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RAMIRES LINHARES




 
 

Segunda-feira, 10/09/2018, às 06:00

Fim

Bom dia, boa tarde, boa noite, conforme a ocasião.
Com versos escritos por Fernando Pessoa, escrevo aqui, pela última vez, nessa coluna “Penúltimas” do Diário do Sul, tentando dizer (e entender) quem fui e quem sou, depois de cinco anos e meio me transmitindo a vocês. Obrigado!
 “Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é.
Atento ao que sou e vejo.
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo.
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem.
Assisto à minha passagem.
Diverso, móbil e só.
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo.
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo.
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li.
O que julguei que senti.
Releio e digo:
“Fui eu ?”
Deus sabe, porque o escreveu”.

Fui
Cinco anos, seis meses e mais alguns dias depois da primeira crônica, eis que chega o dia de dizer até logo. Interrompo um período de muito aprendizado, muitas alegrias, muito orgulho, de poder ter tido a oportunidade de dizer para milhares de pessoas o que sou, o que sinto, o que acho, através das páginas do nosso querido Diário do Sul. Sigo com a sensação de dever cumprido, agradecendo aos que me leram e me desculpando se, em algum momento, não tenha correspondido às expectativas. Vou cumprir outra missão, levando comigo o carinho com que sempre fui presenteado por todos, enquanto escritor dessa página. Carinho, que sei, vai virar saudade. Saudade que tem tudo para virar inspiração, para, quem sabe, continuar registrando de forma escrita, de algum modo, o que sou, o que sinto, o que acho. A gente se encontra por aí...

Sobre o fim da caminhada...“Caminhar com bom tempo, numa terra bonita, sem pressa, e ter por fim da caminhada um objetivo agradável: eis, de todas as maneiras de viver, aquela que mais me agrada”. Jean-Jacques Rousseau

Médium
A viúva foi a um centro espírita para tentar um contato com o falecido marido. A senhora que a atendeu
realizou todos os procedimentos e disse a ela:
- Agora a senhora já pode falar com o espírito do seu marido, ele já está lhe ouvindo.
E ela:
- Amor, a polícia me entregou o seu celular depois do acidente em que você faleceu. Quem é essa Jéssica?

Corrupção
Não há dúvidas de que a corrupção se tornou endêmica em nosso país. E nessa batalha que há anos vem sendo travada contra esse mal avassalador, o que podemos notar é que existem aqueles que são contra a corrupção, não importa o partido, e os que são a favor do partido, não importa a corrupção...

Desejos
E que a gente também não precise da saudade, para lembrar o quanto gostamos de quem está longe.

Herói
Na escola, a professora faz a prova oral com o Clebinho:
- Quem é o seu herói?
- Meu pai!
- Por que você considera seu pai um herói?
- Porque ele é muito corajoso.
- Existe algo de que seu herói tem medo?
- Só da minha mãe!




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