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28 de
Janeiro -
Dia do Portuário

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Laguna: investimentos na atividade pesqueira

LAGUNA - A Administração do Porto de Laguna foi criada a partir da concessão mista, em 1989, após a extinção da Portobrás, passando a ser controlada pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP) e pelo Ministério dos Transportes.

O Porto de Laguna foi considerado organizado a partir do dia 05/05/1943, através do Decreto-Lei nº 5.460. A área de administração e a zona de jurisdição do Porto de Laguna foram definidas pela Portaria 714/67, de 12/09/67, do Ministério dos Transportes. A área de Administração está compreendida dentro da linha que vai desde a extremidade do molhe norte da entrada do canal de acesso ao Porto, contornando toda a margem da lagoa de Santo Antônio dos Anjos da Laguna e termina na extremidade do molhe sul, abrangendo todas as instalações portuárias.

A Zona de Jurisdição abrange a linha da costa que vai desde a ponta de Itapirubá até a divisa entre os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Passando por diversas transformações, ao longo das décadas, atualmente, o Porto de Laguna, é um Terminal Pesqueiro que presta serviços às empresas do ramo, no que se refere à atracação, descarga de pescados, fabricação e fornecimento de gelo, com produção diária de 210 toneladas.

Em 2004 a SEAP (Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República) repassou ao Terminal Pesqueiro de Laguna mais de R$1,5 milhão para o projeto de modernização. Em 17 de março de 2005, Laguna recebeu a visita do presidente da República Luís Inácio Lula da Silva, acompanhado do ex-ministro da SEAP José Fritsch, para inaugurar as obras no local.

Avanços - Para Walter Tavares, que administra o Porto de Laguna desde 2003, as mudanças ocorreram num curto período. Ele atribui os avanços e a nova fase de desenvolvimento ao trabalho do Governo Federal, ao implantar uma política pesqueira que fortaleceu a economia do setor. "O Porto de Laguna está atraindo novos empresários para a região sul. Muitos investimentos estão sendo propostos, para a área pesqueira e da construção naval, por meio de empresas do Brasil, da Argentina e Itália. Sem contar com a geração de mão-de-obra especializada e o aumento na contratação de novos trabalhadores, através dos sindicatos, cooperativas e pescadores artesanais que confeccionam as redes para as embarcações", conclui.

Abertura dos Portos marca data festiva

LAGUNA - A data alusiva ao Dia Nacional do Trabalhador Portuário ou Dia do Portuário, não aconteceu por acaso, como tantos outros acontecimentos históricos.

Tudo aconteceu quando Napoleão Bonaparte já se havia proclamado imperador da França. A frota européia encontrava-se bloqueada por sua esquadra (o chamado Bloqueio Continental).

Uma aliança, feita entre Portugal e a Grã-Bretanha tratava de garantir a proteção dos ingleses para Portugal, que não tinha como enfrentar Napoleão. Nessa aliança anglo-portuguesa, estava o trato de Portugal de permitir a abertura dos portos brasileiros às nações amigas. Até então, somente navios portugueses podiam atracar no Brasil.

O dia 28 de janeiro de 1808, que lembramos como data dessa abertura, remete ao momento em que o Brasil passou a negociar mercadorias vindas de outros países, sem a intermediação de Portugal.


“Porto é o coração da economia”

IMBITUBA – Foi em volta das edificações centrais do Porto que Imbituba nasceu e ganhou ritmo para o desenvolvimento. Por isso, na opinião do prefeito do município, Beto Martins, ele é o coração da economia local, principal alavanca do crescimento sócio-econômico. "A maior fonte geradora de recursos para a população, através de empregos e impostos, é sem dúvida a atividade portuária, aqui na cidade", afirma.

Segundo o prefeito, no momento as atenções estão voltadas para futuros investimentos, que podem chegar através da consolidação da licitação de contêineres, pelo governo federal. Como em 2012 chega ao fim a concessão da União para a permanência das Docas no local, esse é o melhor caminho para gerar investimentos – no valor inicial de R$ 100 milhões – aumentando a capacidade de carga do Porto, puxando assim uma série de vantagens, ainda segundo Martins.

"Se o Porto conseguir maior capacidade, terá também mais armazéns, mais empresas mostrarão interesse em negociar, atraindo mais capital, gerando mais empregos. Atingindo o pleno funcionamento, teremos uma perspectiva de logística inigualável", enfatiza.

Para isso, o prefeito aponta o investimento em dragagens como o primeiro passo para transformar o local num dos melhores portos do país. "Com a rodovia duplicada, dois aeroportos à disposição, o Porto com excelente estrutura, não há como negar as excelentes condições oferecidas à classe empresarial. Por isso, nosso município aposta na convivência harmoniosa entre os navios cargueiros e o turismo de navegação, gerando mais divisas".

Prefeito aposta em liderança regional

IMBITUBA – Seguindo essa linha de raciocínio, o prefeito Beto Martins vai mais longe. Para ele, Imbituba caminha para a liderança econômica na Amurel – e isso não demora a acontecer. "Com todos os pontos já citados (rodovias, aeroportos e rede portuária de primeiro mundo), dentro de cinco, no máximo dez anos, Imbituba será líder na região, junto a Tubarão. Nos últimos dois anos, pulamos de sexta para segunda economia. Superamos Capivari de Baixo, Braço do Norte, Laguna. Só perdemos, por enquanto, para Tubarão. Dos R$ 24 milhões em arrecadação anual, hoje temos R$ 34 milhões", diz.

Hoje, de acordo com Beto, mais de dois mil empregos indiretos são gerados pela atividade portuária no município. Em dois anos, ele espera que esse número cresça em torno de 50%. "Por isso é importante destacar que a consolidação da licitação de contêineres é fundamental para o crescimento da nossa economia. Estou em contato com duas grandes empresas (de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul), que só estão esperando que o Porto passe a ser Terminal de Contêineres para investir na cidade. Isso deve gerar entre 200 e 400 novos empregos".


Todos os caminhos traçados para o pleno desenvolvimento

IMBITUBA - A Companhia Docas de Imbituba (CDI) é uma empresa de capital aberto, detentora da concessão para exploração do Porto de Imbituba (único porto administrado pela iniciativa privada no país) desde 1941 – com prazo para encerramento em 2012. Local construído em uma enseada aberta, no litoral sul catarinense.

Em 2006 recebeu 218 navios, que movimentaram mais de 1 milhão de toneladas de cargas, com destaque para a importação de carvão coque, seguida da exportação de açúcar em sacos.

À frente da administração está Jeziel Pamato de Souza, que explica um pouco da história e das conquistas da empresa. "A principal crise vivida pelo porto aconteceu com o colapso da indústria do carvão – quando os embarques foram praticamente extintos, reduzindo 86% da movimentação de cargas, entre 1986 e 1993. Por mais de 80 anos, o porto sustentou a economia de Imbituba, além de ser o principal gerador de benfeitorias e serviços, como energia elétrica (alimentada pelo carvão), água encanada e planejamento urbanístico", conta.

De acordo com o administrador, o fim do ciclo do carvão jogou o porto diante de um mercado competitivo, onde era preciso disputar cargas com Paranaguá e o Rio Grande, além de Itajaí e São Francisco do Sul, quatro gigantes no setor. Hoje, o porto recebe – segundo ele – fertilizantes, coque de petróleo, grãos agrícolas e contêineres. Exporta congelados (frangos e suínos), açúcar em sacos, carga geral (madeira, veículos, cerâmica) e carga contêinerizada.

Com isso, conquistou seu espaço, mantendo estreita relação com os países andinos e com os vizinhos do Mercosul. "Grande parte do fertilizante (salitre) provém do Chile, grãos vêm da Argentina e contêineres são movimentados nos dois sentidos, em larga escala", explica.

Ele informa ainda que os investimentos até 2012 estão sendo feitos em parceria com várias empresas, mediante arrendamento de áreas para novos terminais de carga, com prazos de contrato de 25 anos, garantido pelo Governo Federal.

"A economia da cidade depende em cerca de 70% da atividade portuária. No porto estão localizadas as principais indústrias e empresas. Também é o maior empregador de mão-de-obra e o maior contribuinte de impostos, considerando todas as empresas nele estabelecidas. O porto vive um momento muito especial", finaliza.



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