MENU

COLUNISTAS


Geral

CLÁUDIA SOUZA DE ALBUQUERQUE




 
 

Ontem, 26/05/2018, às 06:00

Transtornos do espectro autista

Os  transtornos do espectro autista (TEAs) são transtornos complexos que compreendem uma série de dificuldades, caracterizados por desafios com habilidades sociais, comportamentos repetitivos, fala e comunicação não-verbal, que tendem a aparecer desde muito cedo, sendo que em alguns casos podem ser diagnosticados por volta dos seismeses. Estes transtornos, com frequência, acarretam diversos prejuízos na vida da pessoa e dos familiares ao longo da vida.

Para uma maior compreensão, é importante alguma conceituações: Sabemos atualmente que não há um autismo, mas muitos tipos, causados por diferentes combinações de influências genéticas e ambientais. Durante muito tempo o autismo foi considerado uma forma precoce de esquizofrenia, e atualmente os dois diagnósticos são considerados distintos, sendo este classificado como um dos transtornos que integram o quadro de Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O termo “espectro” reflete a ampla variação de um caso para outro, de acordo com as dificuldades e competências, conforme com o grau de cada quadro. Uma das perguntas mais comuns feitas após um diagnóstico de autismo é o que causou a condição. Sabemos que não há uma única causa de autismo, mas sim que o autismo se desenvolve a partir de uma combinação de influências genéticas e ambientais.

É fundamental que pessoas que trabalham e convivem com crianças saibam identificar sinais ou sintomas típicos dos TEAs em bebês ou crianças, pois o diagnóstico precoce e a implantação correta dos tratamentos resultarão em significativa melhoria no desenvolvimento infantil e na qualidade de vida da criança e de seus familiares.

Sinais de alerta de TEAs em bebês e crianças menores:

•O bebê não sorri, nem demonstra expressões alegres;
•Dificuldade de sustentar contato visual enquanto é alimentado;
•Não responde às tentativas de interação;
•Ausência de resposta ao ser chamado pelo nome (importante descartar hipótese de perda auditiva);
•Atraso no desenvolvimento da linguagem verbal e não-verbal  (não apontar, não responder a sorrisos, demorar para balbuciar e falar, ou regressão de linguagem);
•Desconforto com afagos e ao ser pego no colo;
Já em crianças maiores, as características  centrais se relacionam a:
•Problemas de sociabilidade: pouca interação ou interesse por pessoas da mesma idade, evitando atividades em grupo e apresentando dificuldade para fazer amizades.
•Problemas de comunicação: embora seja muito variável, geralmente há atraso na aquisição da linguagem ou fala de forma estranha, inventando palavras novas, falando sobre si na terceira pessoa, repetindo de forma intensa de palavras que ouviu, falando como um personagem,  entre outros.
•Comportamentos e interesses restritos e esteriotipados: presença de movimentos repetitivos sem finalidade, como balançar para frente e para trás, andar na ponta dos pés, girar em torno de si mesmo. Obsessão por assuntos específicos, apego à rotina, dificuldade para lidar com imprevistos ou mudanças...
•Comportamentos associados: alteração dos sentidos, como hipersensibilidade auditiva ou tátil, rejeição para alguns tipos de alimentos, alterações do sono, automutilações, como morder as mãos, bater a cabeça na parede, dar socos na cabeça, principalmente em situações de estresse ou quando não conseguem comunicar suas necessidades e desejo.

Uma vez identificado que o processo de desenvolvimento está alterado, a criança deve ser examinada por uma equipe multidisciplinar, para que o diagnóstico seja feito e os tratamentos reconhecidamente eficazes sejam instituídos.




OUTRAS COLUNAS









MAIS LIDAS










Avenida Marcolino Martins Cabral, 1315, 6º piso Praça Shopping
Centro - Tubarão/SC - CEP 88701-105 - 48. 3631-5000
Todos os direitos reservados - JORNAL DIÁRIO DO SUL