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Política

RAFAEL MATOS




 
 

Segunda-feira, 12/11/2018, às 06:00

Defesa dos lados

Empregados e patrões dificilmente estão do mesmo lado. Em época de eleições, por exemplo, um candidato até pode unir as duas preferências, mas, depois de eleito, e quando começa a agir, este político tratará de separar estas tribos.

É muito difícil garantir direitos e deveres que possam agradar as duas classes.

Talvez um empregado só vá sentir os problemas dos patrões no dia que for um. E o empregador irá pensar diferente se um dia precisar acordar do outro lado.

A ideia geral que se tem no Brasil é a de que empregados têm todos os direitos garantidos, e aos patrões cabem todos os deveres. Por isso, talvez, se demonizou a Justiça Trabalhista e o agora futuramente extinto Ministério do Trabalho.

Prega-se, então, que, para melhorar tudo e para gerar empregos, a solução é acabar com eles.

Mas será que o correto não seria corrigir o que está errado? Aprimorar ainda mais aquilo que funciona? Equilibrar os direitos?



Nos outros cantos
Para fazer parecer a nossa proposta uma boa ideia, é muito comum dizer que tal coisa é o que tem de mais moderno em outros países. Quem nunca utilizou desta tática? Pois Justiça do Trabalho e Ministério do Trabalho (MT) existem também em países desenvolvidos, sim. E nem sempre os direitos garantidos por lá são iguais ou melhores.

No Japão
No Japão, os trabalhadores têm direito a dez dias de férias remuneradas. Mas, até este ano, as empresas só eram obrigadas a conceder o período se o funcionário pedisse. E, imagine, pedir pra tirar férias não era algo visto com bons olhos. Somente após uma mudança de regra é que as empresas passaram a ser obrigadas a conceder as férias, mesmo que o funcionário não as solicite.

Ranking Você S/A
A Cerâmica Portinari é a única empresa do Sul do Estado de Santa Catarina que aparece no tradicional ranking da Revista Você S/A sobre as 150 melhores para trabalhar. Outras dez companhias foram citadas no levantamento anual realizado pela publicação da Editora Abril, em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA).

Distantes ou não
Repercute muito entre colunistas políticos estaduais o distanciamento do governador eleito Carlos Moisés dos dirigentes do PSL, partido em que se elegeu. A nomeação de um grupo de transição técnico e sem políticos alimenta a situação de distância. Outra contribuição para esta tese foi a divulgação do encontro estadual realizado na última sexta-feira. Para a imprensa, foram distribuídas três fotos. Moisés aparece somente em uma. No mínimo, curioso.




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