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Baleia Franca
"Os gigantes dos
mares em Imbituba"

28/09/2007

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Baleias francas impulsionaram vocação turística

IMBITUBA - Aos poucos e progressivamente a cidade de Imbituba se consagra como um dos pontos turísticos mais importantes do Sul do país. A cada ano, o município (entre administração pública, entidades civis e empresariado) busca estruturar-se da melhor maneira para atrair visitantes e oferecer a eles tudo o que Imbituba tem para mostrar _ e de maneira privilegiada. Belezas naturais, personagens ilustres (como as baleias francas), esporte e lazer não faltam, e há opções para todos os gostos.

Há pouco mais de um ano a prefeitura de Imbituba, em parceria com instituições como Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) e Associação Comercial e Industrial de Imbituba (Acim), organizou um projeto para impulsionar o turismo no município durante o ano inteiro _ e não só na temporada de verão. A realização de eventos como Temporada da Baleia Franca (de julho a novembro); o WCT, mais importante campeonato de surf do mundo; o Jet Waves, maior evento de freeride do mundo, além da movimentação de veranistas, tradicionalmente de dezembro a fevereiro, estão trazendo um número expressivo de benefícios a Imbituba, como empregos, geração de renda, qualificação profissional e a potencialização das indústrias e do comércio na região.

Imbituba, município emancipado em 21 de junho de 1958, agora marcha para chegar aos 50 como cidade-pólo no turismo do Sul do Estado _ e do país. E a alavanca que impulsionou autoridades, moradores, empresários, instituições diversas e investidores na cidade a dedicarem-se a este segmento de mercado (o turismo) já freqüentava a região há muitos anos: a baleia franca.

História - A primeira atividade econômica de Imbituba, nos idos dos anos 50, antes de se tornar um município, foi a exploração dos derivados da pesca da baleia (na época, atividade permitida). Por anos a fio, a economia imbitubense dependeu da exploração deste ramo de atividade, até os anos 70, quando o município ingressou na “era do surfe”, diversificando suas fontes de renda.

E se a cidade se estruturou como município através do abate da baleia, hoje a idéia é totalmente diferente. Ao contrário do ocorrido no passado, agora Imbituba preocupa-se intensamente com a preservação destes animais, que figuram entre as espécies ameaçadas de extinção.

As baleias francas, que podem medir até 18 metros e pesar mais de 60 toneladas, hoje passeiam livremente pelas águas de Imbituba. Todos os anos, de junho a novembro, a cidade recebe a visita dos grandiosos mamíferos, em particular de mamães-baleias e filhotes recém-nascidos, que são amamentados e se fortalecem para a longa viagem de retorno à Antártida, hóspedes hoje recebidos de braços abertos no balneário catarinense.

De caçadores predatórios a defensores atuantes
IMBITUBA - As francas foram exaustivamente caçadas em Santa Catarina desde o período colonial, já no século 18. De maneira predatória, a espécie acabou sendo quase que exterminada. No início do século 20 a pesca do mamífero passou a ser reduzida em função da pequena quantidade de animais.

Apesar de existirem tratados internacionais que protegem a baleia desde 1935, o animal continuou a ser caçado no Estado até 1973, pois não havia controle da atividade pesqueira. De 1973 a 1981, a baleia franca foi considerada extinta no Brasil.

Apenas em 1981 é que pescadores de Imbituba começaram a relatar o ressurgimento de algumas baleias “escuras”, acompanhadas de filhotes. Os profissionais da pesca desconheciam, naquele momento, a espécie e origem da baleia franca, animal hoje considerado símbolo de Imbituba. O surgimento da baleia chamou a atenção de biólogos e pesquisadores, que vieram ao Estado e fundaram no ano seguinte o Projeto Baleia Franca. É de 1982 o primeiro registro oficial de fêmea com filhote no Estado, desde que a espécie havia sido dada como extinta.

Museu - O “Barracão da Baleia”, sediado na praia do Porto, foi a última estação baleeira a operar no Sul do Brasil. Depois de encerradas as atividades de caça, em 1973, o prédio sofreu um longo processo de deteriorização, até que não restassem mais do que as ruínas da chaminé e os tanques de separação e armazenamento do óleo de baleia. Com a ajuda da comunidade e dos antigos caçadores que participaram das atividades de captura e processamento das baleias, o Barracão foi reconstruído e hoje sedia o Museu da Baleia, primeiro da América do Sul a reunir informações sobre a saga das baleias, sua matança e luta pela sua preservação.

ONGs acompanham e supervisionam observação

IMBITUBA - Desde que se detectou o retorno das amáveis baleias francas às águas de Imbituba, no início dos anos 80, grupos de ambientalistas e biólogos preocupados com a preservação da espécie aportaram na região - e ajudaram na proteção do cetáceo e na concretização de uma marca - a baleia franca - hoje amplamente relacionada à cidade de Imbituba.

Na região, duas organizações não-governamentais (ONGs) auxiliam na preservação da baleia franca e orientam quanto ao turismo de observação dos animais. O Projeto Baleia Franca (PBF) dedica-se à pesquisa e à conservação da espécie. Administrado pela Coalizão Internacional da Vida Silvestre (IWC/Brasil), tem como objetivo fundamental garantir a sobrevivência e a recuperação populacional da espécie em águas brasileiras.

O Instituto Baleia Franca (IBF) foi criado durante reunião do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, programa da Unesco, visando fortalecer as políticas públicas ambientais voltadas à preservação dos ecossistemas, o desenvolvimento sustentável, a conscientização e a educação ambiental, a promoção e melhoria da qualidade de vida das populações tradicionais com respectiva geração de emprego e renda. Um dos grandes objetivos do IBF é o de ensinar às comunidades litorâneas locais que a Baleia Franca pode ser um grande parceiro para o desenvolvimento sustentado.

Acompanhamento - As duas ONGs acompanham os serviços de observação de baleias oferecidos durante a temporada, em Imbituba. E têm uma série de regras para o melhor aproveitamento da atividade.

É importante respeitar as distâncias de aproximação embarcada, desligando ou deixando os motores em neutro a 100 metros de distância. Nunca se deve avançar bruscamente em direção aos animais.

Os especialistas acrescentam que nunca se deve aproximar por trás das baleias, nem interceptar o seu curso, mantendo-se sempre afastado, e em posição lateral. É importante jamais interferir a ponto de tentar separar grupos de baleias ou mães de filhotes.

Os motores não devem ser religados sem antes se avistar claramente os animais na superfície. O turista não deve fazer ruídos desnecessários, nem jogar qualquer objeto na água.

O tempo de permanência máximo junto aos cetáceos é de 30 minutos, e o observador nunca deve nadar em direção às baleias, já que o risco de acidentes é muito grande.

Parcerias diversas auxiliam na obtenção de informações
IMBITUBA - Diversas instituições contribuem para a captação de dados referentes à baleia franca, informações estas consideradas preciosas para a manutenção da espécie.

O Projeto Baleia Franca, por exemplo, é historicamente um dos grandes pesquisadores de cetáceos no Hemisfério Sul.

A organização foi a pioneira, no país, na utilização de um helicóptero como instrumento eficaz de monitoramento e obtenção de imagens de importância científica.

Através do uso da foto-identificação individual, usando as verrugas existentes na cabeça dos animais como se fossem impressões digitais, o Projeto Baleia Franca conseguiu pela primeira vez pistas claras sobre a migração reprodutiva da espécie no Atlântico Sul e a relação entre as populações brasileira e argentina de baleias francas.

As comunidades imbitubenses não são negligenciadas pelas organizações de estudo implantadas na região. O Projeto Baleia Franca, por exemplo, realiza atividades regulares de educação e conscientização, voltadas tanto para o público escolar como para lideranças, visando promover a valorização das baleias francas como patrimônio de todos.

Atingir um número cada vez maior de pessoas com a mensagem de conservação do patrimônio natural marinho e costeiro de Imbituba é regra nas ongs locais.

Interação - O Instituto Baleia Franca tem como plano de ação promover o desenvolvimento e apoiar as iniciativas das comunidades tradicionais. De acordo com a ong, as gerações atuais, sucessoras dos antigos pescadores que tiravam sustento da caça da baleia, devem aprender que a franca pode ser uma grande parceira para o desenvolvimento sustentado.

O IBF tem como objetivo contactar comunidades e detectar lideranças locais, para, a partir de então, capacitar agentes multiplicadores dos novos valores ambientais.

Cooperação - Há mais de um ano a Secretaria de Turismo de Imbituba, em contato com o Porto de Imbituba e diversas universidades catarinenses, propôs uma espécie de cooperação.

Como o Porto possui equipamentos modernos em diversos pontos de sua estrutura, como filmadoras de tecnologia de ponta, a prefeitura sugeriu a utilização desta estrutura durante a temporada das baleias, já que estes equipamentos podem flagrar a passagem das francas no litoral. Os dados captados poderão ser repassados à comunidade científica, como as universidades existentes em todo o país.

Segmento é o que mais cresce no setor de turismo
IMBITUBA - Graças às ações de defesa e recuperação da população mundial da espécie, nos últimos anos o número de baleias aumentou significativamente, na região de Imbituba. Com isso, a cidade tornou-se um dos principais destinos ecoturísticos do Brasil. Reconhecida como a Capital brasileira de conservação das baleias, Imbituba recebe um fluxo crescente de visitantes do Brasil e do exterior e hoje é ícone do turismo de observação de baleias, com registros superiores a 140 avistagens por temporada.

Números - Dados de institutos internacionais apontam que o turismo de observação de baleias movimenta no mundo mais de 10 milhões de turistas por ano, gerando uma receita de mais de US$ 1 bilhão, o que representa um gasto de US$ 200 diários. O turismo de observação de baleias é considerado um dos melhores exemplos de turismo sustentável, já que o recurso é protegido e respeitado.

Sede do Instituto Baleia Franca (IBF), que trabalha pela educação ambiental e preservação destes pacíficos animais, a Praia do Rosa é o melhor ponto do Brasil para a prática do turismo de observação de baleias (ou whale watching). No Rosa, nem é preciso se utilizar de uma embarcação para apreciar a movimentação das baleias - os animais chegam a menos de 30 metros dos costões com seus filhotes, oferecendo aos espectadores um espetáculo de beleza e sensibilidade.
 


Encontro consolida turismo de observação

IMBITUBA - Não basta estruturar o turismo de Imbituba - principalmente no segmento ligado à baleia franca - apenas nos limites da cidade. O mote deve ser devidamente explorado e divulgado. Para tanto, a cidade acaba de sediar a segunda edição do Festival Nacional da Baleia Franca, que ocorreu do dia 15 ao dia 22 de setembro. O evento contribuiu para elevar Imbituba ao patamar dos grandes centros turísticos e ecológicos do país - patamar este reconhecido nacional e internacionalmente.

Além do festival, a cidade comportou também outros eventos paralelos, como o 3º Encontro Internacional de Operadores de Turismo de Observação de Baleias.

Visitantes de todo o Sul do país, além de turistas e estudiosos do Chile e da Argentina, encantaram-se com Imbituba. O Festival Nacional da Baleia Franca tem como objetivo, além de debater aspectos gerais da espécie, trazer exposições, competições esportivas e apresentações de dança. O evento, promovido pela prefeitura, é realizado anualmente em diferentes locais, todos de acesso gratuito ao público, além de shows musicais com artistas de representação nacional.

O 3º Encontro Internacional de Operadores de Turismo de Observação trouxe especialistas de vários países. Esta intensa troca de informações ajudou Santa Catarina e Imbituba a se consolidarem como um destino de observação da espécie.

De acordo com o presidente do Instituto Baleia Franca, Enrique Littman, o encontro viabilizou a criação do selo azul, espécie de certificação para todas as operadoras de turismo de observação de baleias - e que estabelece normas na atividade.

O prefeito de Imbituba, José Roberto Martins, falou da satisfação em ter no município eventos e pessoas tão importantes. “Já é tradição: Imbituba está sendo palco de vários eventos nacionais e internacionais, que são realizados com muita competência e mostrando grande sucesso”, observou o prefeito.

Atrações - Ao longo de toda a extensa programação da segunda edição do Festival Nacional da Baleia Franca, inúmeras atrações foram prestigiadas pela comunidade imbitubense e por visitantes, como mostra de dança; esporte, com a etapa do Imbituba Surf Open Taça Baleia Franca, além de música, com a apresentação da Orquestra Sinfônica das Comunidades de Florianópolis.

Shows musicais de caráter mais popular também ganharam as ruas da cidade, com bandas locais e regionais. O ponto alto do evento foi o encerramento com o show nacional de Zé Ramalho. Em sua apresentação, ocorrida no ginásio de esportes da cidade, mais de cinco mil pessoas registraram presença. Um verdadeiro sucesso.

Título pode trazer investimentos e turistas
IMBITUBA - Atividade integrante do 2º Festival Nacional da Baleia Franca, o 3º Encontro Internacional de Operadores de Turismo de Observação de Baleias, que se realizou na Praia do Rosa, em Imbituba, trouxe resultados dos mais promissores a toda a cidade e ao Estado de Santa Catarina.

O encontro contou com a participação de mais de 80 operadores dos principais destinos no mundo onde a prática do whale watching (observação de baleias) é comum, e auxiliou a consolidar definitivamente a cidade de Imbituba como referência na modalidade turística - o que garante status e, conseqüentemente, mais investimentos e mais visitantes.

Histórico - O primeiro encontro dos operadores aconteceu em Puerto Madryn, Península Valdez, na Argentina, em 2005. Na ocasião foi fundada a Associação Internacional de Observação de Baleias (International Whale Watching Association), que conta com membros sediados em Imbituba. Atualmente, fazem parte desta associação, além do Brasil, Estados Unidos, Espanha, Chile, México, Dominica, Argentina, África do Sul e Açores. “No encontro ocorrido em Imbituba foram discutidas ações para melhorar a qualidade do serviço de observação de baleias, promovendo ainda o respeito ao meio ambiente e o desenvolvimento da população local onde se pratica esta modalidade de turismo, através da geração de emprego e renda, com estímulo da educação ambiental”, salienta o presidente do Instituto Baleia Franca (IBF), Enrique Littman.

A realização do evento em Imbituba firmou a cidade como pólo do turismo ecológico, promovendo o incremento econômico de toda a região. “Os resultados não poderiam ser melhores - agora e a longo prazo. Além da qualidade dos palestrantes, tivemos a inclusão de quatro novos sócios. Imbituba está consolidada definitivamente como um destino de turismo de observação de baleias, tornando-se um destino de eventos internacionais, que é um tipo de turismo de alto padrão”, reforça Littman.

O próximo evento do gênero acontecerá no Chile, em abril de 2008.

Imbituba, uma boa opção em roteiro marítimo

IMBITUBA - Desde dezembro de 2006 a rotina de muitos imbitubenses foi consideravelmente modificada. Com a possibilidade de receber transatlânticos em seu porto (que ganhou as devidas melhorias para merecer esta qualificação), agora muita gente está tendo contato direto com turistas _ brasileiros e estrangeiros _ que não economizam na vontade de desvendar todos os recantos belíssimos do Sul catarinense _ opções de lazer e entretenimento não faltam.

Só em fevereiro deste ano foram três transatlânticos aportando em Imbituba, que impressionam pela estrutura robusta e gigantesca. Só o Costa Romantica, navio de bandeira italiana que chegou na cidade no início de março deste ano, despejou 1700 turistas na região, todos animados para conhecer as inúmeras belezas naturais da cidade.

Com esta importante vantagem na estrutura turística de Imbituba, agora pequenos, médios e grandes empresários, donos de restaurantes, pousadas, hotéis, bares e casas noturnas, funcionários públicos e autônomos preparam-se para uma mudança no perfil do atendimento aos visitantes, tudo para promover bons resultados.

Para receber os turistas, toda uma estrutura é deslocada ao Porto de Imbituba, como ônibus para o transporte dos visitantes pela região (que vai de Garopaba até as Termas, em Tubarão); vendedores de produtos típicos, como bebidas e artesanato; e representantes da prefeitura de Imbituba, através da Secretaria de Turismo. Os funcionários da secretaria distribuem folderes mostrando os pontos mais belos de Imbituba e prestam informações importantes aos interessados.

Após algumas obras de porte no Porto de Imbituba, a cidade se credenciou para o recebimento de transatlânticos. Embarcações como esta são facilmente comparáveis a um bom hotel de luxo. Em suas dependências o usuário encontra piscinas, jacuzzis, pista de jogging, academia de ginástica, restaurantes, bares, teatro, pista de dança, internet, sala de conferência, boate e até cassinos.

País não explora devidamente grande filão turístico
IMBITUBA - Mesmo com um litoral continental de 7.367 quilômetros de extensão e mais de 35 mil quilômetros de vias internas navegáveis - além do clima agradável na maior parte do ano, o Brasil ainda não aproveita de fato seu grande potencial para o turismo náutico.

Em parte, este não-aproveitamento pleno se deu porque, até 1995, a navegação de cabotagem era proibida no país para navios de bandeira estrangeira. A restrição inibia a inclusão do Brasil nas rotas de viagem dos armadores estrangeiros. Só em agosto de 1995, com a publicação da Emenda Constitucional nº 7/95, e sob intensa atuação da Embratur, foi efetivamente liberada a navegação de cabotagem no litoral brasileiro para embarcações de turismo. Só então nossos portos passaram a dedicar áreas especiais para terminais de passageiros e o segmento passou a ser objeto das políticas de turismo - a exemplo do que está acontecendo em Imbituba.

A depender do local onde ocorre, o Turismo Náutico pode ser caracterizado como Turismo Fluvial; Turismo em Represas; Turismo Lacustre e, finalmente, o Turismo Marítimo.

O ramo turístico pode ainda envolver atividades como cruzeiros (de longo curso e de cabotagem) e passeios, excursões e viagens via quaisquer tipos de embarcações náuticas com finalidades turísticas.

De acordo com o Ministério do Turismo, o Turismo Náutico caracteriza-se pela utilização de embarcações náuticas como finalidade da movimentação turística.

Cidade tem inúmeras possibilidades turísticas

IMBITUBA - Que turistas de todo o país circulam por Imbituba nos mais diferentes períodos do ano não é mais novidade. A novidade é que estes turistas - muitos deles visitantes estrangeiros - agora chegam à paradisíaca cidade catarinense através do mar.

Desde dezembro de 2006 o Porto de Imbituba foi considerado apto para receber cruzeiros marítimos - e a cidade tornou-se escala obrigatória nos roteiros turísticos nacionais e internacionais. Os turistas permanecem durante um bom tempo na cidade, e têm à disposição uma série de alternativas turísticas interessantes, desde as praias de Garopaba até as Termas da Guarda e de Gravatal, além da estrutura oferecida por Tubarão. O destaque, é claro, fica com o empolgante litoral de Imbituba, com suas praias paradisíacas.

Apostando no crescimento explosivo do segmento turístico da cidade, instituições de classe de Imbituba estão em constante contato com empresários, comerciantes, trabalhadores e moradores, a fim de discipliná-los para receber o turista de braços abertos. A tendência é que estabelecimentos dos mais diversos se multipliquem na região, dada a demanda cada vez maior de visitantes.

O crescimento do setor turístico em Imbituba está sendo pensado para os próximos 20 anos. Todo o município tem se esforçado para oferecer o que há de melhor na região. Os eventos sediados na cidade, durante períodos distintos do ano, são um trunfo para atrair visitantes. Estrutura já existe, e para o ano inteiro.

Restaurantes, hotéis, alternativas diversas opções de lazer, trilhas e praias belíssimas, além de possibilidades ainda não devidamente exploradas, como o aniversário do batismo de fogo de Anita Garibaldi, em 4 de novembro, a única batalha em que a Marinha Imperial declarou sua derrota, e marco histórico que pode ser transformado em espetáculo público. A idéia, de acordo com a Secretaria de Turismo de Imbituba, é criar um evento que atraia turistas de todo o país, relembrando o fato histórico, que deverá ser dramatizado fielmente.

Reestrutura - O maior problema das cidades litorâneas do Estado é que a “temporada de verão” - e o conseqüente fluxo de turistas atraído por ela - se inicia na virada do ano e se encerra no Carnaval. Em Imbituba, no entanto, a idéia é modificar este cenário - e a mudança já está em andamento. A temporada turística da cidade deve se tornar uma das maiores do país.

A idéia de ampliar o calendário turístico da cidade vem atender às necessidades dos investidores da região - que não dependem única e exclusivamente de uma temporada de verão, ou seja, poucos meses, para obter sucesso financeiro.

Turismo ecológico; de observação de baleias; religioso; o turismo de lazer, propriamente dito; a realização de campeonatos esportivos de porte; a recepção de cruzeiros marítimos. A estruturação destas alternativas vai possibilitar um incremento significativo na economia imbitubense - e que trará reflexos para toda a região e também para o Estado de Santa Catarina.

Sambaquis mostram riqueza arqueológica
IMBITUBA - A região Sul do Estado é marcada pela exuberância e fartura em matéria de tesouros arqueológicos, como os sambaquis, registro da cultura indígena que por aqui se desenvolveu.

Sambaquis são montes cônicos de conchas que podem atingir até 30 metros de altura. Santa Catarina possui os maiores sambaquis do mundo - e muitos eles são encontrados em Imbituba.

Os índios Carijós, que habitavam a região litorânea de Vila Nova e Laguna, viviam seminus, usavam penas como adornos e se cobriam de peles. Moravam em choças de palha e obedeciam cegamente ao chefe da tribo. Sambaquis existentes na região de Roça Grande e Barbacena são um testemunho eloqüente da proliferação indígena na região de Imbituba e Laguna.

Estes registros arqueológicos são vistos com extrema simpatia por turistas e estudiosos. “Temos em mãos um produto turístico incrível. Muita gente atravessa os oceanos para admirar as pirâmides do Egito, riquezas milenares da humanidade. Mas aqui também temos história antiga para mostrar. E queremos transformar nossos sambaquis em atrativos comercialmente mais interessantes ao público”, diz o prefeito Beto Martins, justificando que, com o turismo de vento em popa o ano inteiro, incentiva-se o empresariado a investir na região.

Eventos esportivos de porte destacam a região

IMBITUBA - Desde a década de 70 Imbituba passou a ser exaustivamente procurada por pessoas de todo o país, que vinham em busca de um estilo de vida mais saudável e ligado à natureza. Com a chegada de muitos surfistas _ principalmente oriundos do Rio de Janeiro _ a região se transformou no principal pólo do esporte do Sul do país. A atividade atingiu seu ápice em 2006, ao se tornar sede oficial do Campeonato Mundial de Surfe _ e desde então vem multiplicando o número de freqüentadores, visitantes e esportistas que aportam nas belas praias do município.

Em outubro, todas as atenções se voltam para o mar de Imbituba _ mais especificamente para a etapa brasileira do Circuito Mundial de Surfe (WCT), a elite do esporte. Em 2006, pela primeira vez a cidade de Imbituba sediou o evento oficialmente. Nos três anos anteriores (2003, 2004 e 2005) quem ficava com a fama era Florianópolis, mas as provas acabavam sendo transferidas para Imbituba devido ao melhor desempenho das ondas.

Ao município coube a inovadora missão de acolher os atletas das ondas, o corpo do júri, técnicos e especialistas de surfe, imprensa especializada de todo o mundo e os milhares de fãs, que no período invadem a cidade e antecipam a temporada de verão. O sucesso foi tão grande que já nos primeiros dias de WCT as vagas existentes em hotéis e pousadas da região foram esgotadas. Restaurantes, lanchonetes, lojas, bancos e caixas eletrônicos, toda a estrutura em estabelecimentos comerciais de Imbituba foi devidamente reforçada. Só de jornalistas a cidade acolheu 160, de equipes dos mais importantes veículos do Brasil, como EsporTV, GloboNews e jornais esportivos, além dos repórteres estrangeiros, vindos de países como França, Austrália e Estados Unidos.

Quem também torce para o início do WCT são os próprios moradores da cidade, que conquistam empregos bastante interessantes, ainda que temporários. Tudo para garantir a segurança e a organização do evento. Além do WCT, inúmeros eventos paralelos são programados para receber locais e visitantes.

Conscientização - Ao longo de todo o badaladíssimo evento esportivo realizado nas areias de Imbituba, os organizadores deixam claro o caráter ecológico dos participantes. Para conscientizar aos presentes na praia, atletas e espectadores, até o locutor escalado para narrar as manobras dos atletas pede a todos que recolham o lixo e evitem contato com a restinga, vegetação nativa que cobre as dunas.

Surfistas declaram seu amor a Imbituba
IMBITUBA - Um dos organizadores do WCT (etapa brasileira), o surfista catarinense Teco Padaratz aprovou a estrutura oferecida em Imbituba e prometeu tornar permanente o casamento da elite do surfe com a cidade Sul-catarinense. “Qualquer praia que for escolhida para sediar um evento como o WCT vai atrair um número expressivo de pessoas, portanto não podemos deixar de nos preocupar com o aspecto ecológico, com a necessidade de preservação ambiental. Priorizamos isto, e contamos com o apoio de todos os que aqui vêm prestigiar”, observa o organizador.

O prefeito de Imbituba, Beto Martins, comenta sobre o privilégio de sediar um campeonato tão importante. “Receber um evento grandioso como o WCT mexe com toda a estrutura da cidade. Hotéis e pousadas estão lotados, restaurantes e bares também. Só durante um fim de semana do campeonato recebemos 20 mil visitantes, a metade da população da cidade. Com o WCT e tantos outros eventos que estão agendados ao longo de todo o ano, queremos prolongar a tão curta temporada de verão”, explica Beto.

Uma variedade de praias e recantos paradisíacos

IMBITUBA - Repleta de belíssimas praias de norte a sul, Imbituba ainda surpreende por suas trilhas, lagoas e inúmeros outros atrativos naturais que são uma festa aos olhos dos entusiastas de ecoturismo.

A praia de Ibiraquera, por exemplo, é conhecida por ser a melhor praia para a prática do windsurf no Brasil. O balneário é composto por dunas, ilhas, rios e lagoas, sendo a mais famosa a Lagoa de Ibiraquera _ com excelentes condições para a prática do kitesurf.

Já a praia do Rosa, uma das mais badaladas do país _ e considerada uma das mais belas de todo o mundo _ tem sete quilômetros de areia, um cenário emoldurado por montanhas e muito verde. O mar na região é um verdadeiro paraíso para surfistas, praticantes de windsurf e jet ski. O Rosa também é reconhecido por sua badaladíssima noite, repleta de bares, boates e tantas outras opções de entretenimento.

Os que preferem lugares mais calmos e isolados podem optar pela praia Vermelha. No local, é possível chegar após uma boa caminhada de aproximadamente meia hora, através de uma bela paisagem.

A praia da Vila, uma das mais populares, é ambiente para toda a família. O Porto da Vila foi importante na formação social e econômica de Imbituba por ser o lugar em que o porto foi construído.

Na praia do Porto, também conhecida como o "recanto do surfista", as ondas se formam ao lado de destroços de navios encalhados há mais de 16 anos. No local, uma construção histórica, o Barracão, antigamente utilizado para produção de produtos derivados de baleia, foi transformada num museu que conta a história da atividade baleeira da região.

A praia da Ribanceira tem como marca registrada as areias úmidas que cercam o mar aberto de águas azuis claras e quentes, durante todo o verão. Considerada um dos mais belos cartões postais da cidade, a Ribanceira é um lugar classificado como excelente para a prática do surf.

Ecoturismo - Muitos catarinenses que investem pesado em viagens Brasil afora mal conhecem as belezas naturais que estão ali, na esquina. Como a ilha Santana de Fora, em Imbituba, uma das mais belas paisagens da cidade, com o costão e as ilhas de dentro e de fora. Devido ao posicionamento geográfico da ilha, no local as ondas podem chegar a até cinco metros de altura, o que encanta turistas mais aventureiros.

Desbravando o litoral imbitubense, é impossível não se encantar com a Ilha das Araras, localidade selvagem de menos de 100 mil metros quadrados. A única construção humana nas Araras é um farol de 11 metros de altura.

É possível chegar até a Ilha de Santana de Dentro caminhando pela areia, quando a maré está baixa. Os visitantes não resistem a desfrutar a piscina natural que se forma com a maré. Dependendo da época do ano, também é possível avistar as belas baleias francas.

Em Itapirubá, praias, dunas e lagoas são marca registrada. O lugar, como a maioria das localidades de Imbituba, foi colonizado por açorianos _ o que é bastante visível na orla da praia. No tupi-guarani Itapirubá significa "pedras que rolam para a água" e isso se dá devido às formações rochosas próximas da faixa de areia.




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