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Política

MILTON ALVES




 
 

Sexta-feira, 16/11/2018, às 06:00

Cuidado com as “notinhas”

Nem sempre o que queremos ou achamos ser o certo, é de fato o que acontece, da mesma forma que em certas ocasiões as coisas até podem estar acontecendo, sem que percebamos. E isso independentemente se queremos ou não. Escrevo essas palavras porque me causa estranheza certas notinhas, publicadas por colegas, analistas políticos, de nossa mídia estadual, dando conta de um possível abalo nas relações entre os dois principais protagonistas do novo PSL catarinense que emergiu nas eleições deste ano: o futuro governador Carlos Moisés e o presidente estadual da sigla Lucas Esmeraldino.

Existem diferenças
É até possível que diferenças de ideias e posicionamentos possam estar surgindo, principalmente porque tudo é muito novo e - com absoluta certeza – com movimentos diários que surpreendem até mesmo aos próprios protagonistas, por mais que eles pensem estar preparados para o momento. É preciso, todavia, que se tome cuidado para distinguir bem as notas verdadeiras, traduzindo que de fato acontece, das “notinhas” que surgem, vez por outra, nas colunas diárias ou semanais de análise política de nossa mídia. Como já trabalhei nos dois lados, sei como funciona esse “sistema”. E o alerta não é apenas para o leitor, não. Serve também para os envolvidos.

Juntos em Brasília  
  E seguindo a máxima popular do “enquanto os cães ladram a caravana passa”, e quem sabe até buscando desmistificar certos rumores surgidos, o presidente do PSL Lucas Esmeraldino fez questão de acompanhar, na última quarta-feira, em viagem a Brasília, o governador eleito Carlos Moisés da Silva, que foi até a capital federal participar do Fórum dos Governadores Eleitos, evento que contou com a presença e manifestação do presidente eleito e principal articulador deste novo PSL, o ainda deputado federal Jair Bolsonaro. Entre os assuntos abordados, que inclusive serviu de bandeira de campanha do PSL catarinense, um novo pacto federativo em busca de tirar os estados e municípios da crise em que se encontram.

Economia robusta  
Levando-se em conta os números e percentuais do mais recente levantamento do IBGE sobre emprego e desemprego no Brasil, anunciado nesse meio de semana, vivemos a expectativa de nosso torrão estar sempre se destacando. Apesar do aumento do número de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado de Santa Catarina, passando de 226 mil para 228 mil do 2ª para o 3ª trimestre deste ano, nos credencia à esperança por dias melhores o fato de ainda termos o maior percentual de trabalhadores formalizados do Brasil, com 88,4%.

Existe uma crise
Na ótica do presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt, esses números mostram que a economia catarinense é robusta estruturalmente, mas ainda não se recuperou por completo da crise de 2015-2016. Estes resultados positivos, muito provavelmente, são fruto da diversificação econômica de Santa Catarina, que permite maior mobilidade do emprego e investimentos entre os diferentes setores. De julho a setembro, contamos com 3,5 milhões de pessoas empregadas e 236 mil desempregados. O número de desempregados caiu, em aproximadamente 21 mil trabalhadores, entre 2017 e 2018.

Pegou pesado
E a semana parece não ter sido boa para o ex-presidente Lula. Aliás, os últimos meses na vida do encarcerado de Curitiba não têm sido nada promissores. É que depois dos “pitos” que levou da juíza Gabriela Hardt, na véspera do feriado, durante depoimento que concedeu como um dos réus no caso do Sítio de Atibaia, Lula vai ter que passar o fim de semana lendo coisas nada agradáveis na Revista IstoÉ. Na primeira entrevista concedida a um veículo impresso desde que aceitou o convite para integrar o governo Bolsonaro, o futuro ministro da Justiça Sergio Moro diz que, apesar de o STF já permitir, ele vai propor que o cumprimento da prisão em 2ª instância assuma força de lei. Sobre as acusações de perseguição política ao ex-presidente petista, o juiz foi taxativo: “Lula é o mentor do esquema criminoso na Petrobras. O triplex é a ponta do iceberg”. A entrevista enterra Lula de vez.     




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