estruturada, atende uma média de 20 pessoas ao dia, quando são prestados atendimentos individuais, aconselhamentos e orientações, tudo com o objetivo de solucionar os problemas do paciente. A clínica conta com dois clínicos-gerais, uma pediatra, dois dentistas, uma enfermeira e uma assistente social.

Além disso a cooperativa também facilita o acesso de seu associado aos seus serviços. Há pouco tempo mais três postos de atendimento foram implantados: na praia do Camacho, em São Martinho e no bairro Humaitá de Cima. A sede-oficial da Cergal também passou por reformas consistentes, que também otimizam o atendimento à comunidade.

A modernização da frota da cooperativa, os constantes cursos de qualificação de funcionários, a criação da sede da Associação dos Funcionários da Cergal e as freqüentes melhorias nas redes também são realizações importantes ocorridas nas administrações do atual presidente da Cergal, Genésio Goulart.

Há dez anos Genésio comanda a Cergal com braço forte

TUBARÃO - Há quase dez anos o deputado estadual e empresário Genésio Goulart exerca a função de presidir a Cergal. Desde então uma infinidade de ações favorecendo os cooperados foram registradas.

Para Genésio, administrar por quase uma década a Cergal é um de seus maiores orgulhos. "São três mandatos sucessivos alcançados, o que demonstra a confiança e o apoio dos associados no projeto de crescimento e modernização da Cergal", diz.

A média de crescimento do número de associados é de 0,7% ao ano, e este mesmo percentual também se verifica em termos de crescimento de demanda de energia.

As melhorias são uma constante. A Cergal investe visando sempre a continuidade e a qualidade da energia consumida pelos associados.

A história revela que a atuação da Cergal durante estes 41 anos foi de importância fundamental para o crescimento e desenvolvimento das comunidades nas quais implantou as redes de energia elétrica.

"Ao mesmo tempo em que agradecemos a confiança dos associados, enaltecemos a atuação da nossa equipe, que com amor e trabalho deixam marcas que jamais o tempo apagará", conclui Genésio Goulart.
 


Cergral faz 44 anos gerando
desenvolvimento para Gravatal

TUBARÃ0 - As dificuldades de quatro décadas atrás são hoje apenas lembranças de quem vivia sem o uso da energia elétrica. Ao completar no dia 17 de dezembro 44 anos de fundação, a Cooperativa de Eletricidade de Gravatal (Cergral) mostra o resultado do trabalho de todos os seus presidentes e o desenvolvimento de Gravatal, gerado pela força do cooperativismo.

A fundação da Cooperativa de Eletricidade de Gravatal teve como principal objetivo econômico a distribuição e fornecimento de energia elétrica produzida pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), dentro de uma área de ação determinada pelo estatuto social.

Segundo o presidente da Cergral, José Grasso Comelli, funcionário desde 1967, a cooperativa contribuiu muito para o desenvolvimento do município de Gravatal e também para o desenvolvimento pessoal e profissional de cada um dos seus associados, através de um conjunto de ações que sempre visaram o melhoramento das áreas urbanas e dos mais longínquos recantos da área rural.

Hoje, segundo José Comelli, a cooperativa atinge todos os lares de Gravatal, oferecendo uma energia de excelente qualidade. "Todos os cantos do município de Gravatal, base de abrangência da Cergral, são beneficiados, e hoje a iluminação chega a todos os lares. Com o melhoria constante do sistema de distribuição, a Cergral contribui significativamente para o desenvolvimento de Gravatal, permitindo o surgimentos de empreendimentos, desde a área rural até no turismo", avalia.

Uma prova deste desenvolvimento foi o trabalho executado com o projeto de iluminação de todo o trajeto da rodovia SC-438., que corta o município entre Tubarão e Braço do Norte. A Cergral instalou cerca de 12 quilômetros de rede com a colocação de 200 postes e lâmpadas de vapor de sódio, trabalho concluído em março de 2003. "Com isto deixamos a rodovia 100% iluminada e passamos a oferecer segurança aos moradores e turistas", ressalta José Comelli.

Além de obra de melhoria e ampliação de rede, troca de postes, substituição de lâmpadas e outros serviços, a cooperativa também mantém uma ampla atuação social, indo de encontro direto as necessidades da população. "Uma empresa moderna não pode apenas ficar atuando na sua área. Ela precisa ter uma ação comunitária que beneficie a população de um modo geral", prevê José Comelli.

Foi assim com a iluminação do Estádio Municipal, onde, graças ao trabalho da Cergral, hoje pode sediar atividades à noite. A cooperativa também contribuiu com obras na Apae, com o ajardinamento do trevo de Gravatal e também com vários eventos no município.

Diretoria - A primeira diretoria da Cooperativa de Eletricidade de Gravatal tinha como diretor-presidente, Sílvio Zappelini, e diretor-gerente, Joaquim Cardoso Duarte. O secretário era Antônio Knaben e os conselheiros, Antônio Júlio de Medeiros e Núncio Bez. O conselho fiscal era formado por Hercílio Zappelini, Antônio Esmeraldino, Sílvio de Oliveira, Valentin Kindermann, Álvaro José de Medeiros e Otacílio de Sá.

Dos sócios fundadores apenas dois estão vivos. Os demais sócios fundadores foram Núncio Bez; Manoel J. Cândido; Elzi Kindermann; Valentin Kindermann; Osvaldo Sá de Oliveira; João Ernesto da Silva; Francisco G. das Neves; Manoel das Neves; Hercílio Zappelini; Barnabé Manoel Pereira; Antônio Esmeraldino; Antônio Knaben; Nicolau Francisco Côrrea; Basílio Francisco Darela; Silvio Zappelini; José João das Neves; Sebastiana Bittencourt; José Kindermann; Francisco Kindermann; Jacinto Yung; Otacílio João de Sá; Ernesto Comelli; Adolfo Daufenback.
 


Saiba mais sobre cooperativas de eletrificação

TUBARÃO - Entre as várias modalidades de cooperativas, existem as que oferecem serviços diversos. Este segmento é constituído por cooperativas que têm por objetivo prestar coletivamente um determinado serviço ao quadro social. No Brasil são mais conhecidas as cooperativas de eletrificação e de telefonia rural.

As cooperativas de eletrificação rural têm por objetivo fornecer, para a comunidade, serviços de energia elétrica, seja repassando essa energia de concessionárias, seja gerando sua própria energia. Algumas também abrem seções de consumo para o fornecimento de eletrodomésticos, bem como de outras utilidades.

Cooperativas vêm ocupando espaços que dificilmente seriam mantidos pelo serviço público. Mesmo com alguns obstáculos criados pelo poder público, elas têm contribuído significativamente para evitar o êxodo rural e manter o homem no campo, melhorando suas condições de vida e aumentando a produção de alimentos.

O surgimento das cooperativas de eletrificação rural possui duas etapas: antes e depois do advento do Estatuto da Terra, promulgado em 30 de novembro de 1964, que dá ênfase especial para a difusão da eletrificação rural através do Sistema Cooperativista. Essa solução surgiu porque a eletrificação rural não é um empreendimento rentável, e, por consequência, não atrai as concessionárias de energia elétrica. Por esta razão, o Estatuto da Terra, ao tratar da matéria, elegeu o cooperativismo como forma prioritária para a dinamização do processo de eletrificação rural. Nesse sistema, o próprio usuário mobiliza recursos de poupança e crédito para os investimentos, a fim de serem desenvolvidos os processos de construção de energia elétrica no meio rural.

A primeira cooperativa de eletrificação rural do Brasil foi a Cooperativa de Força e Luz de Quatro Irmãos, hoje desativada, localizada no então Distrito de José Bonifácio, atual município de Erechim, no Rio Grande do Sul. Foi fundada em 1941, como objetivo de gerar energia elétrica para a pequena localidade, sede de uma companhia colonizadora da região, que ali se instalou em 1911.
 


Consórcio reúne 14 cooperativas da Amurel

TUBARÃO - O crescimento do setor elétrico levou os administradores das cooperativas a pensar em novos mecanismos para oferecer energia de qualidade a um preço acessível aos associados. A necessidade das cooperativas de gerarem a própria energia justificou a formação da SC/Geracoop, consórcio de 14 cooperativas do sul de Santa Catarina, que projeta a construção de várias pequenas centrais hidrelétricas - PCH, aproveitando o imenso potencial hidríco da região. Para dar início a este projeto, as cooperativas consorciadas confiaram a presidência dos trabalhos ao representante da Cergal, Genésio Goulart.

As cooperativas necessitam de aproximadamente 200 mil KW para suprirem a demanda de energia. A primeira unidade do complexo gerador está sendo construída nos saltos do rio Braço do Norte, no município de Santa Rosa de Lima, com potência de 6500 KW. Conhecidas como usinas de fio de água, essas unidades geradoras não necessitam de grandes alagamentos. O curso de água do rio é desviado apenas o suficiente para mover a turbina e logo após retorna à sua calha hidrográfica. Uma das preocupações do projeto das pequenas usinas é o respeito ao meio ambiente, para que não haja modificações no curso natural dos rios.

A Cergal aposta na viabilidade do projeto das pequenas centrais elétricas (PCHs), contribuindo mensalmente com o consórcio SC/Geracoop, já que hoje adquire 100% de sua energia da Celesc. Com a operacionalização das usinas, a cooperativa terá uma outra opção mais barata na compra de energia.

O maior projeto, entre as cooperativas da região, diz respeito à construção de uma hidrelétrica em Santa Rosa de Lima, que conta com a parceria de 14 cooperativas de eletrificação. "Hoje praticamos os mesmos preços que a Celesc, mas a intenção é reduzir esta taxa ainda mais. Já adquirimos o terreno, temos o projeto e a licença ambiental. Pretendemos iniciar as obras no segundo semestre", relata.

Geracoop vai beneficiar mais de 116 mil associados

TUBARÃO - A assinatura do contrato entre as empresas SC/Geracoop e Luminar Montagens Elétricas Ltda, realizada no fim do ano passado, na localidade de Águas Mornas, Santa Rosa de Lima, permitiu o início das obras de construção da primeira PCH (Pequena Central Hidrelétrica) do consórcio de cooperativas de eletrificação rural da região sul.

Para o presidente do consórcio SC-Geracoop, Genésio Goulart, "o lançamento da pedra fundamental e assinatura do contrato para a construção da usina representam um novo momento para as cooperativas de eletrificação rural do sul de Santa Catarina".

O consórcio, formado por 14 entidades, pretende num futuro próximo gerar a própria energia, feito que beneficiará milhares de consumidores da área rural. Inicialmente cerca de R$ 18 milhões serão investidos no módulo gerador de 8 MW, suficiente para abastecer uma cidade de pequeno porte.

A conclusão da usina de Santa Rosa vai suprir cerca de 4% da demanda de energia adquirida pelo grupo de cooperativas da região. A intenção é poder gerar aproximadamente 200 MW, garantindo a auto-suficiência para as 14 cooperativas e seus cerca de 116 mil associados.

As obras da primeira usina hidrelétrica da SC/Geracoop trarão desenvolvimento para a região de Santa Rosa de Lima. Calcula-se que serão gerados mais de 600 empregos diretos por um período mínimo de um ano e meio, o que implicará não apenas na contratação de toda mão-de-obra disponível, mas também na vinda de muita gente para trabalhar no local, movimentando a economia.
 


Cooperativismo ganha impulso no sul do Brasil

TUBARÃO - O Dia Internacional do Cooperativismo, instituído em l923 no Congresso da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), é comemorado no primeiro sábado de julho de cada ano, dia da confraternização de todos os povos ligados pelo cooperativismo. No Brasil, a construção de um estado cooperativo surgiu com os jesuítas por volta de 1610. Por mais de 150 anos, esse modelo deu exemplo de sociedade solidária, fundamentada no trabalho coletivo, onde o bem-estar do indivíduo e da família se sobrepunha ao interesse econômico da produção.

Cooperativa é uma organização de, pelo menos, vinte pessoas físicas unidas pela cooperação e ajuda mútua, gerida de forma democrática e participativa, com objetivos econômicos e sociais comuns, cujos aspectos legais e doutrinários são distintos de outras sociedades. Fundamenta-se na economia solidária e se propõe a obter um desempenho econômico eficiente, através da qualidade e da confiabilidade dos serviços que presta aos próprios associados e aos usuários.

Mas o movimento cooperativista no Brasil surgiu mesmo em 1847 nos sertões do Paraná seguindo modelos europeus. A partir desta data cada cooperativa fez sua própria história.

No país, existem 5.700 cooperativas e 6 milhões de cooperados. As cooperativas geram cerca de 168 mil empregos diretos e estão presentes na agropecuária, saúde, trabalho, educação, habitação, crédito, consumo, serviços, eletrificação e telecomunicação.

 

Valores - As cooperativas baseiam-se em valores de ajuda mútua e responsabilidade, democracia, igualdade, eqüidade e solidariedade. Na tradição dos seus fundadores. os membros das cooperativas acreditam nos valores éticos da honestidade, transparência, responsabilidade social e preocupação pelo seu semelhante.

A primeira cooperativa criada nos moldes europeus, berço do cooperativismo, surgiu no Brasil, em 1847, sob a liderança do médico francês Jean Maurice Faivre, à frente de um grupo de colonos europeus. no Paraná. Fundou-se então a Colônia Tereza Cristina. Esta organização amalgamou os princípios do incipiente cooperativismo brasileiro, servindo de referencial aos novos empreendimentos coletivos.

A contribuição dos colonos europeus - especialmente alemães e italianos - ao desenvolvimento do cooperativismo brasileiro em seus primórdios é fundamental. Foi no Sul do Brasil que se concentrou esse segmento social, e foi aqui que o cooperativismo ganhou maior impulso.

Cooperativas de Infra-Estrutura
(Energia, Telecomunicações e Serviços)

São aquelas cooperativas formadas com a finalidade de atender, direta e prioritariamente, o seu quadro social, com a prestação de serviços específicos que venham a ser demandados por este mesmo quadro social. As cooperativas de eletrificação rural, por exemplo, são aquelas formadas com o objetivo principal de fornecer energia elétrica aos seus associados, podendo para isso construir, montar e operar usinas próprias, produzindo, transformando e distribuindo energia elétrica, tanto para consumo familiar, como para atividades agropecuárias.

Princípios de uma cooperativa

1° - Adesão livre e voluntária: "As cooperativas são organizações voluntárias, abertas a todas as pessoas aptas a utilizar seus serviços e assumir as responsabilidades como associados, sem discriminações sociais/ raciais, políticas/ religiosas e de sexo";

2° - Gestão democrática pelos cooperados: "As cooperativas são organizações democráticas, controladas pelos seus associados, que participam ativamente, na formulação de suas políticas e na tomada de decisões. Os homens e as mulheres, eleitos como representantes dos demais membros, são responsáveis perante estes. Nas cooperativas de primeiro grau, os associados têm igual direito de voto (um associado, um voto). As cooperativas de grau superior são, também, organizadas de maneira democrática".

3° - Participação econômica dos cooperados: "Os cooperados contribuem, eqüitativamente, para o capital de suas cooperativas e o controlam, democraticamente";

4° - Autonomia e independência: "As cooperativas são organizações autônomas, de ajuda mútua, controladas pelos seus associados. Se firmarem acordos com outras organizações, incluindo instituições públicas, ou recorrerem ao capital externo, devem fazê-lo em condições que assegurem o controle democrático pelos seus associados e mantenham a autonomia da cooperativa";

5° - Educação, formação e informação: "As cooperativas promovem a educação e a formação dos seus membros, dos representantes eleitos e dos trabalhadores, de forma que estes possam contribuir, eficazmente, para o desenvolvimento das suas cooperativas. Informam ao público em geral, particularmente aos jovens e aos líderes de opinião, sobre a natureza e as vantagens da cooperação";

6° - Intercooperação: "As cooperativas servem de forma mais eficaz aos seus associados e dão mais força ao movimento cooperativista, trabalhando em conjunto, através das estruturas locais, regionais, nacionais e internacionais";

7º - Interesse pela comunidade: "As cooperativas trabalham para o desenvolvimento sustentado das suas comunidades, através de políticas aprovadas pelos seus associados";
 


Copagro e Pagé: caminhando rumo ao sucesso

TUBARÃO - Desde sua fundação, a missão da Industrial Pagé é "satisfazer as necessidades dos clientes através de um contínuo aperfeiçoamento dos produtos e serviços, prosperando como empresa e propiciando retorno aos colaboradores".

Logo no início de sua história, mais precisamente em agosto de 1968, a Pagé passou a contar com um importante aliado: a Cooperativa Agropecuária de Tubarão - Copagro.

Hoje a Copagro, sempre trabalhando ao lado da Pagé, conta com 174 associados, produtores de arroz que se concentram desde Paulo Lopes até Sangão.

Através da parceria com a Pagé, a cooperativa tem feito, desde sua fundação, inúmeros investimentos em sua área. O próximo projeto a ser concluído é a unidade de armazenagem que ficará localizada em Imbituba, e vai oferecer capacidade de 400 mil sacas de arroz.

A Copagro tem capacidade total de armazenamento para 550 mil sacas, e pode industrializar 100 mil fardos de arroz beneficiados por mês. "O presidente da cooperativa, Dionísio Bressan Lemos, e todos os funcionários e associados, merecem nossa consideração", diz nota da Industrial Pagé.

Industrial atua no Brasil e no exterior

ARARANGUÁ - A Pagé iniciou suas atividades em 13 de agosto de 1964, com um pequeno torno e uma ferraria situado à BR-101, no km 412. Sua atividade inicial era consertos de peças de tratores e caminhões. Posteriormente passou a produzir fornos para farinha de mandioca, arados, grades, taipadeiras e outros implementos agrícolas.

Em 1980, a empresa mudou seu ramo de atividade, fabricando equipamento de armazenagem e secagem de cereais a granel, e também transformou-se em indústria de parboilização de arroz. Neste mesmo ano de 1980, a empresa transferiu-se para suas novas instalações na BR-101, no km 414.

A Industrial Pagé Ltda possui hoje amplas e modernas instalações industrias e administrativas com uma área construída de 9.500 metros quadrados e área disponível de 25 mil metros quadrados. Fazem parte da empresa um completo quadro técnico, com engenheiros, técnicos projetistas, desenhistas e auxiliares.

No ano de 1994 a empresa iniciou sua reestruturação tendo como objetivo a "Qualidade Total". Os atuais equipamentos fabricados pela empresa, em função da qualidade, consolidaram-se nas áreas de produção a nível de fazenda produtor, condomínios, armazéns comunitários, cooperativas e indústrias de beneficiamento de arroz.

Atua em todo mercado brasileiro através de representantes, vendedores e supervisores de vendas. No mercado externo está presente nos países membros do Mercosul, e também Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Guatemala, El Salvador, Honduras e no continente africano, em Marrocos.

Comprometimento - Os investimentos em tecnologia de informação, por intermédio do Projeto Educação e Cidadania na Empresa, têm gerado bons frutos. As primeiras turmas se formaram no ensino fundamental e iniciaram os trabalhos no Ensino Médio.

Cursos técnicos também recebem total incentivo de participação. Formando parcerias com escolas profissionalizantes, a Industrial Pagé garante o acesso de seus colaboradores e ainda destina vagas a membros da comunidade. Um intercâmbio que fortalece o desenvolvimento do saber e o crescimento pessoal.

Projetos de conscientização ambiental são difundidos entre os colaboradores, como a parceria de reciclagem de sucata que a empresa possui com a Gerdau, uma iniciativa que separa materiais não mais utilizáveis para o reaproveitamento. Além de estimular a consciência da preservação, os resíduos dispensados pela Gerdau são encaminhados para o Projeto Reciclar - outra parceria firmada com uma entidade sem fins lucrativos, fundadora da coleta seletiva de lixo nos bairros de Araranguá.

A CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – está em constante atualização. Treinamentos internos são relaizados com frequência a fim de garantir a segurança de todos os colaboradores.

Aumento da qualidade e da produtividade

ARARANGUÁ - Uma das principais metas da empresa nestes 40 anos, tem sido satisfazer as necessidades dos clientes pelo contínuo aperfeiçoamento dos produtos e serviços. A Pagé produz máquinas de pré-limpeza, limpeza e transporte de cereais, secadores contínuos, intermitentes e rotativos, silos armazenadores, silos secadores, fábrica de ração, sistema de aeração de silos, elevadores de caneca, vibro ar para arroz benificiado, autoclaves, leitos fluidizados, indústria de parboilização de arroz entre outros produtos.

Os atuais equipamentos fabricados pela empresa, em função da qualidade, consolidaram-se nas áreas de produção atendendo desde pequenos, médios e grandes produtores, condomínios, armazéns comunitários, cooperativas, indústrias de beneficiamento de arroz até grandes conglomerados agrícolas de todo país e do exterior.

Para tanto, a empresa tem feito um grande esforço para ampliar suas exportações. Como prova disso, nos três últimos anos a política de exportação foi direcionada a fazer-se "conhecer além fronteiras" e os resultados são satisfatórios. A Industrial Pagé expandiu suas exportações, abrindo novos mercados, no qual consolidou vendas inclusive para os Estados Unidos.

Juntamente com o fornecedor, buscamos um contínuo aperfeiçoamento de qualidade e produtividade a um custo reduzido. Temos como desafio a constante satisfação de nosso bem maior, o ser humano. Juntos todos nós colocamo-nos a sua disposição".

Treinamento preza pela segurança total

ARARANGUÁ - Para receber seus novos funcionários, a Pagé realiza uma apresentação chamada de integração. Este encontro acontece com maior freqüência no período de alta produção, quando a rotatividade de pessoas aumenta na empresa. Em um treinamento de aproximadamente 4 horas, o novo colaborador conhece os produtos e o mercado em que a empresa atua, seus principais objetivos e os processos que devem ser realizados para se alcançar a missão da empresa.

Além disso, é exposta uma palestra sobre Qualidade com foco na sua importância, significado, seus programas e ferramentas utilizadas pela empresa, como o 5S’s, CCQ, reuniões de melhoria. O perfil do profissional de qualidade atual do mercado também é bastante enfatizado. Em seguida recebe instruções sobre as regras internas da empresa e os benefícios do que cada colaborador possui.

Na área da Segurança, recebe um treinamento sobre as normas da empresa, instruções sobre uso adequado dos EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual) e recebe o uniforme de trabalho.



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