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Beatificação de Albertina Berkenbrock 20/10/2007

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Após 76 anos, menina mártir torna-se beata

TUBARÃO - A menina Albertina Berkenbrock era o orgulho da pequena São Luiz. Obediente, religiosa, mansa e bondosa, encantava a todos pelo sorriso tímido e pelas boas ações, sempre disposta a ajudar. Em 15 de junho de 1931 a garota, na época com 12 anos de idade, foi cruelmente assassinada ao resistir bravamente às investidas de um conhecido da família, que a surpreendera em um ponto isolado da comunidade rural.

Neste sábado, 76 anos depois de seu martírio, Albertina será finalmente beatificada, em cerimônia que deve reunir mais de 20 mil pessoas na Catedral Diocesana de Tubarão e que promete entrar para a história da Igreja Católica no Sul do país. O título oficial tem peso e consistência, mas para seus devotos a menina já é vista como santa desde sua morte. Graças alcançadas e depoimentos emocionados estão aí para reforçar a fé e a devoção de milhares de religiosos em todo o Brasil.

Por ter morrido muito jovem, com apenas 12 anos, Albertina é vista como uma espécie de símbolo para crianças e jovens católicos. Durante o processo de beatificação, a defesa baseou-se em dois pontos importantes: a intenção pecaminosa do assassino e a resistência de Albertina ao ataque, por motivos religiosos. A menina jamais se submeteria aos caprichos de seu algoz _ e por diversos motivos, sendo os mais fortes sua irrepreensível orientação religiosa e a certeza de que seria preferível morrer a ceder.

Norma Berkenbrock Schotten, sobrinha de Albertina e uma das envolvidas nos preparativos para a festa cristã que vai tornar a menina-mártir beata, agradece a três religiosos que batalharam arduamente para que este sonho fosse concretizado. Ao se tornar bispo, o catarinense de Rio dos Cedros dom Hilário Moser, que nasceu no mesmo ano da morte de Albertina, em 1931, foi trabalhar em Pernambuco, no final da década de 1980. Na época, ele sonhava em um dia ser transferido para a cidade de Tubarão, onde reabriria o esquecido processo de beatificação da menina. “Coincidentemente, anos depois ele foi designado para cá e, realmente, em 1996 retomou o processo, contando com o valoroso apoio de seu substituto, dom Jacinto Bergmann, e do padre Sérgio Jeremias, todos sempre incansáveis em promover Albertina a bem-aventurada”, agradece Norma.

Uma vida de muita fé, virtude e determinação

IMARUÍ - Para a família Berkenbrock, a figura de Albertina é tão palpável e próxima que é como se todos a tivessem conhecido_ mesmo as gerações que só vieram após a morte da menina. Católicos fervorosos, é comum recorrerem à beata com pedidos de graças e orações de agradecimento. O sobrinho Walério Berkenbrock habituou-se às constantes congratulações que recebe de amigos e de meros desconhecidos. “Todos dizem que é uma dádiva fazer parte da família de Albertina. Concordo e agradeço a Deus”, diz.

A triste história da menina loira que, sem se queixar, ajudava nos afazeres domésticos e na roça, e que nas horas vagas cuidava das flores no jardim da família já comoveu o Brasil. Albertina _ excelente aluna, católica fervorosa, filha e irmã dedicada _ cuidava de um grupo de crianças da vizinhança enquanto o pai delas trabalhava em uma olaria. Era o dia 15 de junho de 1931, e os meninos aos quais enlevava e distraia eram os filhos de Maneco Palhoça _ ou Indalício Cipriano Martins _ o homem que, horas depois, a mataria por ser repelido numa tentativa de estupro.

À tarde, os pais de Albertina pediram que ela fosse a uma região afastada procurar um animal da propriedade da família. No meio do caminho, a menina teria encontrado com Maneco. Ao perguntar do boi, teve como resposta que o animal teria se afastado para longe, num local de difícil acesso _ o que era mentira. Ao chegar na região indicada, Albertina foi atacada pelo homem, que por um atalho já se encontrava a sua espera. De baixa estatura, descrito como sendo fraco pelos que o conheceram, Maneco teria se surpreendido com a resistência da jovem, que lutou até o fim de suas forças, quando, furioso, o homem puxou de uma faca e a retalhou no pescoço.

A exemplo de tantos outros homicidas que assustam pela frieza, Maneco imediatamente procurou a família Berkenbrock comunicando que havia encontrado a menina no meio do mato, brutalmente assassinada. Culpou um andarilho que circulava pelas redondezas, mas este conseguiu ser inocentado em poucos dias. A culpa recaiu sobre Palhoça, que acabou confessando o crime com riqueza de detalhes. Foi levado para um presídio em Laguna, e, posteriormente, a Florianópolis, condenado a 30 anos. Morreu na cadeia.

Processo continua em busca da canonização

TUBARÃO - O Brasil, um dos maiores países católicos do mundo, esperou mais de cinco séculos para ter sua primeira santa, Paulina, canonizada em maio de 2002. Em maio deste ano, foi a vez de frei Galvão ser aclamado santo, em evento conduzido pelo próprio papa Bento 16, em sua primeira visita ao Brasil. Espera-se que para a canonização de Albertina o tempo de espera seja menor.

Morta em 15 de junho de 1931, Albertina passou a ser vista como a menina mártir, símbolo da pureza e da virtude. Um ano após sua morte, ergueu-se uma cruz no local do assassinato. Relatos populares dão conta de que, naquela época, surgiu o que seria o primeiro milagre da menina, a cura de um garoto paralítico, colega de escola de Albertina.

A Igreja iniciou o processo de beatificação da catarinense em 1952. A tarefa coube à arquidiocese de Florianópolis, que abrangia, na época, a paróquia de Vargem do Cedro, da qual faz parte a capela de São Luís. Com a criação da diocese de Tubarão, em 1955, seu primeiro bispo, dom Anselmo Pietrulla, assumiu a causa. Em 1956, ele realizou um pequeno processo complementar sobre a fama de martírio e santidade da jovem. A partir de 1959, por circunstâncias pouco claras, o processo parou, para ser reaberto em 1996 pelo então bispo da diocese dom Hilário Moser, e continuado pelas mãos de padre Sérgio Jeremias e do atual bispo da diocese de Tubarão, dom Jacinto Bergmann.

Futuro - Após a beatificaçã, é necessário aguardar pela comprovação de um milagre ocorrido por intermédio de Albertina. A história deverá ser encaminhada a Roma, com atestados médicos, para então aguardar uma futura canonização.

Com a beatificação, neste sábado, Albertina poderá ser cultuada em todo o país e em sua região. Após a canonização, tornando-se santa de fato, a menina é inscrita no Catálogo Universal dos Santos.

Sobrinhas coletam casos de graças alcançadas

TUBARÃO - Integrantes dos Berkenbrock colecionam uma série de graças, recebidas por membros da família e por um sem-número de anônimos, que eventualmente os procuram para relatar suas histórias de superação e fé.

As irmãs Celita e Norma Berkenbrock Schotten já colheram o depoimento de muita gente que tornou-se devota de Albertina após conseguir superar um obstáculo ou vencer um problema, na vida.

Norma, que em Tubarão é conhecida por promover trabalhos voluntários, confessa ela mesma já ter recebido um auxílio ímpar da tia bem-aventurada. Ela e o marido, Anselmo Schotten, são eternamente gratos a Albertina e à força que a beata lhes concedeu num momento difícil.

Em 1996, Anselmo, que participava de um encontro com colegas de profissão em Laguna, sofreu um violentíssimo ataque cardíaco e chegou quase sem vida ao hospital. “No momento que soube da notícia, virei-me para a imagem de Albertina que temos em casa e pedi: minha tia, agora chegou a nossa vez. Se tu puderes, salva o meu marido. Foram semanas sofrendo, com Anselmo internado na UTI, em estado gravíssimo. Os médicos o desenganaram, e sugeriram, inclusive, que já tomássemos as devidas providências para o seu passamento. Subitamente, após orações da família inteira, fui surpreendida pelo médico que o acompanhava, que perguntou: a senhora acredita em milagres? Pois acho que um milagre acabou de acontecer. Meu marido estava recuperado”, conta, emocionada.


Beatificação impulsiona turismo religioso

SÃO LUIZ - A exemplo do que acontece hoje em Aparecida do Norte (São Paulo) e em Nova Trento (Santa Catarina), agora a Amurel integra, definitivamente, um grupo de regiões privilegiadas pelo turismo religioso (entre tantas outras modalidades turísticas encontradas por aqui). De acordo com padre Sérgio Jeremias de Souza, um dos responsáveis pelo processo de beatificação de Albertina, a cerimônia vai “levar toda a região ao cenário religioso nacional, e vai ajudar a desenvolver o turismo religioso e rural, a exemplo de Nova Trento”, observa.

Investimentos neste segmento turístico, aliás, vêm se mostrando acertadíssimos. A Amurel só tem a lucrar com a beatificação de Albertina. “E como cidade pólo desta região, Tubarão deverá receber os peregrinos que por ventura virão até a comunidade de São Luiz, já que possui estrutura melhor”, observa padre Sérgio.

São Luiz, no entanto, não tenciona ficar parada. Desde o anúncio da beatificação, romeiros de diversas partes do Brasil já deram o ar da graça naquela pequena localidade, que de distrito absolutamente rural agora vem se arriscando em outras áreas. Rapidamente, dois restaurantes e uma lanchonete foram inaugurados, e já existe uma pequena pousada para receber os devotos. Só nos finais de semana são cerca de três mil pessoas circulando pela região. Não deve parar por aí.

“Tem um bocado de gente passeando por aqui e procurando uma área para construir e investir”, entrega Antônio Zamir da Rosa, o Toninho, proprietário do Bar e Lanchonete Lagoa, localizado bem em frente à igrejinha de São Luiz, que neste domingo ficará repleta de devotos de todo o Brasil, em comemoração à beatificação.

Há dez anos, os moradores de São Martinho e Imaruí (São Luiz pertence a Imaruí, mas fica a 28 quilômetros do Centro desta cidade. De São Martinho, são só sete quilômetros) migravam para centros urbanos maiores a fim de estudar e trabalhar. Quase nunca voltavam. “Hoje o que vemos é gente fazendo o caminho oposto e vindo procurar um cantinho aqui para levar a vida”, acrescenta Toninho.

Lindomar Luiz Feuser, dono da Fluss Haus, o badalado ponto turístico instalado em Vargem do Cedro, na cidade de São Martinho, comemora a beatificação de Albertina e conta que, desde seu anúncio, a movimentação tem crescido consideravelmente. “Já recebíamos gente do mundo inteiro e, é claro, visitantes de todo o Brasil. Agora, além de turistas ecológicos, virão romeiros e devotos de todo o país”, observa.

Feuser destaca os constantes incrementos que o setor turístico tem ganho naquela localidade. “Temos orgulho de sermos os pioneiros. Há dez anos abrimos a Fluss Haus, e a cada ano novos empreendimentos abertos ao turismo têm surgido”, diz o empreendedor. De acordo com o empresário, hoje, em São Martinho, mais de 60% da comunidade depende exclusivamente do turismo. Com a beatificação de Albertina _ e, futuramente, a edificação de um santuário que lá será construído _ este número só tem a crescer.

Estrada - Há um ano a estrada geral que liga São Martinho a localidade de São Luiz preocupava moradores e usuários devido às suas péssimas condições de trafegabilidade. Com a proximidade da beatificação, este problema ficou ainda mais evidente. Como paliativo, a estrada passou por intensas sessões de terraplanagem, para eliminar buracos e extirpar a lama, que tomava conta de praticamente toda a estrada, em dias de chuva. Para receber visitantes, este fim de semana, São Luiz está bem preparada. Para as excursões que irão acontecer, em breve, alguns investimentos mais vistosos deverão ser feitos, como a pavimentação asfáltica desta mesma estrada, o que facilitaria o fluxo de veículos.

Casos de graças atribuídas à beata

IMARUÍ - As graças alcançadas por intermédio da bem-aventurada Albertina são cuidadosamente analisadas e arquivadas. O próximo passo, após o processo de beatificação, é registrar (e confirmar) um milagre, ocorrência que não tenha explicação científica e que seja atribuída à menina _ o bispo dom Jacinto Bergmann, da Diocese de Tubarão, lembra que milagres acontecem por intercessão dos santos, e não por conta deles, mas sim de Deus.

O primeiro
Histórias de fé e de superação envolvendo o nome de Albertina Berkenbrock surgem todos os dias, e cada vez em maior número. O primeiro registro de uma graça alcançada por intermédio de Albertina ocorreu com um membro de sua família, Oto Berkenbrock, de Rio do Oeste, ainda em 1950. “Aos sete anos contraí poliomielite, que causa a paralisia infantil. Rapidamente, a doença deixou minhas pernas paralisadas. Foi quando minha mãe recorreu à Albertina para que ela intercedesse a Deus pela minha cura. Fez uma promessa: caso eu voltasse a andar, iríamos a São Luiz rezar o rosário. A promessa foi cumprida. Apesar das seqüelas, pude voltar a caminhar e levar uma vida completamente normal. Os médicos sempre afirmavam que, diante do meu histórico, a recuperação fora um verdadeiro milagre, até porque casos de paralisia infantil semelhantes ao meu não têm recuperação”.

Apego à Serva de Deus
Albertina Ricardo Batista, de Criciúma, lembra que a gravidez de sua mãe (que a esperava) foi de extremo risco para ambas. “Minha mãe, Noêmia Nunes Ricardo, foi acometida por uma grave pneumonia dupla aos quatro meses de gravidez. Como não era possível tratar com antibióticos, ela passou 45 dias internada no hospital, sob cuidados intensivos. Recuperou-se, voltou para casa (onde tinha mais seis filhos para cuidar), mas sofreu uma recaída, já no oitavo mês de gestação. Os médicos davam como certo a sobrevivência de apenas um dos dois (mãe ou bebê). Um dia, minha mãe, que chorava muito, no hospital, foi abordada por um padre, que sugeriu que ela se apegasse à Serva de Deus Albertina Berkenbrock e lhe fizesse uma promessa: batizar o filho (ou filha) em homenagem à bem-aventurada. Uma semana depois, sem aviso prévio, minha mãe deu a luz, no quarto do hospital, completamente sozinha, já que não houve tempo de chamar por alguém. Ali estava eu, forte e saudável. Os médicos não entendiam como eu podia ter nascido tão rápido e sem complicações. Atribuíram a isso um milagre. Minha mãe também se recuperou perfeitamente. Tudo isso graças a Albertina, de quem herdei o nome”.

Coração novo
Nelson Back, de Vidal Ramos, atribui à Albertina o milagre da vida de seu filho. “Quando meu filho Ivens nasceu, descobrimos que ele tinha um gravíssimo problema cardíaco (artérias transpostas), e precisou ser levado às pressas à UTI, onde ficaria até a realização de uma cirurgia delicadíssima, só oferecida em Porto Alegre. A cirurgia levou horas, não parávamos de pedir proteção para Albertina. O garoto ficou sedado por dias, mas eu podia sentir que no domingo, dia do Senhor, algo bom iria acontecer. Fomos à missa, pedimos e rezamos muito, e soubemos em seguida que nosso bebê tão amado havia acordado e se recuperava com rapidez. Hoje somos muito felizes com nosso garotão, que só nos traz alegrias”.

Albertina inspira famílias ao batizarem seus filhos
TUBARÃO - Quando a menina nasceu, o pai, Zoroastro, ficou tão comovido e orgulhoso que envolveu o bebê numa mantinha e saiu à rua, mostrando-o para todos os vizinhos. Ao retornar, a família já percebeu uma espécie de chiado na respiração da pequenina. Imediatamente, mãe e filha foram levadas ao hospital (o Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão), até a recuperação completa de ambas. O episódio aconteceu em Jaguaruna, e por ter resistido firme e forte, a menina foi devidamente batizada de Albertina, uma forma de homenagear a mártir assassinada aos 12 anos, cuja história já havia corrido por todo o Estado.

Albertina Helena Barreto Cardoso, hoje com 43 anos, viu chegar, ansiosa, o grande dia da beatificação da jovem mártir, cuja história aprendeu desde cedo, contada pelos pais. “Queria saber o porquê de ter recebido aquele nome. Quando relataram a história, fiquei comovida. Meus pais já eram devotos de Albertina, minha mãe nasceu no mesmo dia que a beata, em 11 de abril (mais alguns anos depois)”, conta.

Por ser tão ligada à menina que neste sábado será beatificada, Albertina tem um carinho especial com a futura santa. “Rezo para ela, peço graças. Acompanhar a história de Albertina Berkenbrock é lembrar, saudosamente, de uma parte importante da minha vida”, conclui, orgulhosa.

O passo-a-passo da missa de beatificação

TUBARÃO - A partir das 14 horas de sábado jovens de todas as paróquias da região sairão em passeata de suas respectivas igrejas, uma belíssima homenagem à mais nova beata da Igreja Católica, Albertina Berkenbrock. Às 16 horas, inicia-se a grande missa de beatificação, que vai acontecer no pátio da Catedral Diocesana, totalmente revitalizado pela prefeitura de Tubarão.

A missa solene será presidida pelo cardeal português José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para a Causa dos Santos e enviado do papa Bento 16, e concelebrada por vários bispos e padres. A celebração também vai contar com a participação do núncio apostólico, espécie de embaixador do Brasil em Roma, o italiano dom Lourenço Baldisseri.

No domingo, as comemorações em torno da beatificação de Albertina continuam, desta vez no local onde nasceu a menina, na comunidade de São Luiz, em Imaruí. Às 9h30, moradores de toda a região saem em carreata da localidade de Vargem do Cedro até a igreja local, com a imagem. Às 10h, Santa Missa com dom Nelson Westrup. Às 14h, encenação de uma peça de teatro sobre a vida de Albertina, organizada pelo grupo Discípulos da Arte, de Tubarão. Às 16 horas, última missa, com dom Hilário Moser, um dos responsáveis por reabrir o processo de beatificação de Albertina.

Detalhes - A cerimônia de beatificação é o rito solene de proclamação das virtudes heróicas e da santidade do candidato a santo, no caso, Albertina. Acontece logo no início da missa, dentro dos ritos iniciais. Tudo começa com o pedido de beatificação feito pelo bispo. O cardeal Saraiva realiza a leitura da biografia de Albertina e da Carta Apostólica do papa, que a reconhece beatificada, oficialmente. Em seguida, descerra-se a estampa de Albertina. A família da beatificada (participarão do evento mais de 200 familiares da mártir) traz ao altar suas relíquias. A partir daí, a missa segue seu curso normal.

Norma Schotten, sobrinha de Albertina e filha de Vendelino, três anos mais velho que a irmã bem-aventurada, conta que logo no início do ano, com a passagem do aniversário de 91 anos do pai, ofereceu a ele um belo terno como presente. “Ele quer inaugurar o traje na cerimônia. Até deixou o terno aqui na casa, onde virá se arrumar. Está ansioso e bastante feliz”, observa Norma, igualmente feliz e orgulhosa, assim como toda a população catarinense.

Carta Apostólica

Nós,

acolhendo o desejo de Nosso Irmão Jacinto Bergmann, bispo de Tubarão, de muitos outros Irmãos no Episcopado e de muitos fiéis, depois de ter tido o parecer da Congregação para as Causas dos Santos, com a Nossa Autoridade Apostólica concedemos que a Venerável Serva de Deus Albertina Berkenbrock, virgem e mártir, adolescente leiga que por amor de Cristo defendeu a dignidade de seu corpo e a sua virgindade até o sacrifício da própria vida, de agora em diante seja chamada Bem-Aventurada e que se possa celebrar a sua festa nos lugares e segundo as regras estabelecidas pelo Direito, cada ano no dia do seu nascimento para o céu, dia 15 de junho.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Amém.

Papa Bento XVI




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