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ESTELA MAURA




 
 

Segunda-feira, 24/04/2017, às 06:00

Tão perto e tão distante...

O ser humano precisa de proteção, alimentos, suporte familiar, educação, liberdade, afeto, atenção, cuidado, carinho, saúde, segurança, cumplicidade, desafios que o levem a crescer, objetivos claros que o façam seguir em frente e um sentido maior, transcendente e profundo para viver cada dia, que podemos chamar de fé.
Nascemos frágeis e sem autonomia, ao contrário de alguns animais irracionais, que se levantam e saem andando logo após seu nascimento. Precisamos de um tempo cronológico e individual para nos estruturarmos física e psicologicamente para então nos considerarmos maduros e responsáveis por nossas escolhas e construirmos nossa história pessoal. Mas será que conseguimos observar todas estas necessidades, em níveis distintos, nas pessoas que comumente estão ao nosso lado?
Cada vez mais a vida tem se mostrado fria e criativa em relação a esta carência básica do ser humano. É preciso admitir e enfrentar o fato de que está muito diferente e vai ficar mais diferente ainda a maneira de nos relacionarmos. Além dos obstáculos já conhecidos, existe um universo paralelo, antes chamado de virtual, mas que é real: a internet. Querendo ou não, a tecnologia faz parte de nosso dia a dia e não há como ignorar isto! Ela colabora para facilitar a vida em inúmeros setores, mas tem seu lado sinistro.
Portanto, é importante estarmos cientes de que nossa humanidade permanece, mas o modo como devemos interagir talvez necessite de algumas adaptações periódicas. Por mais que estejamos perto de alguém querido, corremos o real risco de estarmos bem distantes dele. O físico pode estar ali, mas a mente pode estar divagando por outros espaços. As facilidades são imensas, por isso observação e diálogo são fundamentais.
Provavelmente, desencontros, desentendimentos e frustrações favoreçam a suscetibilidade a induções autodestrutivas aos adolescentes, como os casos da Baleia Azul. Mas também é possível que haja uma banalização de certos sofrimentos íntimos ou a negação da existência de alguns distúrbios emocionais de familiares ou amigos, que pedem uma ajuda específica ou uma intervenção. Afinal, conviver é viver junto e nosso comportamento familiar e social pode transformar situações e salvar vidas. Quem sabe o antídoto para todas estas armadilhas virtuais seja um olhar atento, acompanhado de um relacionamento aberto, responsável, carinhoso e sensato?




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