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Política

MILTON ALVES




 
 

Quarta-feira, 23/01/2019, às 06:00

A lentidão da UPA

Todos nós sabemos que existe a melhor das boas intenções por parte da atual administração de Tubarão na busca de uma solução para o problema em que se transformou a famigerada UPA da margem esquerda, uma obra tão sonhada pelo saudoso Manoel Bertoncini, e que só não deve ser considerada em “total estado de abandono” porque recentemente a prefeitura se preocupou em isolar toda a estrutura, evitando, assim, que ela continuasse sendo invadida e usada por malfeitores. Também sabemos que a solução de continuidade à obra carece de tempo, já que é preciso superar uma enorme burocracia existente. Há coisas, todavia, que não são explicáveis.

Uma calçada que não existe
Essa foto ao lado, por exemplo, mostra como está a calçada – se é que pode ser chamada de calçada – defronte à obra inacabada na rua Januário Alves Garcia, praticamente no Centro da cidade, considerando que a margem esquerda é parte integrante desta região do município. Ela nos foi enviada por um leitor que está apenas pedindo que a prefeitura disponha de um servidor braçal para fazer a capina. Além de ser feio, é algo que depõe contra a segurança dos pedestres, que precisam invadir a rua para atravessarem o local.

Pequenos detalhes
Alguém até pode dizer: “Poxa, Milton, mas a cidade tem tantos outros problemas e vais gastar tópicos da coluna com algo tão pequeno?” Pois então. Essa é a questão. São esses pequenos detalhes que estão enchendo o saco da população e servindo de contraponto negativo diante de tantas obras que vêm sendo feitas. Já disse isso e volto a repetir: “Muitos não medem a administração pela suntuosidade de suas obras, mas, sim, por aquilo que deixa de fazer e que atinge diretamente o cidadão”.

Um dos piores sinônimos
É que nem quando se é convidado para visitar a casa de alguém. Você chega lá e se depara com uma residência enorme, suntuosa, cheia de móveis caríssimos e toda equipada. Ao chegar na cozinha, porém, as louças estão espalhadas pela pia, junto a restos de comida e moscas rondando. Nos banheiros, você encontra papéis higiênicos usados espalhados pelo chão, e aquela roupa íntima pendurada no registro. O que vem em sua mente? “Que desperdício, uma casa tão bonita, mas nas mãos de gente relaxada”. Não acredito que seja isso que o prefeito Joares Ponticelli queira que as pessoas pensem da sua cidade.

O Procon e as contas de energia
A Associação dos Procons Catarinenses, junto com o Procon estadual, enviou um ofício ontem ao diretor executivo da Celesc, Gleicio Poleto Martins, cobrando da empresa um posicionamento mais detalhado sobre as reclamações recebidas pelos Procons municipais, em função do aumento nas faturas apresentadas para cobrança neste mês de janeiro. O que chama a atenção na longa exposição de motivos feita pela associação é que, apesar das justificativas apresentadas pela maioria dos diretores regionais da empresa, dando conta de que não houve reajuste do valor da energia, mas, sim, um aumento de consumo por parte dos usuários, casos pontuais contrariam essa tese. Segundo o Procon, por exemplo, tem consumidor que não dispõe de ar-condicionado em casa e mesmo assim a fatura veio com valor dobrado em relação ao mês passado. É, Celesc. É preciso explicar.




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