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ESTELA MAURA




 
 

Segunda-feira, 21/01/2019, às 06:00

Muita calma nesta hora...

Você já passou por momentos delicados, como encontrar alguém que adora reclamar da vida e não dá chances para interrupção?
Existem pessoas que acham que não precisam de terapia e, mesmo não fazendo parte de nosso convívio, se aproveitam de toda e qualquer situação para despejarem seus problemas. Não é necessário muito para que o indivíduo comece seu discurso, basta fazer uma simples pergunta: “Tudo bem com você?”. Pode ser no supermercado, no aeroporto, na sala de espera de uma clínica, ou na academia. Não importa! Este perfil não perde uma única oportunidade. É um ritual que faz parte de quem só vê o lado negativo dos fatos e adora falar de assuntos trágicos. Estas pessoas não dão brechas para pausas! Você caminha com ar de atrasado e a pessoa o acompanha lado a lado. Mesmo que fixe seu olhar nela, dedicando-lhe uma certa atenção, e deixe transparecer sua pressa, não se preocupe, ela vai tentar impedir seu passo acelerado e insistir para que escute toda sua estória dramática.
Mas, como agir nesta hora? Não é polido virar as costas e mostrar indiferença, pois seria uma indelicadeza. O ideal é tentar chegar ao meio termo, porque pessoas do estilo “sem noção” se prolongam demais em suas explicações. Normalmente, citam todos os detalhes do assunto desde o início, entremeando seus dilemas com trechos e representação de diálogos, inclusive com bônus dos piores momentos. É uma situação que exige muita paciência e habilidade.
Quando se tem o propósito de oferecer um ombro amigo a alguém, é importante estar disponível para uma escuta prolongada. Mas, nestas ocasiões inesperadas, é preciso se proteger um pouco dos que apenas querem reclamar por hábito. É necessária uma certa estratégia para que se possa sair deste encontro sem magoar a pessoa. Inevitavelmente, é preciso pedir licença para interromper ou usar a técnica do sabonete (escorregar de lá para cá) e mudar de assunto. Na primeira chance, vale tentar tecer um comentário corriqueiro e, sutilmente, emendar com uma despedida. Mesmo assim, por mais educada e sutil que seja sua interrupção, o reclamador compulsivo ficará indignado, pois nem sempre é fácil ser educado, assertivo e compreendido ao mesmo tempo.
Bom seria se todos fossem sensatos e sensíveis a determinadas situações e conseguissem dirigir seu olhar para as boas coisas da vida. Fica a dica!




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