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LÚCIO FLÁVIO




 
 

Sábado, 11/08/2018, às 06:00

Combinaram com o eleitor?

Cada campanha eleitoral tem suas particularidades, e a desse ano começa com uma situação bastante curiosa. Em Santa Catarina, os candidatos que lideravam as pesquisas, Esperidião Amin e Paulo Bauer, e que juntos representavam a metade das intenções de voto, optaram por (ou foram obrigados a) concorrer ao Senado, abrindo mão para nomes que apareciam em terceiro e quarto lugar. É de se imaginar que o número de votos em branco ou nulos, que já não seria pequeno, tende a ser ainda maior, levando em conta os que não irão transferir seu voto para um candidato diferente do que esperavam, ainda por cima de outro partido.

No plano nacional, os que apareciam nos primeiros lugares nas diferentes pesquisas também acabaram isolados após as coligações anunciadas no último final de semana. Tanto Jair Bolsonaro, como Marina Silva quanto Ciro Gomes foram isolados pelos grandes partidos, e concorrerão com alianças sem relevância, o que lhes darão muito pouco espaço na propaganda eleitoral no rádio e na TV. Bolsonaro, que lidera as pesquisas sem Lula, terá nove segundos, menos do que o folclórico Enéas teve em outras eleições. Logo saberemos se as articulações realizadas serão suficientes para inverter a ordem atual das pesquisas.

Essas articulações, que resultaram em casamentos e traições feitas pelos caciques partidários, serão comemoradas após as eleições como uma jogada de mestre, em caso de vitória, ou como um erro que deixa lições, no caso de derrota nas urnas. Mas sempre lembram a velha lenda envolvendo a Seleção Brasileira na Copa de 1958, na preparação para o jogo contra a forte seleção da União Soviética. O técnico Feola teria reunido o time para explicar uma jogada que havia planejado, em que Garrincha, nosso grande craque, driblaria várias defensores, cruzaria para Mazzola, que driblaria outro defensor soviético, e passaria para Vavá marcar o gol. Todo mundo em silêncio, prestando atenção, até que Garrincha perguntou: “Tá legal, seu Feola, mas o senhor já combinou tudo isso com os russos?”


Pela nossa região

A definição dos postulantes aos cargos mostrou que a Amurel tem dois candidatos a senador, Lédio Rosa de Andrade (PT) e (Lucas Esmeraldino (PSL); e seis candidatos a deputado federal, Claudemir da Rosa (PT), Edi da Farmácia (PSB), Edinho Bez (MDB), José Luiz Tancredo (PSDB), Manoel da Silva Guimarães, o Farinheira (PDT) e Sílvio da Conceição da Silva (Patriota).

Para deputado estadual

São dez os candidatos a deputado estadual pela nossa região: Alexandre Lopes (SD), Anderson Caetano (Patriota), Felipe Estevão (PSL), Iedo Della Giustina (PR), Leonardo Pickler Rohling (PT), Norma da Rosa Corrêa (PSDB), Olavio Falchetti (PT), Pepê Collaço (PP), Sargento Damiani (PDT) e Volnei Weber (MDB).

Vamos votar nos nossos

São várias as opções, da esquerda à direita. Alguns representam a renovação na política, outros têm experiência de sobra. Cabe a nós, eleitores, fazermos a melhor escolha, de acordo com as nossas convicções. Temos votos suficientes para elegermos pelo menos um deputado federal e dois deputados estaduais. Somos mais de 275 mil eleitores. O que não pode é a nossa região continuar sem força política, o que significa mais atraso e menos desenvolvimento.

Prepare os ouvidos
Agora que vai começar mais uma campanha eleitoral, fecho essa coluna com a observação mais do que pertinente do estadista alemão Otto von Bismarck, lá no século 19: “Nunca se mente tanto como em véspera de eleições, durante a guerra e depois da caça.”




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