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LUIZ MARINS




 
 

Segunda-feira, 21/01/2019, às 06:00

“Não tem”, “não dá”, “não pode”

Pergunto à balconista se na loja tem tal produto. Ela diz: não tem. Pergunto ao eletricista se dá para colocar uma tomada extra junto à geladeira. Ele diz: não dá. Pergunto ao advogado se tal coisa pode ser feita. Ele diz: não pode.
Já recebi muitos “não tem”, “não dá” e “não pode” que tinham, davam e podiam. De preguiça de procurar o produto no estoque, o balconista diz que não tem. De preguiça de arrastar a geladeira, subir no forro e puxar a dita tomada, o eletricista diz que não dá, que a rede não suporta a carga. De preguiça de consultar a jurisprudência, o advogado diz que não pode. Se batermos o pé e ficarmos firmes em nossa decisão, vemos que não era bem assim. “Ter, tem”, me disse o balconista, mas está lá no alto... “Que dá, dá”, me disse o eletricista, mas seu forro é baixo demais. “Poder, pode”, me disse o advogado, mas eu não conheço bem a legislação trabalhista.
Todas as vezes que alguém lhe disser “não tem”, “não dá” e “não pode’, desconfie e confira. Pergunte novamente e insista, e você verá que, muitas vezes, “tem, dá e pode”.
A maneira mais fácil de fugir de uma responsabilidade ou de um serviço é dizer “não”. E você conhece as dezenas de variantes destes “não tem”, “não dá” e “não pode”. É a secretária que diz que já ligou centenas de vezes e não encontrou a pessoa. É o motorista que diz que não dá tempo de fazer a entrega naquele dia. É a costureira que diz que é impossível fazer aquela barra de saia. É o dentista que diz que, aquele seu dente, só extraindo mesmo. É o médico que afirma que isso é caso de cirurgia, e não tem outro jeito. É o mecânico que diz que o motor de seu carro está fundindo e que não pode fazer nada. É o autoelétrico que diz que aquela lâmpada queimada de seu carro não existe mais. Será??
É sempre mais fácil dizer “não tem”, “não dá”, “não pode”, assim como os famosos “não sei”, “não vi”, “não conheço”, “não estava lá”, “não é da minha alçada”, “não é da minha área ou do meu departamento”.
Será que não estamos sendo vítimas de pessoas pouco comprometidas em solucionar nossos problemas, simplesmente dizendo “não tem”, “não dá”, “não pode”? Será que em nossa própria empresa isso acontece? Será que nós próprios não dizemos “não tem”, “não dá”, “não pode”, quando o tem, o dá e o pode exigem muito trabalho e um comprometimento extra?
Pense nisso. Sucesso!




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