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CLÁUDIA SOUZA DE ALBUQUERQUE




 
 

Sábado, 24/06/2017, às 06:00

A Importância do brincar

Brincar é algo que faz parte da vida das crianças! Porém, contrariamente ao que muitos pensam, brincadeira de criança é coisa séria. Brincar para a criança é tão necessário e importante quanto trabalhar é para os adultos.

Através do brinquedo a criança, além de concretizar seus desejos, sonhos e necessidades, desenvolve a socialização, a linguagem, a coordenação motora, o afeto, elabora melhor suas emoções e aprimora seu aparato cognitivo e psíquico. Pois enquanto brincam as crianças experimentam e vivenciam através da imaginação e da dramatização vários papéis sociais que servirão de alicerce para o enfrentamento de dificuldades e conflitos da vida real.

As brincadeiras variam de acordo com o interesse, a maturidade e a faixa etária de cada criança:

Até os dois anos de idade as crianças estão explorando o mundo, é uma fase em que o desenvolvimento motor e a busca pela autonomia estão muito aguçados. Por isso, nesse momento do desenvolvimento é indicado estimular as crianças com brinquedos que explorem a percepção visual e auditiva.

Dos dois aos quatro anos o brincar adquire funções mais específicas e aprimoradas. Geralmente nessa fase a criança começa a reproduzir os comportamentos observados, e é muito comum brincar de imitar os papéis sociais vivenciados. Além disso, como nessa fase já estão mais desenvolvidas física e psicologicamente, despertam o interesse para brincadeiras como equilibrar cubos, jogar bola com outras pessoas, carrinhos, brincar de casinha e de bonecas, modelar massinhas e jogos simples e com peças grandes para encaixar.

Dos quatro aos seis a criança começa a demonstrar interesse por jogos mais complexos, que exigem regras. É também nessa faixa etária que começam a buscar as brincadeiras de competição, que implicam aprender a ganhar e perder. E que, portanto, auxiliam a criança a lidar com as frustrações e propiciam aprimoramento emocional. Os brinquedos preferidos desta fase são os que despertam a fantasia e exigem um pouco mais de raciocínio e criatividade, como caixa registradora, postos de gasolina, meios de transporte, instrumentos musicais, roupas e alegorias de super-heróis, lápis de cor, dramatizações e mímicas, dominós, jogo da memória e de cartas.

Dos oito aos dez anos é uma fase em que a criança gosta de jogos comunitários, como pega-pega, esconde-esconde, futebol, vôlei, queimada. Jogos de tabuleiro e quebra-cabeças mais elaborados são também bem-aceitos nesta fase.

Porém, paralelamente a todas essas brincadeiras, não podemos deixar de destacar a era tecnológica em que estamos inseridos, e nesse contexto se encontram os jogos eletrônicos e virtuais, também importantes para o desenvolvimento infantil. Mas aqui o bom senso por parte dos pais deve sempre existir. Estes devem ficar atentos quanto ao conteúdo dos jogos e tempo de utilização. Quando usados com moderação podem auxiliar a criança a desenvolver habilidades cognitivas e uma oportunidade de trabalhar com seus desejos, tomadas de decisões, estratégias e frustrações. Quando usados em exagero os jogos eletrônicos podem tirar a criança do convívio social e familiar, além de favorecer o isolamento e individualismo, o que pode comprometer o desenvolvimento saudável e integral.

Então, quando o assunto é brincar, apoie, estimule e lembre-se de que para as crianças brincar é coisa séria!




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