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Política

RAFAEL MATOS




 
 

Segunda-feira, 09/10/2017, às 06:00

Reforminha politiqueira

A reforma política, mais uma vez, não passou de um remendo. Colocaram algumas coisas boas por lá, como a cláusula de barreira (que pode reduzir o número de partidos no futuro), o limite de dez salários mínimos de doação por pessoa física. Poderia incluir nesta lista também o fim das coligações nas eleições proporcionais. Mas, como isso só vai valer em 2020, temos que esperar para acreditar.

Mas estas poucas coisas boas não são o suficiente para ofuscar as ruins que botaram nesta reforminha. Uma delas foi a criação do fundo eleitoral, que poderá destinar até R$ 1,7 bilhões para as campanhas. Isso é recurso público (dos nossos impostos) que vai ser distribuído entre os partidos e candidatos, sem botar nesta conta o que a Justiça Eleitoral gasta para realizar as campanhas. É muito dinheiro!

Para você, leitor, ter ideia, este é quase o mesmo valor que o governo Temer liberou no mês de junho em emendas parlamentares para barrar a denúncia que tramitava contra ele na Câmara. É mais do que a ex-presidente Dilma liberou em 2016 para tentar barrar o impeachment.

Assim é fácil gastar o dinheiro dos outros.

Contra a difamação ou censura?
Não se pode esquecer também que nesta reforminha foi incluída a exigência dos aplicativos e redes sociais que suspendam publicações denunciadas por promoverem discurso de ódio ou divulgação falsa, até que o autor seja identificado. Isso vai ser possível sem uma decisão judicial. Qualquer um poderá fazer a denúncia. Qualquer um será um juiz agora? Para muitos, isso é censura prévia. A proposta é tão ruim que o autor da emenda anunciou que vai pedir o veto ao presidente.


Museu ferroviário
Os responsáveis pelo Museu Ferroviário de Tubarão não se cansam de pedir socorro e dizer que a instituição precisa de ajuda para ser mantida. A doação de uma das locomotivas para o Museu de Lages e ainda a possibilidade de outras três tomarem o mesmo caminho é mais um sinal, mas que soa silencioso em nossa cidade. São poucas cidades no Brasil e no mundo que têm um acervo deste tipo. A sua manutenção é também a valorização de parte da nossa história.

Tubarão é 20% da Série A
O acesso do Hercílio Luz à Série A coloca Tubarão como a segunda cidade do Estado a ter duas equipes na elite. Só Florianópolis (com Avaí e Figueirense) tinha isso. Vão ser 18 jogos por aqui, só na primeira fase. Se Atlético Tubarão e Hercílio vão ter chances de disputar o título, é uma outra história, mas não dá para negar que o sucesso de um tem motivado o outro. Essa rivalidade é boa exatamente para isso. O Campeonato Catarinense é um dos mais difíceis do Brasil devido ao nível de suas equipes. Chegar na Série A é difícil, e se manter nela, mais ainda. Mas que as torcidas aproveitem esta oportunidade.




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