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Dia
Mundial
da água |
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Planeta Água e a instituição do dia mundial
TUBARÃO – Visto pelo lado de fora, o
planeta deveria se chamar água. Com algumas "ilhas" de
terra firme, cerca de 2/3 de sua superfície são dominados
pelos vastos oceanos. Os pólos e suas vizinhanças estão
cobertos pelas águas sólidas das gigantescas geleiras. A
pequena quantidade de água restante divide-se entre a
atmosfera, o subsolo, os rios e os lagos. Estimam-se em
cerca de 1,35 milhão de quilômetros cúbicos o volume total
de água na Terra. A água de todo planeta está distribuída
em oceanos (97,5%), geleiras (1,979%), águas subterrâneas
(0,514%), rios e lagos (0,006%) e atmosfera (0,001%).
O Dia Mundial da Água foi criado pela
Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas em 22 de
fevereiro de 1993, declarando todo o dia 22 de março de
cada ano como sendo o Dia Mundial das Águas (DMA), para
ser observado a partir de 1993, de acordo com as
recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio
Ambiente e Desenvolvimento contidas no capítulo 18
(Recursos Hídricos) da Agenda 21 - a Agenda 21 foi um dos
principais resultados da conferência Eco-92, ocorrida no
Rio de Janeiro, em 1992. É um documento que estabeleceu a
importância de cada país se comprometer a refletir, global
e localmente, sobre a forma pela qual governos, empresas,
organizações não-governamentais e todos os setores da
sociedade poderiam cooperar no estudo de soluções para os
problemas socioambientais. Cada país desenvolve a sua
Agenda 21 e no Brasil as discussões são coordenadas pela
Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável e da
Agenda 21 Nacional (CPDS).
Nesse período, vários estados foram
convidados, como fosse mais apropriado no contexto
nacional, a realizar no dia 22 atividades concretas que
promovam a conscientização pública através de publicações
e difusão de documentários e a organização de
conferências, mesas redondas, seminários e exposições
relacionadas à conservação e desenvolvimento dos recursos
hídricos e/ou a implementação das recomendações proposta
pela Agenda 21.
Mercado de água mineral cresce na região
TUBARÃO - O mercado mundial de água
envazada vem apresentando constante expansão,
verificando-se, nos últimos anos, crescimento da ordem de
20% ao ano, segundo estatísticas do Departamento Nacional
da Produção Mineral e da Associação Brasileira da
Indústria de Água Mineral. A produção e consumo mundial,
em 2001, foram estimados em 107,5 bilhões de litros de
água mineral, com destaque para a liderança da Europa,
seguida pela América Latina, América do Norte, Ásia e
Austrália (empatadas), norte da África e Oriente.
A produção brasileira tem apresentado
também esta tendência de expansão, tendo atingido 5,8
bilhões de litros em 2002, situando o Brasil como o sexto
maior produtor.
Na região, duas grandes fontes de águas
termais são responsáveis pela produção de água mineral. A
Santo Anjo da Guarda, em Tubarão, e a Águas Gravatal, no
município que leva o seu nome.
A fonte de águas termais de Gravatal foi
descoberta pelos índios da região. Na década de 40 as
famílias Zappelini e Agostinelli começaram a empreender o
grupo Gravatal. Desde então tiveram início inúmeros
estudos para o aproveitamento das águas termais
radioativas de Gravatal. "Hoje sabemos que a preservação
do solo e subsolo é de suma importância para a conservação
das águas hidrominerais", explica um dos diretores da
empresa, José Agostinelli Neto.
Com o descobrimento das águas próprias
para consumo em Termas do Gravatal, surgiu a idéia de
engarrafar o produto e assim oferecer água de qualidade
para toda a região. Em 2002 as Águas de Gravatal começaram
a disponibilizar este serviço para a região e logo para
todo Estado de Santa Catarina, além de abranger os estados
do Rio Grande do Sul e Paraná.
A captura da água da água mineral de
Gravatal é feita através de um poço com 30 metros de
profundidade, que fica localizado no Hotel Termas, em
Termas do Gravatal. O sistema funciona através do
bombeamento diretamente da fonte para as envasadoras, sem
que haja o contato humano.
Guarda -
A Fonte Santo Anjo da Guarda
foi descoberta em 1888 por um escravo foragido que vagava
pelas matas, encontrando assim um olho de água termal.
Rapidamente a notícia se divulgou, começando a vir pessoas
de todos os cantos do Brasil. Ricardo José Comelli
adquiriu as terras e depois de alguns anos vendeu a Santos
Guglielmi.
Em 30 de maio de 1945 nascia a Empresa
Termas Santo Anjo da Guarda Ltda., com a aquisição de uma
porção de terra no bairro Termas da Guarda, em Tubarão. A
Empresa Termas Santo Anjo da Guarda está implantada em
meio a uma reserva natural de mais de 500 mil m2 de mata
nativa.
Mas foi somente em meados dos anos 60 que
se iniciou o engarrafamento e comercialização da Água
Mineral da Guarda, com a aquisição de uma linha de
máquinas francesa, marca Schelle. Hoje, ela está presente
nos três estados do sul do Brasil.
Atualmente existem três fontes de
surgência da água mineral, são elas: a fonte Balneário -
usada apenas para as banheiras de banhos termais e
piscinas do Hotel Termas da Guarda; fonte Santo Anjo e
Fonte Tenente: essas duas são usadas para abastecerem a
fábrica (engarrafamento) e o hotel. Existe também na
entrada da empresa uma torneira onde a água mineral Da
Guarda está disponível.
Declaração Universal dos Direitos da Água
1. A água faz parte do patrimônio do
planeta. Cada continente, cada povo, cada região, cada
cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de
todos.
2. A água é a seiva do nosso planeta.
Ela é a condição essencial de vida e de todo ser vegetal,
animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são
a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a
agricultura. O direito à água é um dos direitos
fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é
estipulado no Art. 30 da Declaração Universal dos Direitos
Humanos.
3. Os recursos naturais de
transformação da água em água potável são lentos, frágeis
e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada
com racionalidade, preocupação e parcimônia.
4. O equilíbrio e o futuro de nosso
planeta dependem da preservação da água e dos seus ciclos.
Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente,
para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este
equilíbrio depende, em particular, da preservação dos
mares e oceanos por onde os ciclos começam.
5. A água não é somente uma herança
dos nossos predecessores, ela é sobretudo um empréstimo
aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma
necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem
para as gerações presentes e futuras.
6. A água não é uma doação gratuita da
natureza, ela tem um valor econômico: é preciso saber que
ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito
bem escassear em qualquer região do mundo.
7. A água não deve ser desperdiçada,
nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua
utilização deve ser feita com consciência e diascernimento,
para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de
deterioração de qualidade das reservas atualmente
disponíveis.
8. A utilização da água implica o
respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação
jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza.
Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo
Estado.
9. A gestão da água impõe um
equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as
necessidades de ordem econômica, sanitária e social.
10. O planejamento da gestão da água
deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão
de sua distribuição desigual sobre a Terra.
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Plano de Recursos Hídricos define suas metas
TUBARÃO - O Dia Mundial da Água tem como
objetivos fundamentais fomentar a conscientização acerca dos
desastres que guardam estreita relação com a água e
fortalecer o compromisso político com vistas a reduzir os
riscos e a vulnerabilidade das populações a estes desastres.
A adoção de sistemas de alerta é um dos destaques a ser
discutido.
No início de 2006, o Ministério do Meio
Ambiente apresentou à sociedade o Plano de Águas do Brasil.
Elaborado ao longo dos três últimos anos, o PNRH – Plano
Nacional de Recursos Hídricos foi lançado oficialmente no
dia 3 de março, definindo metas para o destino da água no
Brasil até 2020. O documento se baseia na divisão
hidrográfica brasileira para a elaboração de diagnósticos e
definição de metas, programas de investimento e de educação
ambiental. O PNRH também aponta a necessidade do uso
sustentável da água em diversos setores, tais como
indústria, agricultura, setor elétrico, saneamento e pelo
próprio cidadão.
A falta de saneamento básico, juntamente com
o uso inadequado da água na agricultura, considerada pela
ONU a principal ameaça às reservas de água doce do planeta,
aparecem no plano como os principais vetores da degradação
dos recursos hídricos brasileiros. O Brasil é um dos
primeiros países a concluir seu "plano de gestão de águas",
recomendação da Organização das Nações Unidas na agenda da
Cúpula de Johanesburgo para o Desenvolvimento Sustentável
(Rio + 10) e das Metas do Milênio.
O PNRH se propõe a reduzir as disparidades
regionais e a potencializar as oportunidades de
desenvolvimento no país, que abriga em torno de 12% da
reserva de água potável do planeta. O Brasil, embora
privilegiado em suas condições hídricas, vivencia situações
de extremo contraste entre suas populações, como a da
escassez de água no semi-árido e de abundância na região
amazônica. Na análise de José Euclides Stipp Paterniani,
professor da área de Engenharia Agrícola da Unicamp e
conselheiro da Pró-Terra, "os gestores do plano terão de
desenvolver programas que reduzam a desigualdade de
disponibilidade hídrica, pois a falta de água ainda é o
maior entrave para o desenvolvimento de diversas regiões do
país", afirma Paterniani.
Desafios do uso racional dos recursos naturais exige atuação
TUBARÃO - O desafio de gerir os recursos
hídricos brasileiros exigirá uma atuação intensa por parte
do governo. "Serão necessárias políticas de uso e
conservação dos mananciais, tanto superficiais quanto
subterrâneos, visando garantir ao país disponibilidade
hídrica adequada para seu desenvolvimento e, eventualmente,
para poder exportar esse recurso, como forma de aumentar as
divisas do Brasil, sempre, evidentemente, baseado no
conceito da sustentabilidade", afirma o conselheiro.
Para o professor, existem algumas
alternativas para essa questão. "O ideal é que o governo
invista em programas educacionais e em investimentos de
grande porte em obras de revitalização e transposição de
mananciais, sempre respaldado por embasamentos técnicos,
econômicos e ambientais", defende Paterniani.
Rio Tubarão - Luiz Fernando Corrêa de
Carvalho, coordenador da Pró-Fundação Sabor Natureza, é um
dos ecologistas preocupados com a situação das águas do Rio
Tubarão, responsável pelo abastecimento em Tubarão e região.
"Há 20 anos luto para que meus projetos e a própria fundação
saiam do papel. Hoje se fala muito, mas pouco se faz.
Acredito que entre as soluções, a primordial seria uma
medida compensatória, onde os responsáveis pela poluição e
degradação do rio arcassem com o prejuízo para recuperar as
áreas degradadas", exemplifica. "Conscientização da
população e arborização das margens do rio são outras das
medidas propostas", completa. |
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Coopagro quer que rizicultores poluam menos
TUBARÃO - Com o crescimento populacional e
econômico de Tubarão, que geram a ocupação desordenada do
espaço geográfico, o meio ambiente acaba sendo o mais
prejudicado. A degradação das matas ciliares está associada
à expansão de atividades nas áreas rurais (aumento de áreas
cultivadas - para arroz irrigado ou outras culturas anuais,
exploração agropecuária e formação de pastagens, entre
outros) e à expansão urbana, em áreas próximas aos cursos
d'água ou de suas nascentes. Em função desses processos, a
qualidade da água de córregos e rios fica comprometida, seja
em relação à qualidade, devido ao aumento de sedimentos na
água e assoreamento, seja em relação à quantidade, com
redução da vazão média dos cursos d'água ou de nascentes.
A rizicultura é o nome dado ao cultivo de
arroz. Este arroz é cultivado utilizando as águas de rios,
através do sistema de irrigação. Em Tubarão, produtores de
arroz ligados à empresa Copagro (Cooperativa Agropecuária de
Tubarão) utilizam a água do Rio Duna (entre Imaruí e
Imbituba), Rio Aratingaúba, Rio Congonhas, entre outros.
Segundo o presidente da Copagro, Dionísio Bressan Lemos, o
Rio Tubarão é utilizado muito pouco.
"A região planta vinte um mil e seiscentos
hectares. Apenas em quatro mil hectares são utilizadas as
águas do Rio Tubarão, ou seja, menos de 20%", explica.
Segundo o presidente da Copagro, a água não é consumida pela
empresa, mas sim, utilizada e depois devolvida ao meio
ambiente. "A água volta através da evaporação", conclui
Dionísio.
Porém, o presidente confirma que muitas
vezes este tipo de atividade acaba poluindo. "Todas as
atividades socioeconômicas acabam sendo poluidoras, assim
como nossa vida pessoal, com banho e a má eliminação de
dejetos. A rizicultura não é diferente", aponta.
Contudo ele diz que algumas atitudes já
estão sendo tomadas. "Estamos realizando seminários e cursos
para os rizicultores, para assim conscientizá-los da melhor
forma de realizar a atividade do plantio de arroz", afirma.
A Copagro é responsável pelo segmento de recebimento do
produto, secagem, armazenagem e comercialização. "Quem
decide como vai plantar o arroz são os rizicultores, sendo
que alguns são sócios da Copagro e outros não", conta
Dionísio.
Sobre a questão da poluição das águas, o
presidente da Copagro afirma que o problema está sendo
amenizado com a utilização de taipas (elevação no terreno).
Ele explica que a elevação do terreno é um caminho para
evitar a alta quantidade de defensivos, os famosos
agrotóxicos que prejudicam tanto a água quanto o produto.
Segundo Dionísio, hoje, a quantidade de
defensivos usados nas irrigações é quase zero. "Temos
estratégias para diminuir o uso de defensivos, uma delas é a
própria água, mantida como uma camada protetora da produção,
pois com ela sendo cultivada o tempo de carência é
respeitado e, assim, evita que a semente germine antes e
crie ervas daninhas. Outra alternativa é o Marreco de
Pequim, um tipo de marreco que come as ervas daninhas",
ressalta.
Portanto, hoje a água utilizada tem uma
quantidade bem mais reduzida. "Por isso é importante lembrar
que a área de arroz usa 2,3% do território da região e 2,8%
da água utilizada vem da chuva", conclui Dionísio.
Águas de Tubarão e sua história
TUBARÃO - Desde agosto de 2005, a prefeitura
de Tubarão assumiu o controle sobre o sistema de captação,
tratamento e distribuição de água e saneamento básico. A
Águas de Tubarão assumiu todos os serviços até então
executados pela Casan. Comandado pelo gestor do Fundo de
Água e Saneamento - Fundasa, é subordinado diretamente ao
prefeito Carlos Stüpp.
A disputa entre prefeitura e Casan teve
início no dia 17 de junho, quando expirou o contrato que
permitiu à Companhia explorar os serviços de água e esgoto
em Tubarão durante os últimos 30 anos. No dia 20 de junho de
2005, o prefeito anunciou a municipalização dos serviços de
água e esgoto em Tubarão e a criação de um Fundo Municipal
de Saneamento (Fundasa). Com a aprovação do Fundasa pela
Câmara de Vereadores, em julho, a prefeitura passou a contar
com as condições técnicas para assumir os serviços da Casan.
Desde que assumiu o sistema de água, em
agosto de 2005, o governo de Tubarão, por meio do consórcio
Águas de Tubarão, já investiu mais de R$ 2,5 milhões na
modernização do serviço de água do município. "Com isso foi
possível melhorar consideravelmente o abastecimento e a
qualidade da água oferecida à população", garante o gestor
do sistema, Afonso Furghestti.
A
modernização das estações de captação e tratamento não só
melhorou a qualidade da água como também aumentou em 25% a
capacidade de operação do sistema, garantindo o aumento da
produção de água tratada. Só na Estação de Tratamento (ETA),
foram aplicados quase R$ 74 mil em reformas e na instalação
de nove bombas dosadoras. "Hoje, na ETA, todo o sistema é
controlado eletronicamente", garante o gestor da Águas de
Tubarão, Afonso Furghestti.
A estação de captação ganhou novo
transformador de alta tensão com 750 kva de potência,
permitindo a instalação de três bombas de sucção
simultaneamente. A ampliação aumentou em um terço a
capacidade de captação, resolvendo em grande parte o
problema da falta de água durante o verão.
Empresas se preocupam com a água utilizada
TUBARÃO – A conscientização das empresas no
tratamento e reuso da água também merece destaque. Na
região, algumas já se mobilizaram e tratam dos seus
efluentes, para que a água devolvida à natureza seja da
melhor qualidade possível, não causando danos ambientais.
Entre elas, o empreendimento Laguna
Internacional, do Grupo Guglielmi. De acordo com o
engenheiro Fernando Rosendo, coordenador do empreendimento,
as avenidas já implantadas no sistema viário têm caimentos
voltados para o canteiro central, onde estão localizadas as
redes de drenagem pluvial. Já as redes coletoras do esgoto
cloacal ou esgoto sanitário estão locadas sob os passeios.
Isto para evitar a contaminação da drenagem pluvial com o
esgoto sanitário das residências e dos condomínios
Já a Estação de Tratamento de Esgoto - (ETE)
implantada recentemente pelo grupo é o ponto final de todo o
sistema de coleta de esgoto, que começa nas ligações
domiciliares. É uma estação biológica por aeração, não
utiliza nenhum produto químico e o processo é automatizado.
Já está em fase de estudo o projeto de uma
rede de água de reuso, tendo em vista a qualidade do
tratamento e as propriedades da água-resídua da operação, ou
seja, reutilizar a água do esgoto que sai da ETE devidamente
tratada para o reaproveitamento nas residências na irrigação
de jardins, lavação de carros, entre outros.
Farol Shopping - Inaugurado em outubro
do ano passado, desde o início uma das grandes preocupações
do empreendimento foi com a questão ambiental. O seu sistema
de coleta e tratamento de água é feito através de testes
laboratoriais que permitem até reutilizar a água vinda da
praça de alimentação e banheiros, como na limpeza do
shopping, por exemplo.
Uma grande fossa com um grande filtro para
tratamento das águas internas e externas é a responsável
pela redução de 30% do consumo de água, já que ela não é
jogada fora e sim, reaproveitada, e quando devolvida ao meio
ambiente está limpa.
De acordo com Daniela Milanez Zarbatto,
gerente operacional do Farol Shopping, o empreendimento
possui duas Estações de Tratamento de Água (ETA), uma com
capacidade para 10 mil litros/hora e outra, que recebe a
água dos banheiros e da Praça de Alimentação, com 30 mil
litros/hora. "Todo processo é automatizado e a manutenção é
diária", ressalta.
Preocupação constante com o meio ambiente
CAPIVARI DE BAIXO - A Tractebel Energia, em
Capivari de Baixo, também tem uma preocupação constante com
o meio ambiente e com a água utilizada nas usinas e
devolvida à natureza. Hoje, ela realiza o monitoramento da
qualidade da água em cinco pontos da Bacia do Rio Tubarão,
dois pontos da Bacia do Rio Capivari e outros sete pontos
nos efluentes das usinas.
Além disso, ela realiza programas ambientais
adicionais, como redução dos estoques de carvão e dos pátios
de carvão e ainda a readequação do sistema de drenagem dos
pátios de carvão, onde o sistema de bombeamento das águas
das chuvas foi ampliado, com a instalação de bombas e
tubulações, garantindo que toda a drenagem dos pátios seja
direcionada às bacias de cinzas para neutralização.
Realizou ainda a readequação dos sistemas de
extração de cinzas, tendo o sistema pluvial completamente
modificado com a construção de tanques separadores de
água/óleo/cinzas. De acordo com Alexandre de Souza Thiele,
coordenador da Central de Utilidades, isso garante que na
ocorrência de qualquer vazamento de cinza ou óleo nas áreas
internas do Complexo Jorge Lacerda, estes vazamentos sejam
contidos nestes tanques, evitando impactos ambientais
externos ao Complexo.
A Tractebel foi responsável ainda pela
recuperação de áreas degradadas que não faziam sequer parte
da empresa, recuperação do pátio de carvão da ex-CAEEB e
recuperação ambiental do banhado da Estiva dos Pregos. Por
todas estas ações, entre outras, a empresa recebeu do
Inmetro o certificado ISO 14001.
Alcoa - A Alcoa em Tubarão é outra que
se preocupa com a água e o esgoto produzido e o que irá
devolver ao meio ambiente. Para o efluente sanitário, possui
sistemas de fossas-filtro para o tratamento, que retira o
resíduo de dentro das fossas e os leva para tratamento em
Florianópolis, seguindo toda a legislação aplicável e normas
internas da Alcoa.
No caso do tratamento do efluente
industrial, existe uma ETE (Estação de Tratamento de
Efluente), onde também é mantido um rígido controle nas
emissões através de monitoramento 24 horas/dia. Além de
todos estes controles, as águas subterrâneas são verificadas
através de poços de monitoramento, onde a água é retirada e
enviada para análise em laboratório, para verificar sua
qualidade.
A Certificação do sistema de gestão NBR ISO
14001 proporciona à Alcoa manter um sistema rígido de
controle e redução do consumo de água, além de várias ações
paralelas, como trabalhos em conjunto com a prefeitura e a
Unisul, onde há um projeto de recuperação da mata ciliar ao
longo das margens do Rio Tubarão. |
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