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AMANDA MENGER




 
 

Quinta-feira, 27/04/2017, às 06:00

Envelhecer

O  estereótipo dos vovozinhos de cabelos brancos, jogando cartas, relembrando o passado e esperando a morte chegar está bem longe de ser a realidade para muitos senhores e senhoras depois dos 60, 70 anos. Criar, viajar, amar, sonhar, enfim, viver são os temas abordados em “Grace e Frankie”.

Não, esta coluna não está sendo patrocinada pela Netflix, mas se fosse eu não iria achar ruim (hehe)...

A série está na terceira temporada e traz no elenco Jane Fonda (a musa da aeróbica dos anos 1980 continua linda e megatalentosa) e Lily Tomlin (outra musa dos anos 1980, linda e hilária como uma hippie chic), respectivamente Grace e Frankie. A história toda começa quando as duas, na casa dos 70 anos, são informadas pelos seus maridos que eles querem o divórcio. Aí você deve pensar: como é? Depois de décadas de casamento, vão enfrentar a velhice sozinhos? Não. Exatamente aí que entram os desafios e algumas das cenas mais engraçadas. Os dois pedem o divórcio para poderem se casar. Sim. Os dois. São. Gays.

Robert e Sol são advogados, sócios em uma firma poderosa que lida com divórcios e há mais de 20 anos são amantes. Eles cansam de viver às sombras dos casamentos falidos e resolvem viver o seu amor. Com certeza, um ato de bravura. Eles são da geração baby bloomers, ou seja, os filhos que nasceram entre 1940 e 1950, sendo, portanto, criados em uma sociedade altamente preconceituosa em que o amor homossexual era um tabu.

Com a vida que elas conheciam se despedaçando, as duas, que nem eram melhores amigas, apenas se aturavam por conta da sociedade dos então maridos, acabam indo para a casa de praia, que tinha sido comprada pelos dois casais. A primeira temporada é marcada pelas brigas entre as duas, pelo impacto que a novidade traz à vida familiar e como os personagens lidam com os recomeços.

E é no meio de tantas agruras que elas somam forças e, juntas, conseguem superar as dificuldades. Um novo mundo se abre. Questões sobre saúde, sexo, dinheiro, bens, amor, sonhar e criar vão se embolando e criando novas situações. Na terceira temporada, mais confusões, ora trazidas pelos novos relacionamentos de ambas, pelo relacionamento dos filhos com seus parceiros e também com uma empresa que as duas resolvem criar juntas, a partir de algumas necessidades sexuais que elas observam. Sim. Grande parte das situações envolvem o sexo. E aí está uma das coisas bem legais da série: mostrar que a idade passa, mas que se não se deve deixar o que dá prazer no passado. Aliás, elas mostram que a idade traz dificuldades, como o episódio em que elas passam grande parte do tempo no chão devido a um mau jeito na coluna, mas também traz maturidade e talvez a consciência de finitude as faça ter ainda mais vontade e prazer em viver.




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