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CLÁUDIA SOUZA DE ALBUQUERQUE




 
 

Ontem, 17/11/2018, às 06:00

Depois eu faço

O estilo de vida contemporâneo faz com que a maioria das pessoas tenha a agenda repleta de atividades a serem desenvolvidas e cumpridas dentro de determinados prazos. São tantos compromissos que provavelmente você já se pegou inventando desculpas para adiar a realização de tais atividades. É o famoso “deixa para amanhã”.

Essas desculpas podem ser compreendidas como preguiça ou procrastinação.

Preguiça é entendida como “evitação” de trabalho, já procrastinar é o comportamento de adiar ou transferir atividades e tarefas que deveriam ser concluídas dentro de um prazo para o dia seguinte.

O procrastinador tem boas “intenções de realizações”, mas que não condizem com as “reais ações para,” por conta de sua mania de deixar para resolver ou concluir as atividades sempre no último momento. Ou seja, o procrastinador funciona sob pressão, sempre no limite do próprio tempo.

Para o psicólogo Piers Steel, dentre as várias hipóteses explicativas, a que mais elucida a procrastinação é o fato de valorizarmos muito mais o momento presente que a imaginação de um suposto futuro. Tanto que é muito mais fácil adiar tarefas que exigem tempo (acabam com o nosso tempo presente) e que resultam em recompensas pouco claras para um futuro distante. Muitos de nós evitamos ao máximo uma tarefa porque a consideramos chata, sem sentido ou no mínimo desconectada dos nossos interesses pessoais. Assim, deixamos tudo para amanhã, nos envolvendo com algo que cause um alívio, mesmo que temporário.

Mas, apesar de trazer alguns incômodos, a procrastinação só merece atenção especial quando gera sofrimento e comprometimentos significativos na vida da pessoa. Caso contrário,  ela é considerada como um comportamento natural e intrínseco ao ser humano, uma vez que a maioria das pessoas já começa o dia procrastinando, ao apertar o botão do despertador que permite ficarmos na cama por mais cinco minutinhos.

Embora a procrastinação e suas consequências emocionais possam ser resultantes da contraposição entre o tempo psicológico de cada um, geralmente em concordância com os desejos, e o tempo social definido pela cronologia cultural, a maioria dos procrastinadores não gosta de agir assim. Manifestam arrependimento por deixarem tudo para cima da hora, apresentam sentimento de culpa por não conseguirem controlar e organizar o próprio tempo para uma melhor produtividade. E por viverem sempre sob pressão, se tornam vulneráveis ao estresse e a depressão, 

Para lidar melhor com a procrastinação, aprenda dizer “não” aos outros e a você; faça o que precisa ser feito antes da urgência surgir; estabeleça prioridades; não tenha medo de errar;

Não agende, não adie, resolva!




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