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Capivari de Baixo
15 anos de Emancipação Política |
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Povoamento em Capivari começou no século 18
CAPIVARI DE BAIXO - O povoamento da região
de Capivari de Baixo começou no século 18, com o
deslocamento da colônia de Santo Antônio dos Anjos, de
Laguna, por volta de 1721. Os primeiros habitantes desta
região foram os tupis-guaranis, mais conhecidos por
Carijós, que posteriormente tiveram os imigrantes
açorianos, portugueses e italianos para compartilharem as
suas terras.
Duas versões são conhecidas sobre a origem
do nome Capivari de Baixo. A primeira é atribuída ao fato
de que antigamente onde hoje está localizado o município
proliferava uma espécie de capim conhecido por "Capim
Vara", dando origem a Capinvari, posteriormente
transformada em Capivari. A segunda hipótese vem do
significado da palavra "Capivary", que no dicionário
Tupi-Guarani, de Silveira Bueno, significa Rio das
Capivaras. Como existia uma grande quantidade de capivaras
no local, atraídas pelas terras alagadas que formavam a
região, assim foi denominada. A este rio os índios
denominam "Capivary" e assim deu origem ao nome. O
acréscimo do nome "de Baixo" ocorreu em função de ficar a
nascente do rio na localidade de Alto Capivari de São
Bonifácio e a parte baixa do rio em Capivari.
Até 1941 Capivari era uma região agrícola,
até que a criação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN),
em 1945, provocou um aumento considerável na população e,
assim, Capivari tornou-se um imenso canteiro de obras com
operários bem pagos. Outro aspecto responsável pela
expansão do então bairro de Capivari, pertencente ao
município de Tubarão, foi a instalação, em 1960, da
Sociedade Termoelétrica de Capivari (Sotelca), que a
partir de 1971 passou a se chamar Eletrosul.
Idéias emancipacionistas
CAPIVARI DE BAIXO - As idéias
emancipacionistas em Capivari de Baixo começaram a surgir
em 1960, quando tiveram início as tentativas de criar o
distrito de Capivari de Baixo, sistematicamente rejeitadas
por mais de 20 anos.
Em 2 de setembro de 1985, o então vereador
Luiz Carlos Brunel Alves apresentou projeto transformando
o bairro de Capivari, pertencente a Tubarão, em distrito,
aprovado por unanimidade na câmara de Tubarão. A lei
criando o distrito foi sancionada em 4 de julho de 1986
pelo então prefeito Miguel Ximenes de Mello Filho.
Em 13 de outubro de 1986 foi homologada a
lei que criou o distrito de Capivari de Baixo pelo então
governador do Estado Esperidião Amin Helou Filho, depois
de aprovada pela Assembléia Legislativa.
No dia 18 de outubro de 1987 foi instalado
oficialmente o distrito de Capivari de Baixo em ato solene
na praça da matriz, com inauguração do monumento alusivo
ao acontecimento, sendo o prefeito de Tubarão Miguel
Ximenes de Melo Filho _ na interinidade, Luiz Carlos
Brunel Alves. No dia 21 de agosto de 1991 foi criada a
comissão de emancipação.
Em 15 de março de 1992 foi realizado o
plebiscito que aprovou com 4.377 votos a emancipação. No
dia 27 de março de 1992 foi aprovada pela Assembléia
Legislativa a criação do município de Capivari de Baixo,
desmembrado de Tubarão, e no dia 30 de março de 1992 o
então governador Vilson Pedro Kleinübing sancionou a Lei
nº 8.556, criando oficialmente o município de Capivari de
Baixo.
No dia 1º de janeiro de 1993 foi instalado
o município com a posse do primeiro prefeito eleito:
Nilton Augusto Sachetti, vice: Amadeu Felipe Maciel da
Luz. No dia 1º de janeiro de 1997 foram empossados o
prefeito Luiz Carlos Brunel Alves e o vice Gilson Cruz.
Em 1º de janeiro de 2001 foram empossados
o prefeito Luiz Carlos Brunel Alves e o vice Nivaldo
Souza. Em 1º de janeiro de 2005 foram empossados o
prefeito Moacir Rabelo da Silva e o seu vice, Araildo
Domingos Machado Liberato.
Câmara de Vereadores -
No dia 1º de janeiro de 1993
foi instalado o município com a posse dos membros da
Câmara Municipal de Vereadores e do primeiro prefeito
eleito.
CSN deu início a desenvolvimento de Capivari
CAPIVARI DE BAIXO - Com a instalação da
unidade de lavação de carvão da Companhia Siderúrgica
Nacional (CSN), em 1942, o então bairro de Capivari passou
a ter serviços e privilégios que costumavam fazer parte
apenas do Centro da cidade de Tubarão.
Capivari possuía ruas calçadas, inclusive
com a adoção de rótulas; água tratada distribuída
gratuitamente a praticamente todas as residências; sistema
de esgoto cloacal com estação elevatória; creche e jardim
de infância; cooperativa de fornecimento de produtos
diversos aos associados, clube social com cinema, salão de
festas e demais dependências (Recreio do Trabalhador); uma
unidade escolar pública (EEB Tereza Martins de Brito), uma
unidade escolar privada (Colégio Assunção) e uma escola
técnica (mais tarde administrada pelo Senai); ambulatório
médico e de emergência; dois times de futebol; estádio de
futebol (NAC) com arquibancadas e iluminação, a primeira
do Estado; entre outros.
Moradores antigos do município afirmam que
a CSN contribuía com a doação de brinquedos aos filhos de
seus empregados no Natal, ônibus para transporte dos
alunos que estudavam nos colégios particulares localizados
no Centro de Tubarão e bolsa-empréstimo para os que fossem
estudar em universidades.
Os serviços mantidos pela CSN, sem
praticamente nenhuma participação da administração
pública, embora fossem dedicados aos empregados e seus
familiares, eram em sua maioria também usufruídos pela
comunidade em geral.
Com a diminuição da importância do carvão
nacional na siderurgia, com sua substituição pelo carvão
importado, e com as energias hidráulica e nuclear como
novas fontes de geração de energia elétrica, ocorreu um
recuo na CSN nos investimentos sociais e em serviços de
apoio no então bairro de Capivari, a partir dos anos 80.
O governo Collor, em 1990, desregulamentou
as importações, inclusive do carvão, atingindo em cheio o
bairro com o fechamento definitivo do Lavador de Capivari
S.A., pertencente à CSN.
Horta comunitária: socialização e saúde unidas
CAPIVARI DE BAIXO - Uma das meninas dos
olhos do município é o Projeto Piloto de Horta
Comunitária, criado no bairro Santo André. Em uma área de
2,6 mil m2 ,
foram preparadas dezenas de canteiros que, com a
participação da comunidade, de funcionários da prefeitura
e assistência técnica da Epagri tornaram possível a sua
realização.
A iniciativa surgiu com a mobilização de
moradores do bairro, que, reunidos com o prefeito Moacir
Rabelo e o diretor de Agricultura, José Paulo, decidiram
juntos transformar aquela área em uma grande horta,
beneficiando a todos os moradores.
Hoje, famílias participam dos cuidados da
horta, juntamente com funcionários da prefeitura. O
privilégio de colher nas proximidades de suas residências
hortaliças livres de agrotóxicos, oportunizar o contato
com a terra e regar o que foi semeado são atividades que
na sua simplicidade permitem criar um ambiente harmonioso,
de socialização de objetivos, como também uma terapia em
grupo.
O projeto piloto foi avaliado com sucesso
e em breve será implantado em outros bairros do município.
Outra meta é a horta medicinal, que logo também será
implantada.
3ª Energifest - Programação para a festa
de 15 anos
QUINTA-FEIRA - 29/03
20:30h – Abertura da festa
Show com a BANDA Ph7
Show Nacional com TCHÊ BARBARIDADE.
SEXTA-FEIRA - 30/03
20:30h - show com BANDA AIRE.
Show Nacional com a BANDA TALAGAÇO.
Show com TOP BANDA.
SÁBADO - 31/03
20:30h - Show com BANDA CÓDIGO NACIONAL
Show Nacional com os 4 GAUDÉRIOS.
show Pirotécnico;
Show Nacional com CHIMARRUTS
DOMINGO – 01/ 04
20:30h – Show com a BANDA ATIVA.
Show Nacional com GIAN e GIOVANI
ingresso 1 quilo de alimento não
perecível.
E mais atrações no CTG - baile Chão
Batido; A partir das 14h Gineteada, Futeboi, Torneio de
Vaca Mecânica. Dias 31 e 1º tem Arrancadão de Carros e
Gaiolas Força Livre, Campeonato Som Automotivo.
Todos os dias a partir das 21h tem tenda
eletrônica com
DJs Raul-Robinho e Lucas.
Durante todo evento, parque de diversões e
muita gastronomia.
Local: Trevo Principal BR-101 (Área
Industrial).
Projeto Cidadão do Futuro é diferencial
CAPIVARI DE BAIXO - Professores da
educação infantil desenvolveram o projeto Cidadão do
Futuro. Elaborado em conjunto com a equipe de apoio
pedagógico, pode ser exemplificado com as atividades
desenvolvidas no Centro de Educação Infantil Maria
Mendonça Tonon.
Com o tema "Faz de Conta no Mundo da
Brincadeira", consiste no desenvolvimento da criança
através da diversidade, realizando diversas atividades com
os alunos, como brincadeiras, contação de histórias,
dramatizações com fantoches, além de outras atividades que
utilizam instrumentos elaborados pelos professores através
de materiais recicláveis, permitindo o contato destes
alunos com diferentes situações que aguçam os sentidos e
aceleram o desenvolvimento psicomotor destas crianças.
Estes Centros de Educação Infantil passam a ser locais de
desenvolvimento humano.
É distribuído ainda material didático
gratuito, bimestralmente, a todas as crianças a partir do
Maternal, indo até o término do ciclo básico, totalizando
doze anos de diferentes níveis de aprendizagem.
Educação ganha atenção especial
CAPIVARI DE BAIXO - As escolas ganham
atenção especial no município. Entre as ações de
melhorias, destaque para o Centro de Educação Infantil
Maria Magdalena, que sofreu uma reforma completa para
oferecer melhores condições de estudos às mais de cem
crianças, professores e pais que utilizam suas
dependências.
Além disso, as crianças de três a cinco
anos de idade que utilizam o Centro de Educação já recebem
material didático do projeto Cidadão do Futuro.
Inauguração da cobertura da quadra
poliesportiva e da sua iluminação na Escola Municipal
Pequeno Polegar, localizada no bairro Vila Flor, também é
outra melhoria a ser destacada na rede municipal de
ensino. Merece destaque também a seqüência de inaugurações
nas escolas municipais nos meses de março e abril. Na
Escola de Educação Básica Dom Anselmo Pietrulla foi
inaugurada a iluminação da quadra poliesportiva, realizada
reforma das salas de aula do Bloco D, reforma dos
banheiros da educação infantil, construídas novas
instalações para escovação dos dentes, feitas as pinturas
externa e interna e ainda a colocação de pisos.
O Centro de Educação Infantil Maria
Magdalena passou por uma reforma geral, incluindo pintura
interna e externa, colocação de piso, fechamento do
refeitório, construção de uma horta, urbanização de todo o
pátio e construção de passeios em toda a rua.
Em abril, será a vez da Escola de Educação
Básica Stanislau Gaidzinski Filho inaugurar sua reforma
geral, incluindo ampliação do refeitório e cozinha,
colocação de piso, troca de forro, pintura e melhorias nas
instalações para a escovação dos dentes.
Merenda escolar -
A prefeitura tem a
responsabilidade de distribuir a merenda escolar nas
escolas municipais, estaduais, creches, Apae e o Peti.
Mais de cinco mil alunos têm o benefício da merenda.
Segundo o prefeito Moacir Rabelo da Silva,
a merenda escolar é fundamental para que os alunos
desenvolvam um bom rendimento escolar. A atual
administração contratou a nutricionista Denise Maciel, que
acompanha as formas de armazenagem, distribuição e o
cardápio.
E não se pode falar de merenda sem citar a
importância das merendeiras que preparam as refeições. Em
função disto, a prefeitura oferece cursos de atualização e
formação profissional. Um dos últimos treinamentos
aconteceu em uma parceria entre a Tractebel e o Sesi,
sobre alimentação nutritiva e de baixo custo.
Inclusão social em programa
CAPIVARI DE BAIXO - Inclusão social de
crianças através do esporte é o objetivo do Programa
Segundo Tempo, que tem em Capivari de Baixo o primeiro
município da região a sediar o programa, desenvolvido pelo
Ministério do Esporte.
O programa é um sistema de parceria do
governo federal – Ministério do Esporte _ com Eletrosul,
Besc, Instituto Contato e os parceiros locais, Geasc
(Grupo Ecológico Ativista Sul-Catarinense), Adesc
(Associação do Desenvolvimento Social Catarinense) e
prefeitura de Capivari de Baixo. Visa atender 600 crianças
no contraturno escolar, oferecendo três modalidades
esportivas, lanche e uniforme (camiseta do programa).
O Ministério do Esporte oferece o material
esportivo, um professor e dois estagiários na área de
Educação Física, propiciando a capacitação dos mesmos. Em
contrapartida, a prefeitura de Capivari de Baixo oferece
mais um professor, dois estagiários e espaço físico
adequado, absorvendo uma parceria municipal com os campos
de futebol local – América, Nacional, Vila Flor, Ginásio
Carlos Alberto Brunato Silva e Assemcap.
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Comércio de Capivari
CAPIVARI DE BAIXO - O comércio de Capivari
vem se desenvolvendo nestes 15 anos de emancipação. Hoje, a
CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) do município conta com
66 associados e, de acordo com seu presidente, Claudir
Antônio Bitencourt, é responsável por 9% da economia de
Capivari.
Os segmentos de destaque são calçados,
vestuário, oficinas mecânicas, materiais de construção e
bancos (Caixa Econômica Federal e Besc) e hoje boa parte dos
clientes do comércio de Capivari deixou de ser apenas os
moradores para atingir toda a região. "Antes muitas pessoas
saíam de Capivari para fazer suas compras em municípios
vizinhos. Hoje a situação mudou e temos clientes de toda a
região, que vêm até aqui para fazer suas compras", comemora
o presidente da entidade que existe há 10 anos.
Farmácias e mercados também fazem parte do
comércio da cidade, que tem na CDL um aliado tanto nos
interesses da classe como no fortalecimento da economia
local e regional.
"Além disso, a entidade respeita e apóia
todas as ações de empresas associadas, valorizando o seu
desenvolvimento e preservando a instituição", destaca
Claudir.
Para o presidente da CDL de Capivari, ainda
há um longo caminho a ser percorrido, mas o desenvolvimento
do comércio na cidade já é uma realidade e mostra o
potencial de crescimento para os próximos anos. "Realizamos
ações representando o varejo que promovam o desenvolvimento
não apenas do comércio, mas de toda a sociedade", conclui.
Lixo tratado corretamente e ambiente preservado
CAPIVARI DE BAIXO - Na divisa entre Capivari
de Baixo e Laguna está instalada desde 2003 a Serrana
Engenharia, responsável pelo recebimento e tratamento do
lixo num aterro sanitário considerado o segundo melhor do
Estado. De acordo com o gerente comercial da empresa, Nerci
Kurz, a instalação da Serrana teve início em 2003. Até
então, durante mais de 20 anos praticamente todo o lixo
produzido na Amurel era depositado num lixão a céu aberto,
sem qualquer cuidado ou tratamento com o meio ambiente.
Em 18 de novembro do mesmo ano, foi
inaugurada a Serrana, com todas as licenças ambientais
exigidas e pronta para realizar um tratamento do lixo que
colocou o local como o segundo melhor aterro sanitário no
Estado. A partir daí, o lixo recebido é tratado
adequadamente, através de uma usina de triagem e reciclagem
_ a Louber _ numa parceria entre as duas empresas. O aterro
tem capacidade para 20 anos e recebe de três a quatro mil
toneladas de lixo/mês.
Nerci explica que o lixo recebido é pesado,
passa por uma usina de triagem e o rejeito vai para o
aterro, onde recebe cobertura com argila, não causando danos
ambientais. Trabalham no local em torno de 100 pessoas, e as
prefeituras são responsáveis pelo pagamento do lixo enviado.
"É importante ressaltar que o apoio da prefeitura de
Capivari desde o início foi fator preponderante para a
instalação da Serrana. Foi o primeiro município a apoiar a
implantação da empresa", lembra.
Resíduos sólidos -
Em 2000, 83,5% dos resíduos sólidos gerados pela população
urbana do Estado eram dispostos em depósitos a céu aberto;
apenas 16,5% recebiam disposição final adequada. Dos 293
municípios, 271 depositavam o lixo doméstico em sistemas
inadequados.
Visando alterar essa realidade, o Ministério
Público Catarinense implantou em 2001 o Programa Lixo Nosso
de Cada Dia, tendo como objetivos a adoção de um conjunto de
medidas junto aos municípios em situação irregular e
recuperar áreas degradadas. Depois de três anos, o
resultado: 279 municípios catarinenses passam a dispor seus
resíduos de forma adequada, e aí inclui-se Capivari de
Baixo, através da Serrana. |
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Senai faz parte da história de Capivari desde 66
CAPIVARI DE BAIXO - O Senai de Capivari de
Baixo existe desde 1966, época em que era uma instituição
mantida pela CSN. Hoje, funciona no mesmo prédio, mas agora
em parceria com a prefeitura.
Neste novo tempo, o Senai ministra alguns
cursos relacionados a essa parceria, que são os cursos
profissionalizantes gratuitos. São seis turmas por ano de
Costura Industrial, que capacita pessoas da comunidade para
trabalharem na área da confecção industrial. Ainda uma turma
anual de Mecânica Geral, uma turma anual de Eletricista
Instalador Predial, uma turma de Costura Industrial para
alunos especiais e um curso para alunos carentes do Ceaca.
É oferecida capacitação profissional em
várias áreas, tais como Metalmecânica com: Caldeireiro,
Torneiro e Mecânico Industrial, Desenho Técnico Mecânico,
Metrologia Dimensional, Hidráulica e Pneumática, Operador de
Máquina CNC. Além disso, o Senai vem inovando, acrescendo em
seu mix de produtos cursos na área Automotiva, que são
Mecânico Automotivo, Eletricista Automotivo e Injeção
Eletrônica. E também na área de Tecnologia, com o curso de
Informática.
Uma outra importante parceria de sucesso é
formada com a empresa Tractebel Energia S/A, que junto ao
Senai oferece o curso técnico em Processos de Geração de
Energia Elétrica. O Senai realiza ainda um trabalho de
responsabilidade social junto às comunidades carentes do
município, atuando na capacitação de alunos especiais das
Apaes no curso de Costura Industrial e alunos carentes do
Ceaca no curso de Informática Básica. Também foi realizado
em 2005/2006 um projeto de elaboração e confecção de um
barco socorrista, totalmente executado por um aluno carente,
onde recebeu total apoio do Senai.
Do Lavador de Capivari à Tractebel
CAPIVARI DE BAIXO - No final da década de
40, no período pós-guerra, devido à dificuldade de
importação de carvão metalúrgico, foi implantado o Lavador
de Carvão de Capivari, que recebia o carvão bruto das minas
e, através do sistema de flotagem, produzia o carvão
metalúrgico. Os rejeitos do lavador de carvão, constituído
de carvão com menor poder calorífico e pirita, eram
depositados em áreas próximas a este lavador.
No início da década de 60, após a
constatação de que os rejeitos de carvão ainda possuíam um
valor energético aproveitável, e com o objetivo de
aproveitamento destes rejeitos, foi implantada a primeira
usina termelétrica na região, a Sociedade Termelétrica de
Capivari – Sotelca.
Na década de 70 iniciou-se a operação do
Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, com a implantação das
unidades 1 e 2 (Jorge Lacerda I). Nessa década houve nova
ampliação do Complexo Jorge Lacerda, com a instalação das
unidades 3 e 4 (Jorge Lacerda 3). No final dos anos 80 foram
implantadas as unidades 5 e 6.
No início do governo Collor, em 1990,
ocorreu a abertura do mercado para importação de carvão
metalúrgico, tornando anti-econômica a sua produção através
do carvão catarinense. Com isto, houve o fechamento do
Lavador de Capivari e da Indústria Carboquímica Catarinense.
Após esse evento, praticamente todo o carvão produzido na
região carbonífera do sul de Santa Catarina passou a ser
utilizado apenas para a produção de energia elétrica no
Complexo Jorge Lacerda.
No final de 1996, entrou em operação a
unidade 7 (Jorge Lacerda IV). A produção do Complexo Jorge
Lacerda responde, em média, por 35% da energia consumida em
Santa Catarina, além de ser responsável direta pela
manutenção dos níveis de tensão na região leste do Estado.
Esta complementação termelétrica é fundamental para
manutenção da qualidade da energia elétrica, principalmente
em períodos de escassez de chuvas, onde reduz a oferta de
energia através da geração hidrelétrica. |
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