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LÚCIO FLÁVIO




 
 

Sábado, 20/10/2018, às 06:00

Noite histórica

Há quem já tenha afirmado que jornalismo e literatura sejam águas do mesmo mar. É possível que sejam. Certamente, jornalistas e escritores bebem na mesma fonte: a observação atenta de tudo o que nos cerca. Somos curiosos de nascença. Observamos tudo, depois registramos as nossas memórias, recentes ou antigas, no papel. Enfim, gostamos de contar histórias.

A diferença é no modo de narrá-las. No jornalismo, temos de contar a história em poucas palavras. Resumi-la numa manchete. Se fosse uma história real, e não fruto da genialidade de William Shakespeare, Romeu e Julieta poderia ser resumida da seguinte forma, na linguagem jornalística: “Rivalidade entre famílias acaba em tragédia em cidade italiana”.

Escritores têm essa vantagem: não precisam dar um spoiler assim, logo de cara. E têm ainda a liberdade de criar até onde a imaginação possa levar. Há, no entanto, um gênero que une essas duas linguagens, que é a crônica. Através dela, desde Machado de Assis, diversos escritores atuaram simultaneamente na literatura e no jornalismo, que Machado chamava de “literatura cotidiana, democrática, que leva em si o frescor das ideias e o fogo das convicções”.

Renata Dal-Bó, que nos dá a honra de ser colunista no Diário do Sul há seis anos, transita com propriedade por esses dois mundos, o jornalístico e o literário. Não por acaso, acaba de assumir a presidência de uma importante entidade que reúne jornalistas e escritoras, a Ajeb. Há três anos estreou com um livro que reúne algumas de suas crônicas, publicadas no jornal. E na quinta-feira à noite lançou seu novo livro, Para Ti, com crônicas de viagens.

Foi uma noite importante não só para Renata, sua família e seus amigos, mas também para a Academia Tubaronense de Letras, para o nosso jornalismo e para a nossa cultura. Toda noite em que um livro é lançado é uma noite que entra para a história. Carlos Heitor Cony, que nos deixou esse ano, outro que transitou magistralmente nisso que ele chamou de “universo das letras”, definiu muito bem essa ideia de perenidade: “Jornalistas escrevem para o dia seguinte. Os escritores escrevem para sempre”.



Dr. Irmoto Feuerschuette

O lançamento do livro de Renata Dal-Bó foi no Centro Municipal de Cultura, o nosso Museu Willy Zumblick. No dia 28 de agosto, no mesmo local, foi lançado o livro “Tuba-nharô: O Pai Feroz”, do médico Irmoto Feuerschuette, que traz relatos e dados históricos sobre as cerca de 40 cheias que ocorreram em Tubarão desde o século 18. Dr. Irmoto, é justo lembrar, foi o prefeito que reconstruiu a cidade após a trágica enchente de 1974. E, visionário, foi também quem idealizou e iniciou a construção do Museu Willy Zumblick, durante o seu segundo mandato como prefeito. Obra que depois foi finalizada pelo seu sucessor, Genésio Goulart.

Tubarão, cidade da saúde
Dia 18 de outubro foi o Dia do Médico, e o prefeito Joares Ponticelli revelou, durante o lançamento do livro de Renata Dal-Bó, que a área da saúde já é a maior geradora de tributos da cidade. Aquilo que todos já sabíamos, que Tubarão é uma referência nessa área, agora tem uma comprovação de sua importância econômica também. E que será ainda maior a partir da inauguração do Centro de Inovação, que, graças ao empenho do próprio Joares, será referência em inovações na área da saúde.




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