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LÚCIO FLÁVIO




 
 

Sábado, 16/06/2018, às 06:00

Pra frente, Brasil

Estamos de novo em meio a uma Copa do Mundo. Ainda nem pagamos todas as dívidas deixadas pela copa realizada aqui no Brasil, e já vem essa outra. Sei que é só uma impressão, mas não parece que antigamente o intervalo entre as copas passava mais lentamente? Deve ser culpa da correria que vivemos, que faz o tempo parecer andar mais rápido. Pelo menos uma coisa não está igual como era: o interesse da população pelo torneio. Não há mais ruas enfeitadas, como se via anos atrás. Nem bandeiras enfeitando fachadas. E não é apenas uma impressão: o Datafolha pesquisou e constatou que mais da metade dos brasileiros (53%) não tem nenhum interesse pelo Mundial de futebol.

Esse desinteresse não tem a ver com o futebol da nossa Seleção, que é apontada como uma das favoritas ao título. Inclusive, na mesma pesquisa 48% dos entrevistados disseram acreditar que o Brasil vai ganhar a Copa. Certamente tem tudo a ver com a crise, política e econômica, que faz com que todos nós desanimemos com o futuro. Pudera, o que se pode esperar de um país em que um ex-presidente preso por corrupção lidera pesquisa, e um deputado federal preso consegue autorização do STF para legislar durante o dia e dormir na cadeia à noite? Realmente, é preciso ter uma boa dose de otimismo para não desanimar com esse cenário que, infelizmente, não é dos melhores.

Mas não tem outro jeito. Queiramos ou não, a vida segue, mesmo depois de um 7x1. É preciso fazer como a Seleção, reinventar-se. Nesse caso, trocou-se o técnico e boa parte dos jogadores, em relação à copa anterior. Exatamente o que precisamos fazer na eleição de outubro, com relação aos nossos políticos. Só não devemos deixar que crise alguma diminua nosso amor pela Seleção Brasileira, e especialmente pelo nosso país. Agora é tempo de torcer, e esperar que os jogadores representem nosso país da melhor maneira possível. Como diz o refrão da velha música: “Todos juntos vamos / pra frente, Brasil / salve a Seleção”. Na eleição a gente muda para “Todos juntos vamos  / pra frente, Brasil / salvemos a Nação”.

 

O que mais importa
Há quem credite esse desinteresse pelo futebol a uma maior consciência dos brasileiros sobre o que realmente é importante. Pode ser: aqui no Sul do país, onde a população costuma ser mais politizada, o desinteresse pela Copa aumenta para 59%, na pesquisa do Datafolha. Mas nem tudo é política, ainda bem, porque senão o mundo seria muito chato. “A gente não quer só comida. A gente quer comida, diversão e arte” - não é isso que os Titãs cantavam?

Vem numa crescente
Para quem ficou curioso em saber mais dados da pesquisa, vale dizer que 18% dos entrevistados disseram que têm grande interesse pela Copa; outros 18% afirmaram que têm médio interesse e 9% que têm pouco interesse. O instituto faz essa pesquisa desde 1994, quando o Brasil estava há 24 anos sem conquistar o campeonato. Na oportunidade, apenas 20% dos brasileiros declararam não ter interesse pelo Mundial. O maior índice de desinteresse até agora havia sido registrado em 2014, quando 36% disseram que não tinham nenhum interesse pela Copa do Mundo. Justamente na Copa realizada em nosso país.




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