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Concursos abrem portas a jovens estudantes de TB
TUBARÃO - Os
concursos públicos viraram uma febre que acirra disputa
entre cursinhos e não dá sinais de que vai passar tão cedo.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), o Estado brasileiro emprega atualmente
mais de nove milhões de pessoas. A estimativa é de que, pelo
menos, outros cinco milhões tenham se inscrito em concursos
promovidos país afora para preencher vagas em repartições
públicas federais, estaduais e municipais.
Segundo o
proprietário do QI Concursos, em Tubarão, Herval Pessanha, o
aumento da procura por cargos públicos, principalmente entre
os mais jovens, é uma tendência que vem se intensificando.
A maior parte
dos alunos que lotam as salas de aula do QI Concursos é
composta por estudantes recém-saídos do Ensino Médio. “São
jovens sem formação acadêmica com dificuldades para
ingressar na universidade, desempregados ou subempregados”.
Isso não afasta também as donas-de-casa, profissionais
liberais, advogados e estudantes universitários.
O principal
atrativo são os salários mais altos que os da iniciativa
privada e a estabilidade no emprego, impensável fora do
serviço público. “O mercado de trabalho está cada vez mais
competitivo e, apenas ter uma boa formação, não tem sido
garantia de sucesso”, acrescenta.
Segundo Herval
- que já abriu filiais em Florianópolis, Criciúma, Araranguá
e Braço do Norte - a qualidade dos cursos e do material
didático oferecido tem sido cada vez mais cobrada pelos
alunos.
Um claro
exemplo da preocupação atual entre os jovens estudantes de
garantir uma colocação no mercado, antes mesmo de concluir
um curso universitário, é o de Alexia Machado, 19 anos, que
se prepara desde fevereiro para seu primeiro concurso. Ela
pretende concorrer a uma vaga de escriturária do Banco do
Brasil. As provas acontecem no próximo mês de setembro.
Para cumprir a
rotina de estudos, ela tem sacrificado até os finais de
semana. “É difícil, mas tenho um objetivo e vou seguir
firme”, rebate.
Outro exemplo
vem Rodrigo Rocha, 26 anos, 1º lugar no último concurso do
IBGE. “Estudei no QI Concursos e recomendo. Acho fundamental
fazer um curso preparatório, pois através dele encontramos o
caminho para o sucesso, através da aprovação”.
O QI está com
turmas abertas para os próximos concursos (Banco do Brasil,
prefeitura de Tubarão) e fornece as apostilas mais
qualificadas no mercado, com a assinatura da Central de
Concursos e Editora Degrau. As turmas estão com horários
disponíveis, de segunda à sexta-feira, das 19h às 22h (em
Tubarão) e nos finais de semana, em Braço do Norte (sábado,
das 13h30 às 18h30 e domingo, das 9h às 12h, das 13h30 às
18h30).
Maiores
informações no site www.qiconcursos.com.br e pelo telefone:
3626-2279.
Colégio Brasil investe em
mais qualidade
TUBARÃO –
Criatividade, talento e responsabilidade. Esses são os três
pontos que sustentam a metodologia de ensino do Colégio
Brasil, que apostou no ensino supletivo e no pré-vestibular
e tem alcançado o sucesso mais rápido do que previam seus
fundadores.
“Abrimos
nossas portas há quatro anos, no dia 1º de agosto de 2003,
com 66 alunos. Hoje alcançamos a marca de 500, com supletivo
de 5ª a 8ª Séries, do 1º ao 3º do Ensino Médio e
pré-vestibular. Isso se deve aos 95% de aprovação no
vestibular”, diz o diretor do colégio, Weliton Brasil
Ribeiro.
Entre os
diferenciais da escola, Welinton diz que a ênfase nas
disciplinas mais procuradas pelos estudantes traz ótimos
resultados. “Nosso terceirão é completamente voltado ao
vestibular. Trabalhamos a Língua Portuguesa, por exemplo, em
três partes: Gramática, Literatura e Redação. Língua
Estrangeira também é dividida em Espanhol e Inglês, para que
o aluno possa se aprofundar na opção feita. E também damos
ênfase a Atualidades, separando de História”, explica.
Recorde - Com
o slogan “Aqui se aprende brincando”, o Brasil consegue
prender a atenção dos alunos, que muitas vezes chegam à
escola desestimulados. “Estamos com aproximadamente 200
formandos este ano. É um número recorde, desde que
começamos. Isso prova que nosso trabalho é sério. Investimos
em qualidade, quebramos preconceitos e conquistamos vagas
nos melhores cursos da região”.
Além disso, a
equipe de professores tem plena liberdade de trabalhar a
dinâmica com os estudantes para que as aulas fiquem mais
atraentes e participativas.
O Colégio
Brasil, conquistou dois prêmios nos últimos anos como o
melhor curso supletivo da Amurel, por duas vezes
consecutivas, e também em Imbituba. “Já vencemos a fronteira
de Tubarão e trouxemos para cá alunos de cidades vizinhas
como Capivari de Baixo, Sangão, Imbituba, Camacho, Laguna e
Imaruí.
Orquestra leva música e
cidadania aos estudantes
TUBARÃO –
Diversidade. A palavra, que vem sendo usada constantemente
em todas as rodas de conversa onde o assunto é acompanhar as
mudanças aceleradas que acontecem no mundo moderno, ganha
também o universo estudantil. Através da nova filosofia que
invade as escolas - onde interação e integração com todos os
setores da sociedade falam mais alto do que apenas giz,
quadro-negro, lápis e cadernos - a arte consegue abrir
caminho e desbravar o mundo das carteiras. Assim,
professores têm se empenhado em colocar instrumentos nas
mãos de seus alunos, tirando delas bem mais do que palavras:
música.
Seguindo o
novo modelo, a Escola João Paulo I (Caic) trouxe de volta o
projeto da Orquestra de Câmara Leoclide Zandavalle, criada
há 12 anos, desativada até o ano passado. “O Brasil possui
umas das maiores diversidades musicais do mundo e é o
terceiro maior produtor de música do planeta, atrás apenas
dos EUA e do Reino Unido. A música tem inquestionável valor
pedagógico. Essa riqueza proporciona inventividade ao
professor, levando as crianças a desenvolverem experiências
sensoriais, perceptivas e expressivas, que favorecem
imensamente o aprendizado”, explica Flora Maria, diretora do
Caic.
A
implementação da experiência foi motivada pelo projeto da
Secretaria da Educação - que promove atividades
extracurriculares nas escolas - e da volta a Tubarão do
professor Osny Costa Júnior, 35 anos, com vasta experiência
na área musical. “Cresci no mundo da música. Minha mãe era
professora de piano no Conservatório de Lages. Recebi a
influência direta dela e comecei a freqüentar aulas de piano
e violino ainda bem criança. A música tem o poder da
sociabilização, desenvolve o raciocínio lógico, traz o senso
de responsabilidade às crianças. E isso se leva para a vida
toda”, garante.
Objetivo -
Fazem parte da orquestra as crianças de 3ª a 8ª Séries, que
recebem aulas individuais, coletivas e participam dos
ensaios de naipe (grupos divididos por instrumentos), duas
vezes por semana. De acordo com Osny, o principal objetivo a
alcançar é oferecer ocupação aos estudantes e reforço à
aprendizagem curricular.
“Tenho muito
orgulho desse trabalho, porque 80% dos alunos da primeira
implantação (1995) se tornaram músicos. Alguns, inclusive,
chegaram a excursionar pela Europa. As crianças nos dão
respostas rápidas quando são bem estimuladas e a música tem
esse poder”, diz.
Despertando o senso de
responsabilidade
TUBARÃO –
Vítor Modolon Fileti tem 13 anos, está na 7ª Série (Caic) e
nunca havia se interessado por música. Até que o professor
Osny cruzou seu caminho, trazendo com ele a maior de
descoberta do menino, até então: o violino.
O instrumento
- pouco popular, com som clássico, diferente e distante da
musicalidade juvenil - conquistou o garoto. “Fui aprendendo
a ouvir, conhecendo os ritmos, os sons, durante o ano que
passou. Em poucos meses eu já estava tocando, tanto o
violino quanto a flauta doce. Depois que já estava
familiarizado com a música, partimos para a teoria, este
ano”, explica.
Segundo Vítor,
essa segunda fase do aprendizado, onde eles aprendem a
reproduzir a partitura, é mais fácil do que o despertar da
musicalidade. Mas todos os desafios serão vencidos porque
para ele a música tem feito realmente a diferença. “Estou
mais calmo, mais concentrado, com raciocínio mais rápido.
Assim, absorvo melhor o conhecimento nas aulas”.
A colega de
Vítor, Marina Stüpp Bruning, 13 anos, também é só elogios ao
projeto quando fala dos progressos alcançados. “Minhas notas
melhoraram muito e eu descobri a carreira que pretendo
seguir. Vou me dedicar cada vez mais. Não pretendo deixar a
música”.
Método Suzuki: explorando o lúdico através
dos ritmos
TUBARÃO - E o
professor Osny sabe bem do que está falando. Através do seu
trabalho com o público infanto-juvenil, ele já passou pela
Escola Tio Zequinha (fundada pelos músicos da Família Lima,
em Porto Alegre) e implantou a escola Doce Compasso em
Imbituba e Garopaba, que em breve chegará também a Tubarão.
A experiência o levou ao método Suzuki, usado com as
crianças e os adolescentes do Caic. Segundo ele, esse é o
método mais eficiente, por basear-se na aprendizagem natural
da fala. É aplicado de maneira lúdica e utiliza repertório
alegre e prazeroso. “Mais do que uma forma de aprender
música é uma contribuição na formação do caráter através do
meio musical e social favorável”.
Assim, os
alunos têm à disposição um veículo de aprendizagem,
respeitando a individualidade de cada um. “Não estamos
simplesmente repetindo o dó, ré, mi. Estamos elaborando o
gosto artístico, melhorando a concentração, a coordenação
motora, a disciplina e estimulando a afetividade”, afirma
Osny.
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