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Laguna
329 anos
de Fundação

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Projetos para a cidade crescer

Laguna é referência na história catarinense. Por aqui passou o Tratado de Tordesilhas, em seu território ergueram-se as bases para o movimento revolucionário Farroupilha, seus casarios açorianos testemunharam o amor entre uma jovem nativa e um rebelde italiano. Hoje o município, um dos três mais antigos de Santa Catarina, completa 329 anos e tem o mérito de conciliar tradição com modernidade. Paralelo à preservação de seu patrimônio histórico e natural valorosíssimo, desenvolvem-se projetos potencialmente inovadores e dinâmicos.

Para o prefeito Célio Antônio, o desenvolvimento de Laguna, hoje, deve ser realizado em duas frentes: através da potencialização de sua vocação turística e da reestrutura de seu sistema de educação pública.

"Queremos reorganizar todos os equipamentos turísticos da cidade, recuperando a orla das praias, embelezando diversos pontos com flores e iluminação adequada", diz Célio. Arquitetos e paisagistas já estão elaborando um projeto de iluminação pública cênica no Centro Histórico de Laguna, que será posto em execução ainda este ano.

A orla do Centro Histórico ficará aos cuidados do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan. A prefeitura vai realizar as obras na orla do Farol de Santa Marta e em outros tantos pontos de grande atração turística. "Os recursos serão disponibilizados através de contratos com Eletrobrás e Governo Federal", lembra o prefeito. A retirada dos postos com fiação elétrica do Centro Histórico do município, projeto feito em parceria com a Celesc, também será realizada.

Prédios como o do Mercado Público Municipal e o Teatro-Cine Mussi ganharão uma visão contemporânea, através de importantes modificações estruturais, que serão feitas em parceria com o Iphan. Repavimentação do Centro da cidade também está nos projetos a curto prazo da prefeitura municipal.

Quando ao sistema de educação da cidade, muitas mudanças estão sendo planejadas para Laguna. Além da suplementação alimentar no cardápio das escolas municipais, com a inserção de doses maciças de proteína, o melhoramento da qualidade do material didático dos professores e da distribuição de material escolar aos alunos, muito está sendo feito pela educação. Há poucos meses 150 professores da rede municipal de Laguna participaram de cursos de qualificação na Unisul. Novos uniformes estão sendo desenvolvidos e estipula-se um investimento de mais de R$ 1,5 milhão na área.

Além disso existe um grande projeto, o "Escola para a Vida", que vai transformar quatro escolas municipais de Laguna em referência no Estado. "Estas escolas passarão por grandes reformulações. Vão ganhar ginásios de esporte cobertos, piscina, quadra poliesportiva. O diferencial é que estes espaços poderão também ser utilizados pela comunidade", anuncia Célio. Quanto ao Ensino Superior, o município também está saindo na frente. Em breve a Universidade Federal de Santa Catarina - Ufsc vai oferecer cursos na região.

A cultura também é destaque em Laguna. Célio informa que diversos projetos culturais de fundamental importância estão sendo encaminhados, como o que foca o resgate da influência açoriana na região. "Ai do povo que não tiver sua cultura valorizada. Estamos realizando um intercâmbio cultural com Açores, queremos recuperar nossas raízes", diz Célio. O carnaval, a Festa do Divino, a valorização do teatro, da expressão cultural de um povo, como o boi-de-mamão e o pau de fita fazem parte deste resgate.

Economia - De acordo com o prefeito Célio Antônio, Laguna tem duas vocações econômicas distintas e muito fortes. "Uma diz respeito à pesca. Neste ano, em Santa Catarina, a pesca teve um decréscimo de 26%. Mas em Laguna este setor teve um crescimento de 35%. O que queremos é a instrumentalização da pesca, realizando melhorias no porto pesqueiro, com a abertura da barra e com o apoio e a supervisão dos pescadores artesanais. Laguna cresce olhando para o mar, não podemos nos esquecer".

Empresários de diversas partes do Brasil vêem com bons olhos o pleno desenvolvimento de Laguna. Há algumas semanas os responsáveis pelo Costão do Santinho Resort, ponto badalado em Florianópolis, adquiriram um prédio às margens da Lagoa do Santo Antônio, Centro Histórico, com o objetivo de instalar um resort no local, que irá servir de base de apoio para o turismo náutico - que vai de Laguna a São Francisco do Sul.

Carnaval

Uma das primeiras manifestações carnavalescas em Laguna consistia na união de um tocador de bumbo, uma caixa e um par de pratos. Foi quando surgiu o "Zé Pereira", responsável por disseminar o gosto pela festa do Rei Momo no coração de todo nativo da Terra de Anita. Em seguida, fundaram-se as sociedades carnavalescas, como a Tenentes do Diabo e a Guaranis. A partir de então Laguna teve sua época de ouro no carnaval, com desfiles de carros de mutação e alegóricos e paradas militares.

Hoje o carnaval de Laguna, responsável por atrair milhares de pessoas de todo o Brasil, além de turistas estrangeiros, conta com shows de trios elétricos na Praia do Mar Grosso, desfiles de escolas de samba e de blocos tradicionalíssimos. O público do último carnaval, por exemplo, chegou a mais de 100 mil pessoas.

Para a maioria absoluta dos moradores de Laguna, o carnaval é uma espécie de período sagrado no calendário do município. Por ele negócios são adiados, compromissos desmarcados e viagens canceladas. Oficialmente, são quatro dias de festa em tempo integral, quando o relógio e o telefone celular, as preocupações com o trabalho e com as finanças ficam esquecidas, momentaneamente. A cada ano que passa, Laguna se firma como a cidade com um dos melhores carnavais de Santa Catarina - e de acordo com alguns turistas apaixonados, até do Brasil.

Para comemorar o curto reinado de Momo, turistas lotam hotéis, pousadas, campings e residências em toda a região da praia do Mar Grosso, além do Centro Histórico de Laguna. Uma das opções mais econômicas para grandes grupos de pessoas são as casas familiares.
 


Um show de história , cultura e arte

Em sua sexta edição, a peça teatral A República em Laguna, que encena, entre tantas micro-histórias, o romance entre o italiano Giuseppe Garibaldi e a lagunense Anita, alcança, mais uma vez, sucesso de público e crítica. Quase três mil pessoas, entre moradores de Laguna e turistas provenientes de vários cantos do Brasil, prestigiaram a "nova versão" da peça durante dois finais de semana de exibição. O espetáculo promete se tornar referência nacional, a exemplo de "A Paixão de Cristo", que durante a Páscoa atrai milhares de turistas ao Nordeste brasileiro.

Mais de 400 atores, entre profissionais, amadores e voluntários, 75 cavalos, embarcações, canhões, espadas e figurinos de época remetem o espectador ao ano de 1839, quando os Farrapos conquistaram Laguna e a tornaram uma República. Os cantores João Rodrigues Júnior, Terezinha Flor Bittencourt, Rogério Perito e Neusa Preuss encantaram o público com belíssimas canções temáticas. Durante quase duas horas a platéia permaneceu hipnotizada pela história mágica, corajosa e verdadeira.

A produção para o espetáculo teve início há muitos meses. "O grupo teatral Terra, aqui de Laguna, vai oferecer uma apresentação artística da mais alta qualidade a todos os visitantes", garantiu o prefeito de Laguna, Célio Antônio, na noite de estréia da peça. Jairo Barcelos, que readaptou o roteiro, tornou-se bastante íntimo da história encenada - ele produziu a peça logo em seu início, em 2000 e 2001. As novidades inseridas vão trazer aspectos da história local, peculiaridades, lendas e costumes regionais, e cada um dos atores e figurantes ajuda a contar a história no mesmo local onde ela realmente aconteceu. O ator global Rodrigo Faro, que a exemplo de outros grandes nomes da teledramaturgia brasileira, como Marcos Pasquim e Werner Schünemann, encarnou o personagem de Giuseppe Garibaldi, e fez a alegria das crianças, jovens e idosas da platéia.

Para a realização de A República em Laguna, a prefeitura do município, com patrocínio do governo do Estado, Tractebel, Eletrosul, Associação Empresarial de Laguna - Acil e do grupo de teatro Terra montou cenários e arquibancadas no centro histórico da cidade, em frente ao cais da Lagoa Santo Antônio dos Anjos.

A República de Laguna tem como tema os momentos marcantes da proclamação da República Juliana, fato histórico criado pela chegada dos farroupilhas gaúchos em solo catarinense, e revive as batalhas que se seguiram contra as forças militares do império, em 1839.

A encenação da invasão dos farroupilhas e o confronto com as forças imperiais carregam nas cores, no som, nas luzes e nos efeitos especiais. A platéia, eletrizada, acompanha quadro a quadro todos os detalhes do embate corpo a corpo, homem a homem. O espetáculo reproduz Giuseppe Garibaldi no barco Seival, depois de uma viagem atribulada, e a recepção calorosa da população que proclamou a República Juliana.

Em sua chegada, Giuseppe conhece Ana Maria de Jesus Ribeiro, que se transformaria na "heroína de dois mundos" por amor e pela valentia na defesa de seus ideais nos campos de batalha do Brasil, Uruguai, Argentina e Itália. O mega-evento, que hoje já está no calendário turístico catarinense, já foi visto por cerca de 30 mil pessoas.

Atrações para todos

Proveniente de uma família de artistas, a "primeira-dama" de Laguna marca pela originalidade, na posição que ocupa. Denise Pegorara, que evitou assumir oficialmente um cargo público ao lado do marido, o prefeito Célio Antônio, passa seus dias circulando pela cidade que tanto ama e participando ativamente das mais variadas reuniões, discutindo pontos importantes que podem proporcionar mais crescimento a Laguna. Um destes projetos em que se envolveu de corpo e alma foi a organização da XXIV Semana Cultural. "Por ter a arte no sangue, me identifico com o patrimônio de Laguna. Nesta semana cultural, por exemplo, vamos realizar uma série de modificações. Nesta vez ela vai acontecer em todos os pontos do município, de maneira simultânea, para que todas as pessoas possam participar", conta.

Grupos folclóricos, exposições de artistas plásticos, figurinos da República em Laguna, lançamento de livro, eventos no Farol de Santa Marta, com trilhas ecológicas, aulas de surf e shows, tudo será oferecido e abordado durante os dias 29 de julho a 4 de agosto, data da morte da personagem-símbolo de Laguna, Anita Garibaldi.

Um dos pontos altos da Semana Cultural em Laguna vai ficar por conta da Noite da Seresta, um relicário musical. Os músicos mais antigos da cidade vão realizar serenatas, saindo do Cine-teatro Mussi e percorrendo as principais ruas do Centro Histórico. Escolas de samba também farão apresentações, e diversos seminários culturais serão oferecidos.
 


Farol pode se tornar patrimônio da humanidade

LAGUNA - A área do Cabo de Santa Marta, que vai da Barra de Laguna até as dunas de Campo Bom, em Jaguaruna, poderá se tornar patrimônio da humanidade, o primeiro tombamento mundial de Santa Catarina. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan está participando, com freqüência, de debates importantes com a comunidade, abordando diversos aspectos referentes ao processo de tombamento.

O objetivo, antes do efetivo tombamento deste patrimônio natural, é implantar um processo de conscientização da população quanto a importância deste ato. Dalmo Vieira, superintendente regional do Iphan, diz que a intenção é preservar a área de 78 quilômetros de extensão, cercada de restingas, sambaqui e lagoas, além da não destruição das colônias de pescadores ou residências já existentes.

João Batista de Andrade, presidente da ONG Rasgamar, instalada no Farol de Santa Marta, explica que através do tombamento todos os ecossistemas serão conservados, ao mesmo tempo que vai se preservar a cultura e a tradição locais.

Tombamento é um ato administrativo realizado pelo Poder Público com o objetivo de preservar, por intermédio da aplicação de legislação específica, bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e também de valor afetivo para a população, impedindo que venham a ser destruídos ou descaracterizados. Pode ser aplicado aos bens móveis e imóveis, de interesse cultural ou ambiental, quais sejam. O Tombamento pode ser feito pela União, por intermédio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, pelo Governo Estadual, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado ou pelas administrações municipais, utilizando leis específicas ou a legislação federal.

Este ato não altera a propriedade de um bem, apenas proíbe que venha a ser destruído ou descaracterizado. Logo, um bem tombado não necessita ser desapropriado. O Tombamento é a primeira ação a ser tomada para a preservação dos bens culturais, na medida que impede legalmente a sua destruição. No caso de bens culturais, preservar não é só a memória coletiva, mas todos os esforços e recursos já investidos para sua construção. A preservação somente se torna visível para todos quando um bem cultural se encontra em bom estado de conservação, propiciando sua plena utilização.
 


Porto de Laguna - contribuindo
para o crescimento da cidade

O Porto de Laguna iniciou suas atividades com a criação do próprio município, com 329 anos de existência. Em 1903 foi iniciada a construção de dois guias correntes, ambos constituídos de enrocamentos de pedras graníticas para melhorias nas profundidades de controle através da Barra/Canal externo; culminando com complexo dos molhes para fixação e melhorias da Barra, existentes até hoje.

O porto organizado de Laguna teve início com a criação da Administração do Porto de Laguna em 5 de maio de 1943, com a finalidade principal de escoar o carvão mineral produzido e extraído da bacia carbonífera do sul do Estado, que se ativara com o aumento do consumo interno de carvão a partir de 1939, dada a necessidades impostas ao país pela Guerra que então se iniciava na Europa.

O fim do conflito armado dava início um mundo novo, com novas tecnologias na construção naval, com embarcações de maior porte, capacidade de carga e calado, e por conseguinte, a preferência recaiu sobre os portos que ofereciam maiores profundidades.

Foi feita na época a escolha entre Laguna e Imbituba, portos bastante próximos, para que um dos dois passasse a funcionar dentro da estratégia de manter as indústrias siderúrgicas. O porto de Laguna ficou relegado a exportação de farinha de mandioca por cabotagem, e a competição do transporte rodoviário determinou sensível redução na utilização do porto, conduzindo a total ociosidade.

A sua adaptação a outras finalidades que lhe permitam trabalhar e produzir se impôs como uma solução para salvar a economia de Laguna, profundamente abalada pela inatividade do seu porto. O porto pesqueiro foi inaugurado em 15 de fevereiro de 1980. As instalações portuárias se estendem pela margem esquerda do Complexo Lagunar Sul, constituído pelas lagoas de Santo Antônio dos Anjos, Imaruí, Mirim, Santa Marta, Camacho e Garopaba do Sul. No cone de dejeção dessas formações lacustres, encontra-se a foz do rio Tubarão, principal tributário desse complexo.

Atualmente, face às peculiaridades que apresenta o canal de acesso externo/barra, o Porto de Laguna opera estritamente na atividade pesqueira, onde se destacam a fabricação e fornecimento de gelo e a descarga de pescados; produtos esses transportados na sua maior parte aos grandes mercados consumidores do país, como Rio de Janeiro e São Paulo.

Empresas de pesca da Região Sul, algumas delas com matriz na própria cidade de Laguna, e que gozam de renome nacional, utilizam os serviços e instalações portuárias.

As vantagens locacionais do porto são confirmadas pelos empresários do setor que têm manifestado interesse de valer-se do local, seja para apoio, seja para instalação. A restrição atual é a restauração e prolongamento da barra de acesso, ou seja, as obras de retificação propiciarão, em um futuro próximo, maior profundidade na bacia de evolução e expansão na infra-estrutura portuária.
 


Grandes atrações para todos os gostos

Laguna esbanja atrativos turísticos por todos os seus recantos. Praias, lagoas, monumentos e museus marcam a história do município e do Estado de Santa Catarina. Uma destes monumentos foi construído no Centro da cidade para lembrar o Tratado de Tordesilhas, firmado entre Portugal e Espanha em 7 de junho de 1494 e que pôs fim às disputas dos dois países sobre o domínio das terras descobertas na América. Através dele, passaram a pertencer à Espanha todas as terras e ilhas situadas ao Norte da linha meridional, 370 léguas a Oeste do arquipélago de Cabo Verde, e as terras fora dessa determinação pertenceriam a Portugal. A linha do meridiano passa em Belém do Pará, ao Norte, e em Laguna, ao Sul. O monumento está erguido em uma pequena praça bem próxima à rodoviária.

Os amantes da História tem em Laguna um prato cheio. Os museus, por exemplo, são passagem obrigatória. O de Anita Garibaldi é um prédio histórico de 1747 situado na praça República Juliana. Foi construído para servir de cadeia pública, no térreo, e também para abrigar a Câmara Legislativa Municipal, em seu piso superior. Nesse prédio foi assinada e proclamada a República Juliana.

Em 1839, Santa Catarina separou-se do regime monárquico e em Laguna instalou-se a Capital da República Juliana. Aberto em 1949 pelo centenário da morte de Anita Garibaldi, fechado por algum tempo e reaberto para visitação pública em 1956, o museu conserva peças de valor histórico e arqueológico, como a mesa em que foi assinada a ata da proclamação.

O acervo eclético e rico é prova de que por Laguna circulava muita riqueza e personalidades do velho mundo.

Nossa Senhora da Glória

Com 126 metros de altura, o Morro da Glória é o ponto mais alto de Laguna. Do local pode-se avistar todo o centro histórico, os bairros, as praias e as lagoas do município. O acesso é fácil: a estrada é toda pavimentada com asfalto e lajota. Lá está a imagem de Nossa Senhora da Glória, com 14 metros de altura. Muitos fiéis que alcançam graças fixam placas de agradecimentos aos pés da santa.

Casa Pinto D’Ulisséa

É uma réplica de uma quinta portuguesa, totalmente revestida com azulejos importados de Portugal. Uma casa de muito luxo para a época, 1866.

Farol de Santa Marta

Considerado o maior das Américas, é o terceiro do mundo em alcance, distante 17 quilômetros do centro da cidade.

Casa de Anita Garibaldi

É outro grande atrativo, e tem esta denominação porque foi a residência onde Anita se vestiu de noiva na ocasião de seu primeiro casamento. A construção de 1711 foi transformada em um pequeno museu, cujo acervo lembra a heroína e a época em que ela vivia.

Igreja Matriz

É um dos locais mais visitados de Laguna. Domingos de Brito Peixoto mandou levantar a capelinha de pau-à-pique em 1696, dando origem ao altar-mor e posteriormente à Igreja de Santo Antônio dos Anjos. O corpo da igreja foi edificado apenas em 1735. Com as mais variadas formas do estilo barroco, os quatro altares laterais e a capela do Santíssimo folheadas a ouro formam com a sacristia e o batistério a segunda parte mais antiga da igreja. O padroeiro da cidade, Santo Antônio dos Anjos, ocupa o altar-mor, entalhado em 1803. A imagem impressiona pela magnitude e perfeição. Além das imagens cheias de beleza, a matriz tem a famosa pintura de Nossa Senhora da Conceição, de Victor Meirelles.

Fonte da Carioca

Construída pelos escravos, em 1863, a Fonte da Carioca até hoje abastece a população com água potável. A nascente, no alto do morro, é protegida e fiscalizada constantemente. Ao processo de depuração natural, uniu-se a filtração artificial. A água dessa fonte, segundo crendice popular, tem poderes afrodisíacos e é capaz de levar ao altar o mais renitente dos solteiros. Diz o ditado popular que “quem bebe desta água sempre retorna a Laguna e seus amores”.

Pedra do Frade

Este monumento monolítico desafia a imaginação de seus visitantes, levando-os às mais variadas suposições para explicar como esta rocha foi parar ali, como se formou e como se mantém em pé, pois parece desafiar a lei da gravidade. Mede nove metros de altura e está situada na extremidade da praia do Gi.

Molhes da Barra

Quebra-mar com um quilômetro de extensão, permitindo a entrada de automóveis. Dos molhes pode-se apreciar a pesca da tainha com o auxílio dos botos.

História

Laguna foi fundada em 1676 por bandeirantes vicentistas sob a liderança de Domingos de Britto Peixoto e seus filhos Sebastião e Francisco de Britto.

Em 1494, Laguna serviu de referência ao Tratado de Tordesilhas, acordo entre os poderosos Portugal e Espanha, que dividiram em fatias seus interesses expansionistas. Portugal, ao contrário do que previa o acordo, pretendia instalar-se na margem esquerda do Rio do Prata, passando assim a se integrar ao comércio da região.

No século 18, Portugal conquista a colônia do Sacramento, mas acaba sitiado pelos espanhóis. Laguna torna-se então a alavanca de apoio para o envio de tropas e alimentos. Ficava claro a opção militar de Laguna e todo o sul da colônia. O sistema de defesa da Ilha de Santa Catarina é exemplo deste período.

A Coroa Portuguesa passa, em 1748, a promover a imigração de açorianos para a região, que precisava de quem produzisse alimentos e homens para seus projetos. Em 1742, a Coroa já havia desligado Laguna do governo paulista, integrando-a ao poder central, crescendo o descompromisso com a vida econômica e social da região. Eram as bases do movimento revolucionário Farroupilha.

Ao final do século 19, desenvolveu-se a exploração do carvão de pedra na serra de Lauro Müller, tornando Laguna o principal ponto de abastecimento de carvão para o centro do país.

Neste período, se inicia a imigração italiana, alemã e polonesa para Santa Catarina, incrementando seu desenvolvimento. Foi um período de grande riqueza para Laguna, condição econômica para o nascimento de um novo acervo da arquitetura eclética em suas ruas estreitas e agitadas.

A cidade preservou-se até hoje com importantes marcas da sua história, refletidas em seu traçado urbano, situação geográfica e casarios que espelham seus diversos momentos vividos.
 


Laguna: praias e mais praias à sua escolha

Laguna oferece paraísos nos mais diversos estilos, para agradar a moradores e turistas, sejam eles crianças, jovens, idosos, esportistas, amantes da natureza ou só contempladores das belezas naturais. São praias bastante diversificadas, algumas bem conhecidas e outras ainda pouco exploradas, das mais calmas às mais movimentadas. Privilegiada por Deus, a cidade possui mais de 40 quilômetros de orla marítima, dividida em 16 belas praias. As mais freqüentadas são a praia do Gi, o tradicional balneário Mar Grosso, point preferido por veranistas e turistas devido sua completa infra-estrutura e vida noturna agitada.

Mar Grosso

É um dos mais famosos de Laguna. A praia de três quilômetros de extensão tem águas e areias claras. A larga faixa de areia é garantia de lazer à beira-mar, um convite a banhos de sol, caminhadas, futebol, frescobol. No lado sul da praia do Mar Grosso há os Molhes da Barra, um quebra-mar de pedras de dois quilômetros de extensão que avança pelo mar e convida à pesca ou à simples contemplação. Dali, pode-se avistar a pesca com auxílio dos golfinhos e os surfistas, que procuram o local pela perfeita formação de ondas. No extremo norte de Mar Grosso estão os granitos cor de rosa, formações rochosas raríssimas no Brasil. Sobre estas pedras avista-se a praia do Iró e a Praia do Gi. O balneário Mar Grosso é intensamente freqüentada por turistas durante o ano inteiro. Para a hospedagem, oferece os melhores hotéis de Laguna, campings, casas e apartamentos para aluguel. Possui também boa-estrutura em restaurantes, mercados, farmácias, bares com música ao vivo e casas noturnas. Para casais e famílias, há praças e o calçadão de lazer, ponto de encontro tradicional nas noites quentes de verão.

Praia do Sol

Com 12 quilômetros de extensão, a praia de Itapirubá termina com uma pequena povoação, próximo à divisa com o município de Imbituba. Após a praia do Gi e a Pedra do Frade está a praia do Sol. Muito freqüentada pelos lagunenses, impressiona pela limpidez das águas.

Praia do Cardoso

Os pescadores também têm seu território preferido: é a praia do Cardoso, na região do Farol. Dela partem as embarcações para a pesca em alto mar. Conhecida pelas belas ondas, é freqüentada também por surfistas de todo Brasil e de países do Mercosul.

A Praia do Iró,

Conhecida pela beleza de suas pedras vermelhas que adentram o mar, separa o Mar Grosso da Praia do Gi, com seis quilômetros de extensão, e que termina em uma pequena elevação de terra e rochas. A atração maior é a Pedra do Frade, monumento megalítico com nove metros de altura e cinco metros de diâmetro, cujo formato não se sabe se foi talhado pela natureza ou se esculpido por civilizações antigas. Esta lá desafiando a lei da gravidade.

Praia do Gravatá

É totalmente agreste. O acesso é somente feito a pé: no trajeto, a famosa fruta nativa, o butiá, e corujas. Logo a seguir chega-se à praia do Siri, com um quilômetro de extensão. O acesso é o mesmo da de Gravatá. É um local procurado por quem busca tranqüilidade. A maioria dos freqüentadores são surfistas em busca de ondas que “quebram” com o vento nordeste. Este paraíso possui um costão de aproximadamente 40 metros de altura, no final da faixa de areia.

Praia da Galheta

Entre outras praias ainda à disposição de turistas e moradores, há a de Ilhota, recém-urbanizada e freqüentada por veranistas de outros Estados, principalmente. Laguna também faz sucesso com a praia da Galheta, um lugar calmo, de três quilômetros de extensão, procurado por veranistas em busca de privacidade. Para quem gosta de praias mais desertas e não dispensa o conforto, a Galheta dispõe de pousadas, casas para alugar, lanchonetes e restaurantes. A praia também é utilizada para a prática do surfe. Já a praia do Farol é tomada pelos jovens durante todo ano. Tem bons restaurantes, pousadas e hotéis.

Praias do Farol de Santa Marta

Paraíso de jovens surfistas em busca de boas ondas e liberdade. Algumas praias de Laguna permanecem agrestes para o deleite dos amantes da natureza.

Praia do Tamboreti

Local muito procurado para acampamentos e freqüentada também pela comunidade da Ponta da Barra. Seus costões são exuberantes, e sobre o morro do Tamborete avistam-se quase todas as praias de Laguna. É também um local onde pode ser praticada a pesca submarina.

Ponta da Barra

É uma comunidade de pescadores que oferece uma completa estrutura de bares e restaurantes, com deliciosos pratos à base de frutos do mar, que podem ser saboreados diante de uma soberba visão da Lagoa de Santo Antônio dos Anjos e dos Molhes. Ainda da lagoa, é possível apreciar a espetacular dança dos botos quando sobem a superfície para respirar, bem como a correria dos pescadores quando há aproximação dos cardumes de peixes trazidos por eles.
 



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