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JOSÉ WARMUTH




 
 

Sexta-feira, 23/06/2017, às 06:00

A sogra

Chamar de língua de sogra aquele brinquedinho que, quando soprado, desenrola uma lingueta cumprida ao tempo em que produz um som desagradável, e que geralmente é distribuído entre as crianças em festas de aniversário, traz em si uma grande injustiça: sogras não são necessariamente “faladeiras”. Às vezes se excedem no linguajar, mas sempre por uma boa causa, qual seja: a felicidade de um filho ou de uma filha.

Elas, no geral, são ótimas criaturas. Dóceis, doces como o é o olho de sogra, aquele gostoso docinho que somente é servido em comemorações.

Não concordamos com o fato de ser ela um personagem de anedotário, nem com certa rejeição que já é histórica: em 1925, a Ford fabricou um modelo de auto para duas pessoas que, lá atrás, no lugar da mala, possuía mais um banquinho, que logo logo foi apelidado de “o banco da sogra”. Que desaforo!

Mother-in-law (“mãe pela lei”) é como elas se chamam na língua inglesa. Mas não precisavam ser pela lei, já que para um genro ou para uma nora são uma segunda e genuína mãe.

Com relação a elas, apenas um fato nos aflige: as sogras são uma espécie em extinção, já que o casamento também é um compromisso que se extingue.

As sogras de antigamente serão no futuro sogras “ficantes”, convivendo com filhos ou filhas que estão “ficando”?




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