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Cooperativismo
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Cooperativismo: data comemorada desde 1923

TUBARÃO - O Dia Internacional do Cooperativismo foi instituído em 1923, no Congresso da Aliança Cooperativa Internacional - ACI, com o objetivo de comemorar, no primeiro sábado de julho de cada ano, a confraternização de todos os povos ligados ao Cooperativismo.

Originalmente denominava-se "Dia da Cooperação". Com o tempo passou a ser chamado "Dia do Cooperativismo" e, atualmente, "Dia Internacional do Cooperativismo".

O Dia Internacional do Cooperativismo, instituído no Congresso da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), é comemorado no primeiro sábado de julho de cada ano, dia da confraternização de todos os povos ligados pelo cooperativismo. No Brasil, a construção de um estado cooperativo surgiu com os jesuítas por volta de 1610. Por mais de 150 anos, esse modelo deu exemplo de sociedade solidária, fundamentada no trabalho coletivo, onde o bem-estar do indivíduo e da família se sobrepunha ao interesse econômico da produção.

Mas o movimento cooperativista no Brasil surgiu mesmo em 1847, nos sertões do Paraná, seguindo modelos europeus. A partir desta data, cada cooperativa fez sua própria história. As cooperativas de crédito, esfaceladas desde meados dos anos 60 e durante a década de 70, buscam novamente seu espaço. Em 1902, no Rio Grande do Sul, um padre jesuíta implantou um modelo de cooperativismo baseado em experiências alemãs junto a pequenas comunidades rurais e vilas. No final dos anos 20, um segundo modelo de cooperativa de crédito chegava ao Brasil.

O terceiro e último modelo chegou ao país no final da década de 50, com Maria Thereza Rosália Teixeira Mendes, a Terezita, como carinhosamente era chamada. Ela organizou a constituição de dezenas de cooperativas de crédito mútuo em todo Brasil.

No Brasil, existem 5,7 mil cooperativas e seis milhões de cooperados. As cooperativas geram cerca de 168 mil empregos diretos e estão presentes na agropecuária, saúde, trabalho, educação, habitação, crédito, consumo, serviços, eletrificação e telecomunicação. O cooperativismo de crédito soma mais de mil cooperativas e mais de um milhão de associados.

Cooperzém investe também na área social

ARMAZÉM - Mais do que eletrificação rural, a Cooperzém tem nos investimentos na área social um grande passo dado pela atual diretoria da cooperativa, que investe atualmente em diversos segmentos para o desenvolvimento social das comunidades em que residem seus associados.

Um dos investimentos que dá maior orgulho para o presidente, Gabriel Bianchet, é o repasse mensal efetuado aos hospitais de Armazém, São Martinho e São Bonifácio, municípios nos quais a Cooperzém atua, dando sustentabilidade para que estas entidades mantenham suas portas sempre abertas, contribuindo, principalmente, para que os plantões continuem sendo efetuados. Não só a geração de energia é a principal premissa da cooperativa, mas os amparos sociais são destaques, seja em relação à saúde dos associados ou patrocinando esportistas amadores da região.

A Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) é outra entidade beneficiada, pois também recebe sua parcela de contribuição. Porém, convém frisar que as contribuições para as instituições ocorrem de duas formas, uma através da contribuição espontânea dos consumidores no pagamento da fatura de energia e outra por meio de repasse direto da cooperativa através de convênios, como os firmados com os hospitais.

Principais repasses - O demonstrativo anual da Cooperativa de Eletrificação Rural de Armazém comprova os diversos investimentos nas áreas sociais. Um exemplo prático destas ações são os valores destinados aos hospitais dos três municípios. O Hospital Santo Antônio, de Armazém, no ano passado recebeu a contribuição de R$ 44 mil da Cooperzém e R$ 56.860,13 dos cooperados. Já o Hospital São José, de São Martinho, no mesmo ano, recebeu da cooperativa a importância de R$ 16,5 mil, e dos cooperados, o valor de R$ 92.287,00. E o Hospital São Bonifácio, de São Bonifácio, também recebeu da cooperativa R$ 14,5 mil, e dos cooperados, R$ 10.696,25.

"É importante ressaltar que todos os consumidores dos três municípios contribuem com valores na sua tarifa de energia", diz o presidente da Cooperzém, Gabriel Bianchet. E ainda enfatiza que é com a contribuição destes valores repassados, sejam pela cooperativa ou pelo cooperado, que hoje os hospitais conseguem garantir os plantões 24 horas nas entidades hospitalares.

Preocupação com o associado - Com o objetivo de padronizar a distribuição de energia, a Cooperzém busca adequar os valores praticados, dando condições justas de pagamento. Todas as formas de consumo de energia são tratadas de maneira diferenciada, existem tarifas inferiores à concessionária (Celesc). Um ponto importante para o associado é em relação às tarifas rurais, que não sofrem reajustes desde outubro de 2003.

A ampliação de redes, as construções de novas redes industriais, rurais ou comerciais e a manutenção de rede são investimentos realizados pela empresa e não geram custo algum ao associado.

Inclusive a Cooperzém vem arcando com todas as despesas na manutenção de padrão de medição. Desta forma, eventuais problemas com medidores serão corrigidos sem custo para o consumidor. E, ainda, para as indústrias instaladas ou que venham a se instalar em qualquer um dos três municípios, a Cooperzém fornece gratuitamente o transformador até 300 kva. Acima desta potência a indústria paga 50 % do valor do transformador e a cooperativa os outros 50%.

Muito mais tecnologia

ARMAZÉM - Segundo o presidente da Cooperzém, Gabriel Bianchet, a cooperativa vem lutando para dar maior comodidade e tecnologia e ainda atender as necessidades de seus cooperados. "Temos como exemplo o auxílio que vinha sendo repassado para os hospitais dos municípios que integram nossa rede. Os hospitais recebem, através de doações dos cooperados na fatura de energia, uma quantia que auxilia estas instituições, mas a cooperativa mantem ainda um convênio com o Hospital Santo Antônio, onde repassa mensalmente o valor de R$ 1 mil, com o hospital de São Martinho, R$ 500, e de São Bonifácio, R$ 500, mas como vimos a atual situação em que se encontram estas instituições e a importância destes para os municípios, resolvemos levar ao Conselho de Administração a proposta de aumento deste repasse, onde foi aprovado que estes repasses aumentem para R$ 5 mil, R$ 2,5 mil e R$ 2,5 mil, respectivamente. Acreditamos que com esta ajuda a população possa ter melhores condições de saúde e estas instituições continuem funcionando. Não é a solução do problema dos hospitais, mas nossa parte estamos fazendo", diz Gabriel.   

Outro projeto ousado que já está em andamento é da implantação de uma rede de fibra ótica, onde esta tecnologia chegaria à casa de todos os cooperados. Com capacidade de transmissão até um milhão de vezes maior do que o cabo metálico, a fibra ótica é hoje a base das relações de comunicação no mundo.

Enquanto os fios de cobre transportam elétrons, os cabos de fibra ótica (cabos de fibra de vidro) transportam luz. Entre as vantagens dos cabos de fibra ótica estão a imunidade total contra a diafonia e contra interferências eletromagnéticas e de radiofreqüência.

Além disso, os cabos de fibra não atraem raios como cabos de cobre. A idéia que será discutida entre os cooperados é a de instalar em todas as residências estes cabos, fazendo que todos tenham acesso à telefonia, internet, TV a cabo, entre outras vantagens.
 


Cergral trabalhando para o desenvolvimento

GRAVATAL - Trabalhar o cooperativismo não apenas em sua área afim, mas buscar atender aos anseios da população em outras áreas tem sido o papel desenvolvido pela Cooperativa de Eletricidade de Gravatal (Cergral), tornando-se um exemplo no setor na região sul e aplicando todos os princípios do cooperativismo brasileiro. A Cergral, segundo o seu presidente, José Grasso Comelli, pode se orgulhar de estar trabalhando pelo desenvolvimento de Gravatal não apenas na geração de energia, mas tendo uma preocupação social em contribuir com outras áreas.

No Brasil, as cooperativas geram cerca de 170 mil empregos diretos e estão presentes na agropecuária, saúde, trabalho, educação, habitação, crédito, consumo, serviços, eletrificação e telecomunicação. O cooperativismo de energia e desenvolvimento rural soma em Santa Catarina 22 cooperativas com mais de 180 mil associados, atendendo uma população em torno de 650 mil pessoas. Em Gravatal, a Cergral atende 4.190 consumidores.

É para estes consumidores que a Cooperativa de Eletricidade de Gravatal busca oferecer uma energia de qualidade cada vez melhor em qualquer localidade do município. Hoje, segundo José Comelli, a cooperativa pode se gabar de ter mais de 80% do município com iluminação pública, além de que, toda a extensão da rodovia SC-438 desde o limite com Tubarão até o limite com Braço do Norte, está totalmente iluminada.

Para dar melhor atendimento com qualidade na energia fornecida aos cooperados, estabilidade de equilíbrio ao sistema elétrico, a Cooperativa de Eletricidade de Gravatal colocou 26 quilômetros de novas redes em 17 localidades de Gravatal. Foram também instalados 16 novos transformadores e substituídos outros seis para potência maior, aumentando a carga instalada em 348 KVA. Durante o ano de 2005 foram substituídos 20 postes de madeira por concreto e implantados 426 postes de concreto em redes novas e reformas.

No final do exercício do ano passado, o sistema Cergral contou com 5.519 estruturas de concreto, 517 de madeira tratada e 152 de madeira crua, totalizando 88% de postes de concreto, 9% de madeira tratada e 3% de madeira crua.

O sistema elétrico da Cergral conta atualmente com 1.827 luminárias rurais e 1.115 residenciais, perfazendo um total de 2.942 luminárias instaladas. Nesta área, visando dar qualidade de vida, indispensável às famílias de Gravatal, promovendo o desenvolvimento social dos gravatalenses e ofertando conforto aos turistas, a Cergral não tem medido esforços para dotar as ruas do município, praças e avenidas de um moderno e econômico sistema de iluminação pública, que é ampliado gradativamente de acordo com o aporte de recursos financeiros.

Frota de veículos para agilizar os trabalhos

GRAVATAL - Na busca constante da modernização e sempre pensando na agilidade da realização dos serviços, a Cergral tem investido na frota de veículos, hoje composta por um caminhão Mercedes Benz, caminhão Volkswagen, Toyotas Bandeirantes, caminhonete Courier e Moto CG 125.

Além deste investimentos material, a Cergral tem aplicado na comunidade como uma grande parceira para o desenvolvimento socioeconômico e cultural de Gravatal e mantém parceria com a secretaria municipal de Agricultura no desenvolvimento de mudas. Só no ano passado foram cultivadas seis mil mudas de Palmeira Real e 47 mil de eucaliptos, além de plantas ornamentais e flores, disponibilizadas para escolas e área públicas. Também com participação direta da Cergral, foram implantadas hortas escolares com distribuição de 20 mil hortaliças.

A cooperativa ainda tem disponibilizado verbas para o esporte, para a cultura e para a Apae, que, com recursos repassados pela Cergral, serviu para aquisição de uma nova Kombi para transporte de seus alunos. As instituições religiosas de todos os credos também têm sido beneficiadas pela Cergral.

Mas sem dúvida, segundo o presidente da Cergral, José Comelli, o maior benefício social que a cooperativa alcançou foi com o projeto do seguro de plano família. Só em 2005 foram distribuídos mais de R$ 100 mil em prêmio a associados e seus cônjuges.

Fonte econômica de SC

GRAVATAL - José Comelli, que também é presidente da Federação das Cooperativas de Energia Elétrica de Santa Catarina (Fecoerusc), lembra que o cooperativismo é hoje uma das mais importantes fontes econômicas de Santa Catarina.

Para cumprir com o cronograma de regulamentação da Cergral pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a cooperativa tem contratado técnicos de nível superior para atuarem na área elétrica, comercial e de informática. Disponibilizando softwares, adequando a parte técnica com área fiscal, contábil, comercial, financeira e controle de redes MIG e almoxarifado.

O sistema elétrico continua sendo reformado, ampliado e transferido para beiras de estradas, ruas e praças, dotado de qualidade para ser medido pelo DEC, FEC, DIC e FIC, que será informado aos associados na fatura de energia. Cem por cento do sistema elétrico está digitalizado no programa MIG e sua operação e manutenção poderá ser feita através de computadores. "Acredito ser o mais completo já implantado nas cooperativas de Santa Catarina", avalia José Comelli.

Segundo o presidente da Cergral, a iluminação pública é a maior realidade conquistada, e aos poucos todos os associados terão como serviço de segurança em suas residências. Mas ele reconhece que é preciso alcançar as localidades mais distantes.

O ritmo de trabalho na ampliação e reforma do sistema elétrico é acelerado, tanto que em 15 comunidades foram investidos R$ 323 mil de recursos próprios. Mas ainda faltam suprir necessidades urgentes de investimentos para recuperação de redes envelhecidas.
 


Contribuindo para o progresso de Braço do Norte

BRAÇO DO NORTE - Mais que uma organização com objetivos comerciais e particulares, o cooperativismo é a força de uma sociedade que luta por interesses coletivos, buscando beneficiar a grande massa, trabalhando em prol da comunidade.

Partindo desse princípio, a Cerbranorte (Cooperativa de Eletrificação Rural de Braço do Norte) comemora seu 45º aniversário de sucesso contribuindo decisivamente para o progresso de Braço do Norte e região através do fornecimento de energia elétrica, obras de melhorias e ampliação nas redes elétricas, alem de promover várias ações na área sociocultural.

Recentes pesquisas apontam que os sócios estão satisfeitos com o atendimento e com a preocupação que a Cerbranorte tem com os seus mais de 13 mil associados, pois a cooperativa pretende continuar existindo no futuro, com uma energia mais barata e de maior qualidade. Prova disso é que a Cerbranorte está lutando pela construção da Usina PCH Capivari. A energia elétrica tornou-se um serviço de primeira necessidade, praticamente todos os trabalhos dependem da energia elétrica para serem executados, desde o funcionamento de um eletrodoméstico até a movimentação das grandes indústrias.

A construção da Usina PCH Capivari retomou seus trabalhos, visando beneficiar toda região quanto ao atendimento, melhorando a qualidade no fornecimento de energia, possibilitando maior abrangência. Alem disso, reduzindo o custo para o associado, pois grande parte da energia que a Cerbranorte compra hoje (algo em torno de 7.500.000 kwh), será reduzindo pela metade, proporcionando um custo reduzido para o associado.

A Conclusão da Usina PHC Capivari é mais um exemplo de cooperativismo, pois dependerá do apoio e incentivo de todos para que se torne realidade o mais breve possível.
 



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